Good Lucky

42 Ain't nobody in the world... But you and I.


Notas iniciais
Alguém tem mais alguma observação à fazer? Caso sim deixe ela em qualquer lugar por ai que ela será descartada com muito prazer! Grata desde já :) [irônia off]

Os meses passaram e junto com Março veio a corrida para fazerem o casamento de Rachel e Quinn. Eles viajaram para o interior, alugaram uma chácara, queriam a família, as amigas mais intimas e só uma equipe de fotografia, um bom organizador e comida e bebida à vontade.

Quinn estava ajudando a organizar e prender as lampadas nas fiações sustentadas pelas arvores. Haviam mais de duzentos bocais de lampadas ali. Sam estava descarregando os carros com ajuda de Shay e Ashley. E Rachel estava presa dentro da casa com Kurt. Ele por falta de um fez cinco vestidos pra deixar Rachel louca e uma pilha de nervos.

–Cadê minhas madrinhas? — Perguntou.

–Demi não chegou ainda e acho que Ash está ajudando Shay.

Rachel suspirou e resolveu sair de lá. — Na hora eu escolho um.

E ai foi Kurt que entrou em desespero.

A morena viu Quinn pendurada em uma escada com uma duzia de lampadas nos braços, ficou preocupada, mas estava estressada demais e foi atrás de seus pais, encontrando eles sentados na varanda de trás da casa principal com Charlie e Kath, Beth ainda estava vindo com Santana.

–E essa cara? — Leroy perguntou.

–Kurt me deixando louca. — Disse baixo.

Hiram pegou as mãos de Rachel olhando as unhas dela. — O que ele aprontou?

–Cinco vestidos papai, ele me aprontou isso.

Hiram estatelou os olhos. — Ele não tem noção não?

Rachel resmungou algumas palavras e Charlie se levantou correndo entre a casa, chegou lá na frente e procurou por Quinn.

–Mãe! — Chamou ao vê-la na escada.

–Oi?! — Quinn encaixou a ultima lampada de sua mão e rosqueou.

–Vem cá. — Charlie chamou.

Quinn desceu e viu ele com a mão fechada, se agachou de frente para ele, franzindo o cenho. — Estou aqui.

–Abre a mão. — Ele disse animado.

Quinn fez e a mãozinha de Charlie pousou em cima da dela soltando um dentinho. — Ah meu Deus, meu homenzinho.

Charlie deu um sorrisão com janelinha e Quinn riu beijando a bochecha dele. Ergueu os olhos encontrando Rachel com Kath no colo, curiosa sobre aqueles dois, a loira pegou o filho no colo e caminhou até elas.

–Olha só. — Quinn segurou entre o dedão e o indicador o dente de Charlie.

Rachel sorriu. — Deixa eu ver esse sorriso lindo?

Charlie sorriu para Rachel e Kath bateu palminhas. "Chalie" disse e riu babando.

Quinn e Rachel arquearam as sobrancelhas. — Fomos vencidas pelo irmão?

–Acho que sim. — Rachel assentiu tirando a fralda de pano do bolso de trás de seu short e limpando a boca de Kath devagar.

Quinn foi terminar de colocar lampadas e Rachel levou os dois para seus pais. As pessoas trabalhavam silenciosas porém animadas por ali.

As horas iam passando, os enfeites iam chegando, as coisas iam sendo arrumadas, e os convidados foram entrando nas casas para se arrumarem.

A equipe de fotografia estava se arrumando e ligando seus aparelhos, e o pessoal da montagem testou as lampadas.

As dez horas todos estavam em seu lugar, Quinn usava um vestido de uma das coleções de Kate Spade, ele era todo preto e na parte de cima, na frente havia uma faixa branca que não ia até a saia. O cabelo estava preso de um lado, jogado por seu ombro e nos pés um par de saltos pretos e brilhantes de sola vermelha era coisa de sua cunhada.

Santana estava inquieta ao lado de Demi, Puck estava sentado com Beth na primeira fileira. Todo Glee Club estava ali, família de Quinn, a de Rachel, amigos, conhecidos, inclusive o Finn e Emma.

Acima uma enorme quantidade de lampadas estavam iluminando aquele céu azul marinho que se encontrava sem lua e sem estrelas.

Quinn estava agoniada no altar e sua agonia se foi quando viu Rachel na ponta do tapete vermelho com Hiram e ao seu lado.

Ela estava com um vestido curto, o que pegou Quinn totalmente de surpresa, e em saltos brancos bem altos. Uma gargantilha delicada estava no pescoço, Quinn podia ver o brilho dos brincos discretos. O buque de tulipas vermelhas nas mãos da mulher que estava para se tornar sua esposa, um coque perfeitamente bem elaborado, um sorriso bobo no rosto, olhos marcantes e sedutores.

Quinn desceu o degrau e Hiram a olhou. — Conseguiu Quinn.

–Obrigada Sr. Berry. — Quinn disse.

Hiram pegou as mãos de Quinn e beijou a testa dela. — Eu não preciso mandar você cuidar dela, eu sei que vai, agora você dona Rachel, trate de cuidar muito bem de Quinn.

Rachel riu pelo nariz negando com a cabeça e sentiu os lábios de seu papai em sua cabeça. — Eu irei.

Quinn e Rachel subiram o degrau e pararam em frente ao mestre de cerimonias, um homem rápido e objetivo que Rachel sentiu vontade de abraçar por não ser enrolado, deu inicio e sem muitas delongas pediu pelos votos.

–Oh caramba, como eu vou começar isso? — Rachel murmurou olhando para a mão de Quinn em cima da sua e a aliança em sua outra mão. — Você mais do que ninguém sabe o quanto eu amo falar, mas as palavras simplesmente somem quando o assunto é você. Quinn você aprontou cada coisa, coisas que apenas fizeram eu te amar mais e mais e mais, sei que já temos uma família, três filhos lindos e com você minha coragem brota naturalmente, tanto que toparia um time de futebol americano desde que você quisesse. — Quinn franziu com um sorriso nos lábios, algumas pessoas deram risada. — Eu sempre levei jeito para discursos de incentivo, ou pra falar sobre mim, mas eu sei que agora é de você que eu tenho que falar, estou me enrolando eu sei, eu tentei escrever mil vezes um voto descente, mas não saia amor, porque minha vida com você é assim, ao vivo, em cores, com sentimentos pulando de todos os lados. Não existem números pra dizer quão imensurável é o que eu sinto por você. — Rachel deixou uma lágrima escapar por seu olho. Respirou fundo. — Eu Rachel Barbra Berry Fabray, recebo você, Lucy Quinn Berry Fabray como minha esposa, e eu vou te amar, te respeitar, cuidar de você na saude e na doença, em momentos de dificuldade ou quando tudo estiver sendo um mar de rosas, por todo o tempo em que vivermos e prometo lutar por nós até que a morte nos separe.

Quinn sentiu a aliança gelada entrar em contato com sua pele quente e limpou a lágrima do rosto de Rachel com o indicador dobrado. O homem entregou a aliança na mão de Quinn e ela respirou fundo, sentindo seu interior vibrar de animação.

–Acredite você tirou as palavras da minha boca, quando o assunto é nós duas e escrever votos. — A loira suspirou. — Eu amo você Rachel Berry, desde a primeira vez que te vi há exatamente 13 anos atrás, temos 28 anos agora... Então imagine o quanto de você existe em mim desde os 15 anos, é muita Rachel Berry para pouca Quinn Fabray, mas exatamente por isso eu amo você. Eu posso ser pouco, mas você é o muito que me completa, e por isso eu vou continuar no seu pé, vou viver cada dia da minha vida para você e para nossa família. Você provavelmente não sabe que foi quem quebrou todas as correntes que me prendiam, por isso eu era uma má pessoa, não queria te machucar eu juro, eu já sentia absurdos por você quando passava pelo corredor da escola prepotente naquele uniforme vermelho, branco e preto. Eu era um fantoche Rach, você apenas soube como manusear, eu lembro da faculdade quando eramos amigas próximas e de como eu gostava de ser quem você precisava. Mas eu prefiro o agora, poderíamos fazer tudo novamente e eu passaria por cada tapa, cada murro e cada palavra dura, desde que no final você estivesse aqui nesse momento comigo de frente pra mim, já tendo feito promessas para mim e esperando eu fazer as minhas. — Quinn sentiu os dedos de Rachel afastando as lágrimas de seu rosto. — Então eu, uma pessoa feita por você e não por um internato militar, Lucy e não Quinn, estou aqui para receber você Rachel Barbra Berry Fabray como minha e somente minha esposa, para amar, cuidar e respeitar, em meio a dificuldades ou bons momentos, na saúde e provavelmente quando você estiver falando a língua do B ou fazendo greve de voz comigo, por todo o tempo que vivermos e prometo que nada nunca vai ficar no meu caminho para ter você, você é minha para sempre até que a morte nos separe.

Quinn deslizou a aliança no dedo de Rachel e ignorou o mestre de cerimonias segurando o rosto de Rachel e pressionando os lábios contra os dela sentindo o gosto das lágrimas se misturando.

Elas oficialmente eram esposas, e aquilo era incrível para quem via, Rachel Berry a falante perdedora do glee club e Quinn Fabray a ruim intocável lider de torcida, se casando depois de anos... Depois de muitas confusões.

A festa estava rolando quando o celular de Quinn tocou, Brenda que estava com o namorado entregou à Quinn que se afastou para atender.

–Fabray.

–Srta...

–Senhora. — Ela corrigiu e olhou a tela vendo apenas o numero. — Com quem falo?

–Aqui é o Sr. Davis.

–Ah sim, prossiga. — Quinn colocou a mão na ponte do nariz, sabia que Rachel iria querer matar ela.

–Eu quero cancelar o meu processo de divorcio.

Quinn arqueou a sobrancelha, ouviu atentamente tudo o que ele tinha pra falar e sentiu braços em sua cintura, encontrando os olhos de Rachel ao olhar para baixo.

Castanho era sua cor favorita.

–Sr. Davis, sei que hoje é sexta-feira, mas eu não vou poder ajudar com isso agora. Eu estou no meio da festa do meu casamento. — Quinn disse olhando Rachel. — Eu não quero começar com minha esposa me colocando pra dormir no sofá logo na primeira noite. Eu prometo dar entrada na papelada segunda.

–Mil perdões Sra. Fabray. — Ele disse surpreso. — Eu aguardo até segunda.

–Fico grata. — Quinn disse. — Tenha uma ótima noite.

–Parabéns Doutora, e mais uma vez perdoe-me.

Quinn afastou o telefone da orelha. — Qual o nível de encrenca em que me encontro?

–Não está alto. — Rachel disse. — Estamos bem, desde que essa benção não toque novamente.

Quinn desligou o celular e Rachel sorriu. — Eu não preciso dos meus clientes agora. É apenas você e eu no mundo hoje à noite.

Rachel encostou os lábios nos de Quinn e mordeu devagar, então se afastou. — Vamos lá, eu já dancei até com Charlie.

Quinn riu e levou Rachel para a pista, estava tocando You and I do John Legend. A loira segurava a mão de Rachel que tinha um braço embaixo do seu e segurava no ombro apoiando o queixo ali.

Out of all the girls

You my one and only girl

Ain't nobody in the world tonight

All of the stars, you make them shine like they were ours

Ain't nobody in the world, but you and I

You and I

Ain't nobody in the world, but you and I

Quinn sorriu diante a letra da musica e continuou balançando naquele ritmo calmo enquanto ouvia Rachel cantar baixo junto com John.

As duas se sentaram e Beth abraçou Quinn pelos ombros que sorriu fazendo carinho no braço da filha, Charlie se acomodou no colo de Rachel e ficou admirando sua mamãe.

–Podemos ir para a Disney nas ferias desse ano? — Beth pediu olhando para Rachel. — Nem que sejam só 7 dias lá.

Quinn pegou Kath que estava mordendo a cabeça de sua Minnie Mouse tentado coçar a gengiva.

–Pra mim parece ótimo. — Rachel disse assentindo. — Quinn?

–Se todos nós formos juntos, vamos até a china se quiser Beth. — Quinn disse sorrindo.

–Obrigada mães. — Beth sorriu e beijou a bochecha de Quinn e em seguida a de Rachel.

Rachel sorriu e viu ela andar até Lucy que estava conversando com algumas primas dela. — Amor?

–Oi? — Quinn disse parando de fazer graça para Kath rir.

–E Beth e Lucy?

–O que tem elas?

–Você não me explicou.

–Elas são melhores amigas sabe? — Quinn disse rindo da história por antecipação. — Algo me diz que Lucy ainda vai ter que aguentar alguns namorados frescurentos de Beth, mas sei que elas vão ficar juntas.

–Não te assusta saber o futuro? — Rachel franziu.

–O futuro já chegou Rachel, eu não sei o que vai acontecer a partir de agora, a vida é feita de escolhas.

–E somos nós quem fazemos elas. — Rachel entendeu.

Notas finais
Graças a Deus, só mais um capitulo :) Okay cansei! É o seguinte, eu poderia ter desistido dessa fic, poderia ter feito o caralho a quatro, poderia escrever o final dela e mostrar apenas para quatro ou cinco pessoas que eu considero demais, mas tou aqui postando a PORRA DA FIC pra vocês, então pelo amor de Deus só leiam o resto dela calados, porque eu fui desiludida e extremamente desapontada por leitoras ou leitores, de muito baixo calão aqui. Acho que as vezes respeito é bom e todo mundo gosta. E pra os que vieram falar o caralho à quatro pra mim: Ninguém é perfeito, e cada um sabe os erros que comete. Passar bem ai galera...