Good Life, by Rose Weasley

1 We are the beginning of The End


Notas iniciais
Hello, everybody! Esta fic é uma long-fic, e eu irei tentar postar com frequência, mesmo eu procrastinando muito. Vai ter a maioria dos capítulos narrados pela Rose. Contudo, de vez em quando terá outros personagens narrando também. Espero muito que gostem da minha fic, comentem, deixem reviews, critiquem, etc. A gente vai se conhecendo pelas notas, mensagens, comentários e tal. Aliás, me achem no twitter! Lá costumo avisar quando sai capítulos e tem todos os aesthetics, dreamcast e alguns comentários a mais. I @leiaorganazx I Obrigada pela atenção. xoxo, viva la pluto


— Então, aquele é o pequeno Scorpius. — meu pai disse entre os dentes. – Arrase-o em todos os testes, Rosie. Graças a Deus, você tem o cérebro de sua mãe.

— Pelo o amor de Deus, Rony. — disse mamãe, um pouco nervosa, um pouco sorridente. — Não os tente colocar um contra o outro antes mesmo de as aulas começarem!

— Você está certa, desculpe. — disse papai, mas incapaz de se segurar, completou. — Mas não fique muito amiga dele, Rosie, vovô Weasley nunca a perdoaria se você se casasse com um puro-sangue!

Opa, opa, opa! Tá indo rápido demais. Eu tenho que me apresentar primeiro, oras!

Sou Rose Minerva Granger-Weasley. Tenho 11 anos. Sou ruiva e tenho olhos azul baço. Herdei isso da minha parte paterna. Pelo que todos dizem tenho uma inteligência absurda. Todos garantem que herdei isso da mamãe. Isso mesmo, meus amigos, sou filha de Ronald e Hermione Weasley!

Eu também tenho um irmão, Hugo. Aquele pirralho! Claro, ele é meu irmãozinho. E eu o amo muito! Ele tem lá suas qualidades, como ser engraçado, protetor e amável. Mas irmão que é irmão sempre (guarde essa palavra), s e m p r e é irritante. A gente discute muito, mas é coisa de, bem, você sabe... irmãos!

E tem os meus primos (muitos primos, pra falar a verdade). Mas meus favoritos são Alvo, Lilly-Lu, sim e Roxanne, que, no caso, são meus melhores amigos. Mas não deixem meus outros primos saberem. Segredo nosso. Eu tenho muitos outros primos e primas, mas isso se deve, claro, ao tanto de tios e tias que tenho.

Meu tio favorito é o tio George. E, modéstia parte, eu sou a sobrinha preferida dele. Nasci no mesmo dia que ele, dia primeiro de Abril. Tio George diz que eu sou tão especial que nasci no dia do aniversário de uma pessoa mais especial ainda: ele! Temos uma relação tio e sobrinha muito forte. Ele me ensinou um monte de coisas, como, por exemplo:

— Como fazer carinha de anjo, para sua mãe não brigar tanto com você.

— Como fazer com que uma pessoa fique de nariz roxo(isso se deve às brincadeiras e logros que meu tio George fabrica.)

— Ou até mesmo, você sabe... projetar sua própria engenhoca maluca que vai fazer todos, menos você e, claro, seu tio, começarem a cuspir penas e cacarejar como galinhas.

Nunca, nunca (vou repetir, NUNCA) conte a nenhum tio meu que eu tenho sim um favorito. Em hipótese alguma conte a eles. Todos os Weasley's são bem ciumentos!

Os Weasley's são uma família tradicional. Tão tradicional como os Malfoy's. Ninguém sabe onde começou essa rixa boba, mas ela continua ali, viva através das gerações. É meio idiota, se pararmos para pensar.

Bem, esse será meu primeiro ano em Hogwarts!

Isso mesmo, galera! Estou indo para o lugar, onde terei minhas melhores e mais bonitas lembranças, de acordo com a minha mãe, mas isso não é importante agora.

Agora podemos continuar a história, após à minha introdução.

Bem, quando meu pai disse aquilo, eu me perguntei qual era o real porquê de termos essa briga com os Malfoy's. Eles não podiam ser tão ruins! Claro, eles serviram ao "Lorde". Sim, eles prenderam minha mãe na sua mansão e a torturaram, sim eles... é melhor eu parar por aqui. Mas tirando esses MÍSEROS detalhes (olha a ironia aí), O passado é passado. Temos que viver o agora! Foi assim que me ensinaram. Claro, óbvio, e com toda a certeza que eu me preocupo com meu futuro. MUITO! Mas eu não podia ignorar essa frase que me repetiam:

"Aproveite, Rose. Aproveite o que está acontecendo AGORA. O passado fica no passado." Eu não iria julgar aquele menino pelo sobrenome! Não do mesmo jeito que não gosto de ser julgada pelo meu. Eu iria dar uma chance a ele.

Então, comecei a me despedir da minha melhor amiga, Lily, do meu irmão e do meu pai.

De repente, eu sinto alguém esbarrar em mim. Percebi que todos os adolescentes estavam apressados, correndo todos pra uma direção só. Toquei-me na hora. O trem estava partindo!

— Pai, o trem está saindo! Preciso ir logo.

— Okay, okay! – disse minha mãe apressada, me puxando para um abraço de despedida. — Tome cuidado, tente não aprontar e faça boas lembranças.

— Preciso ir agora! – olho para a mulher à minha frente- Prometo escrever sempre.

Ela me entrega um vira-tempo. A olhei confusa. Vira-tempos haviam sido destruídos pelo ministério. Mas não era hora para emoções. Acabei apenas aceitando.

— Tchau! — nessa hora saio correndo em direção ao trem.

Por pouco eu não embarco. Mas eu consegui, colegas!

Esse momento até merecia de trilha sonora We Are The Champions, do Queen. Depois que entrei no trem, fui à procura de uma cabine. Encontrei meu primo, Alvo, minha prima Roxanne (Roxy para os íntimos) e, por mais incrível que pareça, “o pequeno Scorpius.”

— Finalmente, Rose! Achei que você iria perder o trem! – Roxy exclamou, logo, chegando pro lado para eu me sentar junto a eles.

— Isso não é típico de você ou da tia Mione, é mais para o... — começou Alvo.

— Meu pai. É. Mas por pouco eu perco mesmo.

—Aliás, esse é o Scorpius. Esse também é o primeiro ano dele.

—Prazer. – ele me estendeu a mão.

Nessa hora, o discurso de meu pai veio à minha mente como um flash.

“Mas não fique muito amiga dele, Rosie, vovô Weasley nunca a perdoaria se você se casasse com um puro-sangue!”

E então me lembrei de como eu NÃO seria igual aos outros Weasley’s, julgando pelo nome. E foi aí que eu apertei a mão dele.

— Rose Weasley. — dei um mini-sorriso.

Pelo curto tempo em que olhei nos olhos dele, enquanto apertávamos as mãos, pude ver que ele se assustou por eu ter “aceitado” sua mão. Mas, ao mesmo tempo, vi... desafio.

— Uau! – ele disse assim que separamos nossas mãos.

—Que foi? –eu perguntei curiosa.

—Você não recusou o meu aperto de mão.

— E daí?

—É que eu não esperava isso de uma princesinha do papai. – e ali estava de novo o olhar de desafio, junto a um sorriso de escárnio.

Pera... calma aí. Do que ele me chamou? Acho que não ouvi direito...

— Do que... do que você me chamou?

— De princesinha do papai. –Será que aquele sorriso de escárnio não ia embora?

Eu senti ficar vermelha de raiva e dei um olhar furioso pra ele. Sabe quando você sente todo seu corpo tremor, você esquenta e sentir como se toda sua força fosse diretamente pro punho? Inclusive, tive que fechá-lo com muita força para poder aliviar um pouco da minha

— E o que te dá direito de me chamar assim? –falei entre dentes.

— O direito da verdade!

Foi aí, meus amigos, que a coisa ficou feia.

Eu me levantei de supetão. Vi de relance Roxy arregalar os olhos ao meu lado e Alvo prender a respiração. Os dois sabiam muito bem como era eu brava.

Amigo(a), só vou lhe dizer uma coisa. Você vai preferir Voldemort que a mim brava, frase do meu priminho, James, depois de ele ter molhado meu livro e ter arcado com as consequências.

— E quem você pensa que é para me chamar assim? — vociferei.

—O garoto que você não deve se tornar muito amiga, porque o vovô Weasley jamais te perdoaria. – ele tinha se levantado também.

Eu não liguei na hora o quão isso devia ter machucado ele. Eu tava brava demais pra isso.

Então, eu continuei gritando com ele e ele comigo. Era xingamento dali, xingamento de lá. E eram apelidinhos infantis, era má resposta.

Hora ou outra Alvo ou Roxy diziam “Gente, não vamos brigar.” Então, aquele loiro oxigenado e eu nos virávamos pra eles e dizíamos “Não se metam.” Aí calavam a boca e nos olhavam... entediados, eu acho.

Chegamos ao ponto de falar sobre o sobrenome. Nada pesado, mas falamos e então proporcionou uma coisa.

E aí aconteceu.

— Como você é irritante!

— Fala como se você... – ele apontou pra mim, dando mais enfase ainda no "você"- ... fosse as mil maravilhas, princesa.

— Argh! — exclamei. — Você é insuportável. É impossível não te odiar.

Eu disse “odiar”. Eu realmente disse isso, mas eu não estou arrependida. I regret nothing. Eu o odeio. Acho que o ódio entre Weasley e Malfoy continuaria por mais uma geração.

— Saiba que é recíproco! — devolveu jogando as mãos pro ar.

Pra falar a verdade, ele gritou mesmo. E com essas lindas palavras (olha aí ironia de novo), eu saí. Eu só... saí. E fui andar pelo vagão. Esfriar a cabeça. E me veio o pensamento.

“Se você não viu, ele não vai sair daquele vagão. E o clima entre vocês não está dos melhores. O jeito agora é procurar outro vagão. Tudo bem que você tem um monte de primos aqui, mas... todos vão querer ficar com seus outros amigos. Você não pode ir chegando lá, como uma intrusa.”

E foi isso que fiz. Fui procurar outro vagão, qualquer outro vagão vazio.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Digam-me o que acharam. Perdoem qualquer erro meu, obrigada por lerem. xoxo, viva la pluto