Good Life?

2 Gabinete? Mas Outra Vez?


Notas iniciais
Oi! Escrevi isto tudo num dia. Ok, eu já tinha uma parte escrita, mas o resto foi tudo hoje. Eu fiquei tão feliz com os reviews que me deu uma onda de inspiração. Ainda não acontece muita coisa interessante neste capitulo, mas ele é importante para a história. Que começa no próximo.
Agradeço às pessoas que me deixaram comentários, visto que veio uma pessoa de cada estilo ainda estou mais radiante.
Eu escrevi este cap a ouvir duas música, uma de j-rock e uma de k-pop. Só para ser simpática. Não, na verdade foi sem querer. Não sei se calham bem, mas podem ouvi-las.
Sleepwalker - Alice Nine (Sou obcecada pelo Shou há anos.)
Heartbreaker - G-Dragon (Ele é tão lindo... *-*)
Agora vão ler, sim?

Meio-dia. Já era meio-dia de terça-feira. Já?! Ainda… Acho que quanto mais depressa queremos que o tempo passe, mais ele abranda. Ele tem de parar ali um bocado, para tirar uma com a nossa cara. Tenho a certeza. Bem estávamos no meio de uma aula de inglês. Que é só uma das matérias que eu mais odeio.

Eu, assim que a professora tinha começado a falar, entrei num sono profundo. E assim estive, até à Bea reparar, ainda só tinha passado metade da aula. A única coisa boa do inglês é que, como eu não percebo nada, posso dormir sem ficar com a matéria na cabeça.

Mas eu tinha de ter arranjado uma melhor amiga que era, para além de representante de turma, a aluna com melhor comportamento e melhores notas, não é? Assim que reparou que eu já estava adormecida há bastante tempo (para ela…), tratou de me acordar. Porque é que ela tem de ser tão perfeita? Melhor, porque é que ela tem de querer que os outros também sejam assim? Aff… Nem vale a pena protestar.

– Dani. – ela sussurrou, abanando-me – Dani acorda. Vá lá. – ela continuou a chocalhar o meu corpo, mas eu não mostrava sinais de vida. E ela não parou.

– Hmm. – murmurei, virando a cara para outro lado. Ela estava empenhada em acordar-me… Ok, está-me a enervar. Afastei-me dela, cruzei os braços sobre a mesa e pousei neles a cabeça. Tentei voltar a dormir.

– Dani. Estás a perder matéria. – ela insistiu, já meio desesperada. Ela é uma rapariga estranha. Qual é o problema de perder a matéria. Assim até passamos mais tempo juntas, pois ela vai querer “atualizar-me”. Cedi e levantei a cabeça.

Olhei em volta. Havia mais três pessoas a dormir. Drew, o aluno de intercâmbio que já está cá há tanto tempo que é quase português, Afonso, o engraçadinho da turma, e Melanie, a rebelde, metida a durona, filha duma grande puta e continua, e continua. Pareciam todos tão pacíficos. E aqueles eram dos maiores encrenqueiros da turma. Tirando eu e Bernardo, claro.

– E quem… — comecei, espreguicei-me folgadamente – Te disse que… — bocejei, em alto e bom som – Não era essa a ideia? – completei, sorrindo para ela com os dentes todos. De repente Amanda olhou para trás de mim e começou a rir baixinho. Aí eu soube, que nada de bom ia acontecer.

– Daniela. – chamou alto a professora de inglês. É mesmo, ela estava atrás de mim. Virei-me para ela, lentamente. Se tivesse de a desafiar para não parecer mal, eu ia fazê-lo. De boa vontade. Olhem que aquela senhora, de perto, ainda é mais feia e cheira pior do que parece. A sério mesmo. Ela parecia muito chateada e com vontade de me mandar sair da sala. Talvez eu devesse ouvir a Bea, e deixar de dormir nas aulas. Ou talvez não…

– Sim, senhora professora? – perguntei fazendo um sorriso cínico. Eu não gosto mesmo daquela velha!

– Por acaso as minhas aulas são enfadonhas, ou algo assim? – ela perguntou, deitando gafanhotos, irritada.

– Responde que não. – pediu a Bea, em meio de um “ataque de tosse”, para depois olhar ameaçadoramente.

– Sê sincera, Nini. – disse-me Amanda, rindo escandalosamente. Esta professora é realmente… Eu dormir irrita-a, mas a Amanda a rir histericamente para todos os lados não.

– Só por acaso? São sim. – respondi, fazendo uma expressão inocente, e levando a turma toda a rir.

“São pois” e “Concordo com ela”, foram alguns dos comentários que os meus colegas mandaram. Mas assim que a professora olhou em volta todos se calaram. Que estranho… Realmente as pessoas são muito corajosa para algumas coisas, mas tão covardes para outras. [Covardes ou cobardes? Não sei como é… T.T]

Claro que fui mandada para o gabinete da diretora. Ou a sala da Grande D, para os frequentadores. Aqui está uma das razões para eu odiar terças, acontece sempre algo de mal. Na semana passada tive um teste surpresa, para o qual não estava minimamente preparada. Foi de inglês… E acho que só foi surpresa para mim, e para a Amanda… Mas isso não é relevante! Drew e Bernardo, colegas, amigos e parceiros de encrencas, também forma mandados para O Gabinete.

Eu podia dar uma de simpática e dizer-lhes que não deviam ter concordado comigo. Mas… Para além de isso não ser muito do meu feitio, eles é que escolheram fazê-lo. A culpa não á minha. A última coisa que ouvi antes da porta se fechar foi o riso estridente de Amanda. Umas oitavas acima do riso normal. Não me admirava nada se ela fosse a próxima a ser expulsa da aula.

– Então, Dani… — começou Bernardo, pondo-se à minha direita.

– Ainda te lembras onde é a sala da Grande D? – completou Drew, pondo-se do outro lado e rodeando a minha cintura. Eu pressentia que nada de bom ia sair dali.

– Pois é… Já lá não és mandada para lá há tanto tempo. – disse Bernardo, com melancolia fingida na voz, encostando-se também a mim – Já sentimos a tua falta… — ele sussurrou perto do meu ouvido.

Eu não corei. Não fiquei constrangida. Nem arrepiada. Eu sei que essa seria a reação da maior parte das raparigas mas eu já disse, e repito quantas vezes for preciso, eu não sou como elas. Não sou tão banal. Por isso fiz a única coisa que me veio à cabeça. Olhei divertida para eles e perguntei:

– O que é que vocês acham que estão a fazer, seus tarados?

– Nini… Não nos chames isso. – pediu Bernardo, fingindo voz de choro.

– Isso ofende-nos. – completou Drew, fazendo uma voz idêntica, aproximando a mão da minha bunda. [Bunda! Como me faz impressão usar esta palavra… Ela sem dúvida não é usada aqui.]

– Parem! – guinchou alguém, ao fundo do corredor. Pela voz estridente e feminina e o pouco barulho que os seus sapatos faziam ao bater no chão eu apostava todo o meu dinheiro em como era Amanda. [Ei, maknae fofinha, apareceste!! Quer dizer, pela primeira vez apareceste diretamente, e não apenas com olhares de lado. Estás happy?] Eles pararam, tal como ela tinha pedido e, consequentemente, fizeram-me parar com ela. Afinal, eu estava presa entre eles.

Ela aproximou-se, a correr, ofegante, e assim que chegou perto afastou-me dos outros dois. Não haja dúvida de que ela foi muito subtil… Mas ela estava desnorteada. Era a primeira vez que ela era expulsa da sala de aula. Não que ela fosse bem comportada e certinha, que nem a Bea, tem notas baixas, mata aulas frequentemente e é muito desatenta. Só que, à maneira dela, nunca desrespeita as regras, ou as pessoas. E não dá razões a ninguém para a mandarem para a diretoria. E, mesmo que tentassem, não teriam razões plausíveis. A não ser se ela começasse a rir… [¬¬]

Agora apresenta-la… Bem, ela é baixa. Não tem muito mais de metro e meio. Na verdade, costumamos zoar dela por ser mais baixa que o Ruki [para k-poppers desinformados, é o vocalista de the GazettE]. E eu até arranjaria alguém do k-pop, mas até os maknaes das bandas são gigantes. [É verdade! São muito altos…] Ela é loira, mas tem metade do cabelo pintada de rosa choque. O corte dela é meio oriental, é reto, com franja e curto. Tem olhos verdes e pele branquinha. É meio psicopata, mas com o tempo as pessoas habituam-se.

– Ei, Daniela. – o Drew chamou-me – Vais mesmo para lá? – perguntou descrente.

– Acho que sim… — suspirei, não havia mais nada que eu pudesse fazer.

– A sério? – perguntou duvidoso. Realmente, eu nunca ia para lá. Saia sempre da escola e faltava ao resto do dia. Assenti, resignada.

– É a primeira vez da Amanda, não a posso deixar assim. Né? – sorri de lado com esta afirmação.

– Bom, nós vamos embora. – ele avisou, puxando o braço do amigo que, estranhamente, se tinha mantido calado até agora.

– Adeus. – disse vendo-os desaparecer ao fundo do corredor.

– Eles vão baldar-se? – perguntou Amanda, nervosa.

– Ya. Não tenhas medo, Ama-chan. Ela não te morde. – ri-me antes de entrar no gabinete dos pesadelos da minha amiga. Ela realmente não sabia nada da vida.

Nem eu…

Notas finais
Espero que tenham gostado. Deixem reviews, tá? Esses primeiros caps ficam tão insonsos...
A imagem do cabelo da Amanda é esta: http://www.google.pt/imgres?hl=pt-PT&biw=1192&bih=514&tbm=isch&tbnid=QSiNYKPuFGl6zM:&imgrefurl=http://www.fanpop.com/spots/girls-generation-snsd/picks/results/759467&docid=ku3VrI_nztYHcM&imgurl=http://images4.fanpop.com/image/polls/759000/759467_1309278608791_full.jpg&w=349&h=468&ei=bT4DUKj1IqrUmAXm48HrCQ&zoom=1&iact=hc&vpx=466&vpy=127&dur=4979&hovh=260&hovw=194&tx=63&ty=219&sig=118199857058665269650&page=1&tbnh=160&tbnw=121&start=0&ndsp=13&ved=1t:429,r:2,s:0,i:74 . Que giant... Esta é das 4minute, mas eu não sei mesmo o nome dela.
Bem, eu sei que é tarde mas este cap é dedicado à minha flor, Oni Hime, e à minha maknae fofa, que não se importou de entrar na fic, Amanda.
O próximo pode demorar um bocado para sair, mas eu vou tentar desoachar. Já tenho a história toda na mente e ela está só à espera de uma oportunidade para sair.
Ignorem isto... Amanda, sabes qual a razão para a Bira não me deixar metê-la na história? Ela é mesmo teimosa. Eu sei que não te interessa muito, mas podias convencê-la? Vá lá! Por mim...
BjsS
para todos os que lera, e deixem comentário.