Good Girls
1 Único — Linda e provocante, naipe mulher veneno.
Notas iniciais
Ela é uma boa garota, a favorita do papai. Ele guardou dinheiro para Harvard, ele sabe, ela passará. Ela é boa na escola, nunca mata aula. Ela fala francês, acho que ela é fluente...
Ela assobiava enquanto procurava algo bonito para sair, o guarda-roupa simples dela mal fechava de tantas roupas, mas o que ela queria estava escondido bem no fundo, onde seu pai nunca acharia e nunca faria perguntas. Finalmente ela escolheu uma blusa vermelha bem decotada e uma saia colada. Enquanto calçava o seu único salto alto que ficava debaixo da cama o seu celular tocou, ela suspirou e se jogou na cama, atendeu a ligação. Ela não precisava ver pra saber quem era. Era seu pai, como sempre.
— Olá minha princesinha.
— Já disse para não me chamar assim, papai! Eu já sou bem grandinha.
— Eu sei, eu sei. Eu só queria saber como vão as coisas ai em casa, o que você anda fazendo... Sinto tanto a sua falta.
— Eu também sinto a sua, mas não precisa se preocupar eu sei me virar muito bem, eu estava só estudando, você sabe o vestibular está chegando e quero me sair bem.
— Você vai passar e se não passar tenho guardado dinheiro para isso, não se preocupe meu anjo. — ela sorriu, adorava falar com seu pai, ele viajava muito a trabalho, mas era o pai mais carinhoso do mundo e fazia o impossível para a felicidade dela — Tenho que ir, mas não estude até tarde e se dê uma folga às vezes, saia com suas amigas, se divirta!
— Ok papai, eu te amo, Bonne nuit.
— Também te amo princesa. Bonne nuit.
Ele desligou encerrou a ligação e ela mordeu o lábio inferior, ela não gostava de mentir, mas já fazia parte dela, ela mentia até quando não precisava. A vida dela era uma mentira, tudo que seu pai sabia sobre ela era uma mentira. Será que sua mãe via tudo isso do céu? Ela a repreendia enquanto olhava do grande paraíso todos os pecados que ela já tinha cometido? Ela não sabia, mas ela sabia que não importava. Não mais. E ela nunca iria saber, porque mesmo sendo uma ''boa garota'' ela iria para o inferno.
Pois todas as noites ela estuda muito em seu quarto, pelo menos, é o que seus pais acham. Mas sai escondida pela janela para ficar com o namorado...
Depois de pronta ela desceu as escadas e foi para frente da casa, ela estava morrendo de frio, mas não tiraria sua roupa provocante por nada. Logo ela avistou o conhecido farol, andou o mais rápido possível com os saltos e finalmente, entrou na van preta.
— Uau Belly... — Eric disse, ele é seu namorado há um ano e ela era apaixonada por ele antes disso. Antes era verdade, ela era um nerd desajustada que não falava com ninguém, porém, ele a descobriu, ele a percebeu no meio de tantas garotas mais bonitas, mas nenhuma tão especial como ela, ele dizia. — Você está incrivelmente gostosa!
Ela sorriu mesmo ele não sendo o mais gentil ou o mais carinhoso, nem mesmo tão romântico, ela o amava. Pelo menos ela achava que sim...
O carro parou no local que sempre parava, Isabelly olhou para Eric, olhou para os maravilhosos olhos verdes e as sardas que o deixavam fofo o bastante para ela querer morde-ló. De repente ele a puxou para um beijo quente e cheio de segundas intenções, agarrou os cabelos loiros dela e a puxou mais para perto dele. Eles pararam ofegantes e foram para o lado de trás da van, ambos tiraram a camisa com urgência, ele a beijou no pescoço e ela arranhou as costas dele, eles tinham respirações pesadas. Ela tirou o sutiã e ele começou a sugar os seios delas, nessa à hora à porta da van se abriu com tudo.
Aí vai o que ela me disse quando eu peguei os dois: Ela disse pra mim, esqueça o que pensava, pois meninas boas são meninas más que não foram pegas.
Eles olharam chocados para o rapaz que não sabia se ria ou saia correndo, era o mais novo policial da cidade, tinha se formado fazia dois anos, mas não poderia esquecer o rosto do astro de futebol do primeiro ano, muito menos da pequena menina loira que vivia chorando pelos corredores, ele mesmo havia ajudado ela muitas e muitas vezes. Ela estava sem nada na parte de cima, usava as mãos para tampar os seios fartos que chamavam a atenção do rapaz.
— Ai meu Deus! — ela disse nervosa, seus cabelos estavam desarrumados e seus lábios inchados — você é um pervertido ou algo do tipo?
— Não, eu sou um policial que viu uma van aparentemente abandonada no meio de uma estrada deserta, sou obrigado a checar. E a porta estava aberta, eu aconselho a fechar da próxima vez, e claro, não façam mais isso na estrada.
Ela ficou vermelha, mas ao contrário do que Eric pensava, não era de vergonha, era de raiva.
— Ok meu bem, agora você já pode ir embora e fingir que não viu nada!
— Eu me lembro de vocês sabe, o astro do futebol, o garoto que tem qualquer garota na palma da mão e a nerdzinha que sofre bullying, sempre pensei que as boas garotas que sofriam mais...
— Esquece tudo que você acha que sabe senhor policial — ela exclamou irônica — na verdade, boas garotas são más que nunca foram pegas. Eu infelizmente fui, mas você vai virar as costas e esquecer tudo isso, não é? Não quero minha reputação de ''nerdzinha que sofre bullying'' acabada.
Então vire as costas e esqueça o que viu...
Ele deu de ombros, fechou a porta da van e saiu rindo... Aonde o mundo vai parar se nem boas garotas existem mais? Apenas entrou na viatura e seguiu em frente. Ele arregalou os olhos surpreso quando percebeu que a van vinha atrás dele.
Ela é uma boa menina, estudante nota dez. Ela gosta mesmo dessa história de ser o melhor que puder.
1 mês depois
O policial Matheus estava irritado, como assim havia sido rebaixado para rondas escolares? Ele não podia acreditar na sua má sorte, estava frustrado e com raiva, mas mesmo assim seguiu em direção a escola. Dentro dela ele sentiu vontade de vomitar, era tão ruim ter que voltar pra lá dois longos anos depois, ver as criancinhas que ele viu entrarem no primeiro ano se formando... E olha só, uma garota loira carregando livros enormes tentando passar por um grupo de garotas, ele sentiu pena e raiva, porque sempre que olhava pra ela, ele se lembrava dos seus seios fartos e se lembrava do sonho que teve aquela noite, o sonho de que ele era o garoto que tocava aqueles seios, que os chupavam e o que viam a garota gozar, ele sonho com ela gemente o nome dele... Ah meu Deus ele estava enlouquecendo!
— Senhoritas, posso saber qual o problema?
As garotas olharam pra ele com os olhos arregalados e saíram o mais rápido que puderam, a menina o fitou curiosa.
— Ora ora, senhor policial. Sentiu minha falta?
Ele riu e ela não pode deixar de notar como ele era bonito, e estupidamente parecido com Eric, os olhos verdes, os cabelos castanhos volumosos. Mas Eric tinha sardas, ele tinha covinhas e ela teve que admitir, as covinhas eram muito mais agradáveis.
Podia jurar que ela morava na biblioteca e se você perguntar, ela dirá ''é lá que você vai me encontrar", mas se você procurar, não vai achá-la lá...
— Obviamente não, senhorita. Apenas estou fazendo meu trabalho. E o seu não era estar na aula?
— Na verdade, estava a caminho da biblioteca.
— Ah claro, esqueci. Nerds são ratas de biblioteca, com tantos livros acho que você terá que morar lá para ler todos.
— Como sabe que já não moro? — ela provocou.
— Sei que não, acho que você prefere vans..
Ela o olhou irritada e bateu o ombro no dele, os dois sentiram o perfume um do outro que se misturaram. E surpresa, a combinação dos dois era melhor do que ambos sozinhos.
— Sabe onde me encontrar, senhor policial.
Ele sorriu. Assim que acabou o turno dele, ele correu para a biblioteca, a procurou por todas as seções prováveis e desistiu mais frustrado que nunca. Essa garota o deixa louco!
Ela pode ser esperta, mas só gosta de falar besteira. Pois no fundo da sala, onde ninguém olha ela estará com seu namorado, ela não está lendo livros...
Ele não a viu por duas longas semanas, mas toda noite sonhava com ela, sentia até o cheiro do perfume, quando acordava ainda sentia como se soubesse o toque dela, ela tinha um efeito louco nele. Aquela ''boa má garota'' era um veneno, ele mal teve e já queria mais. Ela poderia matar ele, mas se fosse depois de tela, ele não se importaria nem um pouco. Mas ele também sabia que enquanto ele sonhava com ela, ela estava com o namorado.. Oh garoto de sorte!
Fazendo a sua ronda pela escola ele ouviu barulhos e entrou no vestiário masculino. Lá estava ela. Agachada no chão. Fazendo um boquete. Mas não era no seu namorado.
Do do do do do do do
Meninas boas são meninas más que nunca foram pegas
— Eu pensei que boas garotas não podiam ser pegas e olha, é a segunda vez que eu te pego!
Ela se virou assustada, o garoto levantou as calças rapidamente e saiu correndo.
— Garotos, sempre tão corajosos! — ela sussurrou, ele ouviu.
— Por isso você deveria se envolver com homens, não com garotos. Alias aquele não era seu namorado, era?
— Não tenho mais namorado... — ela se aproximou, chegou perto dele e sussurrou no ouvido — por sua causa, na verdade.
— Minha?
Ele riu. Droga, como ela gostava da risada dele. Ela não pensou muito, só o beijou. Ele agarrou a cintura dela, ela enrolou as pernas na cintura dele. Eles riram. Ela o empurrou para um box, ele tirou a blusa dela. Era como um sonho se realizando. Ela ligou o chuveiro, ele não estava nem aí. Ela o queria, ele a queria ainda mais.
Nada mais importava, aquela garota. Ah, ela destruí a sanidade dele. Ela nunca foi uma boa garota, não com aqueles modos e pela primeira vez na vida, ele desejou uma garota má.
Ela é uma boa garota, nunca foi pega....
Ou quase isso.

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