Notas iniciais
OLÁ GENTE FELIZ NATAL PRA VOCÊS ATÉ PORQUE O NATAL É OFICIALMENTE HOJE ENTÃO ai. Eu tinha ficado um pouco revoltada porque eu perdi o capítulo inteiro com 650 palavras mas eu consegui reescrever e ainda assim ficou curto ;-; mas tá aí

Agora eu tinha oficialmente desabado. Claro, eu já sabia que ele tinha sumido, mas nesses três dias isso tinha se tornado insuportável. Todos os campistas já estavam tristes demais para me verem naquele estado meio viva meio morta, então decidi que o melhor que eu podia fazer era fechar uma cortina ao redor da minha cama e ficar lá dentro o dia inteiro.

Ao terceiro dia, com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar, as mãos trêmulas com o nervosismo e oito copos vazios de café ao pé da cama, arranquei as cortinas, prendi os cabelos (se é que aquela moita pode ser chamada de cabelo) e fui procurar ajuda. Rachel Elizabeth Dare. Eu tinha ralado muito pra poder ser amiga dela, e ia ralar ainda mais pra encontrá-la.

Na sua vida mortal-totalmente-mortal, você poderia encontrá-la em exposições de arte, movimentos sociais, protestos ou no andar de cima de seu apartamento em New York. Mas em sua vida mortal-não-mortal-porque-agora-ela-era-o-Oráculo, ela poderia estar em qualquer lugar. De frente para o lago, no porão, nas quadras, nos campos de morango,nas florestas, em qualquer lugar.

Mas eu a achei em um lugar mas incerto do que ela mesma. É, era essa a palavra que definia Rachel: incerta. Não porque ela era indecisa, mas porque tudo em volta dela era misterioso. Mesmo sem qualquer sangue divino nas veias, ela irradiava magia e tinha nascido pra isso, por isso o espírito do Oráculo de Delfos tinha se adaptado tão bem ao seu corpo e sua mente. Dizem que a aura violeta significa alta espiritualidade, sabedoria, intuição. Tenho certeza de que sua aura é violeta mas de verdade, eu não quero descobrir.

Achei-a indo aos chalés, e parecia estar indo especificamente ao chalé de Hera. Estranho. Talvez ela tenha sentido ou talvez eu tenha feito muito barulho ao pisar, mas antes que eu abrisse a boca pra chamá-la ela já estava correndo para perto de mim. A ideia original era desabafar e falar sobre minhas preocupações, mas descartei-a. Pelo menos uma vez íamos tentar manter uma conversa normal. Nos sentamos e começamos a conversar sobre arte, livros, desenhos, assuntos comuns a nós duas. Estávamos indo muito bem nessa conversa normal de pessoas normais de assuntos normais, mas nada com a gente é como se espera.

Primeiro veio o cheiro inebriante, como se um frasco inteiro de perfume (muito enjoado) tivesse sido quebrado ali. Depois a névoa. Não era A Névoa nem uma neblina comum, era meio esverdeada e fazia meus olhos lacrimejarem. Depois o ruído. Era um ruído comum de trânsito numa cidade grande, o que era bem comum, mas alguns sons indefinidos parecidos com vozes soavam mais altos com algum custo, como se lutassem para serem ouvidos. E finalmente tudo passou.

Foi momentâneo, mas uma cena inteira tinha se passado na minha cabeça. E os detalhes estavam frescos. Eu tinha que achar o menino de um sapato só, o que parecia bobo mas eu tinha certeza de que era importante. Me despedi de Rachel com os olhos arregalados, mas ela estava continuando nossa conversa sozinha então nem reparou. Corri até o chalé de Apolo (que graças aos deuses estava perto) e pedi a carruagem a Will. Ele parecia hesitar, mas eu estava tão nervosa que ele não teve coragem de negar. Depois fui até o chalé de Íris pra falar com Butch, afinal ele era o melhor com os pégasos e carruagens e coisas do tipo. Eu não sabia exatamente o que ia fazer mas sentia que aos poucos a clareza ia surgir. E também tinha certeza de uma coisa: Minha busca por Percy começava ali.

Notas finais
Eu já tinha dito nas notas iniciais que o capítulo ficou curto mas eu tô morrendo de fome e o cheiro do almoço tá me torturando, mas no próximo capítulo eu vou tentar colocar no mínimo 1.000 palavras então FELIZ NATAL DE NOVO AMO VOCÊS