"Michael olhou em volta, enquanto terminava seu café da tarde. O expediente estava quase terminando, mas os escritórios estavam cheios e barulhentos, cada um tentando se manter no trabalho. Mas, o que realmente chamava a atenção do ruivo era a sala principal, do fim do corredor. Claramente, era a sala do chefe de toda a empresa de engenharia aeronáutica, que mantinha o maior pote de ouro que Walker poderia querer; novos acionistas e muito dinheiro entrando.

O homem caminhou sorrateiramente até perto da porta de vidro, como quem não queria nada. Riu de si mesmo, com a piadinha irônica soando por sua mente. "Como quem não quer nada."

Apesar do barulho lá de fora, era possível ouvir os burburinhos vindos da sala de reuniões. Algumas apresentações, argumentos e slides eram mostrados. Ao que parecia, uma nova empresa chinesa estava prestes a se afiliar e dividir a tecnologia. Talvez conseguisse seduzi-los também. Talvez.

Fora isso, tinha algumas pessoas fora do terno padrão da empresa asiática, o que poderia contar vantagem para Walker, que educadamente após bater, entrou na sala.

- Aí está o nosso maior engenheiro! — Cory Holt sorriu para Michael, como se fosse um pai com orgulho do filho. Todos pararam para olhar, sorrindo simpáticos.

Com uma falsa timidez, Walker coçou a nuca e acenou para o pessoal.

- É aqui que estão os próximos gênios da (NOME DA EMPRESA)? — O pessoal pareceu se agradar com o comentário, aguçando seus egos. Mike viu o brilho nos olhos do chefe.

- Bom, pelo que parece, estamos próximos aqui! — um dos empresários comentou, animado.

- Eu tenho uma grande ideia para vocês fecharem o negócio... — começou."

William rompeu sua releitura do livro quando ouviu alguém bater na porta. Geralmente, seria muito mais prático pedir para um dos seus empregos fosse abrir e acompanhar o sujeito até a porta, mas já que estava na sala, não seria necessário.

Demorou um pouco para se levantar, deixando a preguiça correr pelo seu corpo e bocejou, assim que se levantou. Caminhou até a porta, ainda com o exemplar nas mãos.

Pela câmera de segurança que tinha lá fora, pôde ver que era seu agente literário: Um homem rechonchudo quase calvo, de tanto estresse que passava. Um chapéu digno de Johnny Depp sempre estava cobrindo sua cabeça quando se ia falar de negócios. Desta vez, estava cobrindo sangue.

William abriu a porta na hora, com os olhos arregalados. Seu agente, Mark, estava todo suado e com olhos desesperados e inquietos. Parecia ofegar, como se corresse de um assassino a rua toda; portanto, parecia real. Não só sua cabeça, como os braços pareciam sangrar, junto com um ferimento irreconhecível na sua barriga.

Mark estava pálido e chorando.

- O que aconteceu? — McKlein gritou para alguma empregada fosse ir chamar uma ambulância e prestar socorros ao homem que entrava. — Você tá com algum machucado muito grave? O que aconteceu?

Cada vez pior, Mark caiu no sofá, fraco e alarmado. Parecia ter visto o pior do inferno.

- Michael... Nós... fomos pegos.

E assim, rolou para o chão com o peso do seu corpo, e morreu ali mesmo.

A ambulância só conseguiu chegar oito minutos depois.

O escritor estava confuso, e em choque. "Do que raios ele está falando?"

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.