Golden Boarding School PAUSADA
2 Querido Shunsui Yuki, ou colega de quarto.
Notas iniciais
Toc, Toc.
- Entre – Nossa, uma voz masculina firme e fria. De repente fiquei mais ansiosa ainda para conhecer o homem atrás da porta. Devia ser legal. Por outro lado acho que preferia dividir com uma menina. Pois é, uma experiência a mais no meu caderninho (Nota: lembrar de comprar um caderninho).
- Licença – Fui abrindo a porta devagarzinho e fiquei completamente imobilizada com a pessoa que estava deitada na cama com um livro na altura do peito. Os cabelos um pouco grandes, caindo nos olhos, prateados e os olhos mais prateados ainda. O rosto fino, muito bonito, realmente.
- Se mexe. Sua cama é ali, os horários do banheiro estão colados à porta, separei seu espaço no armário e vê se não deixa as coisa jogadas por ai. Prazer, meu nome é Shunsui Yuki, Shunsui-san para você. – Nossa, meu olhos foram se fechando e meu punho subindo, queria tanto bater naquele rostinho arrogante que se quer levantou o rosto para se apresentar.
- Pois é, que bom. – Disse jogando minha bolsa no chão ali mesmo, batendo a porta forte, colocando o casaco em cima da mesinha e tirando os sapatos atirando-os ao pé da cama. É, ouvir ordens dele é que não vou, e não tem um preço que possa ser colocado pela cara dele quando olhou para mim.
- Hunf. – Ai, que raiva! Logo de cara consegue dar a pior impressão possível! Quero mudar de quarto. Mas não ia me dar por vencida. Vou dobrar esse garoto.
- Então Yuu-kun, quantos anos você tem? – Perguntei como quem fala com uma criança.
- Então – disse ele finalmente sentando-se, fechando o livro e direcionando-me um sorrisinho sarcástico, fechando os olhos – Quem é você?
- Que jeito arrogante de perguntar o nome das pessoas, Yuu-kun, eu sou Emy Shiroi, mas pode me chamar de Emy-chan, tudo bem? – Falei novamente como uma professora do primário.
De repente ele tirou o sorrisinho da cara e fitou-me com interesse.
- Não seria filha de Shiroi Takabiki-san, seria? – Falou.
- Não é óbvio para você que sou filha dele mesmo? – Respondi no mesmo tom de dúvida.
De repente vi-o arquear as costas para frente, colocando uma mão na barriga e outra em cima da boca, para logo após escutar uma das maiores gargalhadas que já ouvi.
- O que tem de tão engraçado assim?
- Nada em especial. Só não imaginei que uma criatura como você seria filha do melhor designer de moda do Japão. Mas pensado bem, suas roupas tem a etiqueta dele.
Falou se aproximando de mim, deixando clara a diferença de altura, olhando a etiqueta na barra inferior da camisa. Criatura? Eu não sou tão feia assim. Cabelos num corte moderno, curtinho com duas mechas mais compridas a frente, numa cor vermelha vibrante, pele clara, 1,64 de altura, olhos azuis piscina. É, nem tão mal.
No momento eu estou com uma calça jeans preta, lixada nas coxas e uma blusa que cai do ombro, também preta, com uns detalhes vermelhos.
- Criatura?
- É, criatura.
Ele voltou para cama, dessa vez para apanhar o livro e colocá-lo na pequena prancha acima da mesinha. Passou chutando minhas coisas espalhadas pelo chão, jogou meu casaco na minha cara e depois se deitou novamente dessa vez fechando os olhos. Haha, como se eu fosse deixar barato. Direcionando-me silenciosamente para a cama em que ele estava, parei ao seu lado. Ele abriu um de seus olhos e fitou-me.
- O que você quer agora?
- Na verdade, a cama!
- O quê? – Não dei tempo de ele protestar mais. Peguei a colcha grossa que cobria a cama pondo uma mão de cada lado dela e joguei-a fora, atirando-o ao chão junto. Enquanto ele, embaralhado, tentava se livrar da colcha joguei meu corpo rápido e estrondosamente sobre a cama, fazendo questão de mostrar a ele minha cara de satisfação.
- Porque você fez isso? Sua louca!
- Ah, sabe como é né, essa cama parece ser melhor que a outra.
- Mas as duas são iguais!
- Ah é? Então tá, pode ficar com essa. – Disse ficando em pé em cima da cama, pulando por cima dele (que ainda estava no chão) parando ao seu lado. Fui andando despreocupadamente até a outra cama e me deitei.
- É verdade – Disse-lhe suspirando e fechando os olhos.
- Qual é o seu problema? – Disse ele vindo até mim
- Você que tá falando isso? Nossa, acho que vai chover!
- Oh, então você ficou incomodada, Emy-chan? – Disse ele pronunciando meu nome com um tom irônico.
- E-e-eu, não, eu não — Falei na tentativa de disfarçar minha raiva desde que o conheci.
De repente presenciei sua expressão mudando de raiva para satisfação (tentativa de disfarce, fail) Ele se aproximou do meu rosto, seguindo até minha orelha.
- Não se preocupe, vou tentar fazer da sua vida um inferno. – Disse direcionando-se até a porta, parando lá. Deu-me um sorriso amigável e antes de sair disse – Emy-chan! – Deixou-me sozinha e confusa. Como ele podia dizer aquilo e depois dar um sorriso daquele? Ele sim seria difícil. Se seus pais conhecessem ele não diriam mais que ela era difícil. Iriam até achá-la um anjo. Nossa, algo me diz que não vou gostar daqui.
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