Gokai

1 Malinteso


Notas iniciais
Millaneza tinha de ser co-autora porque eu roubei na cara de pau o personagem oc dela. Mas Al é tao precioso que todas amam.

Antes de dizer alguma coisa, o moreno respirou bem fundo e olhou sério para o outro que estava a sua frente. A expressão de descrença não parecia importar para Kuchiki Byakuya, mas quando uma risada zombeteira tomou conta da sala em que eles estavam, seu semblante mudou. Não gostando da atitude de Alphonso.

Al jogou a cabeça para trás, dando uma risada escandalosa tipicamente italiana. Ele levou as mãos a barriga, para tentar se controlar, porque já estava doendo de tanto rir.

Havia lágrimas em seus olhos também, ele sacudiu os braços, e bateu a mão fechada no tapete. Estavam sentados na mesinha baixa da sala, tomando um chá, até então.

– Então quer dizer que você é um Capitão. Daqueles que mandam em vários soldados?

– Exato. – Byakuya não via graça naquilo. Porque ele deveria ver também? – Mais ou menos assim.

– E o Renji é o tenente. Sei. – Al pensou um pouquinho, e depois voltou a gargalhar. Era absurdo aquilo. Byakuya estreitou os olhos, nervoso. – O Ichigo é alguma coisa? Tipo, cabo, soldado?

– Ele é um shinigami substituto.

– Ah! Claro. Não pensei nisso como opção. – Debochou, cruzando os braço, e depois relaxar o corpo. Era engraçado isso. Estava ali para saber porque Renji iria embora do restaurante, visto que ele era seu melhor garçom. Não poderia perdê-lo. E chegando lá encontra isso.

– Alphonso-san, estou tentando explicar há mais de uma hora que não poderemos mais morar aqui. Estamos voltando para o nosso verdadeiro lar. Sinto muito. Eu só achei justo contar a verdade.

Al tombou a cabeça para o lado. Ou aquele homem precisava urgentemente de um psicólogo, ou toda aquela confusão amorosa com o ruivo afetou e muito o sistema nervoso dele.

– Não acha que esta indo longe demais? Eu sei que você esta com ciúmes do Renji com o Ichigo. Acredite, eu fiquei possesso com isso. Mas foi uma fase, sabe. As coisas hoje pode parecer enormes, mas amanha pode diminuir.

– Não estou com ciúmes de ninguém. – Byakuya franziu o cenho, já cansado de dizer que não queria separar Renji e Ichigo. – Nosso lugar não é aqui. Entenda.

– Eu entendo. Quando Ichigo disse que não queria sair mais comigo, eu queria levá-lo embora pra Italia, pra ficar bem longe daquele ruivo tarado. Mas não fiz isso, porque ele não queria. Entendeu? O Renji esta de acordo com isso?

– Sim.

Byakuya olhou o italiano perder a expressão infantil, e fiar sério de uma vez.

– Porra! Nem fudendo eu vou deixar ele abandonar o Ichigo assim. – Al se levantou nervoso. Chutou a mesa, e Byakuya ficou assustado com aquilo. Nunca o vira tão nervoso. – Eu mato esse seu tenente viu?

Alphonso apontou o dedo para o Kuchiki que travou os ombros.

Nesse mnuto, a porta se abriu e Renji entrou, conversando algo divertido com Ichigo. Os dois pararam surpresos ao verem a cena que Al proporcionava.

O moreno cruzou os braços, os olhando de cima a baixo dizendo algumas bobagens.

– Como você sabe disso? – Renji assustou-se quando ouviu Alphonso lhe chamar de tenente e Ichigo de shinigami substituto. – Senhor! – O ruivo olhou para Byakuya, que ainda estava sentado de frente para a mesa virada no chão.

– Byakuya, você contou.

– É ele contou Ichigo, também falou que o Renji tá indo embora com ele. – Al esbravejou, e o rapaz abaixou os olhos. – Eu não acredito que você já sabia disso. Me trocou porque queria se despedir melhor do seu namoradinho?

– Hey! Não fala de mim como se eu não estivesse aqui. – Renji ficou na frente de Ichigo.

Byakuya olhou aquela discussão por culpa dele, sim porque quem mandou contar a verdade. Talvez fosse algo muito forte para o italiano entender.

Aphonso saiu nervoso da sala, batendo a porta quando foi embora.

Renji e Ichigo olharam para Byakuya, que se levantou.

– Eu acho que devo ir falar com ele.

– Boa ideia Kuchiki-sama. – Renji foi um pouco grosseiro, fazendo Byakuya sentir um pouco de saudades daquele tenente de antes. Sabia que tudo o que havia acontecido entre eles iria estremecer a relação que tinham. E foi o que houve. Apesar da culpa ser dele mesmo que não aceitou de forma alguma uma relação com o ruivo. Talvez fosse por isso que quisesse ir tanto para seu verdadeiro lar. Porque ali em Karakura era tudo mais difícil, ele era apenas Byakuya, não estava mais acostumado com isso.

Byakuya saiu do apartamento, e foi pelas escadas, assim alcançaria mais rápido Alphonso. Quando o encontrou, já na saída do prédio, não sabia o que falar. Talvez pedisse desculpa, mas ele não iria fazer. Então o moreno convidou-o para beber alguma coisa. Isso Byakuya não viu nada de errado, achou que poderiam então conversar e ele desfazer toda essa confusão.

Eles entraram no carro do italiano, e em vinte minutos já estavam de frente para o restaurante do moreno.

Byakuya o olhou confuso, porque achou que o lugar estava fechado dois dias para uma pequena reforma e dedetização. E estava. Mas como era domingo a tarde, o lugar estava vazio.

Eles entraram pela porta dos fundos, passaram pela dispensa e a cozinha bem ajeitada, até chegarem ao salão.

Alphonso foi direto para o bar. Já atrás do balcão, abriu os primeiros botões da camisa, ficando mais a vontade. Ainda pediu para Byakuya tirar aquele terno, porque era domingo e ele vivia sempre tão formal.

O Kuchiki então tirou o paletó, deixando-o bem pendurado numa das cadeiras ao seu lado, depois sentou-se nos bancos mais altos de frente à Alphonso.

– Então. Vai querer beber o que? Byakunn. – Ele sorriu, apoiando o cotovelo no balcão bem lustrado, jogando os cabelos para trás com a mão livre.

Byakuya não era de beber, e Al sabia disso.

– Algo fraco, por favor. – Mas isso não quer dizer que ele não bebia nunca.

– Certo, capitão. – Ele fez uma posição de sentido e depois uma piscadela de olho, deixando Byakuya um pouco envergonhado com aquela atitude. – Me diz uma coisa, em que continente fica a Soul Society? É perto? Nunca ouvi falar. Mas também existem várias ilhas no mundo, e eu não conheço o nome de todas.

– Não é uma ilha. – Byakuya experimentou a bebida que Al preparou, gostando da leveza dela.

– É algum país da América?

– América?

– Sim. A do Sul. Ou América Central. Não conheço muito. Sabe, o continente. – Al mexeu as mãos no ar, tentando explicar onde ficava o continente Americano. Sem sucesso. – Cara. Você é mesmo de alguma ilha do pacífico sul que nunca viu nada na vida senão muita série de histórias malucas como essa que me contou. Sabe Lost?

– Eu não sei onde fica o Pacífico Sul, e também não vejo séries. Só novelas.

Al fez aquela expressão de dúvida como das muitas outras vezes que conversara com Byakuya. Ele era como um extraterrestre, definitivamente.*

– Já sei. Vamos fazer uma brincadeira? – Byakuya achava muito curioso aquela mudança de temperamento do moreno. Uma hora ele estava bravo, feliz, zangado, agora estava de um jeito que não conseguia explicar direito. Os olhos brilhavam, o corpo se movia de uma forma diferente, como se fosse para chamar sua atenção. E conseguia.

Ele aceitou a tal brincadeira. Era umas perguntas aleatórias, e quem perdesse tinha que beber todo o conteúdo do copo de tequila. Uma brincadeira nada saudável para os dois juntos.

– Eu não sei. – Foi a resposta de Byakuya quando Alphonso lhe perguntou quem pisou na lua pela primeira vez.

– Agora vai ter que beber. – Riu, divertindo-se com a cena de Byakuya torcendo a cara toda quando a bebida desceu pela garganta. – Me pegunte qualquer coisa.

– Certo. – Ele demorou um pouco, então acabou achando alguma coisa que poderia perguntar a Alphonso, e quem sabe ele também não saberia a resposta. Porque entendera como o jogo funcionava. – Quando Makoto mandou uma mensagem para Hotaru, terminando o namoro, o que ela respondeu?

Alphonso ficou parado, como se estivesse mesmo tentando lembrar daquilo, mas ele não assistia televisão, quem dirá as novelinhas que Byakuya via a noite?

– Disse que ia espalhar pra todo mundo que ele era ruim de cama. – Al fez uma cara de engraçadinho, já enchendo o copo de tequila.

– Não! – Byakuya respirou calmo. – Porque ela diria isso? Que coisa mais indiscreta de se falar com as pessoas. – Ah! Ele não deveria entrar nesse assunto.

– Porque não? Você nunca contou pra um amigo sobre as mulheres que pegou, ou homem.

Al riu, bebendo de uma vez a dose de tequila. Ele sacudiu a cabeça, dando uns pulinhos.

– Eu não chegaria a esse ponto somente para me gabar de alguma coisa.

– Você é virgem?

Byakuya trincou os dentes, parecia que ele não estava ouvindo nada do que estava dizendo. Não quis responder, mas Al parecia fazer pirraça pra isso.

– Não sou não. Eu já fui casado. – Ele preferia não falar naquele assunto, e Al também nem queria saber muito, porque também não gostava de falar sobre os seus casamentos. Mas não iria perder uma oportunidade de mexer com o moreno.

– Então, não é virgem. Seu safadinho. – Byakuya não entendeu onde ele queria chegar, e não iria falar sobre as obrigações matrimoniais. – Dormiu com o Renji?

– Sim.

Al não achou que seria assim tão fácil. Arregalou os olhos, servindo-se de mais tequila, e aproveitou para servir o copo vazio de Byakuya também. A brincadeira acabou de acabar, iria começar outra mais interessante.

– Então aquele ruivo é mesmo um tarado. – Al tinha certeza que por baixo daquela carinha fofa, devia haver um homem muito perigoso. – Ele seduziu todos vocês. E eu não consigo sair de um beijo e um abraço.

Byakuya não entendeu, porque ele nunca havia beijado Alphonso. E também não sabia exatamente o que significava aquele dormiu, porque ele e Renji dormiram varias vezes um ao lado do outro na casa de Urahara.

– Renji tem um sono pesado, mas sempre que eu precisava de algo ele se levantava antes mesmo de eu me mexer.

– Claro, ele queria impressionar. – Al deu um sorriso animado novamente, estava gostando daquela sinceridade toda. – Ele é bom? Sabe. Gostou?

– Bem, ele é bom sim. Nunca conheci alguém como ele.

– Seu cachorrão.

Byakuya bebeu o que Al havia lhe servido, já era a terceira dose, e aquilo parecia descer como uma bola de fogo em sua garganta, mas algo fazia com que ele continuasse, era instintivo.

– Alphonso-san. Eu não entendo esses linguajar que você utiliza. Acho que esta me ofendendo quando diz essas coisas.

– Ofendendo? Que nada, é um elogio. Tipo, você sai com um cara legal e conta pra mim que a noite de vocês foi boa e tal. Daí eu chamo você de cachorrão, sabe. Você se deu bem.

– Eu me dei bem. – Byakuya não sentia-se como alguém que se dava bem.

– Vamos supor que a gente fique juntos essa noite. Daí eu vou lá e conto pro Renji. Ele não vai me chamar de cachorrão nesse sentido, ele vai me chamar de cachorro mesmo, querer me bater, aí já é outra coisa. Entendeu?

– E porque o Renji iria ficar assim tão bravo?

– Meu Deus. Você não existe. – Al bateu a mão na testa. – O Renji vai ficar com ciúmes, porque vocês dois dormiram juntos antes. Assim como eu tenho dele com o Ichigo.

Byakuya estava processando todas aquelas informações com muita cautela.

– Então. O Renji com ciúmes de mim significa que ele se importa?

– Sim. Ele ainda estaria afim de você.

– Alphonso-san, quer dormir comigo essa noite?

Al quase caiu pra trás quando Byakuya se levantou e curvou o corpo sobre o balcão, pedindo para dormir com ele.

Talvez se tivessem esclarecido as coisas, eles não estariam naquela situação agora.

Byakuya entrou no apartamento de Alphonso, segurando seu paletó na mão, tirou os sapatos, e andou pela sala, enquanto Al ia atender o telefone na cozinha. Assim que chegaram o telefone começou a tocar.

Na sala, o capitão olhava as fotos espalhadas pelas mesinhas e quadros. A sala ainda contava com os sofás baixos e mesa de centro abarrotado de cigarros, cinzeiro e revistas aleatórias. Ele sentou-se no sofá, e pegou a primeira, sobre culinária, a outra era destacava alguma mulher seminua na capa, ele achou melhor nem abrir.

Ouviu a voz de Al nervoso la na cozinha, e então Byakuya se levantou quando ele veio para a sala.

O moreno deu um largo sorriso, desabotoando a camisa que vestia, e tirando de dentro da calça, já estava despindo-se por completo dela quando o Kuchiki interviu.

– Ah! Entendi. Você quer fazer um joguinho né? Ok. Vamos fazer do seu jeito. – Al largou-se no sofá, com as pernas pra cima da mesinha de centro, pondo o pé bem em cima das partes desnudas da jovem na revista. – O que podemos fazer? Esta com fome?

– Na verdade não.

– Então essa hora o que você faz com o Renji, ou fazia.

Byakuya pensou, e lembrou-se do programa de televisão que assistia com o Renji, era o único que o ruivo gostava. Um, onde as famílias iam passar por alguma tarefas bem difíceis e humilhantes para conseguir algum prêmio em dinheiro.

Al adorou a ideia, porque aqueles programas japoneses era mesmo bem humilhantes. E ia ser bom dar umas risadas.

Quando o programa acabou, Byakuya estava um pouco acuado no sofá, já que o italiano parecia tomar muita liberdade com ele, estendendo seu braço para cima do seu ombro, e durante os comerciais com propagandas de produtos de todos os tipos, Al parecia perder o equilibrio e cair em cima dele.

– E agora? Já podemos ir pra cama? – Alphonso aproximou-se do Kuchiki, era inevitável, ele exercia um poder, como um imã, toda aquela ingenuidade aflorando pela pele. Era irresistível, talvez até mais como era com Ichigo. Bem, o Kurosaki era bem espertinho e sabia o que tava fazendo muito bem. Mas Byakuya não, ele era indescritível na verdade.

– Esta cedo para dormir, não?

– Podemos fazer outra coisa antes de dormir. – Al levou as mãos aos cabelos negros, e bem lisos. – Quer que eu faça como o Renji fazia? Ou vamos à moda do Al?

Byakuya apertou os lábios, o cheiro de Al causava-lhe enjoo, ou qualquer coisa parecia, porque seu estômago revirava de uma jeito descontrolado. Ele balançou a cabeça, dizendo sim.

Alphonso sorriu satisfeito. Avançou para cima de Byakuya, procurando pelos lábios dele, e o beijou desesperado. Segurou as mãos do moreno que parecia querer sair debaixo do corpo dele, até apartar o beijo roubado.

– O que foi isso? – Byakuya se levantou, engolindo seco. Assustado. Não era aquilo que ele queria. Pelo menos não era o que ele achou que ia acontecer.

– Que foi? Eu só dei um beijo. Para com isso Byakunn, se ficou todo medrosinho com um beijo, como vai ser quando eu pegar você de jeito? – Al se levantou indo pra cima de Byakuya como um animal, ele jogou o moreno na parede, apertando as mãos em sua cintura. – Tá se fazendo de difícil pra mim porque faz parte da brincadeira né? – Al o beijou no pescoço, descendo as mãos até o quadril do Kuchiki, erguendo o corpo dele, e pressionando mais contra a parede, para sustentar o peso. – Eu não vou contar para ninguém que você resistiu logo no primeiro minuto.

Sussurrou ao pé do ouvido de Byakuya, mordendo-o no lóbulo da orelha.

Byakuya fechou os olhos. Não era Renji ali, como acontecera uma única vez, mas sentia-se como naquela noite. Estava excitado.

– Alphonso-san, eu não posso. – Byakuya apertou as mãos nas costas do italiano, esforçando-se para conseguir respirar.

– Certo, eu sei, eu sei. – Al afastou da parede, segurando Byakuya firmemente nos seus braços. – Não pode, mas eu não conto pra ninguém. Confia em mim, Byakunn.

Byakuya piscou os olhos devagar, naquele minuto tudo parecia estar certo.

Um minuto seguinte quando se levantou na cama enorme de um quarto desconhecido, tudo parecia errado. Byakuya sentiu seu corpo cansado, em seguida uma dor desconfortável, quando se mexeu. A cabeça latejou, estava enjoado também, mas dessa vez era um enjoo devido a bebida da noite passada...

– O que eu fiz? – O moreno olhou para o lado, assustado com a visão de Alphonso deitado, sem roupas, os cabelos bagunçados. – Alphonso! Alphonso!

Byakuya sacudiu seu companheiro, ate ele acordar preguiçosamente, esticando os braços todo feliz. Dando bom dia. Byakuya puxou o lençol, enrolando-se nele, procurando por suas roupas no chão. Estava envergonhado demais para ter algum tipo de conversa, era melhor nem ter acordado o italiano.

Ele foi para o banheiro e vestiu-se, mesmo sentindo seu corpo sujo pela noite passada, que vinha como um filme louco na sua cabeça. A vergonha só crescia. Enquanto isso, Al chamava um táxi, porque Byakuya pediu quando ele foi até a porta do banheiro.

– Opa! Não vai tomar café comigo? Posso preparar uns ovos mexidos, e suco. Você precisa recuperar suas energias. – Al piscou para Byakuya, que encolheu os ombros.

– Não, eu vou embora. Renji pode estar preocupado. – Falando nisso, será que o Abarai havia se lembrado dele? Mas Al iria responder a pergunta.

– Ah! É mesmo, quando você dormir, o Renji ligou perguntando se eu sabia onde você estava.

– E o que ele disse?

– Que eu fizesse bom proveito. – Al gargalhou indo para a cozinha, Byakuya o seguiu, querendo saber que tipo de expressão era aquela. – Sabe, que eu tenha uma boa noite com você. Foi o que tivemos não é?

– Ele ficou com ciúmes?

– Acho que sim, e nervoso. Seu tenente parecia um cachorro espumando pela boca no telefone.

– Eu vou para casa. – Byakuya foi ate a porta, mas antes disso Al o chamou. – Desculpe, Alphonso-san, essa noite não foi planejada. Eu não seu o que aconteceu comigo. Mas não vai acontecer mais.

– É uma pena Capitão. Porque eu gostei de ser seu tenente essa noite, você dá muitas ordens gostosas de realizar. – Ele riu, e antes que Byakuya fosse embora, o puxou para mais um beijo.

Byakuya se afastou, como se estivesse pensando se ir embora era mesmo a coisa certa a fazer naquele momento. Mas ele deveria ir. Retornar para a Soul Society. O quanto antes.

– Foi um prazer, Alphonso-san.

– O prazer foi todo meu Byakunn.

Alphonso viu Byakuya partir, descendo as escadas mesmo. Ele iria levá-lo em casa, mas o táxi já estava la embaixo. E odiava despedidas. Talvez, um dia eles se encontrariam novamente, nessa tal Soul Society.

Ficou curioso, e foi pesquisar esse nome na internet. Quem sabe seria um lugar legal pra passar o ano novo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!