Going Down For The Second Heartbeat
6 Vulnerable
Notas iniciais
-Seu babaca idiota! –fui na direção de Shadows e lhe dei um empurrão. Apesar de ter lhe pego desprevenido tudo o que consegui foram dois passos pra trás.
-O que está acon...? -Tony tentou falar, mas o interrompi.
-Você tem o que? Merda na cabeça? -ele fez menção de falar e eu continuei praticamente gritando. –Qual é o seu problema afinal? Vir assistir o show e ficar lançando piada e fazendo outras merdas pra acabar com a minha noite? Vai se fuder Shadows!
-Você está louca garota? Do que raios você está falando? –ele gritava também.
Eu bufei e ri sem humor.
-Você é inacreditável.
-É, já ouvi isso bastante. –ele disse prepotente.
-Seu filho da...
-Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? –Tony me interrompeu.
-Também adoraria isso. –Shadows falou, seu rosto esboçando um sorriso. E isso só piorou minha irritação. Sabe Merlin o que eu faria se tivesse uma arma comigo agora.
-Você vai fazer isso mesmo? –perguntei chegando perto dele.
-O quê sua louca?! –ele também se aproximou.
-Deixa de ser cínico Shadows!! –comecei a gritar novamente. –Acha que eu não vi você no camarote rindo, fazendo piadinha e zoando o meu show?! Você não foi nem homem o suficiente pra fazer isso frente a frente!
Pra minha total surpresa ele gargalhou, mas realmente gargalhou e me enfureci quando percebi que Tony também ria, embora se esforçasse pra não fazê-lo.
-Taylor, baby, do que você está falando? –ele me perguntou, agora rindo mais abertamente.
-Porra, eu vou ter que desenhar pra vocês? Quer saber... foda-se. –me virei indo em direção à rua, mas senti uma mão agarrando meu braço.
-Taylor, espera.
-Me larga Shadows. –disse tentando escapar de suas mãos, o que foi em vão já que ele era mil vezes mais forte que eu.
-Taylor, não é nada disso que você está pensando, escute o rapaz. –Anthony falou.
Eu parei de lutar chocada.
-Quer dizer que você está com ele nessa? Logo você! –acusei Tony que bufou e me respondeu.
-Quer saber, vocês cantores que se entendam. –ele voltou pra dentro do local do show.
-Anthony volta aqui agora! –gritei e voltei a lutar contra o Shadows que ainda não havia me soltado.
-Puta que pariu mulher, você pode me ouvir?! –ele gritou me assustando um pouco.
-Me solta. –disse. Eu não tinha pretensão nenhuma de ouvir aquele babaca, eu queria pegar outro cigarro, já que ele tinha feito o favor de derrubar o que eu tragava. Além do mais, meus olhos começaram a encher de lágrimas. Eu estava me sentido humilhada e eu não queria que logo o Shadows me visse chorar.
Ele acabou me soltando e eu virei de costas pra ele, limpando uma lágrima que acabou caindo. E o que eu menos esperava aconteceu. Shadows me virou e me abraçou.
-Me desculpe.
Seus braços eram confortáveis como nunca imaginei e meu nariz foi afundado pelo seu perfume e eu só sei que não queria que ele me largasse nunca mais.
Acorda Taylor! –minha consciência gritou e depois de certo esforço o empurrei.
-Antes de começar a gritar novamente, me ouve. –ele disse e não sei porque, mas eu fiquei parada esperando de braços cruzados.
-Estávamos rindo sim e zoando, mas não de você... quer dizer, não na maneira ruim. –franzi meu cenho.
Ele contou a conversa que estava tendo com os meninos e eu tive que me concentrar pra não rir em algumas horas.
-... e foi isso.
Shadows terminou e ficou me olhando, esperando que eu falasse algo, mas eu só acendi o cigarro que meu corpo pedia tanto, soltei um pouco de fumaça pela boca e sai andando de volta para a casa de show.
Pela segunda vez na noite sua mão agarrou meu braço. Ele parecia procurar o que dizer então eu me adiantei.
-Eu não me importo.
-Não pareceu que você não se importava alguns segundos atrás.
Parabéns Taylor, você conseguiu. –pensei amargamente.
Eu olhei nos olhos dele e achei divertimento, mas também desconforto. Era quase como se ele se importasse com o que quer que passava na minha cabeça.
Puxei meu braço, e quando ele o soltou sem fazer nenhuma força extra, fui para o meu camarim encontrando os meninos conversando com Tony que me lançou um olhar preocupado.
Esperei um pouco pra ver se eles falavam de mim, mas era sobre mais datas de shows a serem acertadas.
Quando terminamos, eles saíram para um bar com os meninos do A7X e eu fui para o hotel. Já ia ter que aturar eles amanhã.
Acordei praticamente na hora do almoço com algum imbecil batendo na minha porta.
-Quem é o filho da puta? –gritei meio sonolenta.
-Tony.
Respirei pesadamente e me arrastei até a porta.
-O que você quer? –falei quando a abri.
-Conversar. –eu já sabia do assunto.
-Você está de sacanagem comigo? –perguntei séria. –Esse assunto já morreu! Além do mais você como produtor deveria saber que quanto mais descansados seus artistas estão, mas eles valem.
-Oh não me diga. –Anthony me olhou com falsa surpresa, entrou no quarto e se jogou na minha cama.
-Isso vai ser alguma baboseira? Tipo bronca de pais?
-Vem aqui sua reclamona. –ele sorriu e bateu com mão na parte do colchão ao lado dele.
Ele falou meia hora sobre como o meu humor estava cada vez mais me afetando ultimamente, assim como as pessoas ao meu redor e pediu para que eu tentasse o máximo sorrir perto do pessoal do A7X porque eu poderia ter benefícios.
-Seu interesseiro bastardo! –quase ri.
-Estou falando sério Taylor. E apesar disso eles podem te ferrar também, você sabe muito bem o quanto a mídia é faminta por esse tipo de história.
-Anthony você sabe muito bem que eu sou fechada, eu não mudar meu modo de ser por causa desses caras.
-Taylor, baby, me ouça. Não é como se nós estivéssemos em turnê com eles. Daqui a poucos dias nós seguiremos caminhos diferentes e quem sabe daqui a dois anos nos encontremos de novo. E eu não estou pedindo pra você mudar, sei muito bem como você é, e eu te amo desse jeito, mas eu como empresário tenho meus motivos pra ficar preocupado.
O discurso dele na verdade me deixou pensando em porque eu já praticamente os odiava, digo, os outros meninos eu nem ao menos conhecia, não havia trocado uma palavra sequer. M. Shadows se sobressaiu na minha mente e eu fiquei tentando lembrar o que deu errado primeiramente. Anthony estava certo, nós vamos seguir caminhos diferentes, eu não deveria estar assim.
Quando dei por mim, Anthony já havia deixado o quarto, provavelmente querendo me deixar pensando sobre seu sermão.
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