Notas iniciais
Capítulo difícil de escrever! Espero que gostem :D

*Taylor’s POV

O Revolver veio e minha participação na apresentação do Marilyn foi foda. Como sempre eu recebi críticas sobre o jeito como me comportava no palco, sobre a minha roupa e blá, blá, blá.

Eu tentei manter o máximo de distância dos meninos do Avenged Sevenfold que também estavam lá. Afinal de contas eu teria um “bom” tempo pela frente pra ficar grudada com eles.

O que aconteceu é que nossos shows foram sincronizados. Não aconteceriam no mesmo dia obviamente e nem faríamos os mesmos lugares sempre, entretanto viajaríamos juntos.

Os meninos do Avenged iam pro Japão na próxima semana e nós continuaríamos na turnê com Manson. E depois, bom, depois o inferno subiria a Terra.

Nós iríamos seguir turnê juntos pelos EUA e por isso usaríamos o ônibus do Avenged Sevenfold que era maior.

O dia de encontrá-los chegou e eu arrumava as minhas coisas numa animação contagiante.

-Que cara de enterro é essa? –Ben perguntou entrando no quarto do hotel onde estávamos hospedados.

Eu não falei nada.

-Porque você não conversa com Anthony? Essa situação é realmente chata.

Eu ainda estava meio fria com Tony, apesar de saber que ele estava certo em alguns pontos. E talvez por causa disso eu ainda estava desse jeito. Admitir que ele estava certo e que eu havia falhado... é bem difícil.

-Não estou pronta ainda. –respondi.

Ben andou até mim e me abraçou.

-Eu não sei do seu problema com eles, mas se você quizer pode ficar grudada comigo o tempo inteiro.

Eu sorri abertamente e o abracei mais forte.

-Te amo cara.

-Te amo também, Tay.

Assim, uma semana depois, nos encontramos os meninos do Avenged, na parte da tarde, bebendo num bar. Gena e Valary estavam ao lado de seus respectivos homens.

-Você não acha que está exagerando? — Anthony chegou do meu lado no balcão do bar e eu respirei pesadamente.

É, eu venho bebendo mais que nunca ultimamente, mais que Jamie, Ben e Mark. E mais uma vez você pode me achar ridícula ou digna de pena, porque minha situação atual tem a ver com isso.

Entretanto, obviamente, Matt Shadows não é o motivo inteiro.

Meu stress com Tony, o fato de eu estar sendo confrontada e desafiada constantemente... meu poder de ignorar certos fatos parece estar fragilizado. Pelo menos quando eu tenho álcool no meu sangue eu tenho uma boa desculpa pra minha fraqueza.

Adicione a falta de sexo aos meus problemas. Synyster foi o último.

-Vida de rockstar, baby. –sorri ironicamente.

-Ou seria vida de imaturidade? –ele perguntou e eu ri sem humor.

-Vai se fuder Tony. –falei séria, peguei minha garrafa de cerveja e fui lá pra fora.

Sentei na beira da calçada e logo senti alguém se aproximando.

-Você está horrível. –Syn me disse sorrindo.

-Obrigada. –ri.

-Sério. O que houve? –ele perguntou e eu permaneci calada.

-Não vai me dizer que isso tudo é sobre Shadows. –ele me olhou assustado.

-Não seja bobo. Claro que não é só sobre ele.

-Mas ele tem algo a ver com isso né? –ele perguntou me estendendo o maço de cigarros. Peguei e acendi um.

-Infelizmente. –disse e Syn riu. –Eu só me sinto fraca ultimamente, pensei ter recuperado o controle, mas tudo desabou novamente.

Brian apenas me olhou.

-Essa conversa é um saco. –falei e ri.

-Drama meio que combina com você. –ele falou sincero.

-Eu sei. Preferiria que essa parte permanecesse aqui. –apontei pra dentro de mim.

-Faz parte. –ele deu de ombros.

O engraçado disso é como eu me abri com ele. Era estranho saber o quanto me sentia próxima dele e porque não do outros meninos, depois de ter desejado tanto o contrário.

-Tente parar de pensar nisso por algum tempo, foque em outras coisas. Talvez quando você olhar para seus problemas atuais você perceba que a resposta estava sempre perto. É bem clichê, mas vai que funciona. –ele terminou sorrindo.

Refleti sobre isso enquanto fumávamos. Acho que tenho que voltar a ser a Taylor pré-Avenged, arrumando coisas que me ajudem a gastar tempo.

Nós entramos no ônibus algumas horas mais tardes e fomos para Flórida onde eles fariam show.

Não fiquei no palco quando finalmente a apresentação começou. Eu, Ben e Mark ficamos no camarim e jogando cartas.

-Hey, eu vi esse movimento! –Mark me acusou.

-Não sei do que você está falando.

-Ah, você sabe sim! –ele levantou e veio na minha direção, pretendendo pegar a carta que eu havia tirado de debaixo da minha perna.

Assim que ele me alcançou, Jamie, Tony, Valary e o Avenged Sevenfold entraram na sala, estes visivelmente exaustos, porém felizes.

-Arin ganhou sua primeira calcinha. –Johnny nos falou e Arin exibiu uma peça vermelha.

-Eu não tocaria nisso se fosse você. –disse; Mark concordou e falou:

-Você tem todas as vacinas?

Ele nos olhou sério e parecia realmente preocupado. Os outros riam.

-Estamos brincando. –Mark explicou rindo.

-Eu não. –falei e ele largou a calcinha no chão.

Voltamos para o hotel e nos enfiamos no quarto do empresário deles para uma pequena comemoração.

Como sempre bebemos, alguns fumaram e falamos merda noite adentro.

-Aqui tem uma ótima piscina. –falei olhando pela janela do cômodo.

Olhei para Ben e Mark e eles sorriram em resposta. Minha visão periférica captou um Anthony sorridente, porém eu não olhei pra ele.

Tomei o último gole da minha garrafa e saí correndo em direção a piscina. Sem me importar com as roupas que vestia, pulei numa água bem mais gelada do que esperava.

-Desculpe senhorita, vou ter que pedir que a senhora se retire da piscina.

-Posso saber o porque? –perguntei ao velho homem de uniforme que apareceu 5 minutos depois.

-Temos um horário de funcionamento para ela. Até às 23 horas.

-Go Taylor! –ouvi Ben gritando pela janela

-E que horas são? –perguntei rindo embora soubesse.

-4 da manhã, senhorita.

-Oh, mesmo? –fiz-me de desentendida.

-Sim. –ele respondeu sério.

Bom, ele não ia sair dali então eu me rendi.

-A senhorita necessita de uma toalha? –o homem perguntou.

-Obrigado senhor, tenho uma aqui. –Anthony apareceu com uma toalha nas mãos.

-Não preciso. –respondi e saí andando, molhando o chão por onde passava. Senti um tecido em cima de mim e parei de andar.

-Não quero que minha cantora favorita pegue um resfriado. –Tony disse e eu rolei os olhos, voltando a andar.

Sem falar mais uma palavra seguimos em direção ao meu quarto. Deitei na cama e ele se deitou ao meu lado, de frente pra mim. Eu virei pro lado oposto, incapaz de encarar seus olhos. No dia seguinte quando acordei, quase ri ao perceber que Anthony não estava mais lá.

Fui me arrumar para uma entrevista ao vivo, para um programa local, que teria em poucas horas.

-Wow, gata! –Brian disse quando abri a porta para ele, Johnny e meus caras.

Sorri em resposta e dei nele e em Johnny um beijo na bochecha.

-Viemos lembrar que hoje é dia de acabar com as bebidas de algum bar. –Johnny disse, relembrando o que havíamos combinado na noite passada.

-Ansiosamente esperando. –ri. –Nos encontramos às 22h?

-Sim senhorita. Passaremos o endereço. –Brian respondeu e eles mais Johnny saíram.

Chegamos ao lugar da entrevista e respondemos a praticamente as mesmas perguntas que sempre faziam. Por sorte não me pediram para explicar o nome da banda.

-Bom, a nossa última pergunta... –a entrevistadora foi dizendo. -... é a seguinte: você nega os rumores sobre seu envolvimento com o vocalista M. Shadows da banda Avenged Sevenfold?

-Você está brincando, certo? –respondi impulsivamente.

Os meninos ao meu lado riram, inconscientemente me dando tempo para pensar numa resposta apropriada.

-Nós todos somos bons amigos. –falei, também rindo.

Ela não pareceu muito convencida, mas não perguntou mais nada.

-Bom pessoal, esse foi o The Pretty Reckless. O novo EP deles está a venda no iTunes, então dêem uma conferida.

Ela se despediu do público e o programa terminou.

Estávamos nos levantando do sofá no qual ficamos sentados quando ela nos abordou.

-Não acreditei no que você disse, sabe?

-Desculpe? –parei de rir de uma piada que Jamie havia feito em relação ao cabelo da mulher.

-Que não há nada entre vocês. Vamos lá, me dê um furo de reportagem!

-Você é tão ruim assim que tem que pedir notícia aos outros? –disse e saí andando irritada.

-Aposto que vai ter algo amanhã na internet. –Jamie disse rindo.

-Mas o que você queria que eu tivesse dito? –ri junto. –Essa mulher é uma idiota.

Ben havia ficado para trás, muito provavelmente resolvendo esse problema. Nós fomos para o camarim onde havia uma grande mesa com petiscos e bebidas.

-Vinho, cerveja e whiskey. –Ben falou olhando para a mesa.

-Vamos começar. –Mark ergueu taças vazias, para que pudéssemos enchê-las.

-Calma com a bebida galera, você não querem sair do covil de cobras bêbados, né? –Tony chegou um tempo mais tarde.

-Brian já ligou? –Jamie perguntou.

-Sim, me passou o endereço. Vamos? –ele nos chamou. Entramos no carro e saímos em direção ao tal bar, entrando pela parte de trás do local.

-Como vão, doces pessoas? –Johnny perguntou, já alterado e me abraçou.

-Mais sóbrios que você! –respondi.

-Por enquanto. –Brian disse me dando uma garrafa de cerveja.

Rimos e nos sentamos na mesa. O lugar lembrava muito o Johnny’s. Tinha mesa de sinuca, uma pista de dança onde poucos dançavam e as mesas onde muitos bebiam.

Alguns de nós dançamos um pouco até que a bebida nos incapacitou de ficar de pé.

-Mundo, pare de rodar! –gritei bêbada e os garotos riram.

A mesa do local era completada com bancos únicos que faziam uma forma de “U” em torno dela. Eu havia me deitado em um dos lados com meus pés em cima de Ben e minha cabeça encostada na perna de Brian.

Eu notei que M. Shadows me olhava e sem total controle sob as minhas atitudes acenei para ele, sorrindo sedutoramente, ignorando o fato que Valary também me olhava.

Ela olhou para ele tensa, mas vendo que ele não havia respondido, relaxou.

Dei de ombros, uma atitude mais pra mim mesma e senti Brian rindo. Levantei e puxei Tony para dançar comigo.

-Você me desculpa? –perguntei, mais me apoiando nele do que dançando.

-Não, você está bêbada. –ele disse simplesmente.

-Então porque você veio dançar comigo? –Tony me olhou por um tempo e riu.

-Não adianta eu falar nada, você não vai se lembrar disso pela manhã.

-Não mesmo, porque estarei dormindo. –ele rolou os olhos.

A música “Howlin for you” da banda The Black Keys começou e eu me esforcei para dançar, adorava ela. Senti Tony saindo de perto e me deixando sozinha. Não me importei, pois sabia que ao menos tomando conta de mim ele estava.

Até que minha teoria foi por água abaixo ao vê-lo dançando/ se esfregando com uma mulher de cabelo azul.

-Filho da puta. –falei sozinha.

-E aí, docinho? –um cara se aproximou de mim. Eu vi desejo em seus olhos e isso bastou pra eu beijá-lo.

Ignorei o fato de que ele podia ser um maluco estuprador e fomos até o seu carro.

Não foi tão bom quanto eu queria, mas serviu.

-Me passa seu telefone? –ele perguntou.

Eu gargalhei.

-O que eu disse?

Apenas olhei pra ele e saí do carro.

Parei de repente ao ver M. Shadows.

Fiquei um pouco preocupada com o que ele poderia ter visto, mas olhei para o carro onde estava e vi que o vidro era fumê.

Apesar de que o balançar do carro não era algo discreto...

-Boa noite. –disse sorrindo e com a voz arrastada.

-Você ficou maluca?

-Quê? –perguntei e peguei o copo cheio com bebida que estava em sua mão, virando de uma vez.

-Entrar no carro com aquele cara, sem saber quem ele era! –ele exclamou.

-Porque você se importa? Além do mais ele também não sabia quem eu era. –ri.

-Ah, com certeza você emana perigo.

-Eu sei. –sorri e cheguei mais perto dele, me apoiando em seu corpo.

Ele tentou me afastar, mas percebendo o quão tonta eu estava voltou a aproximar meu corpo do seu e tentou me levar pra dentro.

-Eu não quero entrar, me deixa aqui. –falei.

-Não seja estúpida. Não quero ficar cuidando de gente bêbada.

-Então porque está aqui? –perguntei. –Tinha planos de me atrair pra sua cama, Shadows? –provoquei. Sabia que estava sendo ridícula, mas quem liga pra isso quando se está bêbada?

Ele apenas bufou e rolou os olhos.

-Vamos entrar, Taylor. –ele pediu.

-O que você está fazendo aqui afinal? –me irritei e tentei sair de perto dele sem sucesso. –Porque se importa, Shadows? –perguntei novamente.

-Você só vai descobrir isso quando estiver sóbria.

-Uou, estou morrendo de curiosidade. –ironizei.

-Claro que está. –ele disse. –Você vai entrar ou não? –perguntou impaciente.

-Só porque há bebidas lá dentro. –dei de ombros.

O resto da noite passou, e apesar de bêbada eu pude sentir várias vezes os olhos de Shadows em mim, quando sua mulher não estava olhando.

E foi assim por quase todas as noites da semana. Ele sempre me olhando e eu percebendo porque fazia o mesmo.

Notas finais
Reta final da fic! Alguma coisas que vocês queiram ver? :*