Going Down For The Second Heartbeat

26 Something crazy, something new


Notas iniciais
Nossa eu não sei nem por onde começar. Muito, muito obrigada a todas que comentaram! Chegamos a mais de 100 reviews *-* Agradeço a cada uma que comentou em cada capítulo ou as que apenas comentaram em alguns. Mas eu tenho que agradecer especialmente a "AmanteDoHanerJr" que apesar de achar que é amante do meu husby quando eu sou a única para ele (zoa hauahuah) me deu uma recomendação muito linda e eu juro que quase chorei. De novo: MUITO OBRIGADA A TODAS! Deixo o Brian dar um selinho em cada uma, mas só isso u.u huahuha
Segue um capítulo para NOOOOOOOSSA alegria, porque vocês merecem :* (obs: espero que gostem o/)
obs2: Agora eu não quero acabar com a fic, comofaz? huahuaha
obs3: vcs podem falar comigo por mensagem qd quiserem ok? :)

Uma semana se passou depois do ocorrido e nada foi dito por Shadows e muito menos por mim. Eu até mesmo evitava olhar para ele, porque isso despertava tudo o que eu senti no vestiário. E Matt fazia o mesmo porque Valary estava de marcação acirrada sobre ele.

Brian também não comentou nada, embora eu tivesse certeza que ele sabia do que havia acontecido.

Bem melhor assim, de qualquer forma.


Voltei a falar com Tony normalmente. Eu sempre falhava em ficar muito tempo irritada com ele e aquele cachorro sabia disso, então ele só esperava.

–Você estava certo, acho. –disse, enquanto ele se deitava ao meu lado, no hotel que estávamos.

–Eu sei.

–Não aja como um idiota. –falei lhe dando um tapa leve no braço.

–Não estou. Eu só disse o que era óbvio. Taylor, baby, eu sei que isso deve ter sido difícil para você no início, mas você não precisa lutar pra sempre. E eles são boas pessoas.

Eu ameacei falar, porém Anthony me cortou.

–Eu sei que você acha que falhou, assim como eu sei do tipo de pessoas que nos ronda e que é bom manter o alerta ligado. Mas eles são como nós. E além disso, conhecer pessoas é bom, faz parte da vida normal. Ta aí, você deveria tentar fazer coisas normais por um tempo.

Vou te dizer que me senti meio idiota com ele falando: “conhecer pessoas é bom”.

–Você não pode me culpar por ser mais reservada.

–Não estou te culpando. –ele disse e notei um tom de impaciência em sua voz. –Só estou dizendo que você não precisa estar tão mergulhada no radicalismo.

Eu dei de ombros. Isso não importava mais agora, já havia acontecido.


–Cuidado com Matt. –ele disse e eu levei um susto. Como assim ele sabia?

Respondendo minha pergunta mental, ele me disse:

–Vocês dois quase se comem quando se olham. Não se preocupe. Eu só noto porque tenho bastante treinamento.

Eu ia perguntar em que lugar de quinta ele recebeu esse treinamento, mas resolvi deixar pra lá.

–Porque você não me disse para eu tomar cuidado com Synyster? –perguntei e ele riu.

–Não é óbvia a diferença entre os dois? Brian é muito mais desencanado.

–Eu sei.

–Não estou dizendo para não fazer, pois só irei alimentar os dois. –Tony falou rindo. –Só tome cuidado para não sair machucada.

Agora foi a minha vez de rir.

–Tony, baby... –imitei como ele gostava de me chamar. -... se alguém sair machucado disso, pode ter certeza que não serei eu.


Ele me lançou um olhar de quem não acreditava nisso, mas falou:

–Amo quando “Taylor, a perigosa” aparece! –ele veio pra cima de mim e me deu uns beijos no pescoço.


Hoje era dia de show do Avenged Sevenfold aqui em São Francisco, porém eu preferi ficar no meu quarto me embebedando com Anthony. Não haveria “after party”. Acho que a rotina estava nos entediando e nossas tentativas de fazer algo novo acabavam no bar.


Quando era por volta da meia noite ouvimos batidas na porta o que fez Tony gritar que nem uma mulherzinha. Estávamos vendo filme de terror.

Ben, Syn e Johnny entraram no quarto e se espalharam pela cama. Eles cheiravam a sabonete, então assumi que já haviam chegado do show há um tempo.


–Sai de cima de mim, gnomo. –Brian falou para Johnny enquanto ele se esticava para pegar uma bebida.

–Não fala assim com o Johnny! –falei com a voz um pouco arrastada.

–Está vendo só, não fale assim comigo. –ele deu um tapa em Brian e acabou levando outro mais forte.

–Vem aqui Johnny! –chamei. –Sai de perto dele. –os outros riram da minha embriaguez. Eu empurrei Tony um pouco para o lado e coloquei Johnny do meu lado esquerdo. A esse ponto já tinha desistido de ver o filme, que eu não sei até agora como eu consegui ficar vendo por causa de meu estado.


–Ciúmes. –Tony, também meio bêbado, apontou para cara de Brian que lhe mandou o dedo do meio.

–Calma meninos, tem Taylor pra todo mundo.

–Merlin, ela está tão bêbada! –Ben gargalhou.

Sem pensar no que estava fazendo, me debrucei em Johnny e lhe dei um selinho que deve ter durado, não sei, uns dois segundos. Depois olhei para Ben e Anthony:

–Vocês não, seria estranho. –me desculpei e Ben riu.

Anthony por outro lado acabou roubando um beijo meu. Coloquei meu dedo indicador em sua boca e o afastei.

–Hey, eu disse que não. –disse tentando manter os olhos abertos.


Olhei para Syn e ele tinha um cigarro na mão e que pelo cheiro não era Marlboro.

–Passa isso aí. –pedi e ele me olhou sorrindo.

–Taylor, você tem certeza? –Ben me perguntou rindo, mas pude ver que ele me olhava preocupado, assim como Tony.

–Calma gente, nunca fumei na vida. –ironizei e fui engatinhando na cama até Brian.

–Ei, você. –disse brincando com a gola de sua camisa.

Ele apenas deu aquele sorriso de “Synyster Gates” e eu peguei o cigarro que estava na sua boca.

–Isso mesmo gata. –ele disse quando puxei a fumaça.


–Vamos ver quanto tempo vai demorar. –Johnny riu.

Puxei a fumaça mais algumas vezes, a soltando acima da minha cabeça.

–Acho que está vindo! –Ben falou animado.

Eu ri porque não sentia nada de diferente. Talvez estivesse um pouco mais relaxada? Não sei.

Só fui notar quando eu estava morrendo de rir do teto branco liso do hotel, deitada no colo de Brian.


–Quão estranho seria um grupal agora? –perguntei e todos gargalharam.

Foi como se eu sentisse as células do meu corpo vibrarem. Eu precisava me mexer.

–Coloca a garota pra dormir! –pude ouvir Tony gritando.


Levantei e coloquei a televisão no canal de rádio. Começou a tocar Jet.

Comecei a cantar e Johnny quase tão empolgado quanto eu me acompanhou. Tony ria descontroladamente e Ben também cantava só que mais contido.

Brian nunca tinha parecido mais sexy quanto agora.

Como o meu filtro de ações estava completamente desligado me joguei na cama de frente pra ele.


Are you gonna be me girl? –cantei junto com o homem e logo em seguida comecei a rir que nem Tony.

Quando me controlei, voltei a ficar de frente pra Brian. Ele me olhava de cima a baixo enquanto eu dançava de acordo com o ritmo da música e eu podia ouvir seus pensamentos sujos.

Eu comecei a sentir meu corpo amolecendo novamente, mas não de um jeito ruim. Era como se eu estivesse em gravidade zero, flutuando.

Sentei entre as pernas de Gates e ele pegou no meu quadril. Aproximei nossos corpos e beijei seu pescoço. Ele, ainda com as mãos em mim, começou a me inclinar pra trás, fazendo com que eu fosse em direção ao colchão.

Pude ouvir os “wow” e “go Brian” dos demais e parecia que eles estavam assistindo a uma partida de futebol. Eu gargalhei e Syn me acompanhou, provocando correntes elétricas entre nós.

Eu ia voltar atrás, eu dormiria com Brian hoje.


Ele continuou me jogando levemente para trás, beijando meu colo. Pude ouvir Johnny falando que aquilo era injusto.


–Desculpa Johnny, mas esse aqui tem exclusividade. -falei quando minha cabeça bateu no colchão e Syn ficou em cima de mim, me olhando, mas sem encostar seu corpo no meu.

Tudo parecia acontecer em câmera lenta, realmente lenta. Brian veio se aproximando, em direção aos meus lábios. Já podia sentir sua mão percorrendo meu corpo... até que Matt chegou.

Ele abriu a porta que estava encostada e ao invés de adentrar o quarto, ficou parado, observando a cena.

–Olá Shadows. –virei minha cabeça pra ele e Brian fez o mesmo, lhe oferecendo a garrafa de cerveja, que apareceu não sei como, em sua mão. –Quer se juntar a nós?


Sério. Vamos fazer uma pausa para uma discussão racional sobre essa cena.

O quê? Estou bêbada e chapada, mas eu consigo pensar direito. Acho.

É simples, entretanto. O que você acha que ele faria? Matt Sanders, uma pessoa calma, que aparentemente não gosta muito de fazer loucuras.

Eu vou te dizer o que eu achei que ele fosse fazer: Matt bufaria, ou rolaria os olhos, ou os dois, nos falaria que somos infantis, nos mostraria uma das mais perfeitas caras de desaprovação e sairia do quarto. Soa plausível, não?


Acontece que ele entrou pelo quarto, realmente decidido sobre o que estava fazendo, tirou Syn de cima de mim, sem que esse fizesse qualquer protesto. Me pegou em seu colo com minhas pernas cruzadas em suas costas e andou até o banheiro, trancando a porta quando passamos. Os outros riam enquanto ele fazia isso, torcendo da mesma forma que torceram quando eu brincava com Syn.


Eu não precisei falar nada, não havia tempo. Nós dois tínhamos uma necessidade e deveríamos saciá-la o mais rápido possível.

Ele retirou minhas pernas do seu corpo, fazendo com que eu ficasse de pé, arrancou o short e a calcinha que eu vestia e imediatamente estava dentro de mim. Fizemos uma breve pausa para que eu pudesse retirar sua blusa e expor seus músculos, que se possível aumentaram o que eu sentia no momento.

Matt saiu de dentro de mim mais uma vez para terminar de me despir e beijar toda extensão do meu corpo que conseguiu alcançar.


Eu sei que esse provavelmente deveria estar sendo um momento terrível para os meninos lá fora. Nós gemíamos alto e sem pudor algum, porque recato agora não era a ordem, e sim o descontrole, a fome e a saciedade.

Deitei na banheira vazia e logo seu corpo estava sobre o meu, me preenchendo sem pensar que poderia estar fazendo forte demais. E não estava. Estava mais que perfeito.

Não queria parar, mas nenhum dos dois conseguiu segurar por mais tempo e nos deliciamos com o prazer um do outro.

Ficamos deitados sem nos mover por um tempo, até que ele saiu de dentro de mim, na verdade me dando uma ótima sensação. Ele me olhou e ainda havia luxúria brilhando em seus olhos. Aposto que ele poderia ver o mesmo no meu.


Ele começou a andar de um lado para o outro do banheiro, passando a mão na cabeça como se algo estivesse realmente errado. Matt estava certo e isso era porque nossos corpos estavam longe.

Andei até ele, forçando-o a parar. Shadows olhou profundamente em meus olhos, agarrou minha nuca me puxando para perto e sussurrou em meu ouvido.

–Quero mais. –ele soava como se sentisse culpa por isso e eu podia imaginar o porquê, só realmente não me importava no momento.


Eu ri, beijei sua boca e fui descendo lentamente, sem nunca tirar meus olhos dos seus, até que estivesse de frente para seu membro.

Matt já estava excitado novamente e eu fiz o que a minha posição e a sua mente me pediam. Ele empurrava levemente a minha cabeça, me guiando. Entretanto o que me guiava neste momento eram seus gemidos. Não consegui por muito mais tempo focar a fonte de prazer em seu corpo e me pus a dividi-lo no meu.

–Oh merda. –Matt gemeu ao perceber que eu levara minha mão até minha parte íntima, massageando-a, mas sem me afastar de seu membro.

Já que ele gostara da visão, acho que eu podia lhe dar mais.

Saí de perto dele, recebendo um olhar de reprovação e me deitei no chão, logo em frente a ele. Comecei a correr minha mão pelo meu corpo, apertando meus seios, chegando até a minha intimidade, gemendo. Matt começou a se auto-estimular, pedindo para que eu não parasse.

Até que ele não agüentou e o líquido branco desceu pelo seu órgão. O problema era que eu não estava satisfeita e ele percebeu isso.


Ele se abaixou, colocando cada perna em um lado do meu corpo e apoiando as mãos do mesmo jeito entre a minha cabeça. Me beijou gostosamente e inseriu seus dedos em mim. Só que cedo demais ele os retirou. Reclamei com um gemido e ele riu.


–Estou saindo agora.

–O quê? Não você não vai.

Nós dois soávamos ofegantes.

–É só uma garantia.

Ele se levantou e pegou suas roupas. Eu não conseguia acreditar que ele estava realmente fazendo isso.

–Filho da puta. –xingei e me levantei, porém ele foi mais rápido e saiu pela porta, entretanto não sem antes falar:

–O jogo está empatado agora.

A porta fechou e eu fiquei, puta da vida, imaginando quem era o ser que havia pegado o corpo de Matt emprestado.

Notas finais
#vemk