Going Down For The Second Heartbeat
10 Seed of evil
Notas iniciais
Eu esperei.
Eles pareciam aguardar uma explosão, entretanto aquele nome não me despertou nada de ruim. E não é como se eu odiasse praia.
Só que minha teoria de areia e água salgada falhou quando eles continuaram:
–Vamos hoje à noite. –Anthony disse.
–E não vamos sozinhos. –Ben completou.
–Nossa, alguma puta conseguiu enfeitiçar você a ponto de querer a companhia dela? -ri.
–Vamos com os meninos do Avenged. –Anthony falou finalmente e o meu sorriso diminuiu, porém não fechou. Esse era o minuto da explosão pelo qual eles vieram preparados. Só que isso não aconteceu. Ficamos nos olhando em silêncio por uns segundos até que Tony disse:
–Ok, onde estão as reclamações?
–É, perdemos alguma coisa? -Ben também me olhou intrigado me fazendo rir.
–Ué Tony, você pediu pra eu manerar. –respondi cínica.
–Taylor, baby, tem mais aí! –ele se aproximou sentando na cama e apontando o indicador pra mim. –E acho que isso tem haver com a festa.
–Wow. –Ben riu e também se sentou na cama.
–Nossa, vocês dois estão parecendo duas menininhas fofoqueiras. –ri.
–Ai amiga! Conta logo! – Tony zoou em uma voz feminina.
–Eu me dei bem com os garotos da banda e adivinha? Eles são até simpáticos. –falei e eles fizeram uma expressão de surpresa exagerada.
–Principalmente Synyster Gates. –continuei e eles me lançaram olhares maldosos. –Passamos um tempo lá por um dos quartos da casa e há boatos que depois de uma certa hora nos embebedamos e nos pegamos com vigor.
Eles riram.
–Que amorzinho a Taylorzinha com o namoradinho! –Tony me zoou.
–Vai se fuder Anthony.
–E olha que bonitinho, agora os dois vão pra lua de mel. –Tony continuou e eu taquei meu travesseiro nos dois, já que Ben se matava de rir.
–Vocês são TÃO engraçados. –falei séria e começando a ficar bem irritada.
–Não leve isso tão a sério. –Ben disse ainda rindo e eu tive que acompanhar por lembrar da noite passada.
–Nós vamos pra lá hoje, ficamos de hoje, quinta, até domingo, de onde vamos para o Canadá e tchau Avenged Sevenfold. –Tony falou como se ainda tentasse me convencer.
–Soa um bom plano. –respondi e ele se jogou em cima de mim. Posso conviver com isso até domingo. Eu acho.
Na parte da tarde, após o almoço, eu fiquei com Tony no quarto assistindo filme enquanto os meninos iam para o bar do hotel.
Escolhi um filmezinho de terror meio trash pelo canal da TV.
–Nossa, mas isso é muito ruim! –Anthony reclamou após 20 minutos de filme.
–Mas acabou de começar!
–Já vi o suficiente. –ele disse e ameaçou levantar. Eu o segurei pelo braço.
–Você não vai a lugar nenhum. –brinquei lançando um olhar sombrio falso pra ele.
–Que medo de você, mulher.
Ele voltou a deitar e pegou o controle remoto da minha mão. Começou a trocar os canais descontroladamente.
–Já estou tonta, pode parar em algum?
–Como quiser. –ele riu e parou num canal de programas para adultos.
–Você tá de sacanagem? -perguntei escondendo meu rosto como uma menina inocente.
–Eu não, mas eles estão e das fortes.
–Aff Anthony. –ri e ele destampou meu rosto.
–Está tudo bem? -ele perguntou sério.
–Acho que sim. –o olhei, refletindo sobre sua pergunta.
Ficamos em silêncio, nos olhando, até que a mulher começou a gemer escandalosamente.
–Você pode, por favor, trocar isso? -disse, agora tampando meu ouvido.
–Quem te ver assim não vai pensar que você é tão foda quanto realmente é.
–Tony, por favor, estou constrangida, pode trocar o canal? -insisti e ele gargalhou, meu rosto esquentou um pouco.
–Não acredito! Taylor Momsen com vergonha?! Hoje é o dia das surpresas.
Tive que rir junto. Ele rolou pra cima de mim e deu uns gemidos zoados no meu ouvido.
–Merda Tony. –gargalhei- Agora estou com vontade de te estuprar.
Ele parou de rir, arregalou os olhos, colocou a mão na boca e fingiu um gritinho de mulher.
–Sai de perto de mim diabo! — fingiu desespero.
A gente zoou mais um pouco e ele finalmente trocou o canal para um filme decente.
E esse foi o programa da tarde inteira, até que por volta das oito horas nos separamos para arrumar as coisas.
Guardadas as malas, entramos no carro e fomos para a casa de Johnny onde pegaríamos a vã deles.
Os nossos instrumentos ficaram com a nossa equipe que levaria as coisas direto para o Canadá.
Ao chegarmos na casa do baixista, demos de cara com M. Shadows, sua namorada e Brian arrumando algumas coisas na vã.
–E aí galera? –Jamie, Mark e Ben os cumprimentaram.
–Você vai ficar aí? –Anthony perguntou quando não fiz nenhum movimento para sair do carro.
–O que eu vou fazer aí fora? –respondi e pude ver a cabeça dele funcionando para tentar me dar uma resposta malcriada.
–Vou chamar o seu amorzinho para te fazer companhia então. –ele tentou brincar, mas eu fiquei irritada. Se não fosse pelo ótimo sexo já teria me matado de arrependimento pela noite que tive.
–Eu pareço estar gostando da brincadeira? –perguntei séria. Ele, no entanto, apenas se esticou do banco da frente, onde estava, até o banco de trás e me deu um selinho. Aliás, tentou porque eu virei a cara.
–Estou falando sério. Para com essa porra. –olhei em seus olhos.
–Copiado chefe. –ele disse e saiu do carro tão irritado quanto eu estava.
Eu não queria mais ouvir piadas sobre a noite que eu tive com Syn.
Eu me permiti um pouco de aproximação com os meninos e principalmente com Brian, mas eu não podia deixar isso avançar muito.
Deveria ter acabado naquela bendita festa. Eu deveria ter ficado com Syn e depois ter nunca mais o visto, é assim que acontece... e agora aqui estou eu me arriscando, contrariando minhas próprias regras.
E o pior? O alarme que geralmente tocava quando isso acontecia não disparou e eu estava quase que perfeitamente bem com essa situação. Se você está achando confuso, imagine para mim.
O ponto é que eu não tenho como escapar da situação que me encara. Passaremos quatro dias juntos e pra mim deveriam ser dias de cautela.
Mas sabe aquela vozinha chata que fica martelando a sua cabeça às vezes? Ela me dizia: “Foda-se tudo, liberte-se até domingo! Você não vai mais ver essas pessoas por um bom tempo”.
Tony havia plantado a semente do mau em mim.
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