Going Down For The Second Heartbeat
33 I Get Off
Notas iniciais
Apesar de beirar a meia noite não me importei em ir até o seu quarto, pois sabia que ele estaria acordado. Bati umas duas vezes na porta trancada e nada. É, acho que poderia estar errada.
Resolvi bater novamente e a porta se abriu, me mostrando um Matt Sanders irritado com seu quarto completamente bagunçado.
-O que você quer?
-Uau, passou um furacão por aí? –tentei fazer piada e ele apenas ficou me olhando.
Eu me sentia ridícula. Desde quando eu ficava sem saber o que dizer?
-Queria me desculpar. –falei depois de um esforço. –Apesar de eu ainda achar que você exagerou um pouco na sua reação, você estava apenas tentando me proteger.
-Na verdade eu só bati nele porque o cara falou que a minha banda era uma merda. –ele falou sério e eu o encarei de olhos um pouco arregalados. Pensei que ele fosse rir ou dar algum indício que ele estava brincando, porém Matt permaneceu sério.
Acho que eu fiquei cerca de um minuto apenas considerando qual resposta malcriada eu lhe daria.
-Só isso? -ele perguntou cortando minha seleção mental.
-Porque você sempre tem que estar acima de todo mundo? -perguntei estressada e ele fechou a porta na minha cara.
-Filho da puta. –xingei. Eu estava aqui realmente me esforçando para pedir desculpas, mesmo que eu não tenha feito nada absurdamente errado e ele, como sempre, estava agindo como um ogro.
-Eu ouvi isso. –ele falou lá de dentro.
-Está se divertindo, não é Shadows?! Vai tomar no seu cú. -falei e comecei a andar na direção do elevador.
Ouvi a porta se abrindo atrás de mim e em dois segundos senti meu punho sendo puxado e o corpo de Matt pressionar o meu. Ele exibia um sorriso cínico no rosto.
-Na verdade eu estava fazendo isso porque eu amo um sexo depois de discussão.
-Wow, quem falou de sexo aqui cara? -ele estava enganado se ele achava que ia conseguir alguma coisa.
-Desista, Momsen. Fim de jogo pra você. –ele disse e eu gargalhei.
-Pega esse seu jogo e enfia no...
Não terminei a frase porque sua boca veio de encontro a minha e sua língua logo pediu passagem.
Nos beijamos calorosamente e logo ele começou a beijar meu pescoço. Eu não queria dar o gostinho da vitória para ele, mas tudo se tornava tão mais difícil quando sua boca arrastava em minha pele e seu quadril pressionava o meu.
Matt me arrastou para dentro do quarto, guiando meu corpo até a cama. Ele se deitou por cima de mim, com cuidado, para que seu peso não me machucasse.
Praticamente arranquei a camisa preta que ele vestia me deparando com aqueles músculos bem definidos. Minhas mãos percorreram seu braço e logo depois seu tronco enquanto ele distribuía beijos na minha boca e colo. O afastei para que eu pudesse encostar minha boca em sua pele e percorri o caminho que minhas mãos fizeram, beijando e sugando um pouco por onde passava.
Um gemido profundo saiu de sua boca quando cheguei à região abaixo do umbigo. Minhas mãos foram ágeis para o cinto da calça que ele ainda vestia. Matt me ajudou a retirar a peça aproveitando para se livrar de toda a minha roupa.
Ele demorou um pouco ao levantar minha blusa, suas mãos apenas massageando meus seios.
Quando já estávamos completamente nus, fiz com que eu ficasse em cima dele, beijando sua boca, seguindo até seu membro que pressionava minha intimidade.
Nos olhamos durante todo tempo e apesar de ele querer me afastar quando estava ameaçando chegar ao ápice, eu continuei, apenas fazendo uma pausa para falar:
-O que você acha de pararmos agora, querido? -ri e ele falou, também rindo:
-Você não conseguiria.
Matt estava certo e isso porque eu precisava de mais.
Soltei um gemido enquanto observava ele se despejar. Ele me puxou para cima, tomando meus lábios mais uma vez. Continuamos desse jeito por um tempo, para que ele pudesse se recuperar.
Sua mão brincava em minha intimidade, massageando-a. Matt introduziu dois dedos em mim e eu quase desabei, não conseguiria ficar por cima dessa vez. Percebendo isso, ele inverteu a posição. Seus dedos entravam e saiam de mim e ele oscilava em olhar minha expressão e abocanhar meu seio.
Ele parou antes que eu gozasse. Já excitado novamente, ele me virou de costas, me colocando de quatro em sua frente. Matt penetrou em mim vagarosamente e eu desisti de gemer baixo, não tinha mais forças para segurar.
O ritmo foi aumentando aos poucos e os únicos barulhos que preenchiam o quarto eram do seu quadril batendo contra mim e nossos gemidos. Trocamos novamente de posição e dessa vez eu queria ficar por cima. Ele se sentou na cama apoiando as costas na cabeceira do móvel e eu colei nossos corpos, me movimentando em cima de seu membro. Matt apertou minha nuca e puxou levemente meus cabelos quando entrou em mim.
Movimentei bem o meu quadril e eu podia ver que ele estava se contorcendo de vontade de aumentar a velocidade, de ficar no controle.
Acabei deixando que ele o fizesse e quase enlouqueci. Ele agia cada vez mais rápido e minha boca estava entreaberta procurando ar. Cravei minhas unhas em suas costas e quando ele fez uma pequena pausa para me beijar, aproveitei para realizar movimentos circulares com o quadril. Nossos gemidos soaram sincronizados até que, juntos, chegamos ao auge.
Ninguém disse nada por um tempo. O ar ainda estava um pouco rarefeito e a sensação de seu toque ainda era tão real em minha pele que era como se ele ainda estivesse em dentro de mim.
Por isso eu não resisti à distância por muito mais tempo e voltei a ficar em cima dele. Ele sorriu, puxando meu rosto para perto até que ele pudesse me beijar.
Um pouco mais tarde, depois que atingimos o segundo orgasmo da noite, caímos num sono um tanto profundo. Minha cabeça estava encostada em seu tronco, ouvindo seus batimentos cardíacos que aos poucos foram se acalmando e uma de minhas pernas passava por cima das suas.
*Matt’s POV
Acordei no início da manhã sentindo Taylor se remexendo na cama. Abri os olhos o mínimo que consegui, apenas parar ter um vislumbre do que ela fazia.
Taylor começou a catar suas peças e roupa e colocá-las silenciosamente, uma vez ou outra olhando em minha direção para ver se eu tinha acordado.
Observei mais um pouco, minha cabeça criando mil teorias sobre seu comportamento, até que ela foi em direção a porta. Contive uma risada porque eu sabia que ela não conseguiria fazer o que estava planejando.
Sinceramente, não esperei que ela fosse amanhecer ao meu lado, que eu seria a exceção dentre todos os homens com quem ela já saiu. Com certeza não sou o mais confiável nem o mais promissor aponto de ela se arriscar. Apesar disso, queria que este fato ocorresse. Desculpem o meu lado vaidoso.
Ela se virou impaciente para o quarto quando a porta não abriu e pôs-se a procurar pelo cartão de acesso. Não agüentei mais tempo e perguntei:
-Procurando isso?
Ainda deitado, exibi o cartão que se escondia embaixo da minha carteira, na mesinha de cabeceira ao lado da minha cama. Seu corpo tremeu levemente, num pequeno susto.
Taylor virou seu corpo em minha direção e disse sem encarar meus olhos:
-Exatamente. Pode me dar?
Ela soava fria, nervosa, como se estivesse atrasada para alguma coisa. Levantei-me e fui lentamente em sua direção, convidando-a para pegar o objeto em minha mão. Após alguns segundos de relutância, ela o fez, mas impedi que o tirasse de mim. Ela colocou mais força, tentando puxar o cartão, mas não adiantou e eu fui me aproximando ainda mais até que ela estivesse sem saída, encostada na parede comigo logo à frente.
Ela se remexeu inquieta, parecendo um tanto quando desconfortável por ser a única pessoa vestida ali.
-Tem certeza que quer ir?
Perguntei a míseros milímetros de seus lábios e inicialmente ela permaneceu quieta. Sua respiração aumentou um pouco, entretanto seus olhos se recusavam a encontrar os meus. Assim, a mão que não segurava o “objeto de sua liberdade” levantou seu queixo, praticamente obrigando-a a olhar para mim.
-S-sim. –ela tentou responder a minha pergunta.
-Quê? Não entendi direito.
Provoquei e ela deu um sorrisinho, entendendo o que eu estava tentando fazer.
Minha mão começou a percorrer perigosamente as curvas de seu corpo e ela, quase inconscientemente aproximou-se de mim, fechando o mínimo de espaço que ainda tinha antes de estarmos completamente colados.
-Você não vai a lugar nenhum. –disse, olhando em seus olhos.
-Veremos. –ela tentou desafiar, mas havia em sua voz um tom e rendição. Sorri.
Tomei sua boca, mordendo seu lábio inferior. Minha língua pediu passagem e esta foi concedida imediatamente.
-Qual é o seu medo? –perguntei ao pé do seu ouvido e pude ouvi-la rindo.
-Você quer mesmo discutir isso agora? –retrucou sarcástica.
-Tem outros planos? –provoquei.
-O que você pretende Matt? –quis saber. Taylor devia achar que esse era algum tipo de truque.
-Hum... não sei. –disse, fazendo uma cara exagerada de pensativo. –Ficarmos juntos até o fim da tarde e então depois eu te liberto. –resolvi ignorar o verdadeiro significado de sua pergunta.
Ela riu em escárnio.
-Não sei se a questão é essa, mas pensei que você entendesse que não me deve nada. Assim como eu não te devo nada. –lhe disse sincero; me intrigava o jeito como ela lidava com as coisas.
-Apenas me dê o cartão. –ela pediu virando seu rosto para que eu não pudesse mais beijá-la.
Quando separei meu corpo do seu, uma expressão de curiosidade passou em seu rosto. Ela com certeza não esperava que eu fosse deixá-la ir. Ela estava certa.
Fui até a janela e joguei o pequeno objeto por ela.
-O que você fez?! –ele perguntou de repente alarmada.
-Eu disse que você não ia a lugar nenhum.
-Você seriamente precisa de tratamento! –ela praticamente gritava.
Taylor andou até o meu lado, indo, entretanto em direção ao telefone.
-Alô? É da recepção?
Sem deixar que a conversa se prolongasse puxei o fio do telefone.
-Não se preocupe, mais tarde eu ligo para um dos meninos.
-Não sabia que você estava tão desesperado que precisava seqüestrar pessoas! –exclamou indo para o outro lado do quarto, longe de mim.
-Seqüestrar? Quem você quer enganar, Taylor?! Você quer estar aqui.
Ela pareceu lembrar que tinha celular e começou a procurar pelos seus bolsos. Andei rapidamente até ela e tirei, sem esforço, o objeto de sua mão.
-Devolve meu celular, Sanders.
Ela veio pra cima de mim com o intuito de tirar o celular de minha mão, assim como havia feito com o cartão. Cortei o seu ato beijando-a profundamente. De início ela resistiu, mas não demorou muito para que Taylor correspondesse ao beijo.
Puxei-a em direção a cama, apoiando seu celular na mesa de cabeceira.
Suas roupas rapidamente foram descartadas e sem demoras eu a penetrei.
Nossos corpos se mexeram em diferentes posições durante um período da manhã nublosa que se estendia do lado de fora.
-Você quer seu celular agora? –brinquei um tempo depois.
-Filho da puta. –ela me xingou rindo.
-É. Somos dois filhos da puta. –eu disse e rimos juntos.
Acabamos pegando no sono mais uma vez, acordando apenas com o barulho de batidas na porta.
Levantei e vi meu cartão de acesso ser jogado pelo vão entre o chão e a porta. Taylor me olhou curiosa enquanto eu abaixava para pegar o objeto. Mostrei o que era e ela riu.
Voltei para o seu lado, entregando-o.
-Sua liberdade.
Ao invés de pegar o objeto ela disse rindo:
-Aposto que você acredita em Papai Noel também. -ela debochou.
-Você ainda não acredita no meu controle sobre você? -perguntei divertido e ela gargalhou.
-Sanders, tudo o que fiz por você nesse quarto foi por mim. – me disse, querendo diminuir meu ego.
-Ótima frase de efeito. Já usou quantas vezes?
-Você foi o primeiro. –ela riu.
-Sinto-me honrado. –brinquei novamente.
Ela retirou o cartão da minha mão rapidamente e eu sorri.
Taylor olhou para o objeto e depois pra mim, falando:
-Acho que só devo usar isso mais tarde.
Eu sorri mais abertamente, a puxando na minha direção.
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