4 Dias depois:

As meninas se movimentavam dentro do quarto, sinalizando o começo da manhã e de mais um dia de trabalho. Umas colocavam suas roupas surradas, porém limpas, enquanto algumas arrumavam suas camas, algumas dormiam ou tomavam banho. Dando a oportunidade para que o odor insuportável escapasse do banheiro. Tentavam ser mais rápidas o possível, pois a Sra. Thiaph era muito rígida. O orfanato funcionava como um relógio, era caracterizado pelo bom funcionamento e organização.

Para o horror de todas, a porta que levava a sala de jantar se escancarou. Com todo o seu peso e mal humor, a responsável pelo orfanato entrou no quarto das meninas com uma carta vermelha nas mão. Todas as meninas se encolheram de medo e evitaram olhar para a cara carrancuda da velha, algumas até tremiam. Os olhos de abutre vasculharam o quarto procurando alguém para fazer esse serviço tão indesejado. A carta vermelha sinalizava a urgência de um serviço não convencional, geralmente era entregue nas mãos da responsável do orfanato, e o empregador, geralmente poderoso, se mantinha oculto até o momento do serviço, onde teriam de satisfazer seus horrendos desejos e fetiches. As mais novas eram poupadas disso, porém ainda tinham medo e preocupação com as suas “irmãs”.

O alvo preferido de Sra. Thiaph era Ulyaa, pois além de seus cabelos negros ser uma iguaria única, adorava ver o sofrimento escondido nos olhos da menina. Tinha um desgosto especial com a mesma, por que por mais que Thiaph mandasse nela, ela sempre tinha a impressão que a garota saia por cima, de alguma forma sempre a manipulando. Por mais que o empregador tenha pedido algo mais convencional, Thiaph ousava teimar. Seus olhos logo encontraram Ulyaa ainda dormindo em sua cama. Com um sorrisinho de divertimento no rosto, e com o clima de tensão que era provocado pelas meninas, a velha cruzou o quarto até a cama de sua vítima.

– ACORDE SUA PESTE – falou Thiaph grudando seus dedos nos braços de Ulyaa. Logo sentiu, em contato com seus dedos, uma pele fria. Olhando rapidamente para a região do peito percebeu que a menina não respirava. Thiaph não conteve sua raiva. Socando o rosto da menina gritava – Como ousa me desafiar até mesmo na morte, sua vadia?

As meninas se viram horrorizadas, e um pouco confusas por um momento. Quando perceberam o que estava acontecendo, as lágrimas não puderam ser contidas. Mais uma morte assolara o orfanato. Fés foram abaladas, esperanças foram perdidas. E o dia se tornou um dos piores.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.