Godlin
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– Há quinhentos mil anos atrás os homens viviam em guerra, isso estava acabando com a humanidade, tropas eram aniquiladas, bombas eram jogadas e, pior, vidas eram perdidas. Num terço de milagre, os Deuses deram sua bênção, quando uma jovem virgem nascida a meia noite morresse pelos seus ancestrais no ato de bravura mútua, a paz se prevaleceria na terra. A princesa Heath, de Viltoria, se encaixava nesse padrão. De tão pura, ela se ofereceu de imediato, mas seu pai, o rei, se recusava a perde sua filha por uma única profecia que poderia nem ser verdade.
– Os povoados souberam da relutância e formaram uma seita, juntaram suas tochas e marcharam em direção ao castelo. Todos estavam cegos de luto. Achavam que já como eles poderiam perder seus entes queridos na guerra o mesmo aconteceria com o rei, ele, afinal, já tinha um herdeiro do trono mesmo. Quatro dias foi o tempo que precisou para eles chegarem a grande estrutura de cimento e ferro, os guardas já aguardavam com suas catapultas, flechas e espadas apontadas por o longe do lago. Os que sobreviveram à entrada invadiram o interior. Num momento de desespero o rei se trancou no quarto junto à filha, esposa e crianças. Tinha lhe passado pela cabeça arranjar um príncipe rápido no qual poderia casar-se com sua filha e assim tirar sua virgindade, isso evitaria aquela fadiga. O problema era que ele tinha prometido para princesa Heath que ela mesma poderia escolher quem amar. Ele foi um rei bom, concedeu a ela essa escolha. Até aquele momento. Mesmo com a presença das crianças o rei ordenou que o guarda mais jovem estrupa-se sua filha; sua mulher desmaiou e as crianças choraram. Heath sempre havia amado o pai, teria feito o que ele pedisse, mas aquilo não, ela lutou e matou o guarda. Com uma espada na mão ameaçou o pai. "Dei-te meu coração, o nobre pai, lhe dei escolha! Meu destino agora não se resulta em apenas vida. Acredito que quando morrer aquilo que todos temem seja acabado." ela chorava desesperada pela primeira vez, a garota ela forte, tão corajosa que quando começaram a bater na porta do quarto do rei, prontos que mata-lo, implorou aos homens que a levassem, que deixasse sua família em paz que ela mesma se mataria se preciso e com a adaga do guarda morto. O rei gritou. Mas já era tarde demais, sua única filha mulher numa súplica aos Deuses cravou a arma do seu coração, deixando para trás tudo que era bom na família real pela morte. Os homens olharam aturdidos para a garota mais bela que já fora criada; de olhos violeta que perdiam a cor conforme a vida se esvaia do corpo, até os cachos dourados que lhe caíam sobre as costas, tudo nela mesmo morrendo chamava doçura. Arrependeram-seimediatamente e um por um caíram em desesperados choros, a consciência finalmente lhes bateu, eles tinham se tornado os mesmos monstros nos quais fugiam tanto! Herdeiros da guerra haviam feito deles assassinos, mataram uma princesa pura, doce e não aguentavam o tranco. O rei não aguentou o tranco certamente. Sua esposa morreu de luto, seus filhos mais novos nunca foram mais frios e a guerra, oh, a guerra, foi totalmente cessada ao luto da princesa perdida.
"A pior parte ainda estava por vim! Aquela não era uma princesa normal, longe disso, ela tinha uma conexão forte com um Deus, aquele no qual não sabia sobre a situação dela até já ser tarde demais. Ela era amada por Thor, o deus do trovão. O amor era em segredo, mas Odin obviamente descobriu e por isso mandou a profecia, ele não queria seu herdeiro com a cabeça na terra quando tinha que governar Asgard futuramente, mas Thor não aceitou isso, ficou furioso. Mesmo sendo contra qualquer lei de Asgard ou Odin, Thor após retorna da sua missão no qual o próprio Odin pediu para que ele cumprisse, ficou furioso com o pai e no excesso de fúria se jogou no imenso precipício em direção a terra. Ao chegar ao desespero, ele encontrou o corpo da sua amada velado num caixão de pedras cristalinas, com o seu martelo partiu a pedra em mil e lá estava ela, gelada e morta como ele temia. Pela primeira vez, na sua vida, ele sentiu ódio dos humanos, sentiu ódio do seu pai. Com raios tentou, sem sucesso, reviver sua amada. Chorou. Suas lágrimas caíam sobre o corpo inerte sem efeito."
"Foi quando seu irmão chegou, Loki ficou tão desolado pela morte da garota humana quanto Thor, mas naquela época ele também não sabia que Loki nutria paixão platônica com a Heath e assim os dois choraram muito. Quando voltaram para Asgard correram em busca de vingança contra os humanos, pelo menos eles, já que não atingiriam Odin nem que quisessem, afinal ele era o pai de todos! Juntando suas forças, eles, os dois sozinhos, jogaram a praga na terra, criaram gigantes cheios de ódio, formaram a praga..."
Não! Não! Não! O que é essa voz na minha mente? Porque minha cabeça parece prestes a explodir? Entrei na escuridão assim que a garota disse que iria doer. Sentia-me presa no pesadelo, onde um homem contava histórias sobre... Deuses! E nem são aqueles no qual estou acostumada.
Como suspensa no ar. Não em qualquer ar. No céu. Eu não podia me mover enquanto vozes vinham de vários lugares contando a história triste.
Doeu. Parecia que enfiavam milhares de agulhas na minha mente.
– A terra dos Godlin está condenada!
– A profecia foi mantida.
– A princesa ressurgirá das sombras.
– Assim acalmá-la e coração dos Deuses e completará as missões.
Senti-me caindo subitamente e cai na cadeira onde estava antes, a garota sorriu e se afastou. Eu arfei.
– Mas que merda foi aquela, Natacha! Quero respostas! Agora. Aí, meu deus! Minha cabeça dói — coloquei as mãos nas orelhas — dói demais! — meus olhos marejaram mais eu me recusei a deixar que vissem-me chorando, engoli em seco — Respostas, Natacha, respostas.
– Acalme-se, criança.
– Mande sua calma ir pentear macaco! Eu já fui engolida duas vezes! Já tive visões de amores perdidos. E minha cabeça... Está entrando em erupção! Quando meus miolos estiverem na sua mesa de jantar, não venha me culpa, está bem? Aí! — Algo mordeu meu dedo. — E agora sou uma louca e apetitosa.
Natacha fez um gesto de desdém com mão e dispensou meu acesso de raiva.
– Ouviu o que eles disseram?
– Era impossível não ouvir.
– Então sabe o bastante. Agora, coma. Precisa de todas as suas energias. — Falou rispidamente e abocanhou uma planta rosa. O prato à minha frente tremeu, uma panqueca e uma xícara de chá de hortelã apareceram magicamente. Sem mais nada para ser feito, comi tudo em segundos, e logo apareceram mais. Ao todo comi umas dez panquecas antes do meu estômago cruzar os braços e se recusar a engolir qualquer outra coisa. Por isso, acabei com o chá quente.
Alex olhava desanimado para o chá e a piles enquanto mexia distraído com o garfo nas panquecas. Tentei cutucar sua perna por baixo da mesa, mas tudo que obtive foi um sorriso triste e uma careta. Ele parecia tão infeliz. Queria pergunta o que aconteceu, porém, ele saiu da mesa antes disso. Tentei o seguir, mas Natacha segurou minha mão alegando que: Quando ele estivesse pronto, falaria comigo.
Nas horas seguintes não encontrei com ele em lugar nenhum. Caminhei com Natacha por todo o bosque até chegarmos à um cachoeira rochosa, jatos de água caíam límpida no pequeno lago fazendo tanto estrondo que quase cobri os ouvidos com as mãos. Natacha decidiu que nós falaríamos sobre minha "Visão" mais tarde, e que, se por acaso, eu tivesse fome ou precisasse de banho, poderia consulta-la a qualquer momento.
Já era tarde quando voltei para tenta. Meu corpo estava exausto de tanto andar. Tive que passar no poço várias vezes para pegar baldes mínimos de água morna, ainda me pergunto como Alex conseguiu fazer isso com tanta facilidade. O balde parecia feito de sal grosso! Que isso. Como uma coisa tão pequena conseguia ser tão pesada? Meus braços ardiam. Concluí que seria melhor eu não encher toda a banheira, então tomei banho com água na metade usando uma caneca para molhar e lavar meu cabelo. Mas não tinha shampoo. Não os que eu conhecia e hidratavam meus cachos. Havia uma mistura no chão ao lado do sabão, desconfiei que pudesse ser coisa de bruxa, mas acabei passando o troço gosmento nos cabelos. Quando voltei às camas, um vestido rosa parecido com pétalas de flor estava deitado na minha cama. Passei os dedos pela textura magnífica. Ele ficaria muito curto em mim, imaginei.
O vestido coube perfeitamente no meu corpo, como se tivesse sito feito pra ele. Caia nos meus ombros com mangas amassadas e dobradas para cima, tinha um decote em U e, na verdade, ficou no meu joelho. Não no meio da cocha, como imaginava.
– Está linda. — uma soou atrás de mim. Virei e encontrei Alex apoiado no tronco que prendia a tenda, ele segurava uma rosa na mão e passava de leve entre os dedos. Havia um sorriso preguiçoso nos lábios. E, num súbito sentimento, comecei a imaginar pessoas se jogando aos seus pés pedindo, implorando, para que fosse modelo de suas revistas. Provavelmente ele já terá propostas. O cabelo dele estava molhado e ele usava uma roupa quase normal, um terno, e por baixo, um colete cinza. Ele tinha tomado banho. Eu me pergunto se ele tomou na mesma hora que eu, quando estava tão submersa em pensamentos para saber o que acontecia ao redor.
– Obrigado. — grunhi ainda brava por ele ter me abandonada essa tarde. — Você também não está de se jogar fora.
– Você está nervosa. — Concluiu baixinho.
– Percebeu? — Era minha cara que deveria vermelha ou minha mão estar coçando que denunciou meu estado de espírito? Desconfio que fosse o seu conhecimento sobre mim. Já que eu saberia o que se passava com ele, antes mesmo de se passar, às vezes.
Ele deu um passo para frente.
– Você parece um bicho aquietado. Não para de se mexer e... — ele pegou minha mão e beijou meus dedos, um de cada vez, deixando seus lábios quentes fazer seu efeito sobre mim. — Se recusa a olhar nos meus olhos. Isso me mágoa.
– Já percebeu o quanto estranho é isso? Você é meu irmão! Crescemos juntos. Eu considero seu pai, meu pai. Você considera minha mãe, sua mãe. Não podemos ficar nessa lenga-lenga e ponto! Eu te amo, Alex, mas...
– É tudo o que preciso saber.
Assim pegou minha cintura e me puxou para perto. Tentei empurra-lo. De verdade. Mas sua boca capturou a minha e eu não estava mais lá, pelo menos, não a parte megera e consciente. Tudo que sentia era sua boca. Tudo o que queria era ele. Serpenteei os braços no seu pescoço o puxando para mais perto, ele arfou um pouco, me pegou pela cintura e me sentou na cama. Seus lábios eram macios, exatamente como me lembrava, sua pele era macia, e parecia que se encaixava perfeitamente com a minha. Ele era quente. Por fora e por dentro. Tudo o que tínhamos ali era sentimentos. Algo dentro de mim explodiu como uma noite de natal, ou ano novo cheia de artifícios. Era o paraíso. Ele acariciou minha bochecha, e sem nem interromper o beijo, começou a fazer carícias nos meu cabelo... Era tão... Bom... Para tudo! Não. Não. Não. Ele é o tipo de pessoa na qual você confia, mas nem sempre por completo. Se eu entregar meu coração para ele agora, provavelmente será o pior erro da minha vida, estarei destruída, não restará nenhuma Jane para procurar um Tarzan de verdade. Ele vai me magoar. Estamos predestinados a isso, assim que nossos país se casaram, eles assinaram nosso atestado de aptidão. Não podemos. Eu vou magoá-lo. E teremos dois corações partidos para consertar, e isso, mesmo doendo, eu não iria aceitar, por isso fiz o que fiz logo em seguida.
Peguei sua mão e bati contra a cabeceira da cama forte o bastante para ele sentir dor. Ele arquejou e recuou imediatamente. Sua expressão de surpresa e mágoa não me abalou, estava disposta demais a acabar com aquela atração ali mesmo, e, que Deus me perdoe, teria que ser da pior forma.
– Alex! Pare. Agora. — Trovejei levantando. — Eu não te amo dessa forma, ok? Não leve o que eu disse nesse lado. Somos crianças, nem sabemos o que o mundo reserva pra nós dois, provavelmente você irá conhecer uma garota linda... — Mas do que eu — e se apaixonara por ela imediatamente!
– Só conheço uma que iria me apaixonar, mas ela foge de mim, foge da felicidade. — Retrucou cruzando os braços contra o peito.
– Você só diz isso porque nunca entrou em um relacionamento antes. Você pensa que me ama. É ilusão. Coisa de criança e quando você ficar mais perto de mim, quanto mais me conhecer desse jeito, mas irá ver que não combinamos. Não somos compatíveis. Entenda isso o mais cedo que conseguir, porque eu já o fiz — menti — e estou numa boa. Sem você. Eu. Não. Te. Amo. Alex. Compreende? Nosso relacionamento se resumi a um beijo e... Nem foi o meu primeiro — menti outra vez. — Estou te libertando. Espero que faça o mesmo para mim.
– Está mentindo! — gritou batendo o punho na madeira sólida da barraca. Se doeu, ele não demonstrou. Ele só olhava friamente para mim. — Se é isso que você quer meu amor. Se considere liberta. — ele fez uma reverência e saiu da tenda o mais rápido que um raio. O que foi bom, porque nesse meio termo, eu já não aguentava mais e desabei na cama entrando em lágrimas e soluços compulsivos. Se minha intenção era não magoar ele, parabéns para mim, o tiro saiu pela culatra.
Solucei pelo resto da noite. Sentindo meu coração se corroendo a qualquer que fosse barulho que vinha do outro lado da tenda. Eu fiquei com medo. Depois apavorada. Tristonha. Chorona. Magoada comigo mesmo. E, por último, lá pras três da manhã, consegui apertar os olhos tanto que eu simplesmente desmaiei na cama.
Logo que acordei estava arfando. Havia tido pesadelos. Eles me envolviam perdendo Alex numa luta contra... O sonho se dissipou antes de poder acorrenta-lo. Tinha outro que eu estava presa com amarras de ferro ou aço, e suspensa no ar por alguma criatura marítima. Eu escutava gritos, só não sabia se importava naquela hora, sabe, tentando me contentar com morte por afogamento. E, no final, eu sempre morria da mesma forma, com uma flecha no coração.
Tinha me esquecido completamente do encontro com Natacha! Ela deveria estar furiosa.
O vestido se dissipou na cama igual a folhas de verdade. Nem duvidei disso. Troquei e coloquei minhas roupas na qual tinha chegado, nesse tempo quente, depois que as lavei, estavam secas e penduradas na beira da cama.
Sai da tenta meia hora depois disposta a escutar qualquer barbaridade que Natacha jogasse em cima de mim, estava pronta para me desconcentrar também, manter Alex longe da minha mente é o segundo passo para livra-lo do meu coração. Eu sei. Não é justo fazer isso com ele sabendo que, quando precisei, ele estava lá, quando chorei, ele limpou minhas lágrimas e me incentivou a continuar, e quando me apaixonei, ele fez a mesma coisa no meu lugar. Mas eu não posso machucar o coração frágil que prende no meu peito. Simplesmente não dá. E quando sairmos, eu tenho fé que vamos, desse lugar com sanidade mental intacta, vou me afastar dele. Vou morar na casa de praia. Já sou maior de idade e posso cuidar dessas coisas sozinha.
– Sol nasceu quadrado? Você parece ótima! — encontrei Natacha sentada no mesmo lugar que estava no dia anterior na mesa; fez um sinal de ok com os dedos e sua voz transbordava sarcasmo. — Por outro lado, seu irmão parecia feliz ontem à noite.
– O que teve ontem à noite? — sentei na cadeira ao seu lado.
– Ah, querida, você perdeu a maior festa de todas! Foi lindo. Ele se divertiu com nossas filhinhas...
– Para! Eu não quero saber disso.
– Certo. Como dormiu?
– Como um anjo. — Respondi seca.
Depois de algumas respostas sem sentido nenhum e muito foras, Natacha só me deu o chá e panquecas novamente. Comi tudo. Mas não encontrei Alex na mesa, no começo fiquei com medo, depois lembrei que ele poderiam estar se "divertindo" com suas filhinhas. Só o pensamento fez meu estômago se fechar recusando-se a engolir. Que ótimo Alex. Mesmo de longe consegue atormenta.
Natacha levantou e pediu para que a acompanhasse. Ela caminhou pelo bosque algumas horas antes de parar, perto de uma porta gigante feita de ferro e madeira. Com facilidade, usou sua mão para empurra-la pra longe, e estendeu-a para mim pegar. Entramos dentro do lugar esquisito juntas. Não conseguia enxergar por cima da escuridão. Sei que o ar é arenoso e que provavelmente estávamos dentro de uma caverna.
– Há muito tempo atrás, os Deuses habitavam a terra, ou Godlin. Achamos que, quando a terra ainda não havia água, e tudo era tão sem graça, os Deuses oraram pela gente e assim que mostraram sua devoção e amor. Criaram-se nós. Viram que precisávamos de mais. Criaram água e sol. A chuva e as nuvens... E os trovões.
Estava pronta para interromper, dizendo que só existe um Deus e que, ele sim, criou todos nós.
– Porcaria nenhuma! Deuses nórdicos não ajudam as pessoas da terra! Eles nem se importam com a gente.
– Está errada. Os Deuses se importam com todos os de Godlin, eles falam em sussurros com os anciões sempre dando concelhos. — Aí, que mulher iludida.
– Está dizendo que: Odin, Thor e Loki existem?
– Exatamente. — ela pulou de animação. — Garota inteligente. Gostei de você.
Tsc. Tsc. Tsc. E tudo na caverna se encheu com fogo. Bom, nem tudo. Quatro estátuas se erguiam na parede indo até seus seis metros, elas quase batiam no teto da caverna, e olha que era uma caverna gigante.
A primeira estátua era de um homem velho. Tinha apenas um olho e dois corvos inclinados no seu pescoço: Hugin e Munin. Seus pássaros de batalha. Quando pesquisei na escola sobre mitologia nórdica, descobri que eles viajam por todo reino pegando os pensamentos das pessoas e inimigos e sussurram no ouvido de Odin, tornando-o assim Deus da batalha, sempre antecipando as ações dos inimigos. Para mim, acho a maior trapaça. Então descobri quem era o homem velho sentado confortavelmente no trono: Odin, conhecido como pai de todos.
O que jogou a maldição em Heath.
Segunda estátua. Um homem empunhando o martelo: Thor é óbvio. Ele não se senta como o pai. Está em pé, jogando o martelo para cima no movimento parado, mas dá para ver a sua intenção. O engraçado é que está fazendo uma careta, como se sentisse dor de alguma forma. Todavia eu me peguei pensando nesse brutamonte amando uma princesa viking. O pensamento não deu certo, então o dispensei.
Terceira estátua. Uma mulher seminua parecia em um movimento de dança, ela sorria para o nada e seu corpo é belo. Ela... Ela... Parece com a Natacha. Ela parece com a Natacha! Não. Ela é a Natacha. Caramba! Natacha deve ser bem amada aqui, sabe, para a colocarem ao lado dos deuses.
Quarta estátua. Outro homem com os dedos para frente, ele parecia articuloso e calculista; usava uma roupa bem cara e ostentosa. Não demorou muito para eu ter certeza de que ele era...
– Loki. Deus do fogo, minha querida. Ele é conhecido por ser muito bom com conversas e sedução... — Natacha disse, com amargura. — Dormiu com todas as deusas. Vamos deixar esse monstrinho de lado.
– Aquela é você? — apontei.
– Ah, é sim. Linda estou, eu sei. — Uau, modéstia a parte, querida. — Mas não estamos aqui para falarmos de mim, e sim de Odin e Thor.
– E o que eles têm há ver? Pelo que sei, o Thor morreu a muito, muito, muito tempo mesmo. No crepúsculo dos deuses, quando ele e Jormungand finalmente se encontraram e travaram a batalha sangrenta, Jormungand é segundo filho de Loki e uma serpente. Thor a matou com ajuda do seu Mjolnir martelo, mas quando já saia, viu que foi envenenado com o bafo de serpente e, a quatro passos depois, morreu com seu sagrado Mjolnir na mão. — estalei os dedos — Moerto.
– Garota de pouca fé. Os Deuses nunca morrem enquanto existe uma alma que ainda se lembra-la. Quando um ente querido seu morre, você simplesmente faz como se ele existe-se ou gostaria de acreditar que poderia tê-los de volta?
– Meu pai morreu quando tinha sete anos. Se eu se lembrasse dele ou apenas ficasse me iludindo achando que ele voltaria, provavelmente já teria pulado de um precipício. — Resmunguei — E se existe um Deus, eu sei que existe, não usaria a cortina da mãe nas costas! Você está em negação, minha querida.
Ela abaixou e pegou uma flor de lótus. Eu não percebi que estava chorando até uma lágrima cair na pétala da flor, ela deslizou, caiu no chão e foi aí, quando da água virou ouro, que a confusão começou.
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