Goddess and Monster - Part 1
13 Capítulo 11.5 Bônus - Moa Bandar - Parte 2
Notas iniciais
Quando Moa descobriu que Os Frey estavam contratando serviçais para um grande evento naquela semana, tentou convencer Stavy para irem até As Gêmeas.
– Não vamos ser bem pagos, Moa. – justificou Stavy impaciente.
– E daí? Podemos conhecer famílias que podem nos dar outros serviços. Vamos ver um casamento de perto! Eu nunca vi um casamento Westerosi de perto! – tentou convencê-lo a todo custo.
Ela estava animada com a possibilidade de conhecer mais um pedaço de terra em Westeros e ainda contribuir e ver um casamento. Os casamentos em Essos eram doentios e violentos e não imaginava que em Westeros fosse assim. Se os contos Lhazarenos estivessem corretos, os casamentos eram românticos e a festa era regada de um banquete, música e animação. Nada de violência. Nada de sexo explícito. Nada de mortes.
– Não temos como chegar lá. – disse Stavy, dando mais uma desculpa esfarrapada.
Mover-se de um lado para outro em Westeros nunca foi um problema para eles. Podiam caminhar, roubar cavalos, pegar carona com algumas carroças. Stavy estava apenas dando uma justificativa para não irem às Gêmeas.
– Isso nunca foi problema, Stavy – disse Moa. – Muitos vendedores estarão indo para lá. Vamos pegar carona. Vamos pegar um serviço de entrega!
Pegar um serviço de frete era uma boa ideia, considerando que ganhariam mais alguns tostões além dos que ganhariam como serviçais nas Gêmeas. Eles estavam na região de Cape Kraken e o destino era Winterfell. Mas poderiam voltar alguns passos para ganhar algumas moedas e realizar alguns desejos de Moa.
Apesar da resistência, Stavy cedeu. Ele concordou em arrumar algum serviço de frete ou carona. Apesar de estarem pertos, não queria que os dois se atrasassem e perdessem a oportunidade de trabalho.
Decidiram ir para Dedo de Perdeneira para tentar encontrar algum trabalho ou carona. A viagem não foi longa, no pôr-do-sol já estavam no lugar. Moa e Stavy procuraram por vendedores que pudessem ter alguma encomenda para As Gêmeas. Sem sucesso, procuraram por trabalhadores que estivessem indo em direção ao Sul para que conseguissem carona.
Havia um homem, de uns 35 anos, tão alto e robusto que deixava Stavy intimidado. Stavy era era musculoso, mas não tão alto, mas não tinha medo de nada e enfrentava tudo o que vinha a sua frente. Deixá-lo intimidado era algo inédito.
Seu nome era Marcy, mas preferia ser chamado de Big Bear. Não era para menos. Além do grande tamanho, tinha barba espessa e longos cabelos que caíam em seus ombros. Ele não era bonito de se olhar e para completar sua forma assustadora, sua voz era como trovão.
O homem tinha uma carroça e estava indo rumo à Porto Real, para tentar se unir à guarda, mas poderia deixá-los nas Gêmeas. Ele carregava uma espada tosca, com a lâmina irregular, como se fosse forjada às pressas e seu cabo tinha um pedaço de pele de urso enrolado. Ele dizia que era para massagear suas mãos enquanto empunhava-a.
Ele partiria na manhã seguinte, e Moa e Stavy se colocaram em uma estalagem. Depois de se alimentarem e beberem como porcos, dormiram depois de muito sexo selvagem no chão do quarto.
A cama não fora utilizada e a coluna de Moa estalava quando ela acordou à primeira luz do sol. Estava totalmente nua e sua pele se arrepiava com o frio, deitada no peito de Stavy, tão nu quanto ela. Olhou para o homem. A barba rala dele deixava-o com ar mais maduro, e ele era tão bonito com seu nariz tão bem moldado e as bochechas rosadas. Sabia que por trás daquele belo rosto havia um monstro doentio.
Quando se lembrou que deveriam estar na carroça de Big Bear, Moa levantou de supetão. Acordou Stavy sem se preocupar de estar gritando e sendo grossa. Ele resmungou um pouco, mas não teve tempo de reclamar ou bater em Moa, pois também se lembrou de onde deveriam estar. Vestiram-se às pressas, torcendo para que Big Bear não tivesse partido sem eles.
Não se preocuparam com café da manhã, nem com mantimentos para viagem. Correram para os estábulos, mas o homem acabara de partir.
– Ele saiu agora a pouco, se correrem, vão encontrá-lo a menos de uma milha. – avisou o homem dos cavalos.
Eles se entreolharam, cúmplices, e Stavy agarrou na mão de Moa e correram para a trilha floresta adentro. Não tinham bolsas, nem espadas. Apenas a roupa do corpo, suas adagas e moedas. Não havia peso e conseguiram correr com facilidade.
Stavy soltou a mão de Moa quando percebeu que ela o atrasava e partiu a sua frente. Ela tentou acelerar mais ainda sua corrida, e, com suas pernas longas, estava quase ao encalço de Stavy quando encontraram Big Bear e sua carroça com seus pertences.
– Big Bear! – gritou Stavy.
O homenzarrão virou a cabeça peluda e Moa pensou que ele estava sorrindo sob a grande barba. Ele parou os cavalos e esperou o casal alcançá-lo.
– Pensei que vocês não viriam mais! Tive que deixá-los se quisesse chegar cedo! – explicou Big Bear. Ele não estava irritado e mantinha um bom humor.
Stavy ajudou Moa a subir na carroça e foi logo atrás. Se encostaram nos pertences de Big Bear, ofegantes e exaustos, graças a correria.
Big Bear avisou que havia algumas frutas e vinho em uma grande cesta de alimentos e que eles poderiam se servir. Estavam esfomeados e comeram algumas frutas.
A viagem estava tranquila e Big Bear era falante. Ele contava suas histórias de treino de lutas e o que o motivava a ir para Porto Real. Seu falecido pai queria que ele fosse um homem de honra e ganhasse a vida fazendo o que desejava, desde que fosse digno. Ele acreditava que seu tamanho iria facilitar sua entrada para a Guarda Real e que honraria seu pai com isso.
Ele arranjou uma espada de um velho ferreiro e sabia que era uma espada esquisita, mas ele jurava era fiel ao seu corpo e que cortava como uma boa lâmina valiriana.
Apesar da boa conversa, Moa não confiava no homem, pois ele já lhe lançara diversos olhares esquisitos. Por várias vezes, ela o flagrou com a cabeça virada, fitando-a. Ela sempre dava um sorriso amarelo, recebendo um olhar malicioso e ele voltava para a estrada.
Quando pararam para dar água aos cavalos, ao acharem uma pequena nascente, Big Bear não tirava os olhos do decote de Moa. Seus seios estavam apertados sob o vestido e ela se sentiu abusada. Ele a intimidava de uma forma muito diferente da forma como intimidava Stavy.
Ainda assim, ele não perdia o bom humor e a tagarelice. Contava diversas histórias e a próxima era sobre como ele havia se livrado de um urso numa floresta próxima a Winterfell, matando-o com sua espada torta. O urso ameaçava vilas próximas e ele se tornou o herói do lugar. Ele era jovem e foi dali que consagrou-se com o apelido.
Moa acreditava que algumas de suas histórias eram balelas. Pareciam saídas dos contos e sabia que não podia acreditar inteiramente nos contos. Mas quando ele falou de Winterfell, ela se interessou em participar da conversa e pedir para que ele contasse tudo o que sabia sobre o lugar gelado que ela tanto almejava conhecer.
Ele lhe contou sobre a neve, que ela nunca vira; o frio, que fazia jus ao lema da casa; a família Stark, que foi considerada traidora pela Coroa; também falou sobre a Muralha, um grande muro de gelo que ele tivera a oportunidade de conhecer quando era mais jovem.
– Para que serve a Muralha? – perguntou Moa, curiosa e ansiosa para saber mais do assunto.
– Para proteger Westeros dos perigos Para Lá da Muralha.
– Perigos?
– Há muitos perigos depois da muralhas – explicou o homem. – Há um povo sem nação, sem honra, são os selvagens. São pessoas que não tem nenhuma lei, e estão divididas em tribos para além da Muralha. O lugar é cheio de neve e tem uma floresta assombrada.
– Você se daria bem com os selvagens. – riu Stavy para Moa. Ela não sabia se era um elogio ou uma ofensa, e sorriu sem graça. Sabia que ela era como uma nômade, como uma ninguém vagando por Westeros. Ela poderia ser como os selvagens, pois não seguiu as leis de Lhazar, nem de Essos, nem de lugar nenhum. E além de tudo, não tinha rei para servir.
– O que há mais além da Muralha? – perguntou Moa, curiosa.
– Os selvagens contam uma lenda sobre os Outros. Ou Caminhantes Brancos. Pouco se sabe sobre eles, mas assobram o lugar. Dizem que são mortos andantes e que tem a pele branca, enrugada e olhos tão azuis que chega a gelar a pele – Big Bear fez uma pausa para soltar uma risada rouca. – Os selvagens são meio loucos. Mas A Patrulha da Noite não os Caminhantes Brancos. Eles não sabem o que há de perigoso por lá e não podem rir do desconhecido. Dizem que fica muito frio quando eles se aproximam. Mas isso é um pouco suspeito. Winterfell é fria demais, não tem como ser mais fria que isso!
– Tudo parece tão mágico! – alegrou-se Moa. – Não vejo a hora de conhecer Winterfell e a Muralha!
Stavy e Big Bear soltaram uma risada. Moa ficou sem entender e não gostou de ser motivo de gargalhadas.
– O que foi? – perguntou Moa.
– Não acredito que você conseguirá conhecer a Muralha, Moa. As mulheres não são muito bem vindas por lá. – explicou Stavy.
Big Bear concordou, mas contestou.
– Apesar de que uma mulher como você é sempre bem vinda.
Stavy parou de rir e lhe lançou um olhar frio, sendo ignorado por Big Bear. Moa percebeu o clima tenso que estava no ar e decidiu quebrar o gelo.
– O que mais você pode me contar sobre a Muralha e os perigos? – perguntou Moa para Big Bear. Sabia que quebrar o gelo dando atenção a ele irritaria Stavy. Mas ela não tinha outro jeito de fazer isso.
Big Bear lhe contou quem era a Patrulha da Noite e como eles se tornavam protetores da Muralha. Lhe contou mais sobre os selvagens e sobre os possíveis povos e animais que haviam por lá. Contou-lhe sobre pessoas e animais gigantes.
– Gigantes? Como você? – perguntou Moa, inocentemente. Big Bear sempre ria de sua ignorância.
– Sou apenas alto – falou Big Bear. – Os gigantes são o triplo de mim, talvez até mais. Os animais são tão grandes quanto. Mas não há muitos relatos sobre eles.
– Você viu um? – perguntou Moa.
– Não. Não tive esse prazer. Ou desprazer.
Ele lhe contou sobre algumas lendas do Norte e quando ele voltou a falar de Winterfell, ela teve a curiosidade de perguntar sobre os Starks. Ela não entendia muito bem a política de Westeros e a causa da traição daquela Casa.
– O homem Stark foi chamado para ser Mão do Rei. Não o Rei Menino, mas o seu pai, Robert – explicou Big Bear, sério, mesmo depois de tantas risadas e animação com as lendas do Norte. – Ser Mão do Rei é um trabalho importante. Ele tem que ajudar o Rei em suas escolhas. A Mão foi acusada de traição pois ficou contra às vontades da Rainha, quando o Rei estava morrendo. Aquela mulher é muito poderosa.
Moa ignorou o comentário final. Big Bear voltou a contar sobre a confissão de Ned Stark e como tudo virou uma confusão depois disso.
– Mas e a família Stark? Como ela é? Você os conheceu? – perguntou Moa.
– Eu os vi de longe algumas vezes. A mulher Stark é muito bonita. Tem cabelos muito vermelhos – detalhou Big Bear. Os olhos de Moa brilhavam com a história daquela família que possuía o lugar que mais desejava ir.
– Cabelos vermelhos? – retrucou Moa. Não se lembrava de ter visto cabelos vermelhos em Essos. Aquilo era novidade. As pessoas eram iguais, com cabelos iguais, peles iguais. Ela viu muitas diferenças em Westeros, cabelos amarelos e cabelos alaranjados, mas nada de cabelos vermelhos.
– É. São muito vermelhos e bonitos. Os Starks têm cinco filhos e os dois mais velhos tem cabelos vermelhos. A menina Stark é muito parecida com a mãe, principalmente nos cabelos e nos olhos. A outra menina é mais a cara do pai, com cabelos castanhos. Elas foram enviadas para Porto Real, mas estão perdidas pelo mundo, depois da traição do pai. Algumas pessoas contam que a mais nova está morta e que a de cabelos vermelhos foi sequestrada pela guarda do Rei Menino.
Moa se excitou com a história. Filha de traidor sequestrada pela guarda do Rei? Ela teria bons contos para espalhar em Essos.
– Tem os três meninos. O mais velho está em guerra, como te contei – relembrou Big Bear. – Os mais novinhos foram mortos. Mereceram por ter sangue de traidor, mas foi injusto, pois eram crianças. E o traidor ainda teve um filho bastardo, que foi enviado para a Muralha. Te contei que eles tem lobos gigantes?
Moa arregalou os olhos. Nunca tinha visto um lobo e não imaginava que havia lobos gigantes e que eles podiam pertencer a pessoas. Big Bear contou a história dos lobos, lembrando-lhe que era o símbolo da casa Stark. Estava maravilhada com a triste história da família Stark. Mesmo sendo vilões e traidores, ela simpatizava com eles, não entendia o porquê.
– Você sabe que encontrará os Stark nas Gêmeas, não sabe? – perguntou Big Bear.
– Não! – exclamou Moa. Estava surpresa com a revelação e reparou que Stavy, que até então se mantinha calado e indiferente, se interessou.
– O irmão da mulher Stark irá se casar para unir alianças com os Frey. Ela e seu filho mais velho estarão lá.
– Então... Os Tully se unirão aos Frey, que servirão aos Starks na guerra. – concluiu Stavy.
Big Bear confirmou com a cabeça.
Moa se excitou cada vez mais com a viagem e torcia para que houvesse lugar para ela e para Stavy no casamento. Queria poder ver o casamento de perto, ainda mais agora que soubera que os Starks estavam envolvidos. Cada vez mais nutria curiosidade e admiração pela família e por Winterfell. E perguntou-se se sua próxima missão poderia ser encontrar a menina Stark que fora sequestrada. Seria emocionante.
Depois de um dia inteiro, Stavy, Moa e Big Bear chegaram as Gêmeas. A noite já tinha caído há muito tempo e Big Bear decidiu que era melhor continuar a viagem para pousar próximo às Gêmeas.
Quando se aproximaram do castelo, Moa ficou maravilhada com a estrutura. Era diferente do que havia em Porto Real e em outros lugares que havia passado, mas sem tirar a beleza do restante. As Gêmeas eram curiosas. Havia dois castelos às margens do rio e agora Moa entendia seu nome. Mesmo a noite, ela conseguia enxergar uma ponte, iluminada por archotes, ligando as duas fortalezas.
Quando chegaram uma estalagem pequena, Stavy decidiu negociar a viagem com Big Bear.
– Deixo vocês aqui, amanhã seguirei meu caminho. – anunciou Big Bear.
Stavy se aproximou, enquanto Moa ficava logo atrás de si, ouvindo a conversa.
– Obrigada, Big Bear! – agradeceu Moa, um pouco incerta, mas educada.
Big Bear lhe lançou um sorriso malicioso.
– Como negociamos, estamos lhe devendo algumas moedas. – disse Stavy, entregando para Big Bear alguns veados de prata.
Big Bear olhou para a mão de Stavy, com as moedas na palma. Ele lançou outro sorriso malicioso, mas logo ficou sério novamente.
– Pode guardar suas moedas. Quero ela como pagamento. – disse Big Bear, indicando Moa com a cabeça.
Stavy ficou sério. Moa perdeu o ligeiro sorriso. Stavy olhou para ela, pensativo. Ela esperava que ele não a vendesse de novo.
– Acho que houve um engano. Não posso deixar levá-la. – explicou Stavy para Big Bear. Moa suspirou aliviada, agradecendo que Stavy estava sendo sensato.
Big Bear soltou uma risada louca.
– Não quero levá-la comigo. Que utilidade ela teria na Guarda Real? – perguntou Big Bear, irônico. – Quero tê-la somente esta noite. Ela vai amansar meus ânimos. – E dizendo isso, ele apertou o próprio saco, por cima da calça, indicando o que queria.
Stavy olhou para Moa novamente. Dessa vez, a expressão dele era mais leve e ele já tinha um sorriso malicioso. Moa segurou a respiração. De novo, não.
Stavy guardou as moedas de volta ao seu saco de dinheiro. Aproximou-se de Moa, empurrando a garota para Big Bear.
– Negócio fechado – anunciou Stavy. – Mas devolva-a pela manhã. – e deu uma piscada para Big Bear.
Big Bear pegou Moa pela cintura. Ela era tão pequena em seus braços. Moa olhou para Stavy, mas seu companheiro já estava lhe dando as costas. Ela não podia fazer mais nada além de obedecer.
E enquanto iam para o quarto de Big Bear, ela pensou nas possibilidades que tinha.
Ela poderia fugir. Stavy tinha lhe dado uma chance para fugir. Ele não via isso? Ela poderia ir embora depois que ferisse Big Bear. Mas então, lembrou-se que estava sem sua adaga. Stavy nunca deixava-a armada, certamente, tinha medo de que ela o atingisse.
Teria que fugir depois que fizesse o trabalho com Big Bear. Ela poderia embebedá-lo e deixá-lo dormir, mas ele não parecia o tipo que caía fácil.
Mas então, ela pensou o que aconteceria se fugisse. Para onde iria? Estava sem dinheiro e não acreditava que Big Bear teria muito para que ela pudesse roubar. Não tinha armas e ele só tinha uma espada mal feita. Teria que se prostituir por Westeros, como sempre fazia nos últimos tempos. E isso não seria uma evolução. Ela continuaria fazendo o que sempre fez e o que Stavy sempre a mandava fazer. Então, qual a diferença de fugir e continuar com Stavy?
Pelo menos, Stavy a protegia dos perigos. Se estivesse sozinha, ela poderia morrer facilmente. Ele lhe arranjava comida, lhe garantia que dormisse sem medo.
Ela olhou para suas marcas roxas e vermelhas pelo corpo. Apesar de tudo, ele ainda lhe protegia.
E ainda tem o fato de que estava nas Gêmeas. Estava conhecendo mais um local incrível e perto de conhecer a família Stark, que tanto ouviu naquele dia. Pensou que se ficasse ali, ela poderia realizar seus desejos de ver um casamento westerosi, conhecer os Starks e, quem sabe, pedir um trabalho para eles. Sabia que Winterfell fora destruída, como estavam falando pelo reino, mas talvez, os Starks lhe garantiriam algum trabalho nas redondezas e ela poderia conhecer o lugar mesmo assim. Isso a animou violentamente. Seu espírito aventureiro e curioso sempre falava mais alto.
Talvez, ficar com Big Bear não seria tão ruim assim. Eles subiam as escadas da estalagem. Ele o observou. Big Bear era grande, tinha uma barba espessa e poderia ser bonito. Ele tinha muitas histórias para contar, mesmo que a maioria parecesse mentira. Pelo menos, ele tinha imaginação.
Moa decidiu criar uma boa imagem de Big Bear, pois não queria que tudo fosse desastroso e ele fosse um monstro com ela. No fundo, ele parecia ser uma boa pessoa.
Eles entraram no quarto e Big Bear trancou a porta. Ele lhe lançou um olhar malicioso e um sorriso de lado. Não se preocupou com o conforto de Moa, foi logo se despindo, ficando nu em poucos minutos. Ele tinha o corpo musculoso, pernas bem definidas, poucas cicatrizes, muito pelos grossos pelo peito e pela barriga que desciam até... Aquilo não se comparava ao que Stavy tinha. Stavy era muito pequeno perto daquele homem.
Moa se perguntou se ele seria carinhoso e tentou esboçar um sorriso amigável. Mas ele agarrou a barra do decote de Moa e puxou o tecido para baixo, expondo os seios fartos da mulher. Ele agarrou um dos seios e puxou com força seu mamilo.
Pegou-a pelos ombros e virou-a de costas para ele, jogando a mulher contra uma mesa quadrada, deixando-a debruçada sobre o tampo. Puxou o tecido do vestido de Moa para cima e deixou as nádegas morenas da mulher a mostra. Moa sentiu o frio lhe atingir em seu próprio verso.
Big Bear deu-lhe uns tapas nas nádegas e obrigou-a a abrir as pernas. Deu um tapa em seu vértice e puxou os cabelos de Moa para trás.
Moa sentiu seu grande membro lhe invadir com força e ela soltou um gemido baixo de dor. Ele não se importava com ela, apenas queria atingir seu prazer. Dava estocadas fortes e rápidas, mas Moa não se acostumou a isso. Ainda doía, pois ela nunca tinha estado com alguém como ele.
Ela sairia machucada dali, mas não tão machucada quanto Stavy a deixava.
***
Moa não esperou a manhã para sair do quarto de Big Bear. Depois que o homem dormiu, ela foi para seu próprio quarto que dividia com Stavy.
Já era madrugada e esperava que ele estivesse dormindo. Mas quando entrou no quarto, Stavy olhava o teto, jogado na cama. A lareira estava acessa e o quarto estava quente.
Stavy se levantou e lhe lançou um olhar furioso. Ela sabia o que viria. Ele deixaria o ciúme se expor como todas as vezes em que ele mesmo a vendera.
– Ainda não dormiu? – perguntou Moa, tentando soar carinhosa, para amansar os nervos de Stavy.
– Sua puta.
Stavy se levantou de supetão, assustando Moa. Ele se aproximou em largos e rápidos passos, agarrou o braço da mulher e a jogou no chão. Os cotovelos de Moa sofreram um baque com a queda e ela sentiu o homem se ajoelhando sobre ela. Stavy agarrou os cabelos, puxando com força. Já era a segunda vez que tinha os cabelos puxados naquele dia e seu couro estava dolorido. Ele empurrou a cabeça de Moa contra o chão, chegando bem próximo ao ouvido dela.
– Sua putinha desgraçada. É fácil para você conseguir esse dinheiro, não é? – ironizou Stavy. Sua voz estava cortante, vazia e raivosa. Ela podia senti-lo bufar em seu ouvido. – Jogou charme para o urso durante toda a viagem. Esperava que ele a levasse embora? – ele riu.
Ele puxou com cabelos de Moa novamente, para logo depois bater com a cabeça dela contra o chão. Ela sentiu uma ligeira vertigem e uma forte dor de cabeça com a pancada.
Stavy virou-a embaixo dele. Estava ajoelhado sobre ela. Deu dois tapas em seu rosto. Agarrou o decote de Moa e rasgou o tecido com uma adaga que retirou de sua bota, deixando os seios pularem. A adaga arranhou sua pele. Deu socos nos seios dela. Puxou a cabeça dela e bateu contra o chão novamente. Depois, deu mais alguns socos em seu rosto. Com a adaga na mão, ele a cortou no braço e na barriga.
Moa chorava silenciosamente. Queria segurar o choro, mas seu organismo não deixava. Não gritava, pois sabia que isso o irritava ainda mais. Mas o fazia internamente. Ela deixou que ele se divertisse, esperando que o fim chegasse logo.
E todas as vezes que Stavy colocava sua raiva para fora, Moa desejava que seus tapas e socos a matassem.
Quando Stavy terminou, ele se levantou e se sentou na cama. Moa se encolheu, desejando que a dor em seu corpo parasse. Seus braços estavam com mais roxos, seus seios, vermelhos, tinha sangue escorrendo em seu nariz e testa. Sentia uma tontura e desejava desmaiar, como uma vez, acontecera. Seu vestido estava rasgado e ela não tinha nenhum outro. Sangue escorrria em suas feridas.
Ela não entendia o comportamento de Stavy. Não entendia como ele poderia vendê-la e se enciumar com isso. E além de tudo, ele se tornava uma pessoa carinhosa depois da raiva.
Stavy se levantou, aproximando de Moa novamente. Ela a pegou no colo, e Moa não protestou. Era sempre assim. Ele sempre limpava seus erros.
Colocou a mulher sobre a cama macia, tirando os trapos de vestido dela e deixando-a completamente nua. Afastou-se para pegar uma toalha que estava sobre uma cômoda junto de uma bacia e jarra de água. Ele molhou a toalha e voltou para Moa.
Passou os próximos minutos cuidando de Moa. Limpou o sangue de seu nariz e testa e suas feridas, limpou todo o seu corpo, sujo com os resquícios de Big Bear. Depois, cobriu-a com um lençol e se deitou ao seu lado na cama.
E agarrando-a em seus braços, ele adormeceu, deixando uma Moa pensativa e chorosa.
***
A semana seguiu, Moa conseguira trabalho como arrumadeira e Stavy era carregador. Eles faziam o trabalho pesado, mas não se importavam. Moa trabalhava dentro do castelo e ajudava na organização do casamento.
Em dois dias, a família Stark e sua tropa chegou ao castelo e Moa se espremeu entre os empregados para vê-los. A tropa era grande e pomposa. Ela contemplou um estandarte branco com o rosto de um lobo e outro estandarte branco com um lobo em movimento. Os desenhos eram bem elaborados e ela ficou admirada com o brasão
Moa conseguiu visualizar a senhora Stark. Não a conhecia, mas imaginou que fosse ela, por conta de seus cabelos vermelhos. Eram alaranjados, Big Bear tinha exagerado, mas mesmo assim, pareciam pegar fogo. Ela nunca tinha visto cabelos tão bonitos antes.
O filho mais velho também tinha cabelos ruivos e era um jovem homem bonito. Ela não se lembrava de ter visto um homem tão bonito quanto ele. Havia um grande lobo ao lado dele e ela conseguiu entender o que Big Bear queria dizer sobre lobos gigantes.
A família ficara solitária com os Frey no Grande Salão do castelo e Moa ficou de fora disso. Mas em compensação, ela conheceu alguns integrantes da tropa.
O casamento seria no dia seguinte, mas a comida já estava sendo preparada. Aos poucos, alguns convidados da região foram chegando, junto dos músicos que animariam a festa.
O fato mais impressionante aconteceu quando ela estava na cozinha dobrando alguns lençois para os convidados. Um burburinho crescente aconteceu e sua curiosidade se aguçou. As outras empregadas falavam aos cochichos assim que uma delas entrou correndo na cozinha. Logo, elas estavam indo para o lado de fora do castelo e Moa se sentiu obrigada a acompanhar. O que estava acontecendo?
No pátio do castelo, ela viu um amontoado de pessoas e não conseguia visualizar o que estava acontecendo. Ela viu alguns homens da Casa Frey sobre um cavalo e tentou entender o que se passava.
Ela encontrou Stavy na bagunça e se agarrou a ele.
– O que está acontecendo? – perguntou Moa, curiosa.
Stavy nada disse. Apenas sorriu e agarrou a cintura de Moa, colocando-a sobre um pedestal qualquer para que ela visualizasse o que estava acontecendo.
Além dos homens Freys, ela viu mais duas pessoas sobre um cavalo. Pessoas que ela não conhecia e sabia que não estavam por ali há alguns dias. Ela se assustou quando conseguiu ver o homem. Ele tinha uma grande cicatriz em seu rosto. Não, não era uma cicatriz. Era uma grande marca de queimadura. Parte de seus cabelos também era queimados e ele tentava esconder com o resto que sobrara e seus olhos pareciam caídos por conta da pele queimada. Ela se lamentou pelo homem por conta de todo o sofrimento que passara.
A menina que estava com ele tinha cabelos tão ruivos quanto os da senhora Stark. Era uma moça, quase mulher. E talvez, a mulher mais bela que ela tinha visto. Isso só fez ela se lembrar do filho mais velho Stark, que era tão bonito quanto. Então, ela entendeu.
Olhou para Stavy, seus olhos brilhando com o entendimento e ele sorrindo de volta, feliz, como ela já tinha visto poucas vezes.
– A menina Stark sequestrada voltou para casa – explicou Stavy. – Você não gosta de colecionar histórias sobre Westeros?
Moa sentiu-se alegre com Stavy. Apesar de todo o mal que ele lhe causara, ele se importava em capturar aventuras para ela viver. Fora por isso que ele a acompanhara por quase toda Westeros e aceitou voltar para as Terras Fluviais para ver o casamento. E por sorte, ela estava vendo mais uma história acontecer. O encontro da filha perdida. E fora por isso que Stavy a colocou sobre o pedestal. Para que ela conseguisse capturar e gravar toda a cena e guardá-la para seus próximos ouvintes.
Junto da menina Stark e do homem queimado, havia um outro cavalo e, nele, vinha uma mulher com cabelos tão ruivos quanto o da menina Stark. Estava junto da dupla, com certeza.
Eles cavalgaram para a entrada do castelo, onde a Senhora Stark esperava ansiosa, segurando suas próprias mãos próximas ao coração. O filho Stark estava tão belo e pomposo, junto de sua esposa, ao lado da mãe.
Os cavaleiros da casa Frey pararam os cavalos próximos a multidão, para afastá-los e deixou que o cavalo onde estava a menina sequestrada se aproximasse. Quando pararam, o homem queimado desceu do cavalo e ajudou a menina Stark a descer.
A cena que viu fora emocionante. A menina Stark correu para os braços da mãe, apertando-a fortemente. Era tão alta quanto a mulher e seus cabelos se misturavam num mar de ruivos que Moa nem conseguia distinguir de quem eles pertenciam. O rapaz Stark, que mais cedo Moa descobrira que se chamava Robb, abraçou as duas mulheres junto a si. Os três sorriam e as mulheres choravam também.
E depois da belíssima cena, Moa viu o homem queimado ser rendido por cavaleiros Stark. Obrigaram-o a ficar ajoelhado e Moa percebeu que ele resmungou. A mulher ruiva que estava com eles também fora rendida ao seu lado. Ela não conseguia ouvir o que as pessoas falavam, mas conseguiu ouvir o berro que a menina Stark deu:
– NÃO!
Moa não entendeu o que aconteceu, mas a menina se soltou da mãe e do irmão e correu para os cavaleiros, empurrando-os e ficando entre eles e o casal. Ela tentou, inutilmente, fazer uma barreira humana para eles.
Robb Stark se aproximou do grupo com semblante furioso, mas um pouco confuso também. A mãe correu para tentar puxar a filha, mas a menina não deixou. Eles trocaram alguams palavras e depois disso, a família Stark, o casal rendido e os cavaleiros entraram no castelo. Robb Stark e sua mãe na frente, a menina Stark logo atrás, sendo acompanhado do casal e os cavaleiros os seguindo.
A confusão cessou e os empregados voltaram aos seus afazeres. Eles só falavam em cochichos sobre a menina que voltara, mas ninguém tinha uma confirmação do que estava acontecendo no Grande Salão dos Frey. Ela ouviu sobre o nome Sansa Stark e Cão. E se perguntou que cão era esse que tanto falavam.
Mais tarde, ela descobriu que Cão era o apelido do homem queimado, por conta do animal símbolo da sua casa. Sansa era a menina Stark. A mulher que os acompanhava era uma prostituta, pelo que falavam.
O dia acabou, deixando a noite chegar. E Moa foi para seus aposentos junto de outros empregados. Stavy ficava com os homens. Não sabia de mais nada sobre o que acontecera com a família Stark. Mas o dia seguinte seria cheio.
A madrugada se passou sem que ela percebesse. Estava tão cansada que dormiu assim que encostou o corpo na cama. Queria ter dormido ao lado de Stavy, se sentiria mais segura, mas também se aliviou por ficar sozinha, longe dele. Fazia tempo que não tinha um momento só para ela.
O dia seguinte se passou rapidamente. Ela ajudava a dobrar roupas, ajudou as aias a vestirem a noiva Frey. Stavy trabalhava pesado carregando cadeiras, mesas, barris de vinho.
Moa teve a oportunidade de ir para o pátio e neste momento, ela viu o homem queimado passar por ela. Ele estava muito diferente do dia anterior. Antes, tinha uma armadura velha e trapos como roupas. Agora, ele estava com uma armadura prata reluzente e uma capa enorme e cinzenta, com uma grande cabeça de logo desenhada.
O Cão tinha cara de poucos amigos e não socializou com ninguém. Só então, Moa percebeu que ele acompanhava Sansa Stark pelo pátio. Ela também estava mais bonita que antes. Limpa, sem o rosto manchado de puligem e com os cabelos escovados, algumas mechas presas com uma presilha prateada.
Moa queria ter observado mais, mas Stavy se aproximou, agarrando seu braço com força e puxando-a para um canto escuro e longe da multidão. Ele tinha o semblante preocupado e olhava a sua volta sem parar.
Ele lhe entregou uma de suas adagas.
– Tome. Guarde com você em um local de fácil acesso em seu corpo. Use se necessário. – avisou Stavy, sem olhar nos olhos dela em momento algum.
– Por que? O que aconteceu?
Só então, ele a olhou nos olhos, rosto sério e voz firme.
– Use se necessário, entendeu? Me obedeça! Se alguma coisa acontecer, você fique escondida na cozinha. Eu vou te buscar!
E dizendo isso, se a largou e saiu dali. Ela olhou para a adaga em suas mãos e escondeu em suas botas. Voltou para a cozinha com o coração acelerado e continuou seus afazeres, pensativa.
Lá estava a prostituta que viera com o Cão e Sansa Stark. Ela pediu por lençois dobrados e Moa se apressou a entregar lençois limpos para ela. A mulher dizia que era para Lady Sansa, como ela mesma a chamara.
Provavelmente, a prostituta tinha se tornado uma aia de Sansa Stark.
***
Quando a hora do casamento chegou, ela foi para o Grande Salão para ajudar a servir a comida. Conseguiu ver a família Stark juntas e unidas, o Cão próximo, protegendo Sansa Stark. O irmão da Senhora Stark estava muito bonito em seu gibão e a noiva estava com um véu lhe tampando o rosto.
As filhas de Walder Frey não era muito providas de beleza. Entretanto, todos se impressionaram quando a menina levantou o véu e revelou-se linda, com uma beleza pura e inocente.
O casamento ocorreu e logo deram início à festa. Moa ia de um lado para outro repondo a comida e a bebida, que acabava rápido. Os músicos tocavam uma música animada e os convidados dançavam alegremente.
Ela viu Sansa Stark sair do salão com o Cão acompanhando-a. E perguntou-se onde estava a prostituta que viera com eles. Ela não voltara para a cozinha.
Moa foi para a cozinha com algumas garrafas de vinho vazias. A chefe de cozinha, uma mulher robusta e muito rude, deu ordens para ninguém voltar ao salão principal. Disse que Walder Frey iria começar uma festa particular com os Starks. E riu quando disse isso. Moa não entendeu.
No entanto, o que se passou nos minutos seguintes, fez a cabeça de Moa rodar. Ela ouviu uma gritaria lá fora, homens berrando e dando ordens. Ela olhou para a janela da cozinha e viu os cavaleiros da casa Frey assassinando os cavaleiros Stark. Moa arregalou os olhos e olhou para a cozinheira. A mulher apenas riu e foi em direção ao corredor dos aposentos dos empregados.
Algumas mulheres se assustaram e acompanharam a cozinheira e Moa lembrou-se do que Stavy lhe falara.
Esconda-se na cozinha.
Ela correu para debaixo de uma mesa, com a toalha chegando até os pés e ficou lá, esperando que Stavy lhe alcançasse.
O que estava acontecendo? Ela não conseguia entender. A cozinha ficara vazia e só conseguia ouvir os berros e os ruídos de metal se chocando. Alguns minutos se passaram e a cozinha continua silenciosa, deixando-a apreensiva.
Seu coração acelerou mais ainda quando ouviu a voz rouca de um homem e passos pesados. Arriscou olhar por debaixo da toalha e viu o homem queimado puxando Sansa Stark pelo braço. Ele tinha uma espada na mão e a menina estava muito assustada. Pensou que ele estivesse sequestrando-a novamente, mas ela não parecia se debater.
Um dos cavaleiros Frey apareceu na porta, pronto para atacar o casal. Sansa se agarrou ao Cão e com um único golpe, ele rasgou o tronco do homem, que caiu no chão. Moa se assustou com o baque do corpo dele e deixou a toalha esconder a cena.
Demorou alguns minutos para que passos fossem ouvidos novamente. Ela arriscou espiar novamente e lá estava Stavy, com uma adaga na mão e procurando-a. Moa saiu de debaixo da mesa se revelando para Stavy, que se assustou com a aparição.
Stavy a puxou e a abraçou.
– Vamos fugir daqui.
– Vão nos matar? – perguntou Moa, tentando entender o que estava acontecendo.
– Eu não sei. Mas é melhor não arriscarmos.
Eles correram para o pátio e a cena que Moa viu não foi agradável. Os homens estavam em guerra, e a maioria dos cavaleiros Starks estavam caídos no chão, mortos, feridos, sem cabeça. Seus olhos lacrimejaram com a cena e ela desejou que Stavy a tirasse dali rapidamente.
Ele não conseguiu um cavalo, era quase impossível chegar aos estábulos. Tentavam fugir por uma passagem lateral, queriam evitar a principal passagem da fortaleza.
Eles passaram sorrateiramente, tentando se desviar da batalha. Stavy teve que se livrar de alguns homens, mas a maioria não parecia se importar com eles ali. Era como se eles fossem invisíveis. Os cavaleiros Frey apenas se concentravam em matar os Starks.
Quando estavam próximos de uma das passagens, que parecia vazia, Moa ouviu os homens gritarem e gargalharem. Eles olharam para trás e viram a maioria dos Starks caídos e uma cena horripilante.
Sobre um cavalo, estava um corpo masculino que ela julgava ser de Robb Stark. Ela o reconheceu pelas roupas. Mas sua cabeça... O que estava sobre seu tronco era a cabeça de seu lobo gigante. Os homens gargalhavam com a cena e comemoravam a vitória contra os Stark.
Os olhos lacrimejados de Moa, finalmente, expulsaram as lágrimas. E antes que pudesse ver mais alguma coisa, Stavy a puxou para fugirem pela trilha rumo a floresta próxima.
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