Goddess Is Calling
1 Prólogo - A Criação da Divindade
“A muito tempo atrás, bem antes da história ser escrita, um santuário onde diversos feixes de luz eram criados como uma projeção cósmica, vinda do cosmos universal… o espaço-tempo era dividido em fases, as realidades alternadas, e um único desejo… cumprir sua missão na Terra e desaparecer como purpurina… ele não conhecia o medo, mas possuía piedade de seus semelhantes. Vozes ecoavam, mas somente uma delas possuía gritos exuberantes… ele era o escolhido! Seu poder magnífico e mágico, concentrado apenas em sua existência… aquela era a sua vontade? A vontade de Deus superava suas exigências, e ele, foi criado com uma única missão… os olhos da divindade, que encobria seus medos e insatisfações, ou os olhos do caos, que mostrara a ele o seu destino caso falhasse em sua missão… nada era certo… Seu nome, dado pela divindade, a entidade brilhante, que tinha uma missão a ser feita, surgiu em meio aos resquícios de seu poder… a harmonia era grande, e sua vontade era imensa, ele era único, para a divindade, ele era o único… uma pequena esfera de luz, que tinha uma voz gritante e sofrida, porém, calma e simpática, fez com que a divindade olhasse a fundo e dissesse: — Você é único!, materializou o pequeno resquício de luminosidade, composto pela magia da criação, transformou aquela pequena esfera em um ser humano… um corpo celeste, feito de uma luz cintilante e excêntrica, iluminava o santuário de forma eclética… o corpo, semelhante a um rapaz, aproximou-se da divindade com olhos simpáticos, porém, choroso e triste… como se ele não quisesse ser feito, e ter apenas permanecido como uma possível entidade que nunca existiria como ser. A divindade segurou suas mãos, materializando-as em mãos humanas, a silhueta de luz revelou-se totalmente… um rapaz, um garoto, 21 anos aparentemente… um olhar sereno, mas triste, uma voz calma, porém chorosa e sofrida… o que ele tinha? Apenas um motivo para a sua existência… sua missão, quem ele era? Nunca se respondeu… a divindade exigiu duas coisas da sua recente criação cintilante… cumprir a sua missão e mostrar fiel aos deuses, caso contrário, sua existência seria extinta e seu resquício cintilante desaparecera para sempre… após completar sua missão, seu corpo e alma, desaparecera para a eternidade… porém, seria lembrado como uma passagem rápida pelo mundo real. Ela tocou em seu tórax, sentindo batimentos cintilantes… não era um coração, e sim, uma fonte de magia criativa, feita para fazer sua mente ir além de onde normalmente ocorria com os humanos… — Perfeito!, disse a divindade… e por fim, seu nome foi decidido… os olhos da deusa, onde sua vontade é a sua existência, onde seu motivo é apenas a sua missão… os olhos daqueles que o viam como um salvador… os olhos dos observadores da divindade… Ainchase Ishmael… ou como a divindade escolheu… Ain…”
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