Goddess Is Calling
9 Capítulo 8 - Wally N-8
CAPÍTULO 8 – Wally N-8 Nos subúrbios do castelo, Ain estava explorando o local com o objetivo de encontrar alguma coisa sobre Wally e o paradeiro do fragmento de El. O sacerdote não teve sucesso em sua procura, mas, ele encontrou uma espécie de escritura antiga localizada em uma das paredes dos muros que separam o castelo.
“O que os seus olhos poderiam ver, o coração poderá sentir. Nada aquilo que você vê poderá ser visto de perto.” Ain leu aquela escritura, ele não conseguiu entender muito bem o que significava, porém, o Errante havia entendido. — O que nós podemos ver, nosso coração pode sentir. – disse o Errante. – Mas o que não podemos ver, nunca iremos saber do que se trata. Ain disse: — Você entendeu o que isso significa? – indagou ele a entidade. — Sim, sim… – disse o Errante. – Não é tão difícil descobrir este tipo de frase. Ain continuou investigando o local, quando ele finalmente chegou na entrada do grande castelo. — É aqui… – disse ele. – O grande castelo do Wally está bem na minha frente. O outro Ain disse. — O que você irá fazer caso você encontre aquele desgraçado? – indagou a entidade. — Irei questionar a ele sobre o fragmento. – disse Ain. – Mesmo que seja… — Arriscado? – disse o Errante. – É claro que isso é arriscado. Não sabe com quem estará lidando quando chegar a hora… Ain pensou no que o Errante havia dito. — Odeio falar isso, mas ele tem toda a razão… – pensou o jovem. – Não sei com quem eu estarei lidando. E se Wally não querer me entregar o fragmento? Ah… isso será mais difícil do que eu imaginei. Infelizmente eu terei que confiar no Errante… tem vezes que ele tem razão. Mas… ah, não sei o que dizer sobre isso. Um amontoado de sombras segurou o ombro de Ain, indicando que o Errante estava preocupado com o mesmo. — Você não está sozinho… – disse o Errante. – Confie em mim! Quando você precisar de ajuda, eu estarei aqui para proteger você. Ain negou o que o Errante tinha dito… — Por favor… só me deixe em paz. – disse ele. – Eu sei que você quer me proteger e tal, mas eu sou um sacerdote! Minha missão foi dada somente a mim, e eu quero cumpri-la. O Errante não disse nada, encerrando mais uma vez a sua conexão mental com Ain. Ain entrou no castelo, que estava aberto… não havia nenhum guarda ou defensor do reino, o que facilitou as coisas para o jovem sacerdote. A parte interna do castelo era gigantesca, com várias pinturas e artes religiosas dos antigos sacerdotes da deusa, o que deixou Ain fascinado com a beleza daquelas artes. Um quadro gigante com a pintura da deusa Ishmael era visto de longe… ao avistar o quadro, Ain diz: — Eu juro que irei cumprir a minha missão. – disse ele com a mão em seu peito, fechara seus olhos e concedia a benção da deusa. – Faço tudo pela sua vontade, minha deusa. De repente, várias vozes são ouvidas do lado esquerdo de Ain. O sacerdote se escondeu em uma pilastra e começou a ouvir a conversa. — Você viu o mestre Wally hoje? – disse um dos guardas do castelo. — Não… – disse um outro guarda. – Ele não saiu do laboratório dele nem pra tomar café. — Estranho, ele sempre sai do laboratório para fazer seus afazeres do castelo. — disse um outro guarda. O bando de guardas se deslocou para uma outra parte do castelo, o que impossibilitou de Ain ouvir o resto. Ele saiu da pilastra e seguiu para um dos cantos do castelo… Após uns minutos, Ain chegou no andar térreo do castelo. Ele explorou o local com cautela, pois qualquer barulho seria o suficiente para causar um baita problemão. De repente, o sacerdote sentiu uma porcentagem do poder de El naquele local… — Eu estou sentindo… – disse Ain ao sentir a energia crescendo. – O fragmento de El está aqui… Eu sinto que está aqui! Um vasto brilho azul foi visto em frente a Ain, ele se aproximou da iluminação com os olhos cintilando pela beleza daquele brilho. De repente, um grande Nasod surgiu do local, empurrando o sacerdote para trás… Um homem estava em cima do grande robô, que continuara voando para os céus. Ao avistar Ain no chão, o homem disse: — Olha só, se não é um mero rato de esgoto! – disse Wally ao ver Ain caído no chão. O jovem disse: — Então você é o Wally! – disse Ain. – Eu sou um emissário da deusa, vim aqui em missão de paz. Eu exijo que você entregue o fragmento de El! Wally deu uma grande risada. — Entregar o fragmento a você? – disse Wally. – HAHAHAHAHAHAHAHA, NÃO ME FAÇA RIR!!! Ain invocou seu pêndulo, olhara para Wally com um pequeno ódio por ele não ter o obedecido. — Olha, não quero atacar um mero humano como você. – disse ele transformando o pêndulo em uma espada de projeção. – Então me entregue o fragmento, ou sofra as consequências! Wally disse: — Não tenho medo de um mero jovem idiota como você! – disse ele segurando o fragmento em suas mãos. – Principalmente, se você é um emissário ou algo assim… esta belezinha aqui pode exterminar qualquer um, principalmente, um ratinho como você!
O robô apontou um laser em Ain, indicando que estava mirando nele. Ain preparou-se para desviar do ataque. — Se você quer lutar… ENTÃO LUTE! – gritou ele. O robô atirou uma vasta onda de energia, Ain conseguiu se desviar. Porém, ele não percebeu que aquela energia seguia os movimentos dele, fazendo ele ser atingido em cheio. Com o corpo ensanguentado, Ain tentou comunicar-se com a deusa para conceder um aumento de poder. Porém, nem deu tempo dele fazer este pedido, pois ele era constantemente atacado pela invenção de Wally. — Você não tem chance com esta belezinha! – disse Wally ao ver Ain ser mortalmente atacado pelo grande Nasod. – Você estará morto em menos de 1 minuto. Com dificuldade de se levantar, Ain decidiu pedir ajuda ao Errante. — Por favor, cara, me ajuda! – disse Ain. – Estou sofrendo aqui e você não faz nada! O Errante respondeu: — Não acho que o meu poder será o suficiente para este Nasod. – disse o Errante. Ain gritou: — POR FAVOR, SÓ TENTE! – disse ele enquanto era atacado pelo grande Nasod. De repente, o Errante mais uma vez tomou conta do corpo de Ain, o que fez a luta tomar um novo rumo. Ele invoca a foice mais uma vez, e começa a atacar Wally com toda a sua fúria. Ele até chega a soltar o fragmento de El, mas logo depois ele o pegou mais uma vez. Ain decidiu utilizar mais uma vez a Foice de Heresia, porém, estava sem folego e energia o suficiente… mesmo com o auxílio do Errante, Ain não tinha tantas chances contra Wally.— Eu estou tentando dar um dano neste idiota! – disse o Errante. – Mas este Nasod é mais forte do que eu pensei… Ain disse: — Você consegue controlar o Henir não é? – indagou ele. – Tente utilizar uma habilidade que use este troço! O Errante utilizou os últimos resquícios de sua energia para criar uma espécie de Semente do Caos. Uma técnica utilizada para aumentar o poder em algumas vezes mais, poderia ser a salvação para aquela luta… Ain ativou a forma da divindade para dar um up. Sabendo que aquela luta estava parelha para os dois, Ain disse: — Esta tal de Semente do Caos pode ser a nossa última chance de vencer esta luta. – disse o sacerdote. – Não vou aguentar muito tempo utilizando esta transformação! O Errante disse: — Digo o mesmo… Wally lançou uma vasta onda de energia em Ain, porém, o inesperado aconteceu. Uma vasta barreira de sombras tomou conta do corpo do sacerdote, aumentando ainda mais o seu poder… Ain utilizou a foice contra Wally, que cortou o robô em duas partes em menos de 1 minuto. Pensando que Wally estaria derrotado, de repente, Wally aparece nos céus utilizando uma espécie de propulsor… ele estava com o fragmento de El em suas mãos. — VOCÊ É MUITO IDIOTA! – gritou Wally ao ver que Ain não conseguiu o fragmento de El. – HAHAHA, NOS VEMOS EM OUTRA VIDA, SACERDOTE! Wally desapareceu em meio as nuvens. Ain retorna a sua forma normal, com o nariz sangrando e a cabeça doendo com o tanto de força que utilizou… o jovem estava triste ao ver que falhou naquela luta. — Eu falhei… – disse ele. – Eu falhei mais uma vez… O Errante disse: — Você não tem culpa… – disse a entidade. – Aquele cara era muito forte… — Mais uma vez eu falhei com a deusa… – disse Ain. Um amontoado de sombras segurou seu braço. — Você não deveria se importar com esta maldita missão! – disse o Errante. – Como eu falei, os deuses estão o usando! Ain ignorou… O amontoado de sombras que segurara seu braço se transformou em uma silhueta masculina, logo a entidade revelou-se mais uma vez.— Você tem que se manter firme… – disse o outro Ain. – Nem sempre as coisas irão sair da forma como você quer. O Errante deu um forte abraço em Ain. — Você não está sozinho… – disse a entidade. – Eu estou ao seu lado, e você está do meu… eu faço parte de você, e você faz parte de mim. Pela primeira vez, Ain disse: — Fique comigo… – disse ele com lágrimas em seus olhos. – Não saia do meu lado, eu não quero falhar em mais nada. — Prometo que não irei abandoná-lo… – disse o Errante. – Mas com uma condição. Ain ouviu a condição da entidade. — Qual? – indagou o joverm. — Abandone a sua missão e utilize o poder do caos livremente. – afirmou o outro Ain sobre a condição em que o sacerdote deveria seguir. — Você está obcecado demais por esta maldita vontade pela sua divindade! Isso está ferrando seu psicológico… se você não desse importância para esta maldita missão, o fragmento de El estaria em suas mãos agora. Ain pensou no que o Errante tinha dito, ele pensara se o que ele tinha dito realmente era o certo de se fazer… Trair os deuses e utilizar o poder do caos livremente, mesmo que sua missão fosse dada a outro sacerdote. Porém, ele ficaria ainda mais forte caso se aliasse ao poder do caos… Por outro lado, Ain poderia não seguir esta condição e continuar utilizando o poder concedido pela deusa, mesmo que o Errante o abandonasse de vez. Sem resposta, Ain diz: — Eu vou pensar no seu caso… – disse ele indeciso. – Tenho que esvaziar minha mente pelo menos hoje. Aconteceu tanta coisa, que será difícil dar uma resposta rápida a sua condição. O Errante se transformou em um amontoado de sombras, logo ele desapareceu e voltou para a mente de Ain. — Espero pela sua resposta… – disse o Errante. – Mesmo que demore dias ou anos. Ain sorriu… De repente, uma luz estava piscando no mesmo local onde o robô de Wally havia saído… Ain se aproximou do local e notou um enorme buraco, como se fosse um tipo de saída para aeronaves, ou robôs. O sacerdote decidiu ir até lá embaixo.
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