Goal!
39 Resoluções
Notas iniciais
Minha beta teve uns contratempos e acabou que não deu para ela betar no prazo, desculpem! =]
Penúltimo capítulo gente. o ùltimo vem assim que minha linda beta conseguir um tempinho para betá-lo
=]
Betado por Azumi-cha, meu anjo!
Mais um passo em direção aos alvos e o atirador percebeu uma movimentação estranha. Olhou para o lado,encontrando apenas um casal que parecia namorar,encostados em uma árvore há alguns metros. Pensou em desistir, de qualquer forma a ordem era para executar apenas no final de semana,era sexta, poderia fazer aquilo amanhã...
“Mas é uma chance tão boa!”
Decidiu-se por terminar logo aquilo,quanto mais demorasse um serviço mais ficaria indisponível para outro,era só correr rápido,nem era cidadão daquele país,não teria como reconhecê-lo, e a área era tão fechada e escura que provavelmente nem seria visto.
“Só preciso me aproximar um pouco mais!”
Deu mais alguns passos,agora estava há 2 metros do jogadores, ocupados e desatentos enquanto se beijavam.
Levantou a pistola rapidamente e o barulho de um tiro abafado se fez ouvir.
A dor foi forte,e antes que o atingido olhasse para seu atirador mais um outro disparo foi feito, desta vez acertando não apenas a mão,mas também a perna.
-Pro chão,polícia,larga a arma! – o agente gritou,parando há poucos metros da cena,mais três pessoas ao seu lado.
Foi o bastante para o atirador perceber que tinha caído em uma armadilha,pois aquelas pessoas armadas,que se diziam policiais, eram os mesmo civis que outrora pensara serem apenas casais de namorados andando no parque.Sua mão latejava,mas se recusava a largar sua pistola,o dedo no gatilho tentava disparar,mas este não obedecia.O matador fuzilava seus alvos intactos com o olhar,frustrado e ferido na mão e na perna.
“Malditos!”
-Vocês demoraram a agir,por algum acaso iriam esperar a gente morrer? – Aoi rugiu,se distanciando do atirador,levando Kouyou junto consigo,assumindo uma posição defensora à frente deste.
Nesse meio tempo mais supostos civis do parque chegavam,um deles imobilizando o assassino e retirando a pistola de sua mão enquanto prendia os pulsos deste com algemas.
- Desculpe,precisávamos de uma confirmação da intenção dele!Obrigado por colaborarem com a operação e se arriscarem – um senhor já aparentando mais de 40 pediu humildemente.
-Agora já passou,por sorte estamos bem... já têm a testemunha que precisam,é o suficiente para tratarem o caso com mais seriedade? — o moreno rebateu.
-Sim, já providenciamos o mandato de busca e prisão na Coréia do Sul,e amanhã mesmo enviaremos uma equipe nossa e contataremos a polícia coreana,pedimos desculpa pela negligência ! – o mesmo senhor pediu.
-Meus detetives vão continuar de olho nos movimentos de Hozu enquanto isso,só para ter certeza de que vocês não vão continuar negligentes com o caso – Aoi tornou a falar.
-Sim,senhor! O senhor possui o direito! Mas a partir de agora o trabalho é da polícia – o homem de idade que parecia ser o comandante da operação voltou a dizer.
-Sim...eu sei... – o jogador assentiu,irônico – sabe...as provas que meus amigos tinham antes eram o suficiente para vocês saírem atrás de Hozu onde quer que ele estivesse...um amigo meu disse que ele poderia ter alguém infiltrado na polícia...agora eu não sei se toda essa demora com o assunto foi por causa da interferência desse tal contato ou se tudo não passou de preconceito e discriminação contra nós...de qualquer forma...meus advogados vão acompanhar o encerramento do caso de perto...e seja qual for o motivo penso que ambas opções mostram devida falta de integridade na polícia japonesa,por isso é bom que cumpram seu dever como se deve,não posso garantir que não abrirei um processo contra a força policial japonesa! – o jogador finalizou,a voz mais grave e séria do que jamais tinha usado,algo que foi estranhado pelo namorado atrás de si,mas de certa forma... “Yuu, parece tão legal!”
-Isso é uma ameaça? — o comandante perguntou,uma sobrancelha arqueada.
-Não,é um conselho! – foi o que Aoi respondeu,não recuando perante o olhar do outro.
-A polícia japonesa cumprirá seu dever baseado-se nas provas que temos...pode ter certeza disso,Shiroyama-san! – respondeu, parecendo afrontado.Ao longe os outros agente checavam o estado dos ferimentos do atirador,o colocando em uma maca e conduzindo-o para dentro de uma ambulância que havia chegado há poucos minutos,junto com mais dois carros policiais – e quanto ao processo,estaremos prontos para responder o que tiver para responder! – finalizou – aguardamos os senhores amanhã na delegacia,para prestar queixa.
-Pode ter certeza que iremos – Yuu tornou a responder,atrás de si dois homens de terno surgindo entra as árvores do parque,parando há pouco metros de si.
-Senhor! Acho melhor sairmos,alguns moradores da região já começaram a se aproximar do local – um deles falou,parecendo se dirigir ao mais velho.
-Sim...obrigado pelo trabalho, rapazes! Eu não podia confiar apenas neles – o jogador respondeu,sorrindo gentilmente para seus seguranças.
-Por um momento pensei que eles não abateriam o cara,por pouco não atirei primeiro – o outro confessou,seriamente.
-Que bom que não o fez,isso teria trazido problemas para mim e para você...mas por um momento...eu também pensei isso! – Aoi assentiu normalmente,mas o tom voltando a ser sério,pegando na cintura do namorado com a mão esquerda,mas a direita indo para a lateral de seu quadril,onde uma arma estava escondida sob o casaco de frio.
-Eu...não acredito que você trouxe uma arma! – Kouyou brigou em tom baixo ao perceber o ato do mais velho.
-Não confio nesses caras,Kou,já estava arriscando muito nossos pescoços quando sugeri esse flagrante,não poderia deixar você correr mais risco! – o moreno se explicou,conduzindo o mais novo para fora do local,em direção ao carro deste,sendo seguidos pela dupla de seguranças.
-Mesmo assim,eles são da polícia,Yuu, trazer uma arma?Você está maluco?E se eles te prendessem? – Uruha continuou a contestar.
-Só usaria em último caso,amor,e nem foi necessário,hun?Eu me livro dela agora! – o mais velho respondeu,voltando ao tom humorado e manjado de sempre,puxando a arma de dentro de sua roupa e passando para o segurança ao seu lado – toma,de presente!Você tem licença para usar isso.
-Hã? Ah! Obrigado,Shiroyama-san! – o homem agradeceu,meio sem jeito de aceitar a prenda, mas recolhendo a pistola para si.
-Por nada!Viu só!Problema resolvido,não é? Agora vamos para casa,temos um jogo depois de amanhã! – sorriu para o loiro,encarando com gentileza o cenho franzido deste.
“Deve ser bom ser bilionário e poder fazer coisas ilegais assim!”
Uruha pensou.
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- Sim,o carregamento passará entre às 2 e 3 da manhã,esteja no porto para recebê-la e leva-la para a área 12! – Hozu ordenava pelo telefone,desligando assim que ouviu a confirmação da pessoa encarregada.Respirando fundo,finalmente seus problemas pareciam estar se ajeitando.
Acendeu um cigarro e jogou o aparelho telefônico para o lado,andou até a janela do quarto... “Eles desapareceram!”
Reparou que os dois homens,provavelmente mandados pela bicha do Aoi,não estavam mais do lado de fora...o que o intrigou.
“Mas se algo tivesse acontecido meu contato teria me avisado!”
Queria mesmo era matar aqueles dois empregadinhos de merda,mas não podia chamar atenção, principalmente agora! E para seu azar a dupla era boa,não perdia seu rastro por mais que os despistasse....“Hunf! Devia ter pessoas assim nesse meu bando de idiotas!” Mas ainda não estava em condições de subornar ninguém,muito mais alguém contratado pelo filho da puta do ex-parceiro de time “Aquele analfabeto consegue ser tão rico quanto eu!” O estranho era este não ter conseguido sua fortuna de nada ilegal! “Sortudo filho de uma puta! “
“Mas nem a sorte vai salvar você e a sua putinha da morte!”
Mal parou o pensamento e a janela a sua frente explodiu em milhares de cacos de vidro,os braços se defendendo dos fragmentos,mas o corpo caindo no chão pelo impacto.
Uma confusão de barulhos se fez presente,e repentinamente o quarto de hotel era invadido por meia dúzia de agente,alguns pela janela quebrada,outros pela porta recém arrombada.
-Pro chão,polícia! – a voz japonesa ecoou,e Hozu praguejou mentalmente ao perceber-se imobilizado por um daqueles malditos agentes.
-Você está preso Hozu Suzuya, por tráfico de narcóticos,formação de quadrilha,violação de direitos humanos,assassinato do detetive partícula Hito Kato e tentativa de assassinato de Shiroyama Yuu e Takashima Kouyou,e mais algumas dúzias de acusações que envolvem tráfico de mulheres,assassinatos e torturas,você tem o direito de ficar calado,tudo que disser poderá e será usado contra você no tribunal...alguma pergunta? – um dos invasores se adiantou, retirando o capacete,mostrando sua face.
Hozu franziu o cenho,fuzilou o homem conhecido por si com o olhar e soltou um rugido de raiva.
-Seu filho... – começou o xingamento,sendo interrompido por um chute do comandante que aparentava mais de 40.
-Seu tempo acabou Hozu,não tente me incriminar,diferente de você eu não deixo pontas soltas e nem contrato incompetentes para fazer meu serviço sujo! – o comandante cochichou seriamente no ouvido do ex-jogador abatido – podem levar! – deu a ordem,olhando um Hozu furioso se debater enquanto era arrastado por dois agentes para fora do quarto.
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-Há algo errado entre você e o seu neto, velho Matsumoto? – Medeiros perguntou,não que se interessasse pela vida do amigo,muito mais em um dia de jogo,mas era palpável a tensão entre os dois assim que a equipe de treino se reuniu e subiu ao ônibus que os levaria até os estádio na cidade adversária.
- Ele não é mais meu neto,os únicos netos que tenho são os dois filhos mais velhos de meu filho! – o treinador respondeu deixando óbvio que não queria mais falar naquilo.
Ato respeitado pelo técnico brasileiro que tinha que revisar mais uma vez a estratégia de jogo antes do treino do time no campo do estádio inimigo.
Dois assentos atrás, Takanori olhava atonitamente para o teto imóvel do ônibus. A frieza e desprezo de seu avô não tinham abrandado,o mais velho nem se quer olhara para si,era como se ele não existisse para o avô...queria que Akira estivesse agora ao seu lado,mas este estava sentado mais atrás,não poderia dividir uma poltrona consigo “Afinal seria estranho!”.Num momento de fraqueza procurou com o olhar o rosto amado do lateral,sentado mais dois assentos atrás em sua diagonal,encontrando este mirando para si de forma atenta,preocupado.
O menor tentou sorrir,mas não conseguiu.Akira sentiu ímpeto de se levantar e ir abraçá-lo, mas não poderia fazê-lo...e isso era frustrante!
“Tenho que dar um jeito nisso!”
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- O campo é bom, não é muito diferente do nosso ! – Aoi observou junto ao técnico – o treino foi proveitoso,com certeza o jogo de amanhã será vitória – garantiu.
-É isso que eu gosto de ouvir! – o brasileiro sorriu em aprovação – todos para o chuveiro,vão para o hotel descansar que amanhã é dia de falar para o Japão que esse campeonato ainda pode ser nosso! – incentivou os demais que os seguiam para dentro do estádio após a tarde de treino.
O time bradou, animado, esperanças renovadas!
Uruha seguia ao lado do namorado,apesar da postura normal e distância relativa, estar ao lado do moreno sempre o deixava melhor,e o ajudava a não se importar com os olhares ainda estranhos de seus companheiro de time para si.
Finalmente a massa mais densa de jogadores já tinha adentrado às instalações,Aoi e Uruha se mantiveram na entrada destas,parados.
-Não vão para o banho? – Medeiros perguntou,estranhando os dois astros parados ali.
-Banharemos depois dos outros,é meio tenso essa hora! – foi Uruha quem respondeu,um sorriso tímido e sem graça no rosto.
A ficha do técnico pareceu demorar a cair,uma vez que já tinha até se esquecido o que aqueles dois eram, devido toda a tensão e empolgação com o jogo, mas foi apenas se lembrar que tossiu secamente.
-Entendo...mas não demorem,o ônibus não vai se atrasar por causa de vocês! – respondeu seriamente,tomando o rumo para dentro do prédio após o assentir positivo dos jogadores.
-Quando será que essa situação vai melhorar? – Uruha perguntou em um suspiro cansado.
-Vai levar um tempo, é só esperar...enquanto isso...acho até bom termos a hora do banho apenas para a gente...não te dá vontades? – o moreno perguntou,sacana apesar de não tocar o namorado, uma vez que não podiam fazer aquilo em trabalho – eu sempre tive essa fantasia...dar uns amassos em um banho público!
-Fala sério, Yuu!A gente não pode fazer isso! – o loiro contestou,um sorriso incrédulo no rosto – estamos em trabalho,prometemos não demonstrar nada,imagine se nos pegam?
-Oh! Então quer dizer que se não fosse pelo perigo de nos pegarem você toparia? – Aoi rebateu.
-Hum?! Sim...provavelmente sim! – Uruha respondeu,fingindo indiferença.
-Bom saber!
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-O que está fazendo aqui? – o treinador rugiu furiosamente a pergunta ao encarar a figura estranha do lateral do lado de fora de seu quarto.
-Eu vim conversar com o senhor,Matsumoto-sama,por favor... – Akira pediu amigavelmente – o Taka está muito mal com isso,ele considera muito o senhor...peço que reconsidere,e tente nos entender,pode parecer estranho,mas eu amo o seu neto,e ele também me ama,não estamos fazendo nada de mal...por favor,eu não agüento ver o meu pequeno tão triste desse jeito! – e de repente a voz do Suzuki já estava implorativa – não precisa nos aceitar,mas...ao menos não o despreze dessa forma,não tire o emprego que ele lutou tanto para conseguir... isso não é justo!
-Não é justo? Pouco me importa moleque! Eu não vou compactuar com essa degeneração, como se já se não bastasse o escândalo daqueles dois,esse time ainda tem que agüentar isso? Takanori não é mais meu neto,e posso apostar que meu filho também concordará comigo quando souber dessa loucura! – o treinador vociferou,ofendido pela presença do jogador ali.
- Vocês por algum acaso são burros? Por que eu sei que não sou a pessoa mais inteligente do mundo,mas até mesmo eu sei que o pior erro que alguém pode cometer é expulsar uma pessoa que ama e que o ama de sua vida...sabe...eu nunca tive um pai,e nem conheci o meu avô,fui criado pela minha avó e pela minha mãe...antigamente me sentia mal por isso,mas vejo que foi bem melhor assim,porque se fosse para ter um pai e um avô como os do Taka eu preferiria mil vezes não tê-los! – o lateral gritou diante da contestação cuspida do mais velho, não se importando se estava gritando com o treinador do time,ou com o avô de seu namorado.
-Pouco me importa o que você pensa ,sua bicha idiota! – o senhor rebateu no mesmo tom – seu pai e seu avô têm é sorte de não existirem mais para ver alguém de sua família em tal situação deplorável.
-Deplorável? Quando que amar se tornou deplorável? Considera deplorável o amor que tem pela sua esposa e por seu filhos?Considera? – Akira continuou.
-Isso é diferente,pirralho,pivetes inconseqüentes como você jamais entenderiam a normas da sociedade!Ninguém vai aceitar algo assim.
-Niguém? De qual sociedade está falando? Por que a minha família nos aceita,mais de 10 milhões de pessoas aceitaram Aoi e Uruha,até a direção do Kashima se fudeu para os dois depois de ver que perderíamos sem eles,agora me diz,quem não aceita?Que sociedade não aceita? Hein?O senhor não está sendo tão intolerante com o Uruha e com o Aoi,porque tanto desprezo justo pelo seu neto que sempre o amou até mais que o próprio pai? – o lateral finalizou, pela primeira vez deixando o treinador sem palavras.
-Saia daqui! – o velho Matsumoto finalmente falou,após alguns segundos de silêncio,sem argumentos – saia daqui moleque.
-Saio,mas peço que pense melhor no que está fazendo Matsumoto-sama,Takanori é uma pessoa encantadora e boa demais para ser tratada como lixo por quem ele chama de família! – Akira finalmente abaixou seu tom,se despedindo rapidamente antes de começar a andar para fora do corredor.
Matsumoto-sama apenas bateu a porta de seu quarto,andando até a cama do hotel,abrindo sua mala,segurando o que parecia ser um porta retrato em suas mãos.Estava velho e cansado demais para essas coisas...“Tudo era tão perfeito quando você era pequeno!”
Na foto a imagem de um senhor Matsumoto bem mais jovem,com sua esposa do lado,seus dois netos mais velhos ao lado de cada um,e em seu colo o pequeno Takanori,brincando com as bochechas do avô.Acima da foto,na armação de madeira gravado as palavras: “Os netos Matsumoto!”
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-Não acredito! Você é maluco? – Uruha cochichou ao ver seu namorado invadir seu quarto.
-Talvez sim,talvez não,mas eu já me acostumei a dormir coladinho com você,me senti solitário! – Aoi respondeu,fechando a porta do quarto com cuidado,correndo até a cama do namorado e se acomodando no colchão,se aconchegando no corpo do mais novo.
-A loucura do banheiro não foi o bastante? – Uruha provocou.
-O bastante não foi,porque a gente não podia ir até o final,mas eu estou bem,só quero dormir agarradinho com você,vai me dar sorte no jogo de amanhã! – o moreno respondeu,abraçando mais o corpo maior contra si,fechando os olhos para descansar...“Não consigo impedir os anos de fazerem efeito!”
Kouyou sorriu e voltou a se acomodar no colchão...Yuu conseguia ser muito fofo quando fazia aquele tipo de coisa.
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– “Que jogo! Parece que a volta da dupla dinâmica foi como um milagre para os Antlers que estão vencendo de 3 à 0,faltando apenas 3 minutos de acréscimos para o final do jogo! – o comentarista um gritava exasperado”.
“- É uma surpresa e tanto vê-los de volta depois de todo o escândalo do mês retrasado...estranho mais ainda estar feliz com a volta do jogo esplêndido deles...mesmo sabendo o que esses dois são! – o segundo completou.
“- Eu pessoalmente gosto muito da fruta certa,mas não tenho nada contra quem gosta de fruta diferente,o que importa é que eles são dois excelentes jogadores,de gerações diferentes e astros magníficos,que superaram qualquer preconceito e mostram que não importa o quê...se você é bom no que faz ninguém vai te tirar isso!” – o primeiro voltou a falar.
“- E o jogo vai se aproximando do fim,com uma goleada do Kashima Antlers,3 à 0 com gols de Hitoru,Uruha e Aoi respectivamente! ....com isso os Antlers garantem sua vaga na disputa pelo título de campeão Japonês...será que vamos ver um 6º título ir para a cidade de Kashima? “
“Tem muito caminho pela frente,mas se mostrarem essa garra e esse show em todos os jogos daqui pra frente...provavelmente os Antlers vão faturar mais essa!”
“E o jogo chega ao final!Kashima Antlers 3 á zero na casa do Urawa Reds...agora vamos ficar de olho na comemoração do Kashima!”
As imagens mostravam claramente o bando de jogadores de vermelho pulando em um círculo unido,alguns jogando beijos para a torcida,e finalmente o bolo de vencedores começou a se desfazer,todos correndo animados em direção às instalações do estádio,Medeiros parabenizando cada um que passava por si,eufórico pela vitória.Uma confusão de repórteres se fazia presente,todos tentado chegar nos dois protagonistas do jogo,alguns conseguindo com muito esforço abordar Uruha e Aoi quando estes já rumavam para o vestiário.
- Como foi voltar aos campos? – um dos jornalistas perguntou.
-Foi ótimo,sempre é magnífico fazer o que a gente gosta,ainda mais quando se ganha! – Aoi respondeu com um sorriso cansado,mas alegre,o ofegar rápido e o suor evidente nos rosto, enquanto isso Uruha ao seu lado tentava limpar um pouco da evidência do cansaço de sua própria face.
-E Uruha-san?Está feliz de voltar a jogar?
-Muito,sem dúvida,foi pra isso que eu nasci,e com certeza,vamos levar o Kashima Antlers para a vitória de mais uma campeonato! – o mais novo respondeu com a respiração mais controlada.
-Como foi a reação dos outros quando voltaram aos treinos?
-Bem...com certeza não é uma situação confortável,mas vai melhorar com o tempo,o jogo de hoje ta aí para mostrar que no campo não importa quem você é,importa o que você joga! – o capitão respondeu,decidindo-se por sair logo daquela multidão antes que as perguntas se tornassem mais pessoais ,levando junto consigo o loiro,conduzindo-o por meio de uma mão em sua cintura...ao seu redor jornalistas ainda gritavam perguntas que eles não responderiam.
Quando chegaram ao vestiário a festa ainda rolava,a música e gritaria dos jogadores era alta,e para surpresa de ambos,assim que estes os viram não os olharam estranho e nem se calaram como costumavam, e sim vieram suas direções.Aoi e Uruha sentiram-se serem levantados e jogados para cima minimamente,sendo aparados novamente pelos braços dos companheiros de time enquanto estes ainda gritavam e comemoravam.
-Oh! Quer dizer...que não têm mais medo da gente não? – Aoi provocou sorridente enquanto era arremessado para cima e para baixo,sendo posto no chão logo em seguida.
-Cara,na boa,não importa quem você come ou deixa de comer,do jeito que vocês jogaram hoje até eu queria ta na tua cama! – um zagueiro animado brincou,arrancando risadas dos outros.
-Oh! Obrigado pela oferta,mas eu já tenho dono! – o capitão rebateu humoradamente, procurando o namorado com os olhos,vendo este ainda ser arremessado para cima por meia dúzia de jogadores...era impressão sua ou eles estavam aproveitando demais daquilo?Aquilo foi uma mão passando na bunda do seu Kou? – e Kouyou também tem dono,vamos parar com essa putaria aê! – brigou nervosamente,se adiantando para o grupo animadinho.
Todos no vestiário voltaram a sorrir.
Todos felizes demais para notar um lateral que não comemorava junto ao grupo,apenas se mantinha ao lado de um assistente baixinho e com um sorriso forçado no rosto,desejando que todos desaparecessem para que ele pudesse abraçar seu pequeno e tirar toda aquela dor dele.
Um pouco mais distante, Matsumoto-sama notara a proximidade do lateral de seu neto...e por mais que aquilo o incomodasse...seu coração apertou ao reconhecer o sorriso forçado que Takanori sempre usava para tentar esconder sua tristeza desde pequeno.
Medeiros saiu da euforia dos jogadores,reparando no olhar de seu velho amigo para o neto, também estranhando a proximidade de Reita do menor. Seu cenho se franziu quando viu o lateral segurar a mão do assistente entre a sua,este soltando-a rapidamente da mão do maior e lançando-lhe um olhar reprovador.Voltou a olhar para o treinador... “Então este era o problema!?”
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Notas finais
Deixar despedidas para o final neh?
Beijo!!!!!!!
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