Goal!
38 Perigo!
Notas iniciais
-Do que você está falando Kamijo-san? – o menor perguntou,fingindo inocência – de onde tirou essa ideia?
Para a surpresa do assistente,o empresário levou a mão à boca,tampando-a em surpresa,o olhar incrédulo e...temeroso!
-Eu...não acredito!...Ele disse que você diria isso...então...é verdade! – Kamijo balbuciou no que parecia ser um confusão mental,dando um passo para trás.
-Quem é “ele” exatamente? – Nao perguntou em uma expressão mista de simpatia e inquisição.
-Você...eu...só queria saber mais sobre você! – o maior continuou.
-Satisfeito, então? Por que não entra? – os olhos do baixinho finalmente perderam a simpatia, pelo visto o empresário não teria como ser manipulado.
-V-você...vai me matar? Vai me matar porque eu descobri? – Kamijo perguntou em um murmúrio,dando mais um passo para trás.
-Deveria? – o menor rebateu a pergunta – está com medo? O que exatamente aquele idiota te contou?
-Que você era um assassino,e que deveria agradecer por não estar na cadeia e...que eu deveria tomar cuidado...que você limpa do seu caminho qualquer coisa que não seja boa para si! – o empresário respondeu,ainda sem querer acreditar.
-Porque não entra? Isso não é assunto para ser tratado aqui fora! — foi o que o assistente falou, em uma ordem,se virando e adentrando seu apartamento,um gesto para que o mais velho o seguisse.
Kamijo se manteve imóvel durante alguns segundos,decidindo se era seguro entrar,tinha a impressão que não conhecia aquele que acabara de entrar,apesar de já terem acabado algumas noites na cama deste.
Respirou fundo,até onde seu sentimento ia? Até onde sua curiosidade ia?Por que insistir tanto naquele baixinho?
Kamijo não sabia responder,mas uma coisa que era sua e nunca iria mudar era o fato de que nunca recuava frente a algo...não temia a nada...não seria agora que iria fazer isso...
“Além disso...Nao... !”
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Havia desespero na forma como o pequeno descia e subia.Havia ânsia no jeito como ele deixava seu corpo ser preenchido pelo membro rígido do namorado.E com certeza,havia muita necessidade de ter sua mente em branco.De apenas sentir a sensação de prazer e satisfação em fazer aquilo com quem amava...e não pensar em mais nada.
-T-Taka....hum....mais devagar....caso contrário eu.... – Akira tentava avisar,toda a paixão do pequeno já estava fazendo ser impossível segurar mais tempo seu orgasmo,não queria que acabasse daquele jeito.
Takanori não ouviu o namorado,e nem queria ouvir,apenas continuava gemendo e cavalgando o maior deitado em sua cama,apoiando as mãos no peito trabalhado deste,se movimentando de maneira tão forte que chegava a ser alto o barulho provocado pelo choque de seus corpos.
Akira segurava o lençol entre os dedos da mão direita.A esquerda fraca na cintura do namorado,não exercendo controle nenhum,pois o menor tinha seu ritmo próprio imposto a ele,e o mais novo não tinha como mudar a situação,uma vez que Takanori não pararia,não até estar satisfeito.
-AAAH!....AHHH! – a voz gemida grave e alta do mais velho não era contida,assim como os olhos desfocados não enxergavam o teto,por mais que estes o olhasse.O corpo arqueado,os mamilos rosados bem a mostra,assim como todo o corpo desnudo.Os dedos do pé se contorciam,assim como seu baixo ventre anunciando o ápice próprio.Sentia o falo do namorado bater em sua próstata,sentia toda a rigidez em seu interior,e só queria sentir mais daquilo,se ao menos pudesse ficar assim para sempre. Sem problemas,sem pensamentos,apenas se sentindo tão maravilhosamente bem!
A mão pequena saia do peito de Akira,e inconscientemente foi em direção ao próprio falo, felando-o enquanto continuava sua cavalgada frenética.Não resistiu muito e se desmanchou em seus próprios dedos,arqueando mais o corpo.Os dedos da mão livre se friccionaram na pelo branca do namorado,marcando o peito com vergões vermelhos.Gemeu mais uma vez ao sentira o líquido viscoso o preenchendo,escorrendo pela brecha mínima.A respiração parou enquanto mergulhava naquele êxtase ...se ao menos pudesse ficar assim pra sempre.
Ambos ofegaram por ar,Akira tentando focar sua mente direito no rosto redondo de seu pequeno,conseguindo visualizar as primeiras lágrimas destes se fazerem presentes nos olhos escuros,e mais uma vez Takanori cai em um choro intenso,deitando sua cabeça no peito largo do namorado,sem nem ao menos se importar em retirar o falo deste de dentro de si.
-Eles me odeiam! — o murmúrio choroso foi quase inaudível,mas não para Akira que acariciava os cabelos desgrenhados do namorado,tentando confortá-lo.O menor tinha o atacado assim que adentraram o apartamento,depois de passarem o caminho de volta todo em silêncio.Não sabia como o mais velho estava se sentindo,a conversa com os avós destes foi pior do que imaginava que seria.Não sabia o que fazer,se sentia culpado,mas não sabia como agir para concertar tudo...por isso apenas aceitou a necessidade do outro em se satisfazer sexualmente, apenas continuava em silêncio,consolando-o enquanto chorava...e poder fazer apenas isso... era frustrante!
-Eu amo você,Taka! – falou em uma voz baixa e doce,seria ótimo se aquilo fosse o bastante, mas mesmo seu amor,por mais extenso que fosse,não substituiria o amor de uma família.
-Eu também...eu também...amo você! – Takanori respondeu,se agarrando mais ao namorado, como se este fosse desaparecer a qualquer momento.Sempre fora uma pessoa independente e certa do que fazia,mas nunca pensou que um dia seu próprio avô,seu melhor amigo,mais presente até mesmo que seu próprio pai,o daria um tapa e diria tudo aquilo para si!Ver a decepção nos olhos do velho Matsumoto foi pior que um soco, mas...não se arrependia,queria deixar claro que estava apaixonado,queria confessar que era gay,não se arrependia, apenas... estava muito triste! A reação de seus pais não seria melhor,seus avós sempre estiveram mais presentes,e sempre foram mais legais consigo do que seus pais...de repente...se via sem família!
“Como vou olhar para ele no próximo treino?”
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-Não se preocupe,não está envenenado se é o que pensa! – o assistente cuspiu indiferentemente ao ver o receio do empresário quando ofereceu uma xícara de chá a este.
Kamijo olhou os orbes frios do pequeno que sempre pareceu tão amável,decidindo-se por aceitar a xícara,não perdendo a oportunidade de tocar seus dedos nos dedos do outro,sentindo a pele macia que vinha sentindo em suas mãos há algumas semanas.
Nao puxou a mão rapidamente e tomou lugar no sofá em frente ao empresário,tragando mais um gole do chá que havia feito,respirando fundo...sabia que um dia aquilo aconteceria,só não esperava ser tão cedo!Não tinha muita certeza de como proceder,Kamijo não parecia o tipo que dava pra se enganar,nem parecia ingênuo o suficiente para acreditar de primeira,caso contrário não teria ido tão longe apenas para descobrir sobre si. “Se soubesse que era assim, não teria aceitado aquele convite para beber!”
-E então...o que estava fazendo em Tokyo? E conversando com meu antigo chefe? – o menor perguntou.
-Ele...é um conhecido de um amigo meu...e depois de não conseguir que você reconsiderasse sobre nós, eu...apenas quis saber o porque de tanta frieza e...de tanta reserva quanto ao seu passado! Aproveitei um trabalho que tinha em Tokyo e fui fazer uma visita a ele...ele também não queria falar sobre isso,mas mudou de ideia quando eu disse que estava apaixonado por você e não desistiria sem ao menos tentar tudo que tinha! – Kamijo respondeu,sério, se acomodando melhor no sofá,nunca estivera tão perto de ver o verdadeiro coração daquele assistente inteligente,sagaz e doce.
-O que ele te contou? – a pergunta mais uma vez foi curta e direta,não demonstrando nenhum sentimento ou consideração pela declaração do mais velho.
-Uma história...que eu não queria acreditar,mas...pelo visto era verdade! – o empresário respondeu,meio magoado pela indiferença do outro,de repente sentia falta do Nao sorridente e amável,mesmo sabendo que era fingimento.
-Qual história? – mais uma pergunta curta e direta.
-Uma história de que você é órfão,que era o melhor jornalista investigativo que tinha e que chegava a trabalhar disfarçado,mas que um disfarce deu errado e você e seu assistente acabaram sendo feito reféns de um grupo mafioso e então...ele me disse que você era um assassino,e que tinha matado seu próprio assistente para provar à máfia que não estava infiltrado! – o empresário respondeu,já alterado pela falta de expressão do outro – é verdade?
-Você disse já ter certeza de que é,mas se precisa de uma confirmação,sim,é verdade,eu matei meu assistente,e sim,foi para me manter na máfia,e sim foi tudo por causa de uma matéria,e sim...eu triunfei no final! – Nao mais uma vez respondeu,desta vez com um olhar perdido,mirando a noite escura lá fora,pela janela distante de sua sala.
-Foi por isso que deixou o jornal?Foi por isso que mudou de cidade?E foi por isso que quis ser apenas um assistente,sem reconhecimento algum?
-Bem...essa cidade,esse jornal...ser assistente de Kai,não foram aleatórios,aquele garoto era daqui,morava com os avós e...sonhava em ser editor do jornal daqui,queria ser editor de esportes e cultura... – o menor começou,ainda vago,dando uma risada sem graça – encontrei os avós dele um dia desses...na rua...o caso foi arquivado como assalto e mantido em sigilo pela polícia,os únicos que sabem disso sou eu, meu ex-chefe Hizaki e...agora você...era um trabalho que estava tendo vigilância até mesmo da inteligência japonesa,tínhamos feito um acordo de conseguirmos todas as provas que quisessem para eles,uma vez que já estávamos infiltrados,e em troca teríamos direito exclusivo sobre a matéria...seria a matéria de nossas vidas,ele ganharia reconhecimento e poderia ser contratado pelo jornal que quisesse...e eu... finalmente iria parar com aquela vida e...apenas viver,ordinariamente como qualquer pessoa, irônico que a reportagem não tenha chegado nem mesmo a ser publicada!Foi considerada sigilosa e...depois de tudo,eu não queria mais saber daquilo...cumpri meu trabalho,entreguei tudo que precisavam para prender aqueles malditos traficantes e suas ramificações em outros países,não fui processado,pois tudo foi considerado ação necessária em serviço e...vim para cá, viver o sonho dele,da forma mais sutil que consegui,afinal...eu mesmo nunca tive um sonho! – o assistente finalizou,parecendo voltar ao tempo,suspirando,voltando seu olhar para o empresário a sua frente – não esperava algo assim,não é? Eu não esperava que fosse tão longe apenas para saber mais sobre mim...
-Eu sinto muito Nao – falou em uma sinceridade notável,levantando-se do sofá e indo se sentar ao lado do menor,pegando as mãos pequenas entre as suas – eu...não sei como se sentiu,sei que não posso fazer nada,mas acredite Nao...eu estou sério com você...eu quero te fazer feliz,eu...eu amo você,me deixe te ajudar,me deixe ficar ao seu lado.... – pediu humildemente,beijando calidamente a pele do rosto alheio.
A resposta que teve foi mais rápida e melhor do que esperava,estava pronto para mais uma negação,mais uma rejeição,mas ao invés disso sentiu a boca desesperada na sua,a língua afoita lhe invadir a boca,o corpo sinuoso se chocar contra si,empurrando-o para que se deitasse no sofá,se colocando sem cima de seu quadril,passando as pernas para fora, colocando uma de cada lado.Sem parar o beijo,inebriando o empresário com sua paixão e sensualidade,sabendo que o maior era totalmente vulnerável à ela.
Kamijo já podia sentir seu coração se aquecer,pensando que finalmente tinha conseguido convencer o mais novo,mas foi quando sentiu um picada em seu pescoço que se sobressaltou, levando a mão ao local,em reflexo. Sua cabeça doeu e girou,e repentinamente sua visão estava turva,nublada. Encarou a imagem borrada do menor em cima de si,conseguindo distinguir uma seringa em sua mão,estava tonto,não tinha forças para se levantar,sentia que iria desmaiar a qualquer hora.
-N-nao? – chamou com a voz fraca.
-Você é um bom homem Kamijo,por isso não posso continuar com isso...sinto não corresponder seus sentimentos da mesma forma,você merece alguém melhor...Hizaki seria uma boa escolha,se ele te contou algo,com certeza foi só porque te achou bonito o suficiente para ser alertado sobre mim,geralmente ele é tão ou mais calado sobre isso quanto eu...mas tem uma coisa que nem mesmo ele sabe...e você também não saberá,bons sonhos Kamijo-san...quando acordar, por favor, deixe a chave do apartamento com o proprietário e entregue a carta que vai estar em cima da mesa para Kai-san... – a voz a imagem do menor foi sumindo de sua visão,até que finalmente tudo era apenas escuridão e inconsciência.
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- O que é isso? – Kai perguntou ao ver um envelope na mão do namorado.
-Kamijo-san me entregou na reunião de hoje,disse que Nao-san deixou pra você – Miyavi respondeu,tinha achado estranho a expressão do empresário ao lhe entregar aquela carta hoje à tarde,mais estranho ainda em saber que era para o seu ,e só seu,moreninho.
-Deixe eu ver,talves isso explique porque ele não foi ao trabalho hoje e pareceu simplesmente ter desaparecido do mapa,já que não atende a porcaria do telefone! – o jornalista respondeu, pegando o envelope da mão do namorado – as meninas estão no quarto,vai dá uma olhada nelas?
-Sim! – o maior respondeu, dando um leve beijo nos lábios do amado,seguindo em direção ao quarto de suas filhas.
“ Querido Kai,
Apreciei o tempo que passei como seu assistente, mas devo pedir minha demissão do cargo. O dinheiro do cancelamento de contrato já está depositado na conta do jornal, e eu não farei questão de receber nenhum dos meus direitos trabalhistas,abro mão de todos eles, já acumulei dinheiro demais em minha vida, sem realmente ter nada com o que gastar.
Sinto muito não me despedir,mas quero informar que deixei a cidade,e irei viver em outro lugar,não me procure e não tente contato,eu não responderei.
Gostaria que soubesse que você foi uma pessoa muito interessante,e mais uma vez repito que adoraria ser amado por você da forma como amas Ishihara-san,é algo muito bonito de se ver,mas isso não parece ser feito para mim. Não se sinta mal, eu não cheguei a gostar o suficiente de você para sofrer com isso,apenas sinto inveja de sua capacidade de amar e de ser amado,talvez seja assim que uma pessoa normal viva,e infelizmente eu não posso viver desta forma. Quis muito,mas não posso e nem mereço tal vida.
Agradeço pela amizade,é exclusivamente pela consideração e por saber que você tem a péssima mania de bisbilhotar coisas que estou deixando essa carta.
Espero que seja feliz,Kai-san,diga ao Kamijo-san que eu sinto muito não corresponder aos sentimentos dele,mas que ele ficará melhor assim.
Peço mais uma vez para que não tente me encontrar.
Adeus Kai-san,foi muito bom trabalhar com você.
Murai Naoyuki. “
- Seu idiota! – a voz de Kai balbuciou,amassando a carta em suas mãos – sem nem ao menos se despedir pessoalmente! — uma lágrima solitária molhou seu rosto,por mais que sua relação com o assistente fosse no mínimo estranha...iria sentir falta daquele duas caras baixinho!
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“ Eu gosto de você,Nao-san!”
Foi o que o garoto disse na manhã daquele dia.
“Eu não sinto o mesmo,me desculpe!” foi o que Nao respondeu.
“Eu sei... Nao-san... parece incapaz de amar alguém!Mas...eu sei que isso não é verdade!”
- Parece que estava enganado...eu continuo sendo incapaz de amar alguém! – a voz baixa do jornalista murmurou para si mesmo enquanto mirava as luzes de alguma cidade lá embaixo, pela pequena janela do avião.
Lembrou-se daquela noite,e de como o garoto parecia abatido depois de terem sido espancados por aqueles malditos.O rosto inchado,as roupas rasgadas e com sangue...Não deixou de se sentir responsável,ele já estava acostumado àquele trabalho,àquela vida,mas o próprio garoto escolhera ser seu assistente e se meter naquela operação...em busca de reconhecimento...reconhecimento este que nunca veio para ele.
A voz rugida,os golpes,a arma.Eles gritavam para matar o traidor se ele era mesmo de confiança.Nao se via sem saber o que fazer,ou ele matava seu assistente ou os dois sairiam mortos dali.Mesmo assim,fizera o movimento para abaixar a arma,morreria junto com ele, mas não mataria o garoto,até que...deram uma outra arma para ele,para seu assistente. Disseram que ele provaria não ser traidor se o matasse,que aquele que tivesse coragem de puxar o gatilho seria a pessoa de confiança,e o que não tivesse era o traidor.O garoto não pensou duas vezes antes de levantar a arma e atirar contra si,acertou seu braço,e num reflexo Nao puxou o gatilho,cravando uma bala no meio da cabeça do jovem,de seu assistente.
“Você não quis me matar,quis apenas que eu reagisse e tomasse logo uma decisão!”
Depois daquele dia,ascendeu dentro da máfia,usou tudo que tinha para conseguir informação e colocá-los atrás das grades o mais rápido possível.Se prostituiu,dormiu com quem precisou, espancou quem foi necessário,matou alguns...e finalmente toda aquela quadrilha estava no xadrez.
Um lugar com grades,uma jaula,cheia de criminosos da laia deles,um lugar perfeito para se morrer.
O que Hizaki,seu antigo chefe,e a inteligência Japonesa não sabiam era que a morte aparentemente comum dos cabeças do bando em uma rebelião no presídio não tinha nada de comum. O que nenhum deles sabia era que Nao tinha encomendado suas mortes junto à alguns criminosos...o que nenhum deles sabia era que seu assistente não tinha sido a única pessoa a morrer por suas mãos.
Pensou que seria bom viver o sonho de seu assistente,viver uma vida normal,rotineira, comum...ledo engano! Não merecia tal vida! Jamais iria merecer! Desde que nascera era apenas ele e ele...e pelo jeito...era assim que deveria ser.
-Neh!O que tanto você olha lá fora? – o rapaz sentado ao seu lado perguntou,tirando-o de seus pensamentos.
-A paisagem! – respondeu curtamente.
-Hum!... meu nome é Shinji,Amane Shinji...você é? – o rapaz moreno perguntou,um sorriso galanteador nos lábios.
-Não é importante,nunca mais iremos nos ver depois que desembarcarmos – o menor respondeu,não se importando em usar sua falsa simpatia.
-Oh!Que frio!...E se eu disser que quero te ver depois de desembarcarmos?Vai passar muito tempo nos Estados Unidos? – seu vizinho de poltrona voltou a perguntar.
-Eu diria que você escolheu a pessoa errada para cantar...e sim...pretendo viver por aqui! – respondeu curto,mais uma vez,se surpreendendo com um beijo ousado e rápido em seus lábios vindo do rapaz ao lado.
-Sabe,eu adoro pessoas arredias e fofas como você,e pra sua infelicidade sou um cara bem insistente! – Shinji comentou,um sorriso malicioso – e eu sempre consigo o que quero.
“Era só o que me faltava!” o menor bufou mentalmente,não conseguindo deter um leve sorriso. Quem sabe o outro não poderia ao menos lhe entreter por enquanto?...e se desse trabalho...bem...tinha bastante dinheiro e muitos lugares para conhecer.
“Me desculpe,Hiroto-san...eu tirei sua oportunidade de viver....e mesmo assim...continuo vivendo desta forma! Mas...eu não posso mais fazer nada por você...a não ser orar para que onde você estiver...que você esteja em paz,garoto!”
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O olhar atento seguia as duas figuras juntas que tentavam passar despercebidas durante um passeio noturno em um parque.Parecia até fácil e propício demais,o que levou o matador a erguer um sobrancelha em estranheza.
Observou mais um pouco,olhou para os lado,para cima dos prédios próximos...parecia estar limpo,o parque estava relativamente vazio,apenas alguns casais em encontros furtivos entre algumas árvores...“o casal” no foco de sua visão pareceu adentrar uma parte isolada,e mais uma vez o matador estranhou,seguindo silenciosamente os passos destes,de longe.
“Fácil demais!”
Pensou em apenas invadir o apartamento dos dois e fazer um serviço limpo e calmo enquanto dormiam,mas surpreendentemente estes decidiram sair para um passeio noturno,coisa não usual deles,pelo que vinha observando dos jogadores.Entretanto não teria oportunidade tão boa, merecia ao menos uma checada.
Se escondeu atrás de uma das árvores altas no local,observando discretamente os dois indivíduos sentados perto de uma relva de folhagem,em uma cena que parecia ser apenas uma agarração comum.
-Yuu...estamos em local público! – a voz de Uruha soou.
-Ninguém está vendo,vai ser rapidinho...hun!Não te dá emoção? – Aoi respondeu,tentando convencer.
-Agora que voltamos para o time,nosso jogo vai ser depois de amanhã...é uma péssima ideia correr o risco de acabar numa capa de jornal ou revista agora,já foi tão difícil nos aceitarem de volta – o loiro tentou argumentar.
-Hum! Só um pouquinho...a gente volta pra casa daqui a pouco! – o moreno continuou,não dando ouvidos ao namorado e apenas se servindo mais dos lábios destes,tomando-os em um beijo voraz.
Atrás da árvore o atirador sorriu,então não era nada suspeito,esses idiotas tinham apenas facilitado seu trabalho ao decidirem se comer em um parque público...
“Estou com sorte!”
Pensou,engatilhando a pistola equipada com o abafador...seria rápido,aquele casal de bichas nem iria saber o que foi que os atingiram...
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