Goal!
22 Arriscando
Notas iniciais
Cap de sábado!!!!!!
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Neh! Vou postar 2 de uma vez, porque esse fds vai vir um festival de caps!
=]
Espero que gostem, não sei se vai dar para terminar a história esse fds, mas acho que sim, se não der semana que vem no máximo ela está finalizada, espero que gostem
Cap betado pela Azumi-chan
-Pequeno... por favor! Eu já aprendi minha lição! – a voz do lateral era excessivamente chorosa ao telefone – não está nem um pouco com saudades? A gente não se viu um dia se quer fora do treino! Por favor! Chibi!
“-Aki! Saudades eu estou, mas como a gente vai se vê se a cada vez que você dá um passo para fora de casa tem alguém com uma câmera? Estou aqui em frente ao meu laptop, tem foto sua saindo e entrando do seu prédio de quase todos os dias... eu realmente não pensei que ficariam tanto tempo assim em cima de você...” – a voz de Takanori do outro lado da linha tinha uma tendência suspirada, até o mais velho não agüentava mais a distância entre eles.
-O problema é só esse? – Reita perguntou,o timbre choroso mudando drasticamente para um tom mais sério e calmo.
“-Como o problema é só esse? O problema é esse!” – Takanori rebateu.
-Você não está mais com raiva e mim, e se tivéssemos uma chance você me deixaria te ver e te abraçar? – o lateral continuou.
“- É claro que deixaria, mas não tem como Aki, tem paparazzi seguindo seus passos!” – a voz cansada finalizou... nunca pensou que insistiriam tanto em descobrir quem era a pessoa para qual o lateral tinha dedicado a vitória contra Iwata!
-Então espere alguns minutos, meu pequeno, porque não passo mais nenhum um dia sem te ter! – o lateral finalizou.
“-Hã! Espere... você está louco? Aki...” – a fala do menor foi cortada com o apertar da tecla de desligar o telefone, não deixaria que o mais velho tentasse lhe convencer do contrário, estava pouco ligando pra diabos de jornalistas e revistas de fofocas. Que se danasse a mídia, se estava no mundo do futebol era porque tinha conseguido com muito esforço e treino e quem namorava ou deixava de namorar não tinha nada a ver com isso... nunca foi bom em se deixar impedir por qualquer coisa que fosse,e agora não seria exceção!
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-Hum! Quer escolher o quarto? – Aoi perguntou com um sorriso significativo para o loiro.
-Pode ser! – Uruha assentiu,tomando a frente da tela eletrônica e começando a passar as fotos dos interiores dos aposentos temáticos.
Aquele motel era muito conveniente para fugir um pouco da rotina de sempre ficarem no apartamento do mais velho,uma vez que ele era todo informatizado, de modo que você não precisasse ter contato nenhum com alguma pessoa e nem dar nomes. Estacionava-se o carro no subterrâneo, pegava-se um elevador até as telas de escolha do ambiente, passava-se seu cartão na mesma máquina, onde uma voz lhe indicava o que fazer,ou colocava o pagamento em uma caixa móvel ao lado desta em caso de cash. Pela mesma máquina saia o cartão-chave do quarto, e finalmente era só ir até o andar do quarto escolhido.Completo anonimato... conveniente para um estabelecimento daqueles!
- O que acha do “L’amour rouge!” – o loiro perguntou,sorridente enquanto tentava pronunciar o nome do quarto.
-Gosta de vermelho? Pensei que suas cores favoritas fossem preto e roxo! – o moreno indagou,curioso.
-E são! Mas vermelho é a cor do nosso time... estou tendo meio que um fetiche por essa cor ultimamente! – o mais novo respondeu, lendo mais algumas informações sobre o quarto – não acha sexy? Transar em um quarto completamente vermelho?
-Vermelho combina com você! Eu gosto! Vamos pegar esse!- respondeu por fim, levando o indicador até a tela e selecionando o quarto, passou o cartão de crédito e digitou a senha. Mas foi o loiro quem primeiro pegou o cartão-chave quando este saiu, levando este até a boca e mordendo a ponta em provocação.
-É a primeira vez que vamos transar fora do seu apartamento... não deixo de pensar que isso é arriscado! – o mais novo comentou.
-Está vendo alguém por aqui? – Aoi perguntou com um sorriso gentil, recebendo o assentir negativo do namorado – esse lugar é famoso pelo anonimato e descrição Kou, não tem como saberem nem que somos nós dois, muito menos que estamos juntos... vamos parar com o medo, ok? Se você for ficar tenso todo tempo é melhor voltarmos pra casa e jogarmos vídeo game!
-Hã? Não mesmo! Faz quase 4 dias que não transamos, gastar nossa folga na frente do Play Station? Não mesmo! – Uruha sentenciou, puxando o mais velho pela mão, em direção a um dos elevadores que os levaria aos andares dos aposentos.
Quando as portas do transporte se fecharam, ocultando os dois jogadores, o jovem detetive revelou-se detrás da entrada do lugar, indo rapidamente até a tela e digitando o nome do quarto que ouvira os astros dizerem, gravando seu número e andar... teria que arranjar um jeito de entrar lá e implantar uma câmera,era sua única e última chance, parecia até perfeito demais para a conclusão logo daquele trabalho... e ele já tinha um plano!
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-Kai... – Miyavi suspirou ao ver o moreno entrando pelo que parecia ser o local de refeições do prédio, o olhar se fechando e o sorriso morrendo assim que visualizou a figura pequena do mesmo homem que os interrompera aquela noite... o que ele estava fazendo ali?
-Devo admitir que estou surpreso em te ver em meu lugar de trabalho! O que aconteceu? Quer que publiquemos alguma matéria e pensou em usar um contato seu aqui dentro? Afinal,usar as pessoas foi o que você sempre soube fazer maravilhosamente bem! – o Yutaka cuspiu em um escárnio quase palpável, sentando-se bruscamente na cadeira à frente do empresário, puxando o assistente pelo pulso para que este o acompanhasse, fazendo-o tomar o assento ao lado de si.
-Por que ele está aqui? – o Ishihara perguntou, sério.
-Por que eu quero que esteja! – o jornalista rebateu, direto – fale logo o que quer, não posso perder meu tempo atendendo pessoas de sua índole.
Takamasa respirou fundo, o que menos precisava era bancar o ciumento agora!
O pobre Nao apenas suava frio, a tensão entre os dois era visível, e sinceramente faria de tudo para não estar ali.Por que tinha que presenciar tal conversa? De repente seu antigo trabalho parecia tão mais saudável e menos perigoso!
-Ele é confiável? – o empresário perguntou por fim.
-Está com medo de que ele publique algo contra você? Não se preocupe, ele é apenas meu assistente, mas o que trouxe o grande Miyavi aqui? – o jornalista rebateu, ainda impaciente, ficar perto daquele que tanto lhe machucara o fazia querer gritar e chorar ao mesmo tempo, quebrar algo,ou bater em alguém, de preferência que fosse naquele maldito empresário, por que não o cumprimentou com um soco bem no meio da cara? Ah! È! Ele estava no local de trabalho!
E mesmo assim, estar na presença dele, o fazia acima de tudo querer correr, fugir, se esconder, tinha medo do que outro poderia dizer, e nem sabia direito o porquê desse medo. Mas já era tempo,aquilo tinha que se resolver, não podia ficar chorando e se odiando por aquilo pelo resto da vida, não podia, por isso controlava a vontade incessante de sair dali correndo.
-Kai... por favor, eu... queria explicar...tudo... que aconteceu há dois anos e meio atrás! – o empresário começou, a voz machucada e implorativa.
-Você se casou, apenas isso, não é grande coisa, é? Devem estar muito felizes! – Kai interrompeu, não conseguindo nublar o ressentimento e amargura em sua voz.
-Kai... eu sei que fui um imbecil,que te machuquei, mas... acredite... eu sempre fui sincero com meus sentimentos em relação a você – Miyavi tentou, mostrando sinceridade, não se importando com o baixinho ao lado do moreno, não teria outra chance, não podia desperdiçar.
-Sim! Claro! Foi tão sincero que nem me mandou o convite de casamento! Recebi a notícia pela publicação da nota no jornal onde trabalho!Tão sincero que hoje tem duas filhas com sua esposa! Tão sincero que demorou mais de dois anos pra criar coragem de pisar nesse jornal! Tão sincero que esfrega essa aliança na minha cara! – o moreno explodiu em uma discussão moderada e sarcástica, deixando os olhos encararem o arco dourado na mão esquerda do empresário. Este, em reflexo, tampou-a, se batendo mentalmente por estar tão acostumado com ela ali que nem tirar a tirou antes de vir falar com o jornalista. O que ele estava pensando? Como pode ter sido tão burro?
-Isso não significa nada, eu e Melody... não somos mais... nosso casamento não... eu nunca a amei Kai,e nunca vou amá-la, eu amo você! – o empresário respondeu, em um quase desespero, não sabia como concertar aquilo.
Foi impossível controlar a falha das batidas de seu coração ao ouvir o outro dizer que o amava mais uma vez, os olhos castanhos escuros se encheram de lágrimas, porque doía, doía demais ouvir aquilo em que tanto acreditou para no final apenas ser jogado fora... no fundo queria acreditar, mas... não mais, não de novo, não ia agüentar mais uma vez. Só queria esquecer, só queria que aquilo parasse de doer tanto!
-Mas eu não amo você, não mais! – mentiu em uma encenação quase perfeita e suficiente para fazer o empresário acreditar e desabar, os olhos lacrimejando – você foi um erro na minha vida Takamasa-san, um que eu quero apagar, que bom que veio, estava na hora de por um ponto final nessa história, e ele aparece bem agora, nunca mais apareça na minha frente, e seja muito feliz! Porque eu vou ser – continuou, puxando o assistente, totalmente incomodado por estar ali, pelo pulso, agarrando-lhe a cintura possessivamente numa tentativa de passar uma impressão errada sobre os dois. Impressão essa que cumpriu sua missão aos olhos do Ishihara que não conteve suas lágrimas mudas... havia o perdido, para sempre! Perdera seu Kai! Pra sempre.
-K-Kai... – balbuciou sem saber mais o que dizer, o coração apertado, a dor insuportável, nem quando subiu ao altar e disse “Sim” para Melody sentiu o jornalista tão inalcançável, porque no fundo sabia que o Yutaka o amava,o amava tanto que usou desse amor para enganá-lo, mas... agora... o coração do moreninho não era mais seu... pensar em Kai sendo tocado por outro, o feria... mas, afinal foram dois anos e meio... afinal... já era tarde demais – E-eu... – não conseguiu falar, não lhe vinha nada na cabeça, apenas se levantou e saiu em passos largos para fora do local, em direção à saída do prédio, quase correndo.
-Tem certeza que fez o certo? Se tem uma coisa que aprendi bem em minha profissão é reconhecer quando as pessoas estão mentindo e ele não estava, mas você sim! – Nao comentou em um tom sábio e indiferente, soltando a mão do maior de sua cintura, se afastando um passo deste – realmente seria muito bom tentar algo com você se seu coração já não batesse por outro dessa forma, adoraria receber metade do amor que você tem por ele – finalizou pacientemente, assistindo de perto seu chefe apoiar as mãos na mesa, abaixando a cabeça entre os braços, soluçando baixo.
As únicas duas pessoas que estavam ali naquele horário observavam a cena com curiosidade, era quase noite e o jornal em si estava quase vazio .
-Nao... me leve pra casa – o murmuro choroso do mais novo se fez ouvir.
O baixinho sorriu de lado, de maneira triste, e pegou o Yutaka pelos ombros, conduzindo-o pelo prédio... não queria estar em uma situação assim, mas como negar o pedido de uma pessoa destruída?
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