Goal!
16 A noite H
Notas iniciais
“E a nova sensação do momento: Reita, lateral direita do Kashima Antlers, chocou os torcedores ao entrar em campo com um faixa cobrindo o rosto. De acordo com o empresário do jogador o astro teria fraturado o nariz e para não causar desagrado no publico está fazendo uso da faixa até que o campeonato acabe e possa fazer uma cirurgia. Excentricidade que agradou, no último jogo do Kashima alguns torcedores foram com um faixa cobrindo o nariz também, será uma nova tendência?...”
A repórter da televisão falava sob o olhar divertido de um baixinho.
-No final, ele só ficou mais famoso! – Takanori comentou para si mesmo, ainda olhando a foto de seu namorado na TV, a faixa preta no nariz lhe davam o ar misterioso... sexy... oh! Podia sentir seu ventre fisgando só em pensar que aquilo tudo seria só seu essa noite!
“Quando ele vai ligar?” – se perguntou mirando o celular pela milésima vez naquele final de tarde, finalmente tinha chegado o dia! 1 mês de namoro, o dia que o lateral o faria dele, prometera ser inesquecível e o mais velho tinha certeza de que o seria, já que o namorado estava fazendo suspense, falando que ligaria quando estivesse tudo pronto e que daria as coordenadas do que iriam fazer. “Parece até que vamos matar alguém!” pensou divertido, a única coisa que gostaria de matar aquela noite era o fogo enorme dentro si que clamava pelo loiro mais alto.
Atendeu ao telefone em reflexo assim que ele deu o primeiro toque, sem nem ao menos verificar o nome.
-Alô? – respondeu alegre e eufórico, só podia ser Akira.
“Oi? Meu neto?” – a voz de seu avô do outro lado da linha o fez praticamente despencar, não acreditava, não mesmo!
-Pois não, avô! – o pequeno respondeu, a animação se afundando o desânimo se espalhando.
“ Vai está ocupado essa noite? Sua avó queria que você viesse jantar conosco, tem uma filha de uma amiga dela que ela gostaria de te apresentar!”
-Ah! Tenho compromisso hoje, desculpe avô! – respondeu tentando parecer gentil, não acreditava que sua avó ainda estava com essa mania de lhe empurrar garotas, tudo bem que já estava chegando aos 29 e até hoje nunca tinha apresentado uma namorada para sua família tirando a primeira e única que teve na sua adolescência antes de descobrir que seu mercado era outro, pelo simples fato de ele não ter uma namorada e sim um namorado, já teve vários, mas duvidava que sua família gostaria de conhecê-los, mesmo se eles soubessem de sua sexualidade, namorou cada peça... Akira realmente,era o melhor que já teve, sem comparação, Akira era perfeito!
“Filho, você tem que pensar em achar uma esposa, montar casa... sei que você gostava muito da Yumi-chan, mas já fazem mais de 10 anos!” a voz anciã parecia preocupada e corretiva ao mesmo tempo. Takanori respirou fundo,dando um tapa em sua própria testa, não acreditava que sua família pensava que não aparecia com ninguém por que ainda gostava da garota que namorou quando tinha seus 17, 18 anos.
-Eu realmente tenho coisas importantes para hoje, avô! Pede desculpas para a vovó, vou desligar, estou esperando um telefonema importante – finalizou com um beijo rápido e desligou sem esperar resposta, não iria deixar seu avô estragar as coisas de novo, não mesmo!Já não bastasse todas as vezes que interrompeu quando estava quase conseguindo sentir mais coisas do namorado.
Alguns segundos depois seu celular tocou novamente, mais uma vez ele atendendo sem olhar o número, no mínimo era seu avô de novo perguntando por que ele desligou em sua cara.
-Fala avô! Eu não desliguei na sua cara, eu realmente estou esperando um telefonema importante! – falou assim que colocou o aparelho no ouvido.
“Telefonema importante? Espero que seja o meu!” – a voz grossa seguida de um riso fofo encheram todo o ser do baixinho de felicidade.
-Oh! Aki... cara! Eu estava quase enlouquecendo esperando seu telefonema! – o auxiliar desabafou, um sorriso radiante se desenhando em seu rosto, nunca tinha ficado tão feliz em atender ao telefone antes.
“Desculpe o mistério, mas faz parte, bem... você pode vir até meu apartamento? Já deixei avisado que não precisam te anunciar, a porta também vai estar aberta, você pode entrar direto,vou está te esperando no meu quarto!” – a voz grave tinha uma sensualidade indescritível na opinião do mais velho que sentia seu corpo queimar só de ouvi-la.
- Estou saindo agora! – falou apressado, pegando seu cartão-chave de casa e praticamente correndo até a porta.
“Bom! Estou te esperando meu pequeno, te mandaria um beijo, mas esse eu mesmo quero dar quando você chegar aqui!” – finalizou ainda em um timbre que fazia o baixinho se arrepiar, dando um “Até logo!” e desligando o telefone... realmente... podia gozar só com aquela voz do outro... “Que bom que ele é todinho meu!”
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-Boa noite! – a mulher bonita de lindos cabelos mel veio com um sorriso lhe dar um beijo.
-Boa noite! As meninas já estão dormindo? – o empresário perguntou retribuindo mecanicamente ao beijo.
-Não, elas estão no quarto! – a linda jovem respondeu não escondendo seu descontentamento com a maneira apática do marido que já perdurava há alguns dias – aconteceu alguma coisa? – Melody perguntou assim que esse se projetou em direção ao quarto.
-Não! – Miyavi respondeu tentando parecer indiferente – Por quê?
-Achei que tivesse! – ela deu de ombros, fingindo-se desentendida, se seu marido tinha chegado daquela forma em casa só tinha uma explicação, pensava que já tinha resolvido isso tempos atrás...
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-Aki? – perguntou em voz alta assim que adentrou o apartamento escuro.
Assim como o loiro lhe dissera o porteiro o deixou passar sem precisar ser anunciado e a porta estava aberta... aquele imóvel com a aparência vazia e o tom vermelho vindo do quarto de porta aberta... o que ele tinha preparado para eles? Será que estava bem o suficiente? Tinha colocado sua melhor roupa e tomado mais de 2 banhos, arrumado seu cabelo de maneira rebelde e colocado uma maquiagem... esperava que fosse o suficiente para um dia especial como aquele. Era um cara experiente, mas o lateral, com todo aquele mistério, tinha-o deixado nervoso assim como a primeira vez que fez aquilo. O calor e frio se misturando na barriga, as mãos suando... tinha voltado a seus 18 anos!
A resposta que teve foi o tom de uma música baixa, mas de ritmo sedutor vindo do cômodo que brilhava em vermelho, seu coração falhou uma batida, e a ansiedade falou mais alto, fazendo-o adentrar o quarto rapidamente.
O local todo exalava sedução, que estava dando completamente certo visto que o auxiliar se encontrava completamente envolto pelo clima.
A cama espaçosa, as lamparinas vermelhas, o cheiro gostoso e afrodisíaco, taças e vinho sobre o criado mudo junto a um vidro que o pequeno reconheceu ser de lubrificante, a música e principalmente um Akira totalmente sexy. O lateral usava apenas uma calça folgada preta, o peito desnudo, tiras de couro com fivela em seus braços um pouco acima dos cotovelos e a recente faixa também negra no nariz, o cabelo loiro arrumado de maneira para parecer bagunçado... ainda bem que ele era só seu!
-Meu pequeno! – o maior falou de maneira carinhosa, um sorriso que era ao menos tempo meigo e indecente se formando em sua face, e então deu passos sensuais e másculos até o menor, parado no batente da porta. Os braços fortes rodearam o corpo sedutoramente tocando a cintura de leve e um beijo inebriante foi dado nos lábios entregues de Takanori que praticamente se agarrou a nuca alheia, se grudando no mais novo, desesperado por sentir mais daquele homem tão perfeito para si.
Com dificuldade o maior conseguiu livrar sua boca da do pequeno, descendo os lábios para a jugular pálida fazendo carícias ali, passando para a orelha, mordendo o lóbulo desta, ouvindo um gemido gostoso do menor e sentindo os braços deste fraquejar em seu corpo, aproveitando o desequilíbrio que o outro pareceu ter para passar seu braço direito pelas pernas do mais velho e pegá-lo no colo, ainda sem parar de lhe lamber e mordiscar o pescoço.
Takanori se agarrou mais a nuca do outro e sorriu minimamente com a posição, parecia uma criança, nos braços do lateral, parecia uma criança totalmente inocente, coisa que ele jamais foi.
-Vamos a nossa primeira vez, meu pequeno, vou te fazer todo meu! – sussurrou em seu ouvido, colocando-o sentado no colchão macio em seguida, beijando os lábios de leve. Akira pegou a taça e a garrafa de vinho, se colocando de joelhos sobre a cama, à frente do mais velho, sorrindo docemente para este, abrindo a garrafa com a boca e despejando o líquido tinto no cristal.
-Vamos beber? – o auxilliar perguntou malicioso.
-Mais ou menos isso! – respondeu pousando a garrafa no criado mudo, bebendo um gole do líquido, pousando uma mão no colchão, se aproximando mais do corpo menor, ficando entre suas pernas e procurando os lábios deste para um beijo. Invadindo a cavidade com a língua deixando um pouco do vinho passar para a boca do mais velho, um fiasco do líquido tinto escapando de seu ósculo e rolando pelo queixo de Takanori.
O menor foi deitando automaticamente com a sensação letárgica, a bebida misturada a saliva e o carinho da língua indecente do namorado o estavam deixando tonto, tonto de tanto desejo... queria aquele homem e como queria!
Sentiu o macio dos travesseiros em sua cabeça e deixou as mãos se colarem ao lençol, acima de sua cabeça, os braços dobrados, estava completamente entregue, como admitia não fazer antes, Akira poderia dizer que o levaria para Marte e viveriam lá que ele aceitaria, naquele momento ele queria ser do mais novo e nada mais.
-Gosta do vinho assim? – Akira perguntou logo que parou o beijo.
-Com você tudo fica magnífico! – respondeu quase que hipnotizado pelo namorado... como podia? Nunca tinha se sentido daquela forma antes! Tão excitado e bobo com apenas um beijo?
-Que bom que pense isto... por que eu vou ser a única coisa que você vai ter daqui pra frente! – ditou em um timbre forte, possessivo, másculo e... totalmente sexy.
-Ah! Aki... me faz seu por favor, me faz seu... eu não agüento mais! – o mais velho murmurou diante de toda imponência e sedução do namorado, queria senti-lo dentro de si, queria muito e queria logo, pena que os planos de Akira fossem outros.
O maior sorriu de lado, estava dando certo, ergueu o tronco e bebeu mais um gole do vinho, dessa vez engolido-o por completo e pousando a taça com o resto em cima do criado mudo ao lado.
-Você vai ser meu, Taka, mas antes... eu vou te enlouquecer! – falou convicto e roucamente, as palavras atingindo em cheio o menor que gemeu apenas com o som da voz do outro se contorcendo levemente, sua ereção já pulsava e ele ainda nem tinha sido tocado.
Os dedos grossos se puseram a desabotoar a camisa branca com detalhes pretos do menor... realmente o auxiliar estava lindo, totalmente violável, tinha se arrumado todo apenas para si? Saber disso quase tirava todo seu pouco controle, mas estava engajado completamente em tornar aquela noite inesquecível, então... tinha que se manter mais calmo e tirar o pensamento involuntário de tomar o outro para si o mais rápido possível.
Uma vez a camisa aberta, os dedos passaram para o cinto e o botão da calça, se desfez do zíper e não resistiu a um toque brusco no falo rígido do mais velho que esticava a boxer branca.
-Oh! Akiiii! Hum! – gemeu, abrindo mais as pernas e dobrando os joelhos, não oferecendo nenhuma resistência quando seu namorado começou a retirar seu jeans, deixando-o apenas com a roupa íntima na cor branca e a camisa aberta expondo seu peito e abdômen.
Reita parou para admirar o corpo menor, apesar de todas as agarrações que já tiveram era a primeira vez que via tanta pele exposta do outro...como tudo naquele demoniozinho tentador o enlouquecia! Que tivesse forças para seguir com o que tinha planejado porque estava realmente difícil não cair em cima do outro e terminar logo aquilo!
-Aki! – o baixinho chamou baixo, implorativo.
O mais novo levou seu dedo ao corpo do outro,enfeitiçado pela pele pálida, apenas passando de leve o indicador pelo abdômen, rodeando o umbigo, subindo para o peito, passando pelo pescoço, queixo e parando na boca semi-aberta em uma respiração rápida. Acariciou a tez avermelhada,os olhos escuros olhando fundo nos orbes do menor, seduzindo, torturando.
O indicador ganhou espaço entre os lábios, tocando a umidade da língua em uma massagem lenta, fazendo o mais velho inconscientemente lambê-lo. Adicionou o anelar às carícias prendendo o músculo molhado entre os dedos, abaixando seu tronco e seu rosto até a face alheia. A respiração do mais novo se chocou contra a pele do pescoço de Takanori, fazendo-o grunhir, como seu namorado conseguia excitá-lo tanto com coisas tão simples?
A mordida provocante foi sentida de leve em sua orelha direita e o pequeno emitiu um gemido estagnado pela prisão de sua língua. Contorceu-se em excitação quando a língua de Akira se enfiou minimamente em seu ouvido, as mãos pequenas indo direto para às costas deste, uma delas sendo retirada pelo próprio Reita que a imprensou de volta contra o colchão com sua mão livre.
Akira queria provocar, provocar até que seu baixinho não fosse mais capaz de pensar e pelo visto... estava bem perto de conseguir isso. Trilhou um caminho com os lábios passando pela jugular, acariciando de leve até chegar à boca, retirou os dedos, libertando a língua e adentrou na cavidade com a sua semelhante, mais um beijo foi iniciado enquanto os dedos molhados dançavam pela pele do mais velho, encontrando um de seus mamilos, apertando-os e acariciando-os ao mesmo tempo.
O baixinho se tencionou, as unhas marcando as costas malhadas do namorado e a perna direita se enlaçando no quadril entre suas pernas, puxando-o em direção ao seu corpo, sentindo com satisfação este tocar em seu baixo ventre, não era de ficar parado, nunca fora e com um homem desses ainda por cima...
Quase teve um infarto quando o mai novo respondeu bem à sua ousadia, agarrando sua perna com brusquidão, apertando-a mais em seu quadril e esfregando-se em si enquanto sugava todo seu ar em um beijo voraz. Por sorte Akira libertou sua boca uns segundo antes do pequeno realmente achar que iria morrer, pode respirar por um tempo, o ar lhe faltando novamente quando uma mordida delicada, mas dolorida, foi sentida em seu mamilo. Taka gritou, não se importava se estava fazendo um escândalo, simplesmente não queria conter a voz, não quando estava praticamente gozando por quase nada.
Minutos delirantes se passaram para o menor, entre carícias gentis e bruscas intercaladas em sua pele do peito unidas com o movimento intenso do quadril do outro sobre o seu.
-Taka... hum... quer que eu te chupe, amor? Você quer? – a voz sedutora estava próxima ao seu ouvido, se não fosse sua experiência no assunto e autocontrole com certeza Takanori teria gozado vergonhosamente agora.
-AH! Aki... por favor... me coloca em sua boca... ah! – pediu sem constrangimento algum, essa palavra dificilmente ocupava o dicionário do fisioterapeuta, e quando ocupa era extremamente raro.
- Hum!... você pode pedir melhor que isso amor... eu sei que pode.... – Akira continuou, as mãos saindo de onde estavam, indo até o cós da boxer do mais velho, abaixando-a atrevidamente, felando lentamente a ereção.
-Chupa meu pau, Aki... bem gostoso loirinho... por favor! – tentou mais uma vez, essa vez o tom indecente tinha uma ponta de infantilidade, o que agradou em muito o lateral.
Akira deu um risinho de lado e desceu rápido pelo corpo do menor, segurando o falo a frente de seu rosto... era a hora, não tinha feito isso antes, mas... tinha estudado bastante pelo namorado então... “Vamos ver se da certo!”
Lambeu a extensão com calma, se demorando na glande onde rodeou a cabeça provando do líquido que já saia dali. O fisioterapeuta se contorceu mais uma vez e se abriu mais, com certeza se Akira nunca tinha feito aquilo antes ele era muito bom aluno, como acertou tão bem o jeito que gostava?
Sugou a ponta, deixando o membro entrar de uma vez em sua boca, tentando relaxar a garganta e dar prazer ao pequeno que parecia estar em combustão, intimamente aquilo fez sua própria ereção pulsar. Realmente se fosse há algum tempo atrás jamais pensaria que estaria assim com outro cara, mas fazer o que? O baixinho o deixava louco, feliz, excitado, ansioso, bobo.... ah! Estava apaixonado não tinha dúvida, e de uma forma que jamais esteve antes... e era por isso que o gosto azedo em seu paladar parecia ótimo!
-Oh!... Aki!....ah!... eu...! – Takanori gemia em agonia, uma agonia prazerosa, os dedos puxavam os fios loiro com insistência, não queria acabar tão rápido assim, mas estava impossível se controlar...os movimentos em seu falo e a caricia de dedos em seu testículo... como o garoto podia ser tão bom naquilo?
O lateral sabia que o ápice do pequeno estava próximo, e era isso mesmo que queria, por isso não cedia ao puxão em seu cabelo e continuava com as carícias. Desceu seus dedos que acariciavam o escroto modesto para a entrada contraída do menor, circundando-a, apenas insinuando enfiá-lo ali, mas não penetrando-o de fato.
Era demais, para Takanori, não dava mais, em um gemido relativamente alto se deixou derramar na boca do namorado, não teve como segurar mais, não com tantos pontos erógenos seus sendo estimulados daquela forma.
Akira engoliu todo o líquido esbranquiçado, lambendo-o o falo por inteiro, libertando-o de sua boca e subindo pelo corpo alvo abaixo de si.
-Estou aprovado, meu pequeno? – perguntou com um sorriso malicioso, aproveitando-se do estado letárgico do outro para lhe dar um beijo lascivo.
-Ah!... Você é perfeito... perfeito! – respondeu em ofegos rápidos, tudo estava girando, tudo mesmo, em si só cabia aquela sensação ótima pós orgasmo.
-Hum!... Então o que acha de um agrado a mim também? – o maior perguntou insinuante, erguendo o tronco e sentando-se no colchão.
Takanori admitia não entender bem as palavras do namorado, estava inerte demais, flutuando naquele prazer incrível, mas o som de zíper se abrindo foi quase como um estalo para si... e um muito bom na verdade. Ergueu a cabeça, ainda meio zonzo, e foi impossível não morder os lábios com a visão de seu namorado retirando sua ereção pulsante para fora daquela calça indecente, acariciando-a de leve. O corpo do auxiliar se moveu quase que involuntariamente,sentando-se no colchão, pondo-se sobre os calcanhares, terminando de retirar sua roupa, jogando as peças para qualquer canto.
- Aki... – chamou em um murmuro atônito, seu olhar encarando o falo do maior... ah! O queria!
-Não quer fazer um agrado ao seu namorado?! – Akira perguntou fingindo-se desconfiado, mas era óbvio a implicação de suas palavras ali.
O menor não respondeu, apenas agiu, se colocou de quatro, abaixando o rosto até a ereção do namorado, segurando-a com cuidado, como se fosse uma criança segurando seu brinquedo favorito. Lambeu a glande com lentidão,o olhar fixo na expressão desejosa do outro e foi afundando o membro em sua boca... era grande! Tinha que dar o seu melhor!
Um grunhido grave saiu da garganta do maior, este apoiou as mãos no colchão, deixando seu corpo cair um pouco para trás, o olhar fixo no quanto o namorado parecia pervertido e fofo fazendo aquilo! Realmente... ah! Ele o enlouquecia.
O agrado no mais novo já alcançava um ritmo rápido, Akira sentiu que iria gozar, mas não agora, não queria gozar ali. Puxou com certa falta de carinho os cabelos do namorado, ao contrário de si, o pequeno não conseguiu resistir à força empregada e acabou libertando a ereção de sua boca. Um resmungo leve de dor foi ouvido, mas um risinho sacana também foi uma vez que o pequeno pode entender o estado em que seu lindo namorado másculo e meigo estava... desesperado. Sabia que o mais novo estava desesperado para entrar em si. E foi com o mesmo sorriso nos lábios que se soltou calmamente da mão violenta em seu cabelo, virou-se de costas, apoiou a cabeça e os braços no travesseiro, empinando-se para o lateral, rebolando sugestivamente.
-Aki... o que acha de gozar em mim?... hum!... aqui dentro Aki... bem aqui! – gemeu infantilmente, levando um dedo a sua entrada, apontando-a de maneira descarada.
-Seu... demoniozinho! – Akira gemeu entre dentes, se apressando em pegar o frasco de lubrificante, despejando-o sem modéstia na mão, colocando-se se joelhos atrás do menor, levando dois dedos ao orifício rosado, penetrando-o com calma apesar de uma explosão insistente estar dentro de si... tinha que ser o melhor, seria o melhor que o mais velho já teve, e depois... seu pequeno jamais seria capaz de trocá-lo por alguém, jamais.
Trabalhou do jeito que achara melhor em alargar o menor para recebê-lo, o terceiro dedo já estava junto aos primeiros e seu Taka gemia sem pudor, falando obscenidade que só o deixavam cada vez mais agoniado para se afundar no corpo do namorado. Não agüentava mais, esse pequeno iria ser seu, e seria agora.
Retirou os dedos bruscamente, quase que simultaneamente encaixando seu membro já lubrificado ali. O menor se arremetera para trás em um rebolado indecente ao perceber que finalmente seu namorado o faria dele.
Antes de consumar o ato, Akira se abaixou sobre as costas do menor, chegando ao ouvido deste, dando um leve beijo na tez pálida antes de falar.
-Meu pequeno... eu amo você! – sussurrou carinhosamente, começando a penetrá-lo logo em seguida com o mesmo carinho de suas palavras.
Takanori se contorceu, não doía o suficiente para ser considerado ruim, era um incômodo gostoso, um preenchimento prazeroso e uma sensação ótima. Ele ouvira mesmo o que achou que ouviu? Ah! Akira realmente era perfeito, totalmente perfeito para si. Um gemido agudo intencional saiu de seus lábios e o menor virou o rosto de lado para ser capaz de mirar o seu Aki.
Ainda rente às costas do outro, o maior começou a se movimentar, um começo lento, sentindo e aproveitando bem toda a temperatura e textura do interior de seu pequeno.
-Taka... você... é tão quentinho! – pronunciou em uma voz murmurada, dando mais uma investida dentro do menor, levando sua mão, apoiada no colchão, até a mão do namorado, segurando-a firme entre a sua, ele também estava se sentindo tão bem quanto si?
O pequeno não conseguiu responder... estar assim, com seu namorado, finalmente... ah! Seu Akira era maravilhoso! Sentia mais que nunca aquilo...tinha certeza, nunca fora igual, apesar de todos seus relacionamentos, nunca se sentiu melhor ao estar sendo abraçado por alguém.
A velocidade irremediavelmente foi aumentando de acordo com a necessidade que seus corpos pediam. Akira em dado momento começou a felar a ereção do namorado, um movimento que consideraria até mesmo inconsciente, visto que o que mais lhe dava prazer era saber que seu pequeno também desfrutava do ato.
Os dois se chocavam, com desejo, poderia dizer-se que Takanori era um tanto escandaloso em seus gemidos, mas para Reita a voz do namorado apenas lhe enchia mais de êxtase,ternura... para o maior, aquilo estava sendo de longe a melhor experiência de cama que já teve... estava ansioso para repeti-la várias, e várias vezes até que... o fim chegasse. Não era bobo o suficiente para acreditar no “pra sempre”, mas naquele momento... realmente gostaria que ele existisse.
-Aki...amor....ah!... você... é ótimo..... hum!...me deixa...me deixe...ah!...coman...ah!... – o menor tentava um pedido em meio aos gemidos descontrolados, o namorado lhe acertava tão frequentemente ali dentro que estava difícil até pensar, mas... queria.. queria ver seu Akira se rendendo à si.
Mesmo que o pequeno não tenha conseguido terminar o pedido, Akira o entendeu. Deu um sorriso de canto, quase se esquecera que o namorado era mais velho, mais experiente, e como tal gostaria de ficar por cima.
Retirou-se do outro em meio a uma investida, o que arrancou um resmungo involuntário do pequeno. Sentou-se no colchão, sorrindo docemente para o namorado que erguia seu tronco e se virava de frente para si
-Venha, meu pequeno! – chamou de forma calma, fazendo um leve movimento com o indicador que acompanhava suas palavras.
Takanori sorriu, e com certeza, havia mais do que malícia naquele sorriso. Engatinhou felinamente até o namorado, mantendo um contato visual intencional, apoiando suas mãos nos ombros largos, encaixando seu quadril em cima do outro, deixando suas pernas ajoelhadas uma de cada lado, beijando os lábios indecentemente enquanto levava uma de suas mãos ao falo rígido do namorado, encaixando-o em sua entrada, sorrindo mais uma vez antes de se deixar pressionar para baixo, fechando os olhos com a sensação boa de novamente ser preenchido.
-Huuum!... Taka! – gemeu grave e baixo, agarrando a cintura pequena em quase um reflexo, se extasiando quando o menor começou a se movimentar.
E agora era o mais velho quem ditava o ritmo. “E como ele é bom!” pensava Akira. Já não conseguia mais nem se situar direito devido todo calor e letargia que sentia, mais um pouco e já não conseguiria mais se segurar. Takanori se movia em frenesi em seu colo, subia e descia com toda sedução e experiência que tinha, os dedos pequenos puxavam seu cabelo e a boca arfante se mantinha estrategicamente rente ao seu ouvido.
As mãos grandes do mais novo não se constrangiam em apertar as nádegas do namorado, assim como a boca não se cansava de marcar o pescoço e ombro, ah... estava enlouquecendo! Akira tinha certeza disso! Queria enlouquecer o mais velho e acabou preso em correntes de prazer.
-Hum!... Taka!... Oh!.... Caral...- gemia num desespero de excitação, apertava e mordia mais qualquer pedaço de pele que conseguia, aquilo com certeza deixaria marcas visto que já era possível ver vermelhidão na pele alva do menor.
-Aki.... Ah!... eu... – Takanori correspondeu aos gemidos, mas dessa vez em uma voz baixa, diferente daquela que estava usando até agora, queria dizer... tinha que dizer... sentia que isso faria o loiro muito feliz e... de alguma maneira, pela primeira vez em sua vida, sentia que sua felicidade estava na felicidade de outra pessoa... na felicidade dele – eu... amo...você! – terminou em um gemido doce e meigo, apesar da situação em que estavam.
“Ele... disse...?” Akira se perguntou por um segundo, parando totalmente o quadril do namorado em seu colo. Puxou levemente o corpo do outro para trás no intuito de que este lhe mostrasse o seu rosto. O menor não resistiu, apenas olhou fundo nos orbes escuros, e demonstraram exatamente o que Akira buscava. Não era coisa de momento, não era porque estava em um ápice de prazer... era inteiramente...verdadeiro e sincero.
Um sorriso caloroso foi trocado. O Corpo do menor foi conduzido gentilmente a se deitar com as costas no colchão sem sequer desfazer a conexão entre seus corpos. Um beijo doce foi depositado nos lábios pequenos e os movimentos de copulação retornaram em um ritmo agradável, não frenético e nem lento, apenas agradável!
-Eu amo você, eu amo você... – Akira cochichava baixinho no ouvido do namorado, este respirava pesado no seu e abraçava suas costas com carinho, afinal Akira sempre era opostos em sintonia, duro e gentil, adulto e criança, sexy e fofo, pervertido e inocente... e no meio de todo prazer o menor sentiu que a candura, não muito comum de si, era algo que queria usar naquela hora... não era sexo, era amor.
E foi repetindo vários “Eu amo você” no ouvido do namorado que Akira atingiu seu ápice, se desmanchando no interior de seu baixinho, contente em perceber que o mais velho chegara ao seu segundo ápice da noite logo após a si...
Completo. Sempre ouviu falar que o amor lhe fazia se sentir completo... agora sabia que era verdade!
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