Go To Hell
2 Destruction
“Olá, meu nome é Simon...À mais ou menos cinco anos, o mundo provou do verdadeiro inferno, quando uma maça estranha trouxe com elas, máquinas robóticas que em quase um ano pulverizou mais de um quarto da população Mundial , agora, cinco anos depois, os um quarto que restam da raça humana lutam contra essas máquinas buscando o fim desse inferno, e eu contarei com todos os detalhes essa árdua batalha buscando um futuro melhor...Meu Nome é Simon, e eu vou contar a você o nosso possível fim.”
Mais uma vez o sol nascia na cidade de Nova York, e mais uma vez eu levantava da cama para ir ao colégio, nada de diferente na vida de um garoto de doze anos e meio, digo, o que seria diferente disso? Não à nada de diferente da vida de todos os garotos de minha idade, tenho um pai e uma mãe que vivem juntos, sem dramas complexos como um divórcio a caminho ou coisa parecida, tenho uma irmã mais nova que é o centro da atenção, uma verdadeira miss dentro de casa, nada de diferente não é? Pois bem, então vamos pular essas coisas chatas de começo de história, isso não importa.
Meu nome é Simon, o sobrenome não interessa, minha família não é conhecida nem nada para ter a obrigação de dizer meu sobrenome, moro em Nova York a famosa cidade, conhecida pelo mundo todo, centro da atenção de muitos turistas, enfim, coisa um tanto exagerada para mim, até porque para quem vive aqui é sempre a mesma coisa, é como se vivêssemos no interior, ou como você, vivendo em sua cidade, em seu País, não é muito incrível assim.
Estudo em um colégio misto, normal, com pessoas chatas, legais, bonitas, feias, à professores legais outros nem tanto assim, nada de muito anormal, não é como se todos os dias um dos professores entrasse na sala de aula e desse um tiro na própria cabeça porque perdeu a mulher, nada disso, é só um colégio normal, nada de diferente de uma vida de merda, assim como a sua, por exemplo. Meu pai é um cara qualquer, que trabalha em uma empresa qualquer como mais um dos empregados de meia idade, minha mãe é dona de casa, passa o dia todo cuidando e mimando minha irmã, que tem apenas cinco anos.
Tenho amigos e ninguém vive me enchendo no colégio, até porque a última vez que isso aconteceu, eu quebrei o braço do idiota que me irritou, não sou muito de ficar de brincadeiras idiotas com as pessoas, gosto de zoar com meus amigos, mas prefiro algo mais calmo de vez enquanto. Faço aulas de Kong Fuu durante os fins de semana, é uma arte que aprecio então, acho que não à problemas em fazer, não é?
Enfim, o dia havia apenas começado quando entrei no carro do meu pai, minha mãe e minha irmã estavam no carro naquele dia, tinham que ir para o centro da cidade sabe se lá fazer o que, não fico perguntando a minha mãe o que ela faz, afinal, não entenderia mesmo, nunca entendo minha mãe, e pelo que sei, nem mesmo o meu pai, os dois tem quase vinte anos de casados e ele ainda erra no presente de aniversário de minha mãe, então, não forço para aprender isso, para mim é irrelevante.
Mas gosto de prestar a atenção nas coisas ao meu redor, em como minha irmã gosta de uma boneca de pano que ganhara de nossa avó quando a visitamos no Canadá, em como os olhos de minha mãe brilham quando o sol bate em seus olhos verdes ou em como meu pai tinha um sorriso alinhado e branco com uma leve covinha no canto direito da boca, era interessante ver como o tempo para meus pais passavam diferente para ambos, minha mãe, ainda com uma face jovial, sem quase nenhuma ruga, sorriso sempre colorido com seu batom vermelho, já meu pai com sua barba rala e começando a ficar branca, seus olhos cansados pelo trabalho excessivo, pés de galinha no canto dos olhos se faziam quando ele sorria, alguns fios de cabelo branco perto das costeletas, tinham quase a mesma idade, mas seus rostos demonstravam quase um mundo de diferença na idade.
Quando chegamos ao meu colégio, eu dei tchau para eles que partiram, fiquei vendo o carro sumir no final da rua, e ao mesmo tempo outros carros formavam fila para deixarem seus filhos também, arrumei minha mochila nas costas e adentrei o portão, falei um "oi" simples ao porteiro do colégio, era o Ted, um cara gordo viciado em joguinhos no celular, ele nem mesmo se importava se alguns dos alunos decidisse sair pelo portão, acho que nem se quer veria por estar focado no celular, fico imaginando se em um apocalipse zumbi ele faria pelo menos metade do que ele faz em seus jogos do celular, sorrio, provavelmente passaria o apocalipse zumbi olhando para a tela do celular e nem veria as pessoas morrendo a sua frente.
Fui para minha sala e me encaminhei para minha carteira, deixei minha bolsa e sorri para meus amigos que me chamavam, falavam de depois da aula ir andar pela cidade com seus hoverboard, eu nem ao menos queria ouvir, como minha família não era rica, era apenas mais uma família de classe média, não podia simplesmente pedir aos meus pais um skate como aquele, se pedisse eles teriam de vender o carro, a casa, e talvez um rim para conseguir comprar, enfim, conversava animado e normalmente com meus amigos, logo nossa professora entra e começa a aula, nada de mais acontece naquele dia, as aulas foram normais, chatas e tediosas, o recreio foi tranquilo, ninguém precisou quebrar braço de ninguém dessa vez, e o resto da tarde também.
Mas foi no fim da tarde, quando meus pais vieram me buscar que algo nunca visto na vida aconteceu e mudou toda uma história, todo um futuro, todo o mundo...
—Pai, o que é aquilo?-minha irmã perguntou apontando para nossa frente, olhamos para lá e vimos uma estranha luz branca e densa cegar por instantes nossos olhos, meu pai estacionou o carro no acostamento e descemos do carro quando vimos, assustados, os prédios ao redor daquela luz serem engolidos, em seguida o chão ao redor desaparece a nossa frente, uma enorme cratera aparece fazendo tudo ser engolido, uma estranha explosão de energia faz as coisas ao redor ondular como papel, em seguida todos os vidros se quebram, e posso dizer que essa ondulação se estendeu por toda a cidade de Nova York, pessoas apavoradas gritavam e corriam por todos os lados, eu, perto dos meus pais e abaixado por conta da chuva de cacos de vidros que caiam, olhei para cima no momento em que uma maça negra em forma de furacão sai de dentro daquela cratera e subindo aos céus, ao olhar para aquilo senti meus olhos e nariz arderem com o forte cheiro de sangue e carne pobre que exalou para todo canto, tapei minha boca e em seguida pude ver espécies de rostos com olhos brilhantes no meio daquela fumaça ou seja lá o que fosse, eu estava apavorado, nunca senti tanto medo como naquele momento, todo o céu se preencheu com aquela escuridão pútrida, e no fundo eu sabia que o fim do mundo estava acontecendo.
Assim que o céu ficou escuro por completo, ouvimos um silvo vindo do fundo da terra, mais precisamente do centro daquela cratera, barulho de metal rangendo e estranhos sons robóticos começavam a se aproximar da borda da cratera, vimos criaturas, robôs ou máquinas saírem de dentro do buraco, tinham o corpo parecido com pessoas, mas seus corpos eram de metal, seus olhos vermelhos como dois pontos de luz olhavam para todos nós, frios, eram magros e seus rostos tinham a forma de uma caveira de metal, a cada passo que davam para fora daquela cratera seus pés afundavam no asfalto, tudo se manteve em silêncio total enquanto eles saiam, mas após um grito agudo de uma mulher ao lado fez os olhos de todos se voltarem para ela, como robôs, eles se viraram para ela e marcharam em sua direção, estendendo o braço direito para ela, pude ver um buraco na mão daquelas coisas, e quando seus braços tremeram uma luz branca brilhou da palma de suas mãos, foi algo rápido, um raio saiu daquele buraco e pulverizou completamente a mulher que gritara, nem mesmo suas roupas sobraram.
Não deu outra, saímos correndo desesperados para nos salvar daquelas coisas, mas por mais que corria, não conseguia desviar os olhos daquelas máquinas, elas eram assustadoras, e estavam trazendo o caos por toda parte, pulverizavam as pessoas ao meu redor, mesmo assim eu as olhava, as encarava, gravava cada detalhe deles, sentia que aquilo seria útil para mim, e eu estava certo, aquilo realmente seria útil para mim algum dia.
Meus pais cortaram a rua ainda correndo, as pessoas se juntavam desesperadas para poder se esconder, as máquinas vinham voando acima de nós lançando seus raios em cima de tudo que corria, estava ficando cada vez mais difícil de correr, as pessoas empurravam a todos tentando fugir, via as costas de meu pai segurando minha mão e abrindo caminho com o braço, ele era mais uma das pessoas que empurravam aqueles que passavam em sua frente, mas não os culpava, estavam apenas tentando salvar suas vidas e as vidas de suas famílias, olhei para trás no mesmo momento que vi uma garotinha cair no chão, sua mãe tentava voltar para salvá-la mas estava presa entre as pessoas, um aperto se fez ao ver o rostinho da garotinha encharcado de lágrimas enquanto se levantava e tentava correr para perto de sua mãe outra vez, olhei para cima e percebi que uma daquelas máquinas apontava seu braço para a garotinha, arregalei os olhos me desesperando, tentei puxar minha mão mas meu pai a apertou mais.
–Não vai adiantar! Ela já está morta! Apenas corra por sua vida Simon!-ele disse me olhando por cima do ombros, trinquei os dentes e fechando com força os olhos continuei correndo, escutei a mulher gritar desesperada, chamando por sua filha, em seguida um segundo grito, ela gritava “não” com tanta força que tinha quase certeza de que sua garganta sangraria, abri os olhos novamente olhando para trás e só consegui ver de relance um coelho de pelúcia onde a garotinha estava, apertei os olhos, porque aquilo estava acontecendo com todos nós?
Quando finalmente chegamos na esquina, meu pai parou cansado e arfando, ele olhava para todos os lados, seus olhos procuravam no meio da multidão minha mãe e minha irmã, só então percebi que havíamos nos separados, por conta de toda aquela multidão acabamos indo um para cada lado, e eu nem ao menos sabia se ainda estavam vivas, mas com um sôfrego meu pai e eu avistamos as duas correndo mais a frente, meu pai chamou por ela enquanto voltava a correr, ela tinha minha irmã no colo, enquanto corria o mais rápido que conseguia, meu pai continuava a chamar, mas por conta de todo aquele desespero ao nosso redor, ela não escutava, corremos o mais rápido que conseguimos tentando desviar de todas aquelas pessoas.
–MARY!!-meu pai gritou, no mesmo momento que ela olhou para trás olhando para nós vi que chorava, assim como minha irmã, ela parou e sorriu aliviada ao ver que estávamos vivos, meu pai sorriu e quando estávamos quase ao seu alcance um raio branco atravessou as costas de minha irmã e o peito de minha mãe, ela arregalou os olhos, paramos de correr atônitos, naquele momento quando vi minha mãe e minha irmã se transformarem em pó parecia que estava tudo em câmera lenta, eu não conseguia acreditar, escutei o urro de dor de meu pai ao meu lado, mas sua voz estava distante, olhei para ele e vi seu rosto se distorcer em um grito desesperado, olhei novamente para frente onde deveria estar minha mãe e minha irmã, vi apenas pessoas correndo por cima de onde elas estariam, olhei para trás vendo uma daquelas coisas apontar seu braço para mim, pisquei e senti um empurrão, caí sentado no asfalto, vi meu pai tropeçar enquanto cambaleava contra aquelas coisas, ele tinha pedras em mãos e foi com elas que ele atirou naquelas máquinas, acertando uma na mesma que atirou em minha mãe-VENHAM ATÉ MIM SUAS MALDITAS MÁQUINAS!!! DESGRAÇADOS!! IMUNDOS!!-meu pai gritava enquanto jogava mais pedras, estendi minhas mãos para meu pai tentando alcança-lo, tentando impedi-lo, mas não conseguia me mexer, a máquina olhou para meu pai que urrava de ódio para ela e estendeu seu braço para meu pai.
–Pa...-não terminei, o raio atravessou meu pai na cabeça, antes que seu corpo caísse no chão ele se transformou em pó, fiquei ali, sentado, atrás de um carro olhando para o pó que era levado pelo vento, sabendo que aquele era meu pai, um homem qualquer, no meio de uma multidão com outras pessoas qualquer, olhei para cima vendo a máquina me olhar, ficamos por cerca de dez segundos nos encarando, ou no caso, fiquei olhando para onde deveria ser os olhos daquela coisa, em seguida ela estendeu sua mão direita para mim, e não pude fazer nada a não ser girar o corpo me levantando rápido, sai correndo em seguida por de trás dos carros, eu não pensava em mais nada, só pensava em correr, correr o mais rápido que eu conseguia, eu tinha que sobreviver, eu tinha que sobrevier para lutar, com os punhos cerrados e com um grito em minha garganta eu disparei pelas ruas cheia de pessoas, decididos a viver, a sobreviver ao que eles derem, decidido a acabar com todas aquelas máquinas malditas.

Fale com o autor