Glória - Antologia Poética
11 GUERRA
Notas iniciais
O vento é frio e o céu é nublado, quase negro;
Calados, concentrados... O som de algumas armaduras sendo ajeitadas,
espadas sendo afiadas, e em lanças posta a fé, a esperança na vitória.
É chegada a hora...
Os cavalos estão agitados, e os homens com medo.
Rezam pela vida de seus companheiros de canções a fogueira,
a noite, pelos amigos de cabarés e bebidas;
Mas rezam, antes tudo, pelas próprias vidas.
Mas de alguma maneira sabem, que qualquer prece em vão.
Os peitos aflitos reconhecem,
Em breve, qualquer lâmina pode perfurar seus corações!
O olhar centrado no alvo das flechas é constatemente interrompido pelas gotas de suor que vem das testas quentes...
A desistência impossível e a batalha eminente faz um só pensamento prevalecer:
Matar ou morrer!
Chega então o general triunfante, que com um grito puxa a todos de seus pensamentos finais;
Olha para cada homem que o venera atento,
Em alguns sente o receio e em outros a força da vontade...
Então fita o céu escuro por vezes iluminado pelos temíveis relâmpagos, e lembra,
Que até o fim, perderá mais que a metade.
Ainda assim, acorda neles o demônio da coragem,
Lembrando-os de que não lutam ali por eles e que suas vidas de nada importam;
Lutam pelas crianças que almejam sonhos pro futuro,
Pelos sábios idosos que querem apenas viver os restos de seus dias em paz,
Pela pátria, pelo rei e sua rainha, e por fim, por aquelas mulheres que os esperam aflitas, Derramando as lagrimas do receio no ombro dos velhos pais.
Basta! O sangue esquenta e cada coração acelera o ritmo das batidas;
As mãos tremulas ganham força e imponência;
Cada arma agora parece ser capaz de degolar um deus,
As nuvens abrem uma brecha para o sol que quer presenciar a chacina;
Os cavalos estoram em fúria! Os gritos de bravura ecoam em todo Universo,
No horizonte o inimigo já aparece,
Em cada guerreio uma faminta fera,
Querendo beber sangue e comer corpos,
O mundo treme – É guerra!!!
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