Glória - Antologia Poética
21 Amor vampírico
Ela vem da sombra alimentar meu desejo,
Pouco a pouco suga meu sangue eminha paz;
Com medo, não revelo meu amor em segredo,
E assim, pouco a pouco mais amor e receio ela me traz.
Não nego que possa ser um anjo – A mais bela!
Mas o qual o motivo de tanto me torturar?
Deve ter sido deposta e jogada na terra!
Vingando seu ódio me fazendo amar...
Se for das trevas, vem do mais profundo abismo,
De olhar divino! Lindo! Porém mortiço...
Fazendo dela a mais linda das mulheres
Tendo ela o mais aconchegante e misterioso sorriso.
Deve se tambem, alguma deusa encarnada;
Não me espantaria se revelasse ser Afrodite;
E se fosse a morte nos teus braços eu me jogava!
Implorando por um beijo frio, e que levasse minh'alma.
Agora se for humana – Por Deus! A vida é bela!
Esse pai amigo esculpiu a mais bela das criaturas:
Obrigado Senhor! Por me fazer cair no encanto dela,
Por indecisão que carrega esta minha figura.
Aqueles simples gestos com o cabelo – Escravizam!
Jogando qualquer poeta louco ao chão;
Beijando-na os pés e cumprindo qualquer desejo,
Dando-na em sacrificio o mais vivo coração.
Não estando perto dela os dias perdem o sentido,
E o peito vai parando como quem quer morrer;
Então ao presencia-la inspira e alegra o coração aflito,
Acelerando as batidas voltando a viver.
Implorando carinho, meu corpo agoniza solidão;
Frio! Tenso! Só o toque dela é cura rápida e efetiva;
Só aquela imponente presença me puxa da temível depressão,
Só beijando aquela boca encontrarei sentido na curta vida.
Te entrego manso, meu sangue fiél,
Vamos juntos ao além-morte, rumo ao infinito!
Levando apenas o meu amor platônico,
E teu inscessante e sanguinário amor vampírico.
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