Glee - Nova York Nova York
1 A Decisão
Notas iniciais
Rachel encontrava-se deitada em sua cama, no apartamento recém arrumado com suas coisas fofas e infantis. Pensava em como não conseguia dormir. Talvez fosse a pressão. Talvez fosse a ansiedade, ou até mesmo o medo da cidade nova. Sua colega de quarto ( Rachel ainda não decorara seu nome) apenas gemia, e gemia alto. Foi aí que Rachel percebeu porque não conseguira dormir, por causa dos gemidos, e da desconfiança sobre o parceiro da colega. Seus pertences eram muito caros para serem roubados. Eles tinham um valor sentimental imenso, pois a grande maioria, continha fotos de seu namorado ( ou talvez ex?) Finn Hudson. Rachel tentou livrar sua mente de todas as preocupações, virou-se para o lado e tapou os ouvidos com o travesseiro. Aí foi moleza, descansou sem nem mesmo lembrar de Lima, Ohio.
Quando acordou, Rachel estava toda dolorida, seu colchãonão era tão macio quanto de sua casa, e seu travesseiro, não era de penas de ganso, o qual ela estava acostumada. Ela fez seu ritual matinal de beleza, vestiu suas meias 3/4 , seus sapatos lustrados, sua saia e blusa, e então, sua boina vermelha. Ela tinha uma lembrança recente desta boina. O trem. Finn. Ela fez um gesto de não com a cabeça, e então foi para o Central Park, dar um passeio, e talvez parar na Starbucks para tomar um café. As pessoas a olhavam com um ar de desconfiança. Outro ponto para Lima. Naquela cidadezinha, todos a conheciam, a pequena grande estrela que recebeu seu primeiro prêmio de canto aos seis meses. Novamente, tentou esquecer tudo aquilo. Passou na Starbucks, foi menosprezada por pelo menos três pessoas, comprou seu café, saiu, e foi se sentar em um banco na praça. As lágrimas começaram a escorrer.
Rachel estava sozinha, desamparada. Nunca se sentira tão sozinha em toda sua vida. Pegou seu IPhone, deslizou os contatos até Finn Hudson. Não, ela prometeu a si mesma que não ligaria para ele. Ela queria, mas não podia. Ela saiu correndo, e chorando para seu dormitório. As pessoas no corredor a olhavam com cara de nojo. Ela não suportava mais isso. Ela precisava do carinho de seus amigos. Ela precisava dos conselhos de Kurt, dos comentários nada inteligentes da Brittany, precisava do incentivo do Mr. Schue. Precisava do Finn.
Ela chegou em seu quarto, trancou-se, ligou seu notebook para ver se alguém do McKinley estava online. Ninguém, óbvio. Todos deviam estar ocupados, estudando, cantando, ou apenas, dormindo. Que tola ela era. Ela precisava continuar seu sonho, ou voltar, e ser uma perdedora de Lima. Uma escolha em suas mãos. Ser fraca, e retornar? Ou ser forte e continuar? Limpou suas lágrimas, fechou seu notebook. Foi ao banheiro, pegou sua escova de cabelo, e começou a cantar On My Own. Foi nesta música que tudo começou. Após terminar de cantar a canção, voltou para sua cama, olhou para a foto de Finn, e disse:
–Eu não vou desistir. Pelo menos não desta vez.
E assim saiu do quarto, seguido pelos gemidos da colega cheia de parceiros.
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