Notas iniciais
Oie pessoal! Ainda bem que deu tempo de postar hoje! Ficou um pouco maior do que eu esperava, mas ainda tem muita coisa que eu quero botar aqui.
Pensamentos em itálico: Rachel, só nao sao da Rachel se ela nao estiver na cena. Espero que nao fique confuso. Obrigada pelos comentários.
Boa leitura.

O motor da Ducati de Rachel começou a reclamar a medida em que a menina se aproximava do colégio Mckinley. Um ronco alto foi ouvido quando ela dobrou a direita e entrou na rua da escola. A moto morreu, e Rachel entrou em desespero.

Bebê? Não. Não faz isso comigo! Não me abandona.

Rachel desceu da moto e analisou-a de perto. Estava tudo tão bem até agora, mas tinha que acontecer mais alguma coisa errada na vida de Rachel Berry.

Droga! Vou ter que ir andando!

A morena colocou as mãos em volta da moto e foi empurrando ela até o colégio com todo o cuidado do mundo. Ao chegar recebeu alguns olhares curiosos. As pessoas olhavam para ela e começavam a cochichar. Aquilo já estava aborrecendo a pequena, mas quem ela podia culpar? Estava com os braços arranhados e a moto visivelmente prejudicada.

Ai ai! Vai ser um longo dia! Começou bem Rachel!

Ela foi andando até as portas da escola de cabeça erguida, não iria se deixar intimidar por ser novata. Adentrou as portas para um corredor abarrotado de alunos. Andou se desviando de meia dúzia de alunos e chegou a um corredor mais sossegado.

Onde fica a a sala do diretor?

Rachel enfiou as mãos nos bolsos a procura de um papelzinho que Shelby havia lhe deixado para entregar para o diretor Figgns. E parou de procurar quando sua mão bateu de encontro a um objeto fino de ouro.

Quase tinha me esquecido de você! É ouro puro! Vai dar uma boa grana para eu consertar a minha pretinha.

A revolta de Rachel era tão grande que quando tinha 14 anos começou a fumar e a roubar jóias de turistas em Nova York. Viraram dois robbys nada saudáveis da morena. Para vender as jóias ela ia até uma lojinha de um vigarista muito conhecido da cidade e ele lhe mostrava o que era ouro e o que não era. Ela dava o objeto e ele lhe dava o dinheiro em troca. Hoje em dia era fácil ela reconhecer o que era verdadeiro e o eu não era quando se tratavam de jóias. E aquela jóia oportuna iria ajudá-la a restaurar sua preciosa moto.

Rachel virou mais um corredor, lendo os letreiros para identificar as salas a procura da sala do diretor, quando de repente ela avistou uma loira familiar no final do corredor.

Não pode ser! Será?

A loira estava de costas para Rachel, mas a morena a reconheceu pelas roupas.

Bom, por sua culpa a minha bebê ta inativa! Você me deve uma, loira! Eu salvei sua vida, me ferrando e ferrando a minha paixão! Ela tem que me levar a sala do diretor, é o mínimo que ela pode fazer.

Rachel deu mais alguns passos em direção a loira. Até que estacou no lugar quando se lembrou de um detalhezinho muito importante. Qual era o nome dela mesmo? Ela não disse, disse?

Droga essa cidade ta prejudicando meu QI!

A menina loira ameaçou sair andando e Rachel gritou a única coisa racional que lhe veio a mente.

_ Garota da estrada! _ gritou a plenos pulmões. Mas a outra não ouviu e dobrou o corredor. Rachel fez que ia segui-la até que um borrão vermelho e branco entrou no seu caminho.

_ Quem você pensa que é para gritar na minha escola?_ perguntou um latina irada, com as mãos na cintura e olhar penetrante.

_ AH! Então você deve ser o diretor Figgins!_ falou Rachel carregada de sarcasmo._ Achei que o senhor tivesse mais volume entre as pernas!_ terminou a morena com um sorriso vitorioso.

Santana Lopez ficou vermelha cor de fogo.

_ Quem você pensa que é?_ Santana se aproximou da morena, estavam numa proximidade perigosa.

_ Eu? Ninguém! Mas se o senhor diretor quiser se passar por mulher..._ e Rachel deu uma pescadinha._ Sugiro que aumente o volume na parte de cima, desse jeito o você não convence ninguém.

Imagina quando você esta prestes a matar uma pessoa? Pois é.

_ Anã, meça as palavras!_ Santana cerrou os punhos, estava prestes a dar uma surra naquela baixinha prepotente._ Quem você estava procurando?

_ Osama Bin laden! Agora saia da minha frente!

Então o circo se fechou. Santana levantou o punho em direção a Rachel que não se moveu. Fazia tempo que a morena não brigava, não iria fazer objeção a um pouco de adrenalina nas veias, e é claro, uma forte dor de cabeça para Shelby quando ela recebesse uma suspensão no primeiro dia de aula.

O punho de Santana desceu do ar como um foguete em direção ao rosto de Rachel, que aguardou ansiosa por um impacto, que nunca veio.

Uma menina loira de cabelos presos segurou o braço de Santana antes que essa pudesse desferir um soco na outra.

_ Sant!_ perguntou sua namorada. _ O que você ta fazendo?

_ Britt! _ Santana abaixou o braço na mesma hora._ Eu estava... malhando, dando socos no ar! É um ótimo exercício!

Santana deu seu melhor sorriso. Rachel achou a cena ridiculamente estranha, mas não se pronunciou.

_ Sant! O arco-íris apareceu, vamos correr até o final dele para achar o pote de ouro?

_ Claro linda, vai indo na frente!

E Brittany saiu saltitando do local.

Qual o problema desse pessoal? Lima definitivamente não faz bem para o cérebro.

_ Deu sorte nanica, que minha amiga precisa de mim. E é só por isso que você não vai levar a surra que merece. Acho melhor você tomar mais cuidado da próxima vez.

Amiga? Sei!

_ Agora volta pro seu jardim anã!

Anã? Vou te mostrar a anã!

E Rachel ameaçou a voar em Santana quando a morena virou as costas. Mas foi impedida por braços fortes e a boca fora tampada por uma mão suave. Santana nem percebeu a ação da menina e sumiu pátio afora.

_ Você não vai querer arrumar problemas com ela no primeiro dia de aula!

E Rachel foi liberta.

Quando a morena se virou deu de cara com a garota loira de mais cedo. A raiva lhe subiu a cabeça instantaneamente.

_ Quem você pensa que é pra tentar me conter?_ Rachel perguntou de maus modos, encarando os olhos avelã.

_ Eu só quis te ajudar!

Quinn defendeu-se; a morena bufou e virou os olhos.

_ Não pedi sua ajuda!_ Rachel fechou os braços ao redor do corpo e fez um bico, estava parecendo uma criança que perdeu um brinquedo.

Quinn se segurou para não rir. Era estranho como aquela baixinha tinha o cômico hábito de lhe fazer rir. Coisa que ela não fazia; espontaneamente, a muito tempo.

_ Só um conselho, não arrume briga com ninguém que use uniforme vermelho!

Quinn falou simples, tentando passar segurança para a outra.

Anotando mentalmente: Vou infernizar todos que estiverem de vermelho a partir de hoje!

_ Como assim com uniforme vermelho? _ perguntou a morena ainda de cara fechada.

_ Por exemplo; aquela menina que você acabou de esbarrar. As líderes de torcida e os jogadores de futebol.

_ Tinha que ser! _ Rachel pensou, alto demais.

_ O quê?_ Quinn ergueu uma sobrancelha.

_ Essas líderes de torcida são todas umas vadias!

Quinn corou violentamente. A morena mal podia imaginar que havia acabado de xingar a garota a sua frente. Mas ela não disse nada, Quinn não estava de uniforme então relevou o comentário.

_ Bom eu vou indo! Tenho aula agora! Seja bem- vinda ao Mckinley.

E começou a traçar seu rumo para a aula de matemática. Mas foi interrompida pela voz de Rachel que gritou:

_Espera._ Quinn se virou._ Onde é a sala do diretor?

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Depois de deixar a morena da qual Quinn nem sabia o nome na sala do diretor ela caminhou tristonha para a aula de matemática. Antes de entrar respirou fundo três vezes e colocou um sorriso forçado e convincente nos lábios.

A aula foi massante, chata, mas Quinn; como a excelente aluna que era, anotou tudo e prestou o máximo de atenção possível. A aula acabou e ela saiu a passos largos da sala em direção ao vestiário feminino. Chegando lá ela trocou de roupa rapidamente e amarrou o cabelo num elegante rabo de cavalo.

_ Já ta pronta Q?_ perguntou Santana que acabara de entrar no vestiário.

_ Quase! Só falta..._ e Quinn levou as mãos ao pescoço e seus dedos não encontraram nada a não ser a pele lisa.

Ai meu Deus!

_ A Quinn é sempre tão pontual, por isso é que ela é a nossa capitã!_ falou Brittany, que acabara de entrar em cena, com emoção exagerada.

_ Essa não, Sant! Minha medalha! Ela sumiu.

________x_________

Rachel estava na aula de química. Não falava, não anotava e na sua cabeça a única coisa que passava era um curta metragem do professor que tagarelava na sala sem parar caindo de um penhasco, ou sendo atropelado por um ônibus ou quem sabe por uma carreta?

_ Senhorita Berry!

O professor retirou Rachel de seus pensamentos. A face da menina se desfez em uma careta.

_ A senhorita por um acaso sabe me dizer que componentes compõem essa reação?_ e apontou para o quadro, que continha uma complexa charada.

Amém! É agora que eu consigo meu passe livre! Já sinto o cheiro doce da minha suspensão.

_ Olha, da reação eu não sei. Mas dessa aula, eu diria que os componentes são: Chatisse, tédio, morbidez, papo furado e que eu nunca vou usar na minha vida e por último e mais importante..._ e Rachel se levantou, fazendo um breve aceno para seu relógio._ Perda de tempo!

A morena fez uma reverência como se tivesse finalizado uma peça de teatro.

O professor com cara de poucos amigos apontou para a porta da sala.

_ PARA A SALA DO DIRETOR, AGORA!

E Rachel com sorriso de quem acabara de ganhar na mega-sena pegou sua mochila e se retirou do ambiente.

IUPIIIIIIII!

Rachel foi até a sala do diretor e saiu de lá bufando de raiva. Fracassara novamente em sua artimanha.

Flashback on

Rachel abriu as portas com um solavanco e entrou na sala sem pedir licença. O diretor parou de ler o que estava lendo e a encarou sem mudar a expressão.

_ O professor de química me expulsou de sala, vim buscar minha suspensão!

E sentou-se na cadeira do diretor ansiosa.

_ Eu não vou lhe dar uma suspensão!

O rosto de Rachel se transformou numa tempestade.

_ POR QUÊ?

_ Não damos suspensão para os calouros no primeiro dia de aula!

Respondeu ele simples e voltou para a sua leitura, ignorando a presença da morena.

Rachel levantou de supetão, deu um chute na porta e saiu caminhando como se quisesse fazer um furo no chão a cada passo.

Mas o que eu preciso fazer nessa maldita escola para ser suspensa? Queimar o carro dele?

O Diretor Figgins, esperou um tempo depois da saída dramática de Rachel, sacou o celular do bolso e apertou o verde duas vezes.

_ Alô!

_ Ela esteve aqui! Como você previu!

Ele contou brevemente o que acontecera para a pessoa na outra linha.

_ Eu sabia! E como você contornou ela?

_ Menti dizendo que não dava suspensão para calouros no primeiro dia! Já dei tantas hoje que acabei ficando sem papel! Mas como você me alertou sobre ela e me pediu, eu usei meus dons artísticos para enganá-la. E funcionou.

Uma risada ressonou do outro lado da linha.

_ Obrigada Figgins! Deixa que com ela eu me entendo.

_ De nada, Shelby!

Flashback off

______x_______

Rachel caminhou sem rumo pelos corredores do Mckinley. Estava totalmente frustrada. Precisa fumar um cigarro. Agora. Foi procurar um local aberto quando passou perto do vestiário feminino e ouviu vozes familiares vindas de lá de dentro. Ela estacou e encostou o ouvido na porta para ouvir atentamente.

_ Eu tenho um ultimato a fazer!_ gritou Santana que subiu em um dos bancos, encarando todas as líderes de torcida!_ Minha amiga perdeu um colar que é muito importante para ela! E vocês vão ter que achar se quiserem continuar no topo da cadeia dessa escola!

É a voz daquela vaca desprovida de peito!

Rachel ouviu um murmúrio la dentro que só parou quando alguém perguntou:

_ Como ele é?

E a voz da loira, que vivia esbarrando nela, chegou aos seus ouvidos.

_ É fino, de ouro e tem um pingente em formato de cruz!

E o caos se fez.

Rachel saiu se sentindo mais leve dali. Finalmente tinha feito alguma coisa podre que havia dado certo. E olha que ela nem planejara.

Pode esquecer o seu colar, loira! Vou usá-lo para concertar a minha moto! Que não estaria arranhada se não fosse por você! Olho por olho. Eu perdi e você também.

A morena se sentiu tão bem que até esquecera da vontade de fumar.

Caminhou sem rumo, até ouvir o sinal bater. Seu estômago roncou alto.

Droga! Onde será que fica o refeitório dessa joça?

O corredor se encheu de alunos. E ela teve que desviar deles muitas vezes, mas sua coordenação motora não era la grandes coisas. Foi ai que ela esbarrou em um gigante de 2 metros, com cara de cachorro bobo e andar desengonçado.

_ Olha por onde anda!_ disse para a morena, já perdendo a paciência._ Desse tamanho alguém pode pisar em você!

Como é que é?

_ Cara ela é uma garota! Não precisa falar assim!_ falou um outro garoto de moicano.

O gigante branquelo seguiu seu caminho, seguido pelo outro que abaixou a cabeça em sinal de desconforto de ante da atitude do maior.

_ Não ligue para o Finn! Ele é meu irmão, mas tem um temperamento de um gorila!

Falou um “garoto” que mais pareceu uma garota para Rachel. Ele havia chegando Deus sabe de onde e quando.

_ Temperamento e cara!

O outro riu. E esticou a mão para Rachel.

_ Eu sou Kurt! Você deve ser a aluna nova, certo?

Rachel pegou a mão do outro rapidamente e soltou. Apesar dele ter sido educado, ela não estava ali para fazer amigos.

Caramba! A mão dele é mais macia que bunda de bebê!

_ Então não vai me dizer seu nome?_ perguntou ele erguendo uma sombrancelha.

Por que todo mundo gosta de arquear a sombrancelha nesse lugar! Será algum tique nervoso? Será que é contagioso?Ai meu Deus.

_ Sou...ah... Rachel!

Ele sorriu.

_ E tem alguma coisa que eu possa fazer por você, Rachel?

A morena pensou por um instante e tomou sua decisão.

_ Na verdade tem! Você poderia me dizer onde é o refeitório dessa espelunca, e onde tem um lugar onde eu possa fumar sossegada.

Kurt olhou assustado para ela, mas mesmo assim deu as informações que ela precisava. E Rachel deu um breve “adeus” e foi cuidar de seus afazeres.

______x______

_ Cara, semana que vem é o aniversario da Q! Já escolheu o presente dela?

Noah e Finn conversavam no vestiário masculino depois do treino.

_ Putz, eu tinha até esquecido disso!

Noah fez cara de poucos amigos para ele.

_ Ela é tua namorada! Você não pode esquecer uma coisa dessas! O que ela quer?

Finn deu de ombros. Atitude que estava aborrecendo Noah.

_ Você é um canalha, sabia?

Finn riu.

_ Falou o garoto que já comeu metade das meninas da escola!_ disse Finn com um sorriso vitorioso.

_ Mas eu não tenho namorada! E eu nunca tratei uma garota mal.

Finn fechou os punhos, já estava perdendo a paciência com aquela conversa.

_ PARA DE ME DAR SERMÃO PUCK!_ ele levantou ameaçador._ Você sabe muito bem porque eu namoro a Fabray! E você acha que não é um sacrifício para mim?

A menina vive fechada. E nunca me deu!

Idiota!_ pensou Puck._ Você não era assim!

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Após alguns tropeços nas canelas dos alunos que entravam em seu caminho, Rachel conseguiu achar o bendito refeitório. Comeu uma maçã e saiu para o pátio, onde o tal Kurt havia lhe informado que era o lugar mais sossegado da escola. E era. Estava deserto.

Ótimo!

Ela avistou as arquibancadas e foi se sentar lá. Acendeu o primeiro cigarro, e levou aos lábios, fechando os olhos e saboreando a sensação de calma que lhe invadia devido a nicotina.

Paz interior!

Paz? Na vida de Rachel Berry. Quanto tempo você acha que vai durar?

Do nada uma pirâmide de meninas e uma banda muito barulhenta apareceram no gramado. Rachel estacou e revirou os olhos.

A paz acabou!

Mas o cigarro, não havia acabado. Então Rachel fumaria ele até o fim e depois daria o fora daquele circo de horrores.

_ Um, dois, três... Lopez! Levante mais esse ombro! A pirâmide do lado esquerdo está torta!

Rachel observou uma mulher loira de cabelos curtos com um megafone na mal gritando com as líderes de torcida. A morena passou a admirá-la.

_ Já vi babuínos de saia mais coordenados que vocês, suas inúteis!

Rachel bateu palmas de onde estava. Estava começando a gostar daquela loira velha.

O cigarro estava quase no fim, quando Rachel deu uma ultima forte tragada e viu a ultima integrante da pirâmide chegar ao topo. A morena engasgou feio ao se deparar com a “garota da estrada” completando a pirâmide com graça. E se lembrou mais cedo do que havia falado com a menina: “ Essas líderes de torcida são todas umas vadias.”

Ninguém no mundo conseguia intimidar Rachel Berry, ninguém com exceção dessa desconhecida. Rachel não queria ter que encará-la depois de tê-la xingado sem pudor. Levantou-se, colocou a mochila nas costas e tratou de sair dali.

Puta que pariu! Ela deveria ter quebrado a minha cara! Mas não quebrou, por quê?

Enquanto a roqueira pensava no assunto, vultos de preto apareceram em seu caminho, impedindo sua passagem. Só que dessa vez, não era nenhuma líder de torcida e não era uma só.

_ Quem te deu permissão para passar aqui?_ perguntou uma menina vestida de preto muito parecida com Rachel, só que ao invés de morena ela era branquela, muito branquela.

_ A sua irmã!_ respondeu Rachel abusada._ Quando eu deixe ela na cama hoje cedo, depois da noite de ontem!

A menina voou em cima de Rachel e prensou-a contra as pilastras da arquibancada.

É. Não fora muito inteligente insultar as Skanks.

_________x_________

_ Sério! A treinadora Sylvester já morreu mais de 20 maneiras diferentes no meu pensamento!_ disse Santana que tentava recuperar o fôlego. _ A sorte dela é que ela é mais vadia do que eu! Por que se não fosse...

_ Ok, Santana! Conhecemos o seu repertório!_ falou Quinn desanimada, arrumando algumas coisas na mala.

Ela, Santana e Brittany estavam sentadas num banco perto do campo. O treino havia acabado e elas tentavam recuperar o fôlego e relaxar.

_ Não desconte em mim essa sua raiva por causa da sua corrente idiota, Fabray! Eu botei todas essas inúteis para procurá-la para você!

_ “Inúteis”?_ Quinn a repreendeu. _ Só falta pintar o cabelo de loiro e comprar um megafone! No resto você é igual a treinadora.

O tempo fechou no rosto de Santana. E brittany riu.

_ A Sant é a versão mais nova da treinadora!_ disse brittany sincera._ E mais bonita também!

_ Até tu brutos?_ perguntou Santana para a namorada. Britt deu um rápido selinho em Santana que melhorou rapidamente o humor.

Quinn já havia preparado a mala e colocado no ombro, quando avistou, não muito longe, uma cena familiar, mas com outros personagens. Tirando a baixinha morena que não parava de lhe aparecer.

_ Essa não!_ ela sibilou baixo, mas Santana a ouviu.

_ O que foi, Q?_ perguntou olhando para a mesma direção que a loira olhava.

Rachel estava presa contra a pilastra nas mãos da “vadia”. É esse era o nome da branquela. Até que combina não?

_ Quem vai querer sopa de Hobbit?_ perguntou Santana para as duas, divertindo-se com a cena.

_ Sant!_ Britt a repreendeu.

_ Britt Britt! EU sou capaz de pagá-las pelo favor que estão prestes a me fazer!

A morena riu. A loira de rabo preso ficou triste. E Quinn ainda permanecia estática, olhando a cena de longe. Até que tomou uma atitude.

_ Eu vou até lá! _ Disse Quinn decidida, e começou a marchar em direção as meninas de preto.

_ FABRAY! Você pirou? Por que está fazendo isso afinal?

Mas Quinn não respondeu e continuou seu trajeto.

_ Sant! Vamos ajudá-la!_ Brittany pegou no braço de Santana tentando arrastá-la. Mas a latina resistiu.

_ Eu não! Se a Q quer dar uma de Branca de neve e ir salvar a anã, problema é dela!

Santana cruzou os braços. E Brittany bateu um pé no chão.

_ Ok! Então eu estou entrando em greve de sexo a partir de agora! Por um mês.

Santana arregalou os olhos e quase engasgou com própria saliva.

_ FABRAY!_ gritou Santana, que acabara de mudar de idéia._ ESPERE POR NÓS!

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Rachel estava em um mato sem cachorro. Era durona, arrogante, petulante, mas não era burra. Ela era boa de briga, mas sabia que não podia bater em 4 de uma vez. Iria tomar um surra.

_ Sua vaca!_ Falou a tal vadia segurando Rachel pelo pescoço. Ou em outras palavras sufocando a morena._ Você insultou a minha irmã! Agora vamos te dar a lição que merece!

Então ela tem irmã mesmo? Putz, eu só me ferro nessa escola.

A menina segurou Rachel firme, enquanto outra se aproximava da morena, com os punhos cerrados.

Legal! E logo a gorducha vai me bater! É muita sorte para um dia só!

A menina se aproximou, encarou Rachel e levantou os punhos pronta para começar a sessão de socos. Luz, câmera...

_ PODE LARGAR ELA!

Isso foi uma ordem, vindo de ninguém mais ninguém menos que Quinn Fabray. Todas olharam assustadas.

_ Fabray?_ perguntou uma outra menina de preto._ A que devemos a honra da sua eminente presença?

_ Vocês me ouviram! Soltem ela!

Quinn podia ser boazinha, mas odiava injustiça. E se precisasse lutar por uma boa causa, ela iria.

_ Ah claro!_ falou a gorducha._ Você e que exército vão nos impedir de bater nela?

_ Ela e nós duas, orca!_ falou Santana que acabara de chegar em cena acompanhada de Brittany._ Você ouviu a Fabray! Solta ela!

A vadia sem peito está me defendendo? É! Os Maias estavam certos, 2012 é o fim do mundo.

As Skanks se entreolharam e optaram pela opção mais inteligente. Não podiam bater em 3 lideres de torcida que tinham músculos mais bem desenvolvidos que os delas.

_ Não pise mais aqui!_ avisou a “vadia” para Rachel, e soltou a garota.

As Skanks partiram. Iriam voltar por que aquele era o seu território, mas só depois que as outras saíssem.

Rachel respirou fundo e encarou a trindade a sua frente. Mas foi Santana quem se pronunciou.

_ Não pense por um minuto que livrar a sua cara foi idéia minha!

_ Eu? Imagina, eu sei que você não pensa! Muito menos tem idéias!

Ambas se encararam carrancudas e ambas as loiras se postaram entre elas. Quinn na frente de Rachel e Brittany na frente de Santana.

_ Vamos embora Sant! Já fizemos o que devíamos!_ alertou Brittany puxando a namorada._ É nós estamos sobrando aqui!

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_ Britt?

_ Hum?

Santana e ela haviam acabado de deixar o local onde Quinn e Rachel permaneceram.

_ Por que você disse que estávamos sobrando?

_ As pessoas acham que eu sou burra Sant!_ disse ela simples._ Mas a verdade é que eu percebo coisas que tem gente que demora a perceber!

Brittany abriu um sorriso iluminador.

_ Eu não te acho burra!_ Santana falou sincera._ Mas estou começando a achar que eu sou, por que ainda não entendi o seu ponto.

_Um dia você vai entender Sant!

Elas deram as mãos discretamente e foram para a casa de Santana, fazer...bom você sabe o que.

_________x_________

Rachel e Quinn ficaram paradas se encarando por um bom tempo. A morena estava começando a ficar incomodada com aquela situação. Primeiro ela xingara a menina, podia ser sem saber, mas ainda assim xingara. E agora a menina havia defendido ela. Rachel Berry podia ser tudo de ruim, mas ingrata ela não era.

_ Bom..._ começou Rachel olhando para os dedos das mãos._ Obrigada!

Ela disse muito rápido a última palavra. Quinn não agüentou e riu, mas dessa vez a morena não achou que fosse da cara dela, até que ela se sentiu a vontade com isso.

_ Você esta ficando boa nesse negócio de agradecer!_ Quinn disse se aproximando da morena.

_ Pois é! Estou ficando mal acostumada.

E finalmente os olhos chocolate se encontraram com os olhos avelã. Chocolate e Avelã. Sinceramente, quem não gosta dessa mistura?

Alguma coisa aconteceu naquele momento, um redemoinho lhes trazendo para uma realidade melhor, melhor do que a vida que ambas viviam, mas aquilo não tinha nome. Por enquanto.

_ Esqueci de ti dizer para não se meter com as Skanks também!

_ Pois é, então a culpa é sua por não ter me avisado!

Agora as duas riram ao mesmo tempo. Aquilo estava ficando estranho, mas ao mesmo tempo era bom.

_ Até aquela latina petulante veio me ajudar! Eu fiquei surpresa com isso.

_ A Santana? Eu tenho certeza que a Brittany persuadiu ela!

Santana? Santana... SANTANA — N+S = Entendem o que eu quero dizer? O demo não queria governar Lima, então mandou a filha dele.

_ Elas tem...?_ Rachel não sabia bem como perguntar aquilo, como era de se esperar ela ficava nervosa perto de Quinn, e nem entendia por que.

_ Uhum!_ Quinn entendeu a insinuação da morena._ As vezes fica meio óbvio né? Mas não conta pra ninguém, por favor!

Nem vou precisar! Com elas jogando contêineres de purpurina por onde passam!

_ Então você também é?_ Rachel não resistiu, teve que perguntar.

_ Não!Mas eu não sou preconceituosa. E tenho namorado.

O sina bateu. Estourando aquela bolha e trazendo-as de volta para a realidade.

_ Bom, eu vou indo!

Quinn fez menção de ir embora, quando Rachel se lembrou de perguntar 2 coisas importantes.

_ Espera._ Quinn estacou._ Desculpa ter te insultado! Sabe líderes de torcida, vadias?

Quinn deu de ombros.

_ Você não sabia! Tudo bem!

Tipo, elas são umas vadias mesmo! Mas se para toda regra tinha uma exceção, ela, com certeza, era uma.

_ E..._ Rachel perguntou com cautela._ Como você sabia onde eu estava?

Quinn arqueou uma sombrancelha divertida.

_ Intuição!_ disse brincando.

Rachel moveu a cabeça para os lados. E se lembrou mais uma coisa.

Faça isso Berry! Você deve a ela! Não fique devendo pra ninguém!

_ Ah! Tenho uma coisa aqui pra você!

E Rachel tirou do bolso um cordãozinho de ouro com um pingente em formato de cruz e entregou a loira.

Quinn estacou maravilhada, muito agradecida mesmo.

_ Mas? Como você sabia que era meu?

_ Intuição!

Quinn e Rachel sorriram involuntariamente.

_ Eu tenho que ir embora!

Rachel assentiu, mas antes que a outra pudesse se mexer, ela lembrou de mais um pequeno detalhe, que até agora não fora mencionado.

_ Você não me disse o seu nome!

_ Nem você me disse o seu!

_ Rachel Berry! Fabray é seu sobrenome certo?

_ Uhum! Meu nome é Quinn!

_ Saúde!_ Quinn falara seu nome tão baixo que ela pensou que a menina tivesse espirrado.

Quinn riu tanto que sua barriga começou a doer.

Ela acha graça de tudo!

_ Eu não espirrei! Meu nome é Quinn. Quinn Fabray!

É! Eu não dou uma dentro com ela! Espera, eu já to me importando até demais! Vá embora daí Rachel agora!

_ Então eu vou indo, até mais Quinn!

E ambas seguiram caminhos diferentes, embora estivessem se perguntando como conseguiram conversar confortavelmente sem saber o nome uma da outra por tanto tempo?

O destino prega cada peça. Mas há sempre um objetivo no final, seja ele bom ou ruim.

Notas finais
Desculpe qualquer erro! Mereço algum comentário?
Acho que vou postar o capítulo 3 domingo. Mas nao prometo nada...Obrigada de novo.
Até a próxima!