Glass Heart
1 As my little Hell began
Notas iniciais
Querido diário, eu não sei por que estou aqui escrevendo num caderno idiota toda a minha vida. Mais dizem que ajuda.
Minha vida não tem sido fácil desde que a “peste” se espalhou mundo a fora. Uma doença que estava em teste num laboratório, e alguns cientistas idiotas deixaram vazar. Antes de devastar toda Atlanta, eu e minha família conseguimos fugir, graças ao meu pai. Que era um destes “cientistas idiotas”.
Meu pai já tinha comentando algo sobre algum tipo de veneno que se você inalar ele, tem que ser morto na hora, pois expõe todos a morte. Ele não falava muito, pois era secreto o que acontecia naquele laboratório que era a casa dele.
Eu queria poder odiá-lo por nunca ter sido um pai presente, mais quando fiquei sabendo que nem ao menos seu corpo eu poderia enterrar. Foi mais forte do que qualquer ressentimento passado.
Eu e minha mãe segundos antes de sua morte recebemos uma ligação dele. Dizendo pra fugirmos ao máximo que pudermos, Atlanta seria infectada.
Minha mãe era cientista também, eles se conheceram 15 anos atrás, neste mesmo projeto. Acho que nem me apresentei me chamo Camila, e estou falando com um diário que provavelmente depois da peste infectar o mundo todo ninguém vai ler.
Eu apaguei desde a noticia da morte do meu pai. Não sei onde estou, eu so sei que um dos cientistas idiotas disse que ia ajudar escrever.
–Ela esta segura, sem sinal de infestação. – Disse um dos cientistas idiotas.
–Obrigado, Sr. Andrade. – Disse minha mãe fazendo um sinal pra ele se retirar.
Ela me olhou e eu percebi que ela tramava uma luta com as lagrimas.
– Mãe, me explique o que esta acontecendo! Onde estamos? Mãe!
Finalmente ela desistiu e desabou em lagrimas.
– Estamos no Brasil, em 2030.
2030? COMO ASSIM 2030?
–MÃE! COMO ASSIM?
–Estamos neste laboratório no Brasil faz 5 anos. Você esteve em coma esse tempo todo.
–Mãe. A peste? O papai? O mundo la fora?
–Estamos protegidos aqui, no subsolo, num laboratório. Estamos bem longe da peste.
Eu, eu não conseguia digerir aquilo tudo.
–Mais, e as outras pessoas la em cima?
–Todas infectadas não sabem se há algum sobrevivente, sinto muito filha.
–Mais...
–NÃO HÁ CURA! Você não entende Camila? Se formos la em cima morremos! Vazou em todo o mundo. Saiu do controle. As pessoas mataram umas as outras não fazendo o que deviam fazer!
Eu corri sei la pra onde eu estava indo naquele laboratório idiota, eu so queria me fazer acreditar que aquilo era mentira. Sair daquele lugar de malucos. Finalmente encontrei uma porta grande, provavelmente era la a saída.
Mais uma voz masculina me impediu.
–Não pode ultrapassar a porta, se abrir todos estaremos infectados!
Olhei pro auto e vi um Militar, de uniforme e uma arma na mão. Ele era loiro e tinha olhos azuis. Ele era mais auto que eu. E muito lindo. Mais não Camila, foca em sair deste lugar.
–Eu vou passar!
–Não vai não! – disse ele me puxando pelos braços.
–Espera, não! — tarde de mais ele me pegou no colo e já estava me levando pra dentro. Quem ele pensava que era?
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