Glamourosa
2 Baicon e outras coisas
Notas iniciais
era o Maycon correndo.
– Oi more — Maycon me deu um beijo e eu ri.
– Eii vidinha
POV Luiza:
A escola não havia mudado muito... exceto pela quantidade de novatos esse ano. A School May não oferecia nem de longe o melhor ensinamento, e provavelmente esse seja o motivo de tanta gente vir pra cá. Não precisa ser um gênio para passar de ano aqui.
Ranna havia ido entregar alguma coisa na secretária e me deixado com Cintia. Não seria ruim se Maycon não tivesse chegado,claro.
Cintia começou a namorar com Maycon no meio do ano passado, e eu simplesmente não sei o que ela viu nele. Só tem duas coisas que podemos ver naquele garoto: bunda e idiotice. E claro, foi surpreendente quando um dos queridinhos das garotas — também conhecidos como "Top 15", os 15 mais bonitos da escola. Idiota, eu sei — começou a namorar, principalmente quando se trata do Maycon. E o pior é saber que a Cintia caiu na onda dele — retardada — mas eu e Ranna decidimos não interferir para não ficar chato e de qualquer jeito, ele parece estar curtindo isso no momento. Vai saber.
– Hey Luiza, já deve estar quase batendo o sinal. Vamos? — Ci falou ainda abraçada com Maycon, segurei a vontade de vomitar em cima dos dois.
– Er...eu vou, vou...ver se Ranna ainda está na secretária — palmas para mim, merecia um Oscar pela minha performance, obrigado.
– Então ta — Maycon pegou a mochila de Cintia (que suspirou como se fosse a coisa mais linda que ela já havia visto) e saíram tão colados um no outro que achei que iriam se fundir e criar um novo pokémon.
Peguei minha mochila e fui o mais rápido que pude — tentando não cair de cara no chão já que sou especialista nisso — em direção a escola. Olhei no relógio e eram 6:38, achei melhor ir atrás de Ranna porque não dá pra ficar mais de 10 minutos ao lado do "casal pokémon" sem querer tirar os olhos e colocar nos ouvidos.
POV Ranna:
Estava ouvindo músicas com a cabeça em cima da mochila no balcão.
Fazia exatas oito horas — ou oito minutos, nem faz diferença — que a secretária me deixou plantada aqui esperando para ir atrás do professor de História — tadinha, alguém devia avisar a ela que ele é gay, e que anda de casinho com o professor de Geografia. Eu só queria que ela pegasse aqueles documentos da minha mão e fizesse o que as secretárias de escola normais fazem — na maior parte do tempo, nada — e me deixasse ir pra sala jogar Amor Doce ou conversar com as meninas.
– AÍ, NÃO TA ME VENDO AQUI NÃO? — gritei para algum ser que provavelmente era cego e quase me atropelou. Ok, nem foi isso tudo.
– Ei sua doida, não grita — ouvi a voz de algum garoto mas decidi nem levantar a cabeça para ver quem era.
– Muito educado você, chamando de doida gente que você não conhece — falei brava, eu podia até ser doida mas ele não tinha intimidade pra me dizer isso.
– Não preciso conhecer pra saber que é doida, você gritou no meio da secretária, do lado da sala do diretor
– Você é novato, ne? Vai se acostumando, eu sou a educação e delicadeza em pessoa aqui nessa escola...e o diretor não vai fazer nada, até a secretária que não está aqui é mais útil que ele quando se trata disso — ouvi o garoto soltar um riso e revirei os olhos, eu não tava fazendo graça.
– O que veio fazer aqui? -ele perguntou.
– O que se faz numa secretária de escola no início do ano, talvez?
– As pessoas aqui dessa escola não são muito educadas, ne?
– parabéns gênio, quer que eu te dê um prêmio pela ótima capacidade de dedução? — o garoto riu e o silêncio finalmente se instalou no lugar.
– Sou Stefano — ele falou me assustando e resolvi levantar a cabeça, péssima ideia.
Ele era muito lindo, com certeza seria "Top15" — coisa idiota das garotas da May, fazer o quê — e usava um perfume MUITO BOM. Eu tenho quedas por pessoas com perfume bom. Isso é muito sério.
A secretária passou pela porta novamente e quando viu Stefano correu para ver o que ele queria — maldita, eu já tava esperando a uns 3 anos aqui — entregou uns papéis que pude ver ser horário de aula e coisas que usamos em sala de aula e ele se virou pra porta.
– An...Ranna — falei antes que ele saísse da sala.
POV Luiza:
Levei a mão a maçaneta da Porta da secretária mas alguém foi mais rápido a abrindo. Um garoto de olhos verdes — e gato, tenho que admitir — saiu com um pequeno sorriso nos lábios sem nem ao menos me ver — já que fui quase atropelada.
Abri a porta entrando, vendo Ranna pegar a mochila e virar com cara de quem viu um shinigami.
– Não vai me dizer que achou um Death Note, Ranna — falei fingindo entusiasmo, ela soltou um riso e fomos em direção a porta. De novo.
– Se eu tivesse achado, estaríamos sem aula hoje por Ludmila ter se matado na frente da escola toda, você sabe...
– que ela seria sua primeira vítima — interrompi Ranna que sorriu — Então por que essa cara?
– Cara? Que cara? Tô normal, ue...Cadê a Ci?
– Adivinha?
– Ta com o baicon — Ranna revirou os olhos e eu acompanhei.
Ranna costumava dizer que "Maycon" lembra "baicon", tentamos explicar pra ela que só porque terminam com "con" não significa que parecem mas explicar isso pra Ranna e igual explicar para uma porta.
– Não vejo a hora dos dois terminarem — Ranna disse e eu concordei, enquanto íamos pra sala.
POV Cintia:
O Maycon tinha ido para sala dele — sim, ele passou de ano. Milagres acontecem. Fiquei rabiscando coisas no caderno esperando a Lu e a Nana chegarem.
– Então você vai na festa da Lud, né? — ouvi a voz da nojenta da Marcela e revirei os olhos.
– Acho que sim — uma voz diferente falou e parei de rabiscar, prestando atenção na conversa.
– Você tem que ir, afinal ela vai fazer a festa de boas vindas principalmente para vocês...novatos, quero dizer — olhei para frente e no mesmo momento me arrependi. Nunca havia visto o garoto que Marcela estava falando mas ele era tão...tão...Lindo? Fofo? Perfeito? Tudo isso junto?
O garoto tinha os cabelos castanhos claros e o jeito que ele penteava -o cabelo- deixava ainda mais Fofo -Kawaii — e os olhos castanhos escuros — muito Kawaii.
– Te prometo que vai ser legal — Marcela passou a mão nos ombros deles sorrindo no "mode puta" dela, revirei os olhos e tentei desviar a atenção pra qualquer coisa na minha frente.
Vi Nana e Lu entrarem cochichando alguma coisa e rindo. Ranna sentou na minha frente e Luiza na sua.
– Cintia você também? — Luiza perguntou e Ranna revirou os olhos.
– Eu o quê?
– Ta com cara de quem viu a Ludmila indo pra igreja rezar e se converter a Deus — Ranna disse e rimos, uma risada exagerada foi solta por alguém que passava pela porta e nós três olhamos para ela.
– Quem é esse? — Perguntei ao ver Ludmila entrando quase se jogando no colo do garoto de olhos verdes (e gato) que estava com ela.
– Deve ser o namorado dela — Luiza falou e olhou pra mim que olhou pra Ranna que olhou pro chão.
– Cê ta meio vermelha, Ranna. O que aconteceu? — ri da cara dela que olhou pra mim rindo e revirou os olhos.
– Nada de mais...eles são bem bonitinhos, não acham?
– "bonitinhos", Ranna? — Luiza perguntou olhando no estilo "psicóloga do capiroto" dela.
– Na verdade, eu esperava mais do Stefano — ela fez cara de intelectual filosofando e eu e Luiza ficamos olhando pra ela.
– Como assim "Stefano"? — perguntamos ao mesmo tempo.
– Ah...ele me atropelou na secretária,quase cai no chão e tive um traumatismo craniano e ele me falou o nome dele. Nada de mais
– Aham — Luiza falou e eu acompanhei ainda olhando Ranna com cara de ET.
O sinal tocou e ficamos uns 15 minutos esperando o professor de História chegar.
– Desculpem o atraso, sou o professor de História, Tiago — ele entrou com a roupa meio torta e ofegante.
– Devia estar com o "fessor" de Geografia — Ranna sussurrou e soltamos uma risadinhas antes de começarmos a ouvir as torturaras (também conhecidas como "discurso de boas vindas" e mais futuramente, aulas) do professor.
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