Glória Eterna
9 Pericullum!
Notas iniciais
Louis já tinha juntado uma quantidade significativa de galhos e resolveu começar logo a fogueira.
–Incendio!
O fogo começou aos poucos, mas em pouco tempo uma linda fogueira crepitava na sua frente. Louis sorriu satisfeito.
Agora era só esperar... Onde será que elas estão?
~♦~
As cobras cobriam todo o chão do buraco, serpenteavam e se mexiam sem prestar muita atenção nas duas garotas.
Fleur estava com a varinha em punho. Paralisada.
–Não posso atacá-las! Elas iriam nos notar e seria ainda pior.
– Tem alguma forma de nós subirmos a parede? – Perguntou Claire.
– Talvez em uma parte onde a terra tenha muitos buracos...
Claire procurou por toda a extensão do poço.
–Alí!
Claire apontou para uma superfície logo ao lado delas, cuja uma parte da terra parecia ter despencado, criando uma espécie de rampa íngreme e cheia de entrâncias.
Com muito cuidado, as duas jovens foram pisando nos poucos espaços entre as serpentes, até chegar na tal parede.
– É muito íngreme. Sendo uma rampa ou não... Ainda será uma escalada. Cuidado. – Alertou Claire.
Com algum cuidado, elas conseguiram apoios para as mãos e pés e estavam conseguindo, de forma bem lenta, subir o barranco.
Já estavam quase na metade, quando o montinho de terra debaixo de um dos pés de Fleur se desfez em areia e a garota escorregou até chegar ao chão com um forte baque.
–Fleur!? Você está bem? – Claire gritou de cima.
–Oui!- Fleur disse tirando a poeira da roupa -Mas acho que pisei em uma... Ai!
–O que houve?! – Fleur perguntou preocupada e sem conseguir virar-se.
– U-uma dessas malditas cobras me picou!
– Oh, Merlin! Fique calma, eu estou descendo.
Com cuidado, mas de forma eficiente, Claire desceu o barranco e se pôs ao lado da outra.
–Conseguiu ver qual delas foi? Onde ela te picou?
–A-acho que foi aquela verde esmeralda a sua direita.
Ela apontou para uma cobra, já morta, e levemente esmagada na extremidade oposta a cabeça. Com a outra mão, Fleur segurava com força o tornozelo (vermelho e que, aparentemente, estava começando a inchar).
– Isso não é um bom sinal... – Claire murmurou.
~♦~
Louis estava preocupado. Pela posição do sol, mediu o tempo de luz que eles ainda tinham.
Em 1 hora estaremos na penumbra. Onde será que elas estão?
Ele se cansou de esperar. Se elas não voltaram até agora é por algo tinha acontecido. Mas como acha-las?
Mas se elas estivessem mesmo em perigo ele não podia esperar mais. Correu para dentro da barraca e voltou com a mochila de emergência da Claire. Pôs a varinha em punho e correu para a floresta.
Em último caso tinha algo que ele podia fazer... Mas só em último caso, era muito arriscado e podia denunciar a posição deles para os moradores de Sauletronc.
~♦~
– Consegue se sustentar em pé? – Perguntou Claire.
–Não sei...
Fleur se levantou, mas logo se apoiou na amiga.
–Não. Dói muito, mas ao mesmo tempo formiga, como se estivesse dormente.
Ao redor das duas, as outras cobras começavam a se agitar mais.
– Fique com a varinha em prontidão... Existe algum feitiço contra elas? – Perguntou Claire.
–Vipera Evanesca. – Fleur disse com uma careta de dor.
–Ok. Então se alguma vier nos atacar...
– Eu lanço o feitiço.
– Isso... Não lance antes, por que senão...
–As outras podem nos atacar também. Eu já sei. – Fleur estava irritada. A dor não ajudava muito no bom humor.
–Fleur, você está suando muito... Fleur? Você está me ouvindo?
A menina tinha fechado os olhos.
–Fleur?
–Estou ouvindo! Para de gritar desse jeito. Minha cabeça está doendo!
–Ah, droga.
O veneno... Deve estar se espalhando.
~♦~
Louis já tinha rodado muito tempo na floresta. Nem sinal das duas.
Já tinha escurecido e, definitivamente, a escuridão não ajudava a encontrá-las. Ele já estava certo que teria que apelar pelo outro método.
Não vou conseguir encontra-las só andando aleatoriamente pela floresta...
–Pericullum!
Faíscas vermelhas subiram aos céus.
~♦~
–Fleur? Você ainda está acordada? – Claire perguntou enquanto encostava as costas da mão na testa da amiga – Por Merlin! Você está queimando! Fleur, abra os olhos! Fleur?
–Oi! Oi... – Fleur suspirou fracamente.
E então, Faíscas vermelhas iluminaram o céu, no exato momento em que Fleur apagou por completo.
Fale com o autor