Glória Eterna
5 Fugindo Pela Primeira Vez
Notas iniciais
– Mas é trapaça! E se alguém descobrir? Só vai piorar a sua situação. – Protestou Fleur.
– Ninguém vai descobrir. – Disse Claire olhando para Louis. – Foi muito bem planejado.
Fleur notou a troca de olhares e foi como se uma luz estivesse acendido dentro da sua cabeça.
– Mon Die, Louis! Você sabia! Você SABIA de tudo isso! – e deu uma pausa pensando — Não só sabia que ela não estava perdida... como sabia de todo o seu plano! E quase me mata do coração me trazendo para cá. – Gritou.
Fleur estava irada. Louis e Claire eram seus melhores amigos. Mas isso não lhes davam o direito de jogar com ela. Na verdade, a amizade entre os três faz com que tudo isso pareça uma traição ainda maior.
–Oui! Oui! – Luis disse na defensiva — Eu sabia. Mas tinha que criar um contexto para nosso desaparecimento. Tinha que parecer real e...
–E..? – Fleur exclamou impaciente.
– Nós achamos que você não iria concordar com algumas coisas do plano. – Disse Louis ruborizado.
– Aah, isso explica muita coisa. – disse Fleur ainda mais irritada — Vocês me usaram!
– Não... Não! Mas dessa forma, não podem culpa-la de nada se você quiser voltar. Pode dizer aos moradores da vila que seus amigos se perderam e que só você conseguiu voltar, eles vão enviar uma carta a Beauxbatons e eles virão te resgatar.
– Não. – Disse Fleur pensativa — Vou continuar. –Seu rosto estava frio e pensativo. — Vocês me trouxeram aqui porque provavelmente vão precisar de ajuda em... em... Seja lá pra onde estamos indo.
– Irlanda. – disseram Claire e Louis em uníssono
– Irlanda? – Fleur deu um riso nervoso. – Como pretendem chegar lá?
– Nenhum de nós conhece o lugar... Portanto não podemos aparatar. Mas eu tenho um plano. Explico o resto depois. Primeiro temos que sair daqui. – Claire olhou para o céu e acrescentou... – Rápido!
Fleur e Louis notaram algumas vassouras sobrevoando a floresta.
– Devem estar nos procurando.
Os três juntaram rápido os seus pertences e correram para fora da clareira em direção à uma área mais fechada da floresta. Fleur ainda estava com raiva, mas iria resolver isso longe daquele local.
– Será que eles nos viram? – disse Louis enquanto corria.
– Acho que não... Estavam muito altos. – Claire disse sem muita certeza.
Correram para onde as árvores estivessem mais fechadas. Quando já estavam em uma área bem escura da floresta eles pararam. Não tinham passado por lá ainda, estavam próximos do coração da floresta.
– Alguém sabe para que lado fica Sauletronc? –Perguntou Fleur.
– Não tenho certeza. – Disse Louis. – Mais acho que não importa muito, agora.
Já passava e muito do horário do almoço e a última coisa que eles comeram foi um pedaço da “torta da negociação” de manhã bem cedo. O estômago de Louis fez um barulho estranho.
– Ér... Acho que esse foi meu estômago pedindo um lanchinho.
– Não temos tempo para comer agora. –Replicou Claire – Nós temos que continuar e não podemos passar muito mais tempo nesta floresta...
Eles continuaram andando para dentro da floresta, até que ficou difícil de reconhecer os rostos.
Claire olhou para o céu entre as folhas. Já estava escuro. E, fora o vento batendo nos galhos, pequenos roedores parecidos com esquilos e alguns pássaros, não havia sinal de movimento.
– Vamos arrumar logo um lugar para dormir. – disse Fleur. — Parece que nós vamos ter que passar mais uma noite aqui.
Louis limpou toda uma área retirando as folhas e galhos secos, Fleur os para fazer uma fogueira e Claire armou a barraca.
– O que mais você trouxe? – Perguntou Fleur.
– Hum... Algumas roupas, remédios, poções... – Listou Claire.
–Comida? – Perguntou Louis esperançoso.
– Ah... não. Não trouxe comida. – Disse Claire depois de dar uma olhada dentro das bolsas dentro da cabana.
– Ah. – Louis suspirou desapontado.
– Aliais, Como você tudo isso sem ninguém ver?
– A barraca é feita de couro de briba. Era da minha avó. Foi só colocar as bagagens e todas as outras coisas lá dentro e desmonta-la. Ela coube inteirinha dentro da nossa bolsa de passeio. – Disse Claire orgulhosa de si mesma.
– E não trouxe comida. – Resmungou Louis para si mesmo de cabeça baixa.
As meninas ignoraram o resmungo.
– Tem um rio que atravessa a floresta, se tivermos sorte podemos encontrá-lo antes que anoiteça. – Disse Claire – Podemos conseguir alguns peixes...
Louis se animou tão rápido que as garotas se sobressaltaram.
– Eu vou com você! – Falou Louis
– Fleur, você pode cuidar da barraca? – Pediu Claire.
– Ah... Claro que posso. – Disse Fleur um pouco desapontada. A ideia de ir percorrer a floresta e pescar parecia ser mais útil. Mas claro, ela podia cuidar da barraca, ficava sempre fora de tudo mesmo...
– Podem ir. Eu lanço os feitiços de proteção. — Disse Fleur
Claire e Louis foram descendo a floresta, Fleur terminou de conjurar todos os feitiços de proteção e entrou na cabana com uma expressão um pouco azeda no rosto.
Dentro do abrigo, Fleur andou por todos os cantos tentando arrumar camas mais confortáveis.
A barraca por dentro mais parecia um pequeno casebre com coisas da Claire e da avó jogadas por todo canto. Tinham cadeiras jogadas em um canto (muitas quebradas), vários panos e objetos antigos jogados ao léu (provavelmente pertencentes à última dona), mas o que mais se via eram malas, bolsas e bagagens de todo o tipo. Fleur foi abrindo cada uma delas...
Na primeira bolsa (feita de um tecido que mais parecia ter saído de um sofá de uma velhinha) ela encontrou muitas trocas de roupa masculinas e femininas; Dentro de uma pequena valise de couro marrom tinham os remédios e poções para primeiros socorros; Em uma mala de couro ela encontrou livros de feitiços básicos e de plantas medicinais; Dentro da... Fleur parou.
Jogado casualmente em cima de uma cadeira (a única que ainda de pé), estava um folheto desbotado pelo tempo.
“Guia para Bruxos aventureiros pela Floresta de Sauletronc”
Tinha uma ilustração simpática de um bruxo com vassoura, varinha e malas. Que sorria alegremente para quem quer que estivesse lendo.
Fleur riu para o homenzinho. Talvez aquele folheto fosse da Claire, talvez fosse da sua avó...
–Neste caso, esta seria uma enorme coincidência. – pensou.
Ela começou a ler, primeiramente com um sorriso. Logo, com uma expressão assustada. Fleur, então, saiu correndo da barraca, atravessou o perímetro dos feitiços protetores e desapareceu dentro da floresta.
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