Olá, leitores, sejam bem vindos a essa interessante antologia, que pode, através de minuciosa interpretação, remontar um tempo que se foi, mas que na lembrança ainda é uma jóia guardada, cujo tempo não tem escala suficiente nas leis universais, para apaga-la. Refiro-me, pois, ao passado, que foi ontem, e amanhã, será hoje... De cada segundo que acaba de passar.

Meu nome, é Willians de Matos Flores, e talvez, essa seja a coisa mais importante que precisem saber de mim, pois não a mais nada relevante, realmente. Deis de pequeno, em meados dos seis ou sete anos, tenho interesse por poesia. Admito, porém, que entrei nesse universo por inveja a uma pessoa que tudo tinha, que tudo sabia, mas que era péssimo quando se tratava de escrever, seja lá o que fosse. “Ei! Nisso eu sou melhor que ele!”, foi o que eu pensei, e foi o que me abriu portas para este mundo. Claro, que logo ao entrar nesse paraíso de filosofias e amores, eu percebi quanto egoísta eu era, comigo, e com o próximo. Pois, esta pessoa que eu odiava, era, na verdade, o melhor amigo que eu tinha!

Acontece, que desde pequeno, e impuro (ou puro...), facilmetne eu me embrenhava em amores viciosos, psicopáticos e, pior que isso, sádicos. Amava só de olhar, de falar, só de uma menina sorrir para mim! Também, admito, que naquela época não era muito comunicativo, e sim, um fantasminha na sociedade, obsevervando o mundo decadente e me perguntando, de tão inocente: “O que estou fazendo aqui?” Mas, por sorte, mesmo com meu silencio, e devido a aquele principio “semelhante atrai semelhante”, sempre conquistei fortes amizades, das quais eu zelava muito, e agradeço até hoje por tê-las tido, mesmo que hoje já não saiba seus paradeiros. Mas... Por mais valor que eu desse as amizades, qualquer amor repentino já me lançava no arcabouço do cíume, e consequentemente, me jogava contra aqueles que me queriam bem. Esse erro, foi meu maior aprendizado da infancia, e justo por isso, não me arrependo, por mais ironico que isto pareça, do TANTO que amei.

Meu GRANDE amor naquela época era uma doce jovem, Ana Caroline (ou Carolina, lembro que ela brigava comigo por não memorizar o fim desse segundo nome), mas enfim, ela era linda, e ainda é, acredito! Guardo no meu relicário de lembranças, uma imagem daquele sorriso divinal, que faria até o mais moribundo dos homens, erguer a cabeça e querer viver, e que fez de mim, o mais jovem escravo da poesia. Era realmente um sorriso lindo, e pra ela, eu dedicava minhas primeiras poesias, e não, ela nunca os leu.

Depois que o ano acabou, e eu nunca mais a vi, parei com a poesia, já que afinal, não amei mais ninguém, por mais surpéflua que seja essa relação. Dediquei-me então aos textos épicos, rechados de amores sombrios, btalhas sangrentas e criaturas mágicas, e nessa antologia, vocês verão um pequeno reflexo disso. Foi quando, numa repentina mudança de destino, quando “acordei”, estava em uma cidade no interior de Minas Gerais, Diamantina, e novamente apaixonado, dessa vez, por uma beleza tão magnifica quanto a das estrelas, e uma mente tão mais complexa que minha própria. Ana Paula, vejam só! Não guardo coisas muito boas desses tempos, só agradeço por ele ter acabado. É em momentos assim que sabemos o valor da chamada “TEMPERANÇA”. Mas... Como diz um velho tantra nepâles: “Ame profundamente e apaixonadamente. Você pode sair ferido, mas essa é a única forma de viver a vida completamente.”

Foi quando então, voltei com tudo na poesia, escrevendo só no ano de 2010, cinco cadernos dedicados somente a isso, e grande parte deles, vocês leram nessa antologia. Aqueles dedicados a Ana Paula, obviamente, já foram postados aqui a tempos, é só procurar por qualquer poema romantico meu, que trate de mentes conturbadas e dúvidas assombrosas. Enfim, nesta antologia, existe um pouco da minha influencia épica, e de minha vontade em encontrar um estilo em que eu me fixasse e me adequasse da melhor forma. Ainda o procuro, creio, mas já melhorei muito, e claro, pretendo melhorar cada segundo mais!

Já deixo dito, a quem quiser realmente mergulhar neste meu passado, que vocês encontraram poemas sem muita técnica, mais focadas em dizer realmente alguma coisa, do que só simplesmente, dizer... Hoje, já estou um pouco amadurecido técnicamente, mas claro, cada nivel segue outro, portanto, um caminho de evolução é indispensavel, e compreensivel. Enfim, já escrevi demais, 23:06 H e eu estou com sono. Não eu não estou. Mas vou me deitar...rs.

Boa leitura a todos!

Notas finais
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AGora é só seguir!