Glória - Antologia Poética

3 Lamentos de um rei armagurado


Notas iniciais
Baseado na mesma campanha de RPG da poesia anteriror. Nesta, Estélio deixa seus lamentos numa carta pouco antes de se matar.

Lamento, amigos de infância e de caçadas,

De sonhos exautados pelas bebidas, e de fascinio pelas belas;

Se fosse somente minha Trácia vitima do caos inevítavel

Por mais doloso que fosse em meu coração de rei...

Estaria bem sabendo que meus velhos amigos estariam vivos.

Lamento, minha querida Hefidna;

Digo-te, e as lágrimas em meu rosto não me deixam mentir

Eu te amo! Minha rainha, mais do que meu trono e minha espada,

Mais do que meus sonhos e minha Trácia!

Você foi a unica que fez meu espirito orgulhoso ajoelhar-se

Perante sua existência magnifica.

Como fui tolo! Minha Hefidna, mas saiba

que são poucos os homens que podem e querem domar seus desejos insanos...

(E essa nunca foi minha vontade)

Sei que me odeia mas só quero que saiba, que nenhuma jovem camponesa me satisfez tanto quanto sua sensualidade madura;

Aceite, Hefidna, minhas sinceras desculpas.

Lunara, minha bela, belíssima filha,

saiba que sua graça não é razão para que eu te odeie, ao contrário

Me faz ama-la!

E entenda, por favor entenda que foi por seu bem que lhe guardei no exilio da Hidra;

E desculpe, minha Lunara, se fui rigido demais;

Desculpe! Por favor me desculpe se seu corpo está nos sonhos de todos aqueles homens,

Se a paz nunca a aconchegou no abraço;

Desculpe-me por fazê-la nascer nesta era de desejos insanos,

Desculpe minha filha, e saiba que eu a amo.

Meus lamentos finais a todos os homens e mulheres,

a todas as raças que compoem estra graciosa terra...

Culpem a mim, não a minha filha,

a guerra e o caos que estam por vir...

Chorem por mim, filhos da Acadme!

Pois minha punição no Tartaro deverá ser cruél...

Parto agora, amigos, deixando a vocês a desgraça que cabe aos homens

Por favor, me entendam, minha alma conturbada agora é incapaz de lutar...

Só quero ver a luz após a escuridão, e então descançar...

Meu coração armagurado logo parará de bater;

A morte aqui goza da ultima hospitalidade que posso dar,

e assim que o chá e o pão acabarem, a ceifeira irá me levar;

Cá vou amigos, e não pretendo voltar...

Estélio, rei da Trácia

Notas finais
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É só seguir!