Ela vem da sombra alimentar meu desejo,

Pouco a pouco suga meu sangue eminha paz;

Com medo, não revelo meu amor em segredo,

E assim, pouco a pouco mais amor e receio ela me traz.

Não nego que possa ser um anjo – A mais bela!

Mas o qual o motivo de tanto me torturar?

Deve ter sido deposta e jogada na terra!

Vingando seu ódio me fazendo amar...

Se for das trevas, vem do mais profundo abismo,

De olhar divino! Lindo! Porém mortiço...

Fazendo dela a mais linda das mulheres

Tendo ela o mais aconchegante e misterioso sorriso.

Deve se tambem, alguma deusa encarnada;

Não me espantaria se revelasse ser Afrodite;

E se fosse a morte nos teus braços eu me jogava!

Implorando por um beijo frio, e que levasse minh'alma.

Agora se for humana – Por Deus! A vida é bela!

Esse pai amigo esculpiu a mais bela das criaturas:

Obrigado Senhor! Por me fazer cair no encanto dela,

Por indecisão que carrega esta minha figura.

Aqueles simples gestos com o cabelo – Escravizam!

Jogando qualquer poeta louco ao chão;

Beijando-na os pés e cumprindo qualquer desejo,

Dando-na em sacrificio o mais vivo coração.

Não estando perto dela os dias perdem o sentido,

E o peito vai parando como quem quer morrer;

Então ao presencia-la inspira e alegra o coração aflito,

Acelerando as batidas voltando a viver.

Implorando carinho, meu corpo agoniza solidão;

Frio! Tenso! Só o toque dela é cura rápida e efetiva;

Só aquela imponente presença me puxa da temível depressão,

Só beijando aquela boca encontrarei sentido na curta vida.

Te entrego manso, meu sangue fiél,

Vamos juntos ao além-morte, rumo ao infinito!

Levando apenas o meu amor platônico,

E teu inscessante e sanguinário amor vampírico.