If you were here I'd never have a fear.
So go on live your life.
But I miss you more than I did yesterday.
You're so far away.
So c'mon show me how.
'Cause I mean this more than words can ever say.


Se você estivesse aqui, eu nunca teria medo.
Então vá em frente e viva sua vida
Mas eu vou sentir a sua falta mais do que eu senti ontem
Você está tão longe
Então me mostre como
Porque isso significa mais do que as palavras podem dizer


[Gerard’s Pov]


“Sim, acreditem ou não, mais UM ANO se passou, dês de que sai daquela casa. Passou-se um ano, e o Mikey ainda não cresceu. Passou-se um ano, e o Mikey custa a acreditar em mim”.
Frank passou a morar com Gerard em um apartamento em New Jersey. Gee dizia que Nova Orleans lhe causava maus pensamentos. “Não era pra menos”, pensava Frank. Ele não sabia ao certo, mais a cada dia que passava nutria um sentimento por Gerard, um sentimento que ele não sabia ao certo qual era. Ele mantinha contato com Mikey, mesmo sem Gee saber. Eles trocavam e-mails, e, muitas vezes, se falavam ao telefone.
Gerard tinha acabado a faculdade. No dia de sua formatura, Mikey não viera. Só sua mãe, seu pai, alguns parentes e Frank.
Um dia, ele estava revendo o material de sua faculdade, até que Frank aparece e diz.
- Gee, carta pra você – Frank falou, um pouco apreensivo.
- De quem é? – Começou a olhar a carta, e viu que era um convite. Do casamento de Mikey.
Ele empalideceu na hora, e lagrimas brotaram dos seus olhos.
- Frank... Eu não acredito... Será que ele ainda não acredita em mim?
- Não sei Gerard... Mas, um dia ele vai saber que está errado. As palavras ditas ou escritas não importam. O que importa são as palavras ditas pelo coração.
- Então manda o Mikey ouvir o coração dele! – Sua maquiagem estava borrada, e ele abraçou Frank, num ato desesperado de conseguir aliviar seu coração.
- Ele vai ouvir... Acredite. Um dia ele irá – E correspondeu ao abraço.


[Mikey’s Pov]


Era hoje. O dia mais importante de sua vida. Ou pelo menos, o que deveria ser. Mas ele sentia um vazio imenso em seu coração, como se faltasse uma peça para concluir o quebra-cabeça de sua vida. Ele mandara o convite de casamento para seu irmão, e ele esperava que o mesmo fosse, e de preferência levasse Frank. Ele pegara uma grande amizade com aquela pessoa.
- Ei Mikey, pronto? – Disse Ray, um colega seu, que o ajudava a arrumar seu paletó.
- Sim.
Não. Ele não estava pronto. Na verdade, ele não queria dizer, mais estava com medo. Medo de que esse casamento fosse baseado em relações falsas, medo de que isso estragasse sua vida, medo de que isso o afastasse de seu verdadeiro amor. Talvez, se não fosse tão idiota, aprenderia a escutar seu coração e perceber que estava errado. E talvez Gee voasse para seus braços, dizendo-lhe palavras bonitas e reconfortantes, fazendo-o perder essa angústia que ele estava sentindo. Mas não, ele estava tão longe... Longe das vistas, longe do seu coração.
Faltavam umas 4 horas para o casamento, mais ele tinha que ir pra igreja, ver se estava tudo certo, alem de ficar no altar esperando pela noiva por umas duas horas, como mandava a tradição.
Quando ele coloca o pé na sola da porta, pronto pra sair de casa, o telefone toca. Ray corre para atender.
- ...
- Ois, Bob!
- ...
- Não, serio?
- ...
- Tá de brincadeira, né?
Os olhos de Ray começaram a se esbugalhar.
- ...
- Aonde isso?
- ...
- Ok, vamos até lá.
Ray desligou o telefone, meio verde, meio branco.
- O que foi, Ray? – Mikey perguntou, começando a estalar os dedos de tanto nervosismo.
- Mikes... Lembra-se de quando eu, o Bob e tantas outras pessoas tentamos convencer você de que a Jamia estava te traindo...? De que ela era... Bom... Uma prostituta?
- Sim... Mentiras, vocês não tem prov...
- Bom, conseguimos as tão pedidas provas. Vamos lá na casa do Bob, ele diz que tem algo pra te mostrar. E vamos ver, se agora você para de chorar em meu ombro, se lamentando de que não está ao lado de seu irmão, e aprende a escutar seu coração...
“Escutar seu coração...” Essa frase não saiu da cabeça de Mikey. Ele ficou pensando e repensando essa frase ao todo caminho da sua casa até a casa de Bob, um outro amigo. Ele mal entrou na casa, e viu que Bob colocava uma fita em um videocassete. Imagens começaram a aparecer na tela da tv.
- Não... Ela não pode ter feito isso... Não comigo – E lágrimas brotaram dos seus olhos.
Antes de ele se jogar no chão, desabando de chorar, ele falou:
- Então o Gee... COMO EU FUI BURRO!