Notas iniciais
Estou bem animadinha com essa fic. *u*

Se gostarem, comentem, comentários me deixam feliz.

Law's Pov

Meus tímpanos tinham grande risco de estourar com aquela música altíssima explodindo nas caixas de som. Mas eu não estava me importando muito, o que era incrível, eu não gostava de ir a uma festa desde.... Eu nem sei, acho que nem cheguei a gostar realmente de uma festa na minha vida, mas talvez fosse efeito do álcool que eu já havia enjerido, nunca havia tomado tanta bebida, o que eu nem deveria ter feito, eu sei que isso faz mal para saúde: eu sou médico.

Na realidade eu nem queria estar aqui a algumas horas atrás, mas eu não tinha nada melhor para fazer, então “por que não?” eu pensei, e agora estava aqui, alegrinho por conta do álcool as 3:38 da madrugada, segurando um copo de bebida verde fluorescente com a mão direita, e me apoiando em uma parede com a esquerda.

Eu resolvi andar um pouco por ali, sem uma razão aparente, afinal algumas mulheres que eu diria até atraentes tinham me dado um mole, mas eu não estava nem aí, eu tinha uma namorada e ia muito bem, obrigado.

Tinha muita gente que eu conhecia ali, tanto de vista quanto até alguns amigos. Esse era aquele tipo de festa que metade da cidade estaria ali e a outra metade estaria em casa, pensando no quanto queriam ter vindo, mas claro, era o tipo de festa que eu passaria o quão longe eu pudesse (se eu estivesse em total sã consciência).

Dei uma volta cumprimentei uns conhecidos, e chegando a meio caminho da pista onde várias pessoas pulavam e dançavam como se não houvesse amanhã ao som de alguma música do Hardwell, que eu não lembrava o nome, encontrei Eustass-ya, meu amigo, digamos que o mais próximo que eu tinha.

— FAALA LAW!! – Grita ele entusiasmado até demais — SEU MERDA! NEM MANTÉM MAIS CONTATO COM OS VELHOS AMIGOS!

— Nós nos falamos terça passada, – falei com desconsiderando – você tem problema de memória Eustass-ya?

— VAI SE FODER! – grita ele me abraçando e levantando uma latinha de cerveja, rindo em alto – TA FAZENDO O QUE AQUI?! NÃO É O TIPO DE LUGAR QUE VOCÊ, CARETA DO JEITO QUE É GOSTA DE IR!! TA PROCURANDO SUA NAMORADINHA?? EU VI ELA NA PISTA.

Eu quase derrubo meu copo de bebida, eu tinha bebido um pouco mais do que deveria, mas não chegava a estar plenamente bêbado, só um pouco “alegre”, mas o fato era, eu ainda tinha grande parte de minha sanidade e sabia muito bem que Bonney-ya não deveria estar ali, eu tinha falado com ela algumas horas atrás, ela não tinha comentado nada sobre ir a qualquer festa.

— EII LAW, PORQUE NÃO FICA E.... – Eu já tinha ido embora e deixado Eustass falando sozinho. Segui a caminho da pista de dança, pisando firme, ela não podia estar aqui, eu precisava ver com meus próprios olhos.

De longe vi o que não queria ter visto. Lá não só estava Bonney como estava um desconhecido agarrado a ela, enquanto os dois se pegavam, e ele apertava a bunda dela.

Naquela hora eu tive aquela sensação de perder o chão. Eu não conseguia focar em mais nada além daquela cena horrível. Eu não tinha mais estomago para ficar vendo aquilo, eu comecei a andar para a saída daquele lugar.

— EI LAW, ONDE VOCÊ VAI À FESTA NEM ESTÁ PERTO DE TERMINAR! – Eustass gritou para mim, mas eu nem cheguei a ouvir, eu estava preocupado demais, me afogando nos meus pensamentos.

Quando cheguei perto da porta percebi que ainda estava com o copo de bebida na mão, bebi todo o conteúdo doce do copo em um gole, mas ela desceu com um gosto amargo por minha garganta. Ao lado da porta de saída havia um lixo, e lá taquei o copo com tanta agressividade que ele poderia muito bem ser o culpado de todas as mortes de filhotinhos e crianças inocentes que já ocorreram na história da humanidade.

Eu tinha chegado lá de carro, porém eu não pensei nisso, aliás, eu não pensei em nada, só comecei a andar sem rumo pelas ruas desertas da cidade. Meu relógio marcava 3:57, mas eu não me importava com a hora, na verdade eu não me importava com nada, só queria entender o porquê de ela ter feito isso.

Claro eu não digo que eu realmente a amava, isso seria hipocrisia, mas ela já tinha passado por uma barreira muito grande para se aproximar de mim, e eu não deixo qualquer um passar dessa barreira que me mantem distante das pessoas, essa é minha zona de conforto, manter distância das pessoas. Mas quando alguém ultrapassa esse limite de distância, e se coloca ao meu lado, eu tenho um pouco de confiança nela, no mínimo. Mas Bonney tinha pegado tudo o que isso representava para mim e tinha tacado no lixo.

Normalmente eu não sou do tipo sentimental, mas eu acho que eu me perguntava o porquê, nem chegava a ser, em si, pela perda dela, e sim pela traição. Pela sensação de estrago dentro de mim. Eu sempre soube que não era para sempre. Eu sempre soube que eu não a amava realmente. Mas claro, eu não pensei que fosse acabar assim. Eu posso dizer que eu era até que feliz com esse relacionamento, ele era conveniente para mim. Mas talvez, para ela já tivesse deixado de ser.

Eu sabia que tudo voltaria ao normal no final, eu sabia que eu ia voltar a ser o cara solitário por escolha própria, mas eu prefiro assim, eu já estou acostumado assim e era assim que eu gostava, eu acho.

A minha raiva e a minha revolta foram tão momentâneas, agora me encontrava em estado de êxtase, eu estava voltando a minha zona de conforto.

Eu continuei andado por um tempo, sem um rumo ou destino exato. Quando virei uma esquina, escutei um grito de dor vindo de um beco mais à frente, e logo depois dois caras saíram correndo de lá.

Corri rapidamente até o beco, e lá encontrei um garoto, estirado no chão, com marcas pelo corpo inteiro cortes e sangue em certos pontos. Ajoelhei ao lado dele e peguei meu celular para ligar para emergência.

— Não... – sussurrou ele sem forças. — Calma, já foi. – disse ele, enquanto o celular chamava – Agora a ajuda vai vir.

Eu peguei a mão dele e segurei forte, enquanto explicava a situação a atendente pelo telefone.

Notas finais
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