Give me Love
2 Preocupação
Notas iniciais
Law's Pov
Esperava impacientemente, sentado na sala de espera do hospital. Eu balançava minha perna como se fosse ajudar o tempo a passar mais rápido, já eram 4:40, além de mim na sala de espera, só havia um homem dormindo sentado apoiado na parede e uma mulher com o mesmo ar de angustia que eu devia estar exalando. E por quê? Eu não faço a mínima ideia. Eu não deveria estar preocupado com um completo estranho, mas formei na minha cabeça que a razão, era porque eu queria ver como aquela história acabaria. O que era uma total mentira, porém eu já era perito em mentir para mim mesmo.
Minha cabeça doía, eu ficava ocupando meu tempo formando questões mentalmente. Por que aqueles caras tinham espancado aquele garoto? Será que tinha uma razão? Ou eles só eram uns merdinhas que queriam roubar a carteira e o celular dele e aproveitaram para promover um pouco de violência? Por que eu segurei a mão dele?
Droga. Por que essa pergunta. Isso não tem a mínima importância, foi só no calor do momento.
Mas eu ainda sentia o frio da mão dele junto a minha, sua pele gelada em contato a minha. E eu no fundo, tinha vontade de sentir aquele toque de novo. Havia algo nele, algo novo, e também havia algo em mim, curiosidade, uma curiosidade que estava me consumindo a cada segundo que se passava.
Foda-se, isso não importa. Repito: NÃO IMPORTA. Eu preciso voltar ao meu normal, a minha vida normal. Estava quase me levantando para sair quando um médico do plantão de hoje, conhecido meu, apareceu e caminhou na minha direção.
— Eer... Oi Dr. Law, – Ele falou, e eu me levantei – o seu amigo, está fora de perigo, porém ele trincou o rádio e ele recebeu uma facada no ombro, além dos hematomas, mas nada que o tempo e os remédios certos não curem. – Concluiu ele sorrindo minimamente.
Senti como se tivessem tirado duas toneladas das minhas costas, senti alivio e não pude deixar de perguntar, mesmo tendo certeza sobre a resposta.
— Posso vê-lo?
— Infelizmente não, ele ainda está desacordado e fraco. É melhor que não, mas você não está na escala amanhã? Passe no quarto dele. Se preferir até passo ele como seu paciente.
— Eeer....Amanhã a gente vê isso melhor. – digo me perguntando o que eu tinha acabado de falar. Eu não queria ele como paciente. Eu não quero ficar perto dele. Dane-se ele. – Até amanhã Dr....?
— Dr. Roronoa, – Ele falou dando outro sorriso mínimo. – mas pode me chamar de Zoro.
— Ok, até amanhã.
Fui caminhando até a porta, o ar gelado da madrugada com suas ruas desertas e outdoors brilhando sozinhos na escuridão imensa do céu noturno. São 5:16, levo minha mão até a chave do meu carro até que me lembro: Meu carro está do outro lado da cidade. Merda. Vou ter que ir andando para casa e antes de ir para o trabalho vou busca-lo.
Minha casa não é longe do hospital, 7 minutos de caminhada e eu já estava na porta, segurando minha chave para entrar.
Só quando pisei no capacho de entrada, percebi que estava exausto. Também estava meio zonzo por conta da bebida. A festa, meu Deus, eu tinha esquecido totalmente. Aquilo parecia não ter acontecido realmente, eu estava tão envolvido no acontecido das últimas horas que nem tinha me dado conta que meu namoro de 1 ano e meio tinha acabado.
Mas agora eu não estava sentindo nada. Absolutamente nada. Eu não estava chocado, triste nem nada como eu pensava que ficaria quando chegasse em casa. Mas tinha uma coisa que eu não conseguia tirar dos meus pensamentos.
Aquele garoto. Quem era aquele garoto?
Eu sentia uma enorme necessidade de descobrir isso.
Mas isso não importa agora, amanhã é um novo dia, com novos problemas. Melhor dormir. Pelo menos as últimas horas que eu tinha de sono seriam mais calmas que essa madrugada inteira.
Amanhã minha vida voltaria ao normal. Era o que eu achava...
*****
Levantei eram 6:46, tinha dormido pouco, mas já tinha me acostumado com essa rotina, eu tinha muita insônia, o que me causava profundas olheiras.
Fui até o banheiro, me troquei, cuidei da minha higiene matinal, tomei uma xícara de café e fui buscar meu carro.
Eu tinha deixado ele relativamente distante da entrada da festa então não tive que passar em frente a porta da festa. Entrei no carro e dirigi até o hospital, eram 7:41 meu horário na verdade era 8:00, mas eu gostava de chegar um pouco mais cedo.
Logo que cheguei encaminhei-me para a minha sala, chegando lá peguei alguns papéis e comecei a lê-los, eles tinham haver com alguns pacientes meus e coisa assim. Porém eu estava inquieto, queria ir vê-lo, será que ele já tinha acordado? Ah, dane-se, não vou conseguir trabalhar direito se eu não for até lá.
Levantei-me, abri a porta e fui até uma enfermeira que passava pelo corredor com uma bandeja na mão.
— Ei, você sabe em que quarto está um garoto que chegou de madrugada e.. – eu disse, porém fui cortado.
— Ah, o Luffy! – ela disse – Eu estava indo levar o café da manhã para ele, se quiser me acompanhar Dr. Law...
— Ah não…. Éé..... Qual é o quarto? – Luffy, esse é o nome dele...
— Quarto 344. – disse ela prestativa.
—Eer.... Obrigado. – falei e sai quão rápido eu pude, chega de passar vergonha, ela não precisa saber do meu interesse nele... Em Luffy...
Voltei para minha sala e continuei com a papelada, dessa vez tentando me esquecer do resto do mundo para conseguir focar realmente, mas não consegui tirar o nome “Luffy” de minha cabeça.
*****
Algumas horas depois eu já não aguentava mais. Eu tinha só 1 consulta marcada para a parte da manhã. Ainda eram 10:30 eu precisava ir até lá.
Sai da minha sala e me encaminhei para o quarto 344, cheguei em frente ao quarto e lá estava ele, olhando para o teto branco, com um grande curativo no ombro e uma tipoia. De repente ele virou a cabeça em minha direção.
— Èr.. Oi. – disse Luffy um pouco incerto.
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