Give me Love
1 Drugs of Life
Notas iniciais
Boom, essa é a minha primeira fic, e o começo dela é meio triste, mais eu prometo que vai fiar engraçada :-)
bj bj
Sabe aquele momento, em que alguém te pergunta "Você está bem?" e seus olhos se enchem de lágrimas?
Bem, era assim que eu estava me sentindo.
Meu nome é Heloisa Johnson e tudo começou a três meses atrás, quando recebi um telefonema de meu pai dizendo que minha irmã estava sentindo dores fortes, e agora estava internada.
Sem esperar mais um segundo se quer, fiz minhas malas e liguei para Liam — meu marido — explicando a situação, o convidei para vir comigo mais ele negou dizendo que tinha que cuidar da empresa.
A cidade onde meus pais moravam ficava á duas horas de carro. Ao saber onde minha irmã estava internada, fui voando para lá.
Lembro-me da voz do médico dizendo que ela tinha uma doença horrível e que estava no estágio final.
Lembro-me de gritar " É MENTIRA, É MENTIRA" o mais alto que pude com lágrimas nos olhos e tentando bater no médico, enquanto papai me acalmava dizia que era ridículo eu culpar o doutor.
Lembro-me de entrar no quarto dela com lágrimas nos olhos, e ela sorriu para mim e disse que tudo ia ficar bem, e só de ver aquele sorriso — fraco porém dela — me dava forças para continuar.
Foi então que um dia eu disse a ela que sentiria saudades quando ela partisse.
— Dá para sentir saudades e viver ao mesmo tempo.
— Sim Jess — eu disse -, mas é que as vezes eu penso que...
— Não pense — ela me interrompeu -, esse é o nosso mal, pensar demais.
Fez-se um silêncio, um silêncio bom, diferente daqueles constrangedores.
— Heloh — disse Jess me fazendo olhar para cima -, quando eu partir, não quero que você se sinta mal. Eu ando sofrendo muito — ela parou e suspirou -, a morte é tudo o que eu mais desejo. Prometa que não se culpará.
— E-eu prometo.
Ela sorriu para mim e disse:
— Eu te amo, lembre-se disso.
— Lembrarei.
Enquanto Jess ficava cada vez mais fraca e magra, eu ficava ao lado dela o dia, e a noite, eu desabava sabendo que perderia minha irmã para uma coisa tão boba quanto a morte.
E assim fora, durante três meses, até que um dia, os aparelhos que faziam Jess sobreviver, já não estavam ajudando-a. E ela simplesmente partiu.
Mesmo prometendo a Jess que não me culparia, não deu. Algo dentro de mim desmoronou, assim que ouvi a voz do médico dizendo que ela se foi.
Foi insuportável. A coisa toda. Cada segundo pior que o outro. Parentes e amigos me davam abraços falsos dizendo que estava tudo bem, que tudo ia ficar bem, quando na verdade, NADA está bem e NADA ia ficar bem. Para falar a verdade, a tendência era só piorar.
A única pessoa que eu queria falar sobre a morte de Jess, era a Jess. Só ela me entenderia.
Jess se fora. Eu a perdi para uma doença maldita. Mas o que me dava forças para continuar, era saber que ela estava em um lugar melhor. Me olhando lá de cima.
Posso até não senti-la, não vê-la, não ouvir sua voz, não ver seu sorriso ou seus olhos, mais sei que ela está ao meu lado.
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