Notas iniciais
Oi gente! Então, eu comecei essa fic, excluí, e agora voltei com ela! Caham. Eu tinha excluído porque tinha que terminar mais 4 fanfics, e como agora uma delas está no fim, posso voltar com essa. Espero que gostem.

Outro mundo? Como assim?

– Gaara, pode nos explicar melhor? — Eu estava calmo por fora, mas por dentro estava ruindo. Minha filha estava presa em algum lugar com quem quer que seja uma força maligna. Sakura já estava aos prantos ao meu lado, ela nunca foi tão durona por dentro quanto por fora, era só tocar na ferida.

– Vocês se mudaram a pouco tempo para cá, certo? — Gaara perguntou, ainda observando o quarto. Afirmei com a cabeça. — Bom, pode ser que a casa já era lar desse espírito. Mas há também a possibilidade dele ter se apegado à Tomoyo, antes mesmo de se mudar para cá. Se a segunda opção for a correta, então ele a seguirá onde for, a casa não significa nada.

– E o que fazemos? — Perguntei enquanto amparava minha esposa ao meu lado.

– Eu sou médium. Pelas conclusões que tirei, esse não é um caso para mim. Não estamos lidando com um simples espírito, é um demônio. — Ele respondeu, minha imagem de homem calmo começou a sair.

– Um demônio?

– Sim, demônios são criaturas do inferno, malignas, impiedosas e... — Ele fez uma pausa, como se parasse para pensar. — Vingativas. — Ele virou para mim. — Sasuke, você ou a Sakura já fizeram algo para alguém que deixou esta pessoa com raiva?
Parei para pensar. Na verdade, isso é quase impossível para Sakura, ela é médica, todos a adoram. Já eu...

– Eu deixo as pessoas com raiva todo o tempo, sabe que sou policial. Digamos que os criminosos não vem de boa vontade até nós e pedem perdão. — Falei.

– Prendeu alguém estranho ultimamente? — Ele perguntou.

– Por que a pergunta? O que tem a ver? — Perguntei, tentando entender.

– Como eu disse, demônios são vingativos. Eles podem ser invocados por pessoas que guardam rancor de alguém. Pessoas que venderam sua alma ao Diabo, geralmente. — Ele respondeu. Um calafrio percorreu minha espinha.

– Acha que pode ser isso? — Perguntei, um pouco temeroso.

– É bem provável. — Ele falou, sério, agora olhando em minha direção.

– E o que você recomenda que façamos? Se você não pode nos ajudar... — Não terminei, abaixei a cabeça, encarando minha esposa, que ainda passava os braços em minha volta, depois voltei a ele.

– Um demonologista, é o que precisam. Ele poderá lhes dar maiores informações e respostas mais concretas. — Ele disse enquanto massageava as têmporas, saindo do quarto. — Se me permitem, preciso sair daqui, está me incomodando. — Ele parou na porta, me olhando. Apenas assenti. — Desculpe não poder ajudá-los.

– Tudo bem, obrigado. — Agradeci. Ele ia saindo, quando virou-se novamente.

– Ah, Sasuke, eu não entraria muito neste quarto se fosse vocês, pelo menos não sem a presença de um especialista em demonologia. Sei bem quem posso mandar para ajudar vocês, se permitirem, posso pedir para que ele venha amanhã fazer uma visita. — Ele disse, enquanto procurava algo em seu celular.

– Nós agradeceríamos, não tínhamos a menor ideia de quem chamar. — Respondi.

– Ótimo, aguardem sua visita amanhã pela tarde. Cuidem-se. — Terminou, saindo logo depois.

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Coloquei Sakura na cama, ela dormia profundamente, e agradeci mentalmente por isso. Fazia tempos que ela não conseguia dormir direito, nem eu. Deitei-me ao seu lado, abraçando sua cintura e tentei dormir.

Tentativa fracassada, devo dizer. Pelo menos eu não esperava que o cobertor andasse durante a noite e nem que algo dormia entre Sakura e eu.

Notas finais
Capítulo pequeno, to introduzindo tudo pra vocês ainda. Espero que não se importem. Beijos.