Give Me Your Love
16 Capítulo 16 - Talvez seja ciúmes.
Notas iniciais
–Então tudo o que vocês fizeram foram trancá-los na sala de música e pronto? –Jeremy ria da situação, enquanto Bonnie lhe contava como Stefan e Elena começaram a se relacionar. –Elena me deve uma explicação, ela era toda certinha e agora anda de amizades coloridas e ainda mais com Stefan Salvatore. Danada – ele riu ainda mais.
–Eu daria tudo para ser uma mosquinha naquele momento, só para ver como foi tudo- Bonnie riu junto com Jeremy.
Os dois estavam deitados, trocando caricias, finalmente juntos e sem segredos.
Jeremy beijou Bonnie apaixonadamente e as coisas iriam mais longe, se não fosse pelas batidas na porta que os fizeram parar. Foi Jeremy quem abriu a porta, para se deparar com um Stefan ofegante e cansado.
–Stefan? O que faz aqui? –Jeremy perguntou confuso.
–A... A Elena está aí? –disse ele com dificuldade, havia andado por todo o campus, mas não havia encontrado Elena.
–Não, cara –depois Jeremy mudou de confuso para maroto. –Hey, está mesmo afim da Elena? Gosta mesmo dela?
–Eu... eu não... Jeremy, estou ocupado. Depois falamos nisso – Jeremy assentiu e fechou a porta, rindo. Depois disse um “é, ele está mesmo afim da Elena” para Bonnie e voltaram a fazer o que estava fazendo, antes de Stefan interromper.
Stefan estava cansado. Não havia encontrado Elena em lugar nenhum. Provavelmente ela devia ter sumido por aí com Elijah. De repente Stefan sentiu uma dor estranha no peito, como se fosse algo ruim Elena estar com Elijah. Ciúmes? Não! Ele não estava com ciúmes, se recusava a pensar nisso. Seja como for, ela aparecerá alguma hora. Ele estava suado e com calor, então resolveu ir para seu quarto tomar um banho e colocar uma roupa limpa.
Assim que abriu a porta do quarto, se deparou com Elena, sentada na cama, com as costas apoiadas sobre a cabeceira da mesma e com um livro na mão. Stefan sentiu um alívio enorme ao descobrir que ela não estava com outra pessoa, mas mesmo assim resolveu perguntar.
–Te procurei em todo canto –começou ele. –Achei que estivesse com Elijah –Elena olhou para ele confusa.
–Por que eu estaria com Eli... –então se lembrou da desculpa que havia dado no refeitório e imediatamente reformulou a frase. –Não o achei em lugar algum –disse esperando que Stefan não percebesse o tom nervoso em sua voz, o que pareceu funcionar.
–Ah – concordou ele e se sentou ao lado dela, lhe deu um beijo na bochecha e voltou a falar. –Tenho uma notícia boa para lhe contar. Que ouvir?
–Sempre quero ouvir uma noticia boa- ela sorriu.
–Não foram seus pais –os olhos de Elena se arregalaram. Então foram os Salvatore? Ela estava mesmo dormindo com o filho dos assassinos de seus pais? Imediatamente sua expressão se transformou em raiva, mas Stefan foi mais rápido e não deixou o sentimento tomar conta de Elena. –Não foram os meus pais também, se é isso que está pensando –agora Elena estava confusa. Se não foram os pais dela e nem os pais de Stefan, então quem diabos teria assassinado ambos seus pais.
–Quem foi então? –consegui dizer.
–Ainda não sabemos, mas conseguiram algumas pistas no antigo local do crime. Descobriram uma espécie de alçapão, onde havia pesquisas de outra pessoa. Sabe de alguém mais que trabalhava naquele laboratório além de nossos pais?
–Não –respondeu ela. –O que mais descobriu? –perguntou mais interessada no assunto.
–Duas iniciais: P.Y e DLP.
–PY e DLP? Como vamos achar os culpados apenas com iniciais.
–Não é PY, e sim P.Y . É um título Elena. Uma dessas duas pessoas tinha um titulo vinculado com Mistic Falls.
–P.Y, P.Y, P.Y... Ah meu Deus- os olhos de Elena se arregalaram novamente, desta vez por não quere acreditar em seus próprios pensamentos. –Pastor Young... Pastor Young?
–Pensei a mesma coisa, mas ele era pastor, porque mataria nossos pais? –os olhos de Stefan eram serenos, indo de encontro com os de Elena, que estavam em completo desespero. Stefan pegou as mãos de Elena e entrelaçou nas suas, a fim de lhe reconfortar. Os olhos de Elena umedeceram e logo uma lágrima escorreu por seu rosto alvo.
–Stefan... O Pastor Young era amigo da minha família. Ele tratava de negócios com meu pai, mas eu nunca pensei que... –ela não conseguiu dizer mais nada, apenas chorou. Stefan mais do que depressa se colocou ao lado dela na cama e a aconchegou em seu colo, tentando acalmá-la enquanto a abraçava.
–Elena. Nós ainda não temos certeza, não fique tão aflita- dizia ele enquanto acariciava seu cabelo e costas. Beijou o topo de sua cabeça e ficou ali, esperando ela se acalmar.
Cinco minutos. Foi tudo o que Elena precisou para parar de chorar, porém, ainda estava deitada, aconchegada nos braços de Stefan. Só depois de cinco minutos em silencio que ela voltou a falar.
–Desculpe por tomar seu tempo –disse se levantando, mas ele a impediu.
–O que? Você não tomou meu tempo.
–Katherine deve estar procurando por você –Stefan a olhou confuso, depois sentiu uma pontada de felicidade, depois achou engraçado o que ela disse e deu um sorrisinho torto.
–Meu amor, está com ciúmes? – Elena enrubesceu no mesmo instante. “Meu amor”, ele havia mesmo chamado-a assim, ou era apenas a mente dela lhe pregando uma peça? “Meu amor”, mas por que Stefan a chamaria assim? Eles nem são namorados nem nada.
–Não estou com... Do que me chamou? –ela olhou no fundo das esmeraldas dele. Seus olhos eram serenos e verdes, como se aquilo fosse completamente normal.
–Meu amor –repetiu ele. –Foi apenas um gesto carinhoso –ou não, pensou ele. As palavras haviam pulado de sua boca sem permissão alguma. –Está mesmo com ciúmes da Katherine? –ele olhou no fundo dos olhos dela, então ela desviou o olhar, com o intuito de não revelar seus verdadeiros sentimentos, dos quais ela mesma desconhecia.
–Não... eu apenas não quero que se sinta preso. Não quero que se sinta preso a mim Stefan. Saiba que você é livre para ficar com outras pessoas –ela disparou as palavras como uma metralhadora sem rumo, Stefan sorriu com isso.
–Você já me disse isso. E? –brincou, colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
–E que não somos namorados nem nada. Apenas dividimos o mesmo quarto e damos liberdade de nos aventurarmos de vez em quando –ele estava se divertindo com a situação. Elena parecia um robô falando, estava em autodefensiva e nem percebia.
–Elena... –ele tentou chamar sua atenção, mas ela continuava a tagarelar sobre como eles eram desimpedidos e livres. –Elena... –novamente ele tentou fazê-la parar de falar abobrinhas, sem sucesso. –Elena! –ela finalmente parou de falar e olhou para ele.
–O que? –mas ele não disse nada. Apenas olhou-a de um jeito meigo e desejando-a ao mesmo tempo, então a beijou lentamente, começando com um selinho e abrindo os lábios aos poucos. Elena corespondeu ao beijo, então ele pediu passagem com a língua e ela cedeu. Segundos depois estavam se beijando, mas não um beijo feroz ou que emitia desejo. Não. Era muito mais do que isso, além do desejo, naquele beijo tinha paixão, conforto, consolo e quem passasse por ali até poderia arriscar um palpite de que havia amor. Sim. Provavelmente havia amor naquele beijo. Esse não era um beijo sexual como os outros, esse era com certeza um beijo diferente, que terminou com dois olhares ternos e um silencio confortável, apesar de ser absoluto.
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