Give Me Your Heart Broken
7 Be the one I'm looking for...
Notas iniciais
Então, essa semana deu pra postar dois capitulosss WHOOA!
poisé... enquanto novos leitores aparecem, outros somem... isso me preoculpa... E como diz a Vêronica: LEITORES FANTASMINHAS FAÇAM O FAVOR DE APARECER.
Bom, esse capitulo é meio chatinho, vocês vão achar que a Hayley é uma boba chorona, mas eu prometo que não vai ser pra sempre assim... vou tentar por um pouco de humor no proximo capitulo...
Gui...
Valeu pela Review, eu fiquei bastante assustada quando você me disse no msn que lia essa fic mas não sabia de quem era haha :)
No Mais, bjs e até o proximo capitulo...
AAAA ee não esqueçam da Review
Franklin 28.12.2003 7hrs20min
Acordei naquele dia mais retardada do que tinha dormido. Eu estava estranhamente feliz e não conseguia parar de rir ou cantarolar. Quando acordei fui colocar as coisas que eu tinha ganhado guardadas no meu quarto, organizadas dentro do meu guarda roupas. Minha mãe achou estranho eu ter acordado tão cedo quando me viu descendo para tomar café antes das oito da manhã.
- Bom dia mãezinha linda... – eu disse indo dar um abraço nela.
- Uhnn? Bom dia filha... Caiu da cama foi? – ele me olhou rindo e me dândi um beijinho na testa.
- Não... Perdi o sono...
- Uhnn... Ok... Vem seu café já está pronto... Filha tem certeza que você perdeu o sono ou você não achou ele em momento nenhum?
- Eu perdi o sono mãe... Eu acordei de madrugada e não consegui dormir mais... Por quê?
- Por nada, eu pensei que hoje você ia dormir mais porque tava cansada por cauda da festa de ontem e ai dormir no máximo até as 17:00 da tarde...
- O Zac vai vir aqui daqui a pouco... – Eu disse colocando o leite no cereal. – E a senhora? Não ficou cansada não? Eu vi que a senhora foi dormir bem depois de mim.
- Não meu anjo, já disse pra não se preocupar comigo... – ela me olhou segurando o riso – Mas não se preocupe, eu estou bem e não estou cansada, estou com as minhas energias todas recarregadas.
- Uhnn... Mãe... Eu estou pensando em arrumar um emprego... Não sei; talvez num mercado qualquer pra poder ajudar nas despesas aqui em casa.... Só o dinheiro que o papai manda não vai dar pra pagar as contas e fazer as compras do mês... – Eu disse colocando uma colherada de cereal na boca.
- NÃO! – ela me olhou já quase comendo o meu fígado com os olhos enquanto se sentava do meu lado– De jeito nenhum... A gente já conversou sobre isso, e não! Eu já disse isso... Eu e o seu pai não aceitaremos isso jamais... A única coisa que você vai fazer agora é ESTUDAR! Entendeu mocinha? Nada de trabalho, ok? E pra que? Não precisa...
- Mãe... Aceite a realidade! Com o dinheiro que o papai manda não vai dar pra sustentar a casa! Nós temos contas se acumulando lá na sala... Daqui a pouco estamos sem luz e agua! Vamos fazer assim, eu estudo na parte da manhã e na parte da tarde eu trabalho... Não vai me atrapalhar em nada e talvez eu até goste... Mas do jeito que está não dá pra ficar... Eu acho que a senhora devia arrumar um emprego... – eu olhei pra ela com um olhar de desaprovação — Desde quando eu nasci que a senhora não volta á exercer sua profissão de publicitária!
- Ta... Tudo bem, eu posso, mas eu disse EU posso voltar a trabalhar como publicitaria... Você não, eu já disse que não, eu nem o seu pai aprovamos isso nem hoje, nem amanhã e nem nunca... De forma nenhuma, seu pai enlouqueceria.... Não! De forma nenhuma...
- Por que eu não posso trabalhar? Eu não vejo nenhum problema nisso! E outra, eu vou adorar ter meu dinheiro pra gastar quando eu for sair...
- Por que não filha... Eu não quero que você saia pra trabalhar... Isso não é coisa pra você... De jeito nenhum... E certamente o teu pai também não concorda e nem vai concordar com essa sua loucura... Se ele não aceitava nem eu trabalhando vai aceitar você? Não filha... E só tenta imaginar o que as pessoas vão falar? Vão comentar no ponto que nós chegamos... Não filha, nem pensar, não quero que eu novamente seja assunto pra esse povo não...
- Mãe, desde quando trabalhar é motivo de fofoquinha de vizinho? E outra, uma hora ou outra eu vou trabalhar! — Primeiro isso é motivo de fofoquinha sim e você sabe disso, e segundo, deixa isso pra hora certa, não agora... Entendeu?
- Ok... Não vamos discutir sobre isso...
- É... Você tem razão... Mas, uma ultima coisa... Porque você começou a pensar nisso agora?
- Por que eu vi a quantidade de boletos na sala... Mãe, você pagou o gás?
- Uhunn por quê? Já veio outra cobrança? Por favor, me diga que não, se não eu vou ter que ir reclamar...
- Ta ali... E pelo o que eu li, estão cobrando a do mês passado... Se não pagarmos vamos ficar sem gás...
- Mas eu paguei filha, eu juro, paguei tudo no mesmo dia, os cartões, a energia, o gás, a agua, enfim, tudo...
- Então a senhora vai ter que ir lá reclamar... – Na mesma hora a campainha tocou e minha mãe fez sinal de que aquele assunto tinha morrido ali. Eu corri até a porta e abri, era o Zac, com um sorriso enorme no rosto quando me viu.
- Ah... Hey Hayley... Espero não ter te acordado... Eu sabia que estava cedo de mais... – ele parecia um pouco nervoso.
- Tudo bem Zac, eu acordei cedo hoje... Entra... – eu abri a porta e dei espaço pra ele entrar – Vem tomar café com a gente...
- Na-não... Não precisa, eu já tomei café hoje... Estou satisfeito... Obrigado Hayley... Ah! Bom dia Dona Cristie...
- Bom dia Zac, tudo bem, ah e por favor, sem o dona, pode ser só Cristie?
- Tudo sim.. Cristie... – Minha mãe deu um sorriso pra ele.
- Bom, mãe... Nós vamos passar à tarde no porão, se alguém me procurar avisa que eu tô lá.. Ok?
- Ok filha... Mas, antes que vocês vão pra lá, me tirem só uma duvida... Não me levem a mau, mas... O que vocês dois sozinhos vão fazer lá no porão que vão ficar a tarde inteira?
- Procurando meus EP’s do Jimmy Eat World... Não preocupa não mãe... O Zac é uma espécie de irmão pra mim... – Eu disse dando um abraço nele.
-Não se preocupe senhora Cristie... Eu não vou fazer nada com a sua filha..
- Tudo bem... Mas por via das duvidas, eu tô de olho nos dois ta bom?
- Ok mãe... Vem Zac... – Eu saí puxando ele para porão, que ficava no lado de fora de casa. Ele riu e me acompanhou
- Sua mãe ta com medo que eu faça alguma coisa com você... – ele falou rindo enquanto a gente parava de frente pra porta do porão.
- Ela só falou isso pra tentar parecer a mãe preocupada... Ela não é assim... Se ela estivesse no normal dela, ela iria perguntar se você tem camisinha ai... – Eu disse abrindo a porta e entrando.
- Sério? – ele me olhou rindo e com os olhos arregalados – Então você tem a mãe que todo mundo queria ter? A “mamãe liberal” que todos os adolescentes pedem a Deus...
- É; mais ou menos... Ela é louca pra que eu tenha um namorado, traga ele pra minha casa qualquer noite dessas e depois conte pra ela a experiência...
- Nossa! – ele riu – Acho que se nem se a minha mãe nascesse de novo ela seria tão legal assim... Não que eu seja desse jeito, mas... – ele abaixou a cabeça rindo sem graça.
- Tudo bem Zac... Não precisa ficar com vergonha... Eu sei que você não é assim... Uhnn... – Eu olhei aquele porão e respirei fundo, enrolei o cabelo em um coque e amarrei a blusa acimada barriga, ali estava fazendo muito calor.
- Uhnn... Você ta sentindo muito calor mesmo? Mas ta frio, ta até caindo um pouquinho de neve... – ele falou rindo olhando e brincando com os micros floquinhos que caiam a nossa volta enquanto eu abria a porta do porão com um pouco de dificuldade – Uhnn... Desculpa, quer ajuda aí?
- Ah quero sim... Ele é pesado...
- Beleza... – ele me pediu pra me afastar um pouquinho e começou a empurrar o portão, em pouquinho tempo ele conseguiu abrir.
- Ah valeu Zac... Eu levaria um dia inteiro pra abrir isso ai... – Eu disse entrando no cômodo mal iluminado – Você vai ver como aqui dentro é quente... Nada comparado á neve caindo lá fora... – Eu disse fechando as portas com cuidado pra que a corda não ficasse por fora e nós dois não ficassem presos lá dentro.
Ele parecia incomodado com o fato de eu estar extremamente em casa, meus trajes eram os mais a vontade o possível, era assim que eu ficava em casa.
- Na-não sem problemas... E é; realmente aqui é bem quente... – ele riu sem graça se abanado – Mas por onde vamos começar a procurar os EP’s? Tem muitas caixas aqui né? E estão bastante empoeiradas... – ele andava no cômodo olhando tudo e às vezes até soprando as poeiras pra ver o que era.
- É... Ninguém meche nessas caixas á meses... Faz assim, pega uma caixa que eu pego outra... Assim a gente não demora muito tempo...
- Beleza... Vamos começar com as que estão em cima... Deixa que eu pego pra você... – ele me olhou rindo certamente debochando a minha altura, mas ele só me olhou mesmo, não falou nada, mas eu entendo bem.
- Pode deixar que eu pego... – eu dei um risinho e subi na estante, aquele ar de superior a tudo era mal de família? – Eu só preciso que você segure a minha cintura pra eu poder pegar a caixa...
- Ah... Sim, eu te... Seguro... – ele foi pra trás de mim, pegou a minha cintura e me pegou no colo, me levantando bem na altura da ultima repartição da estante. Eu peguei a caixa e desci do colo dele num pulo.
- Pronto, pode pegar a sua... – Eu disse me sentando no chão e abrindo a caixa.
- Ta... – ele coçou a cabeça, parecendo um pouco confuso, mas depois pegou uma das caixas e se sentou de frente pra mim e começou a tirar algumas coisas de dentro da caixa.
- Bom, com certeza eles vão estar com os discos antigos do meu pai. Ele ia levar eles quando ele se mudou, mas eu acho que ele esqueceu...
- Mas você sabe em que caixa os discos antigos do seu pai está? E se são discos, certamente tem um valor enorme de consideração por parte do seu pai, não deveria estar em um lugar mais considerável do que um porão? Será que não ta lá dentro da sua casa não?
- Estavam, mas depois que meus pais brigaram e ele saiu daqui de casa, minha mãe não queria nenhuma lembrança dele lá dentro, então mandou algumas coisas aqui para o porão....
- Ah! Ta... – ele riu e voltou a olhar as coisas que estavam dentro da caixa que ele tinha pegando.
Nós passamos a tarde toda procurando aqueles EP’s. E conseguimos achar quase todos que eu tinha. Depois nós acabamos decidindo ir tomar um sorvete, e pra minha surpresa (desagradável) de dar de cara com Josh conversando com uma loira numa mesa mais longe da nossa.
- Uhnn... Olha meu irmão ta ali, quer ir lá sentar com ele? – ele olhou rindo pro Josh e depois olhou pra mim.
- Não... Ele ta muito bem acompanhado... E eu também... – Eu olhei pra ele com o mesmo sorriso que eu tinha dado para o Taylor quando eu dançava um dia antes na festa. E Zac ficou exatamente do jeito que o Taylor tinha ficado. Acho que eles não esperavam que uma garota mais velha os cantasse.
- Então ta... – ele riu e puxou a cadeira pra mim – Quer que eu busque o sorvete pra você? Que sabor você gosta? – ele me olhou rindo.
- Coco... – Eu disse rindo. Eu não podia fazer o que eu estava pensando em fazer, ele estava afim da minha amiga! Mas parte de mim queria fazer, e a cada vez que eu olhava para casalzinho feliz na outra mesa essa parte de mim crescia.
Comecei a pensar o quanto essa minha brincadeirinha poderia custar, a amizade do Josh? A amizade da Mary? Até mesmo a amizade do Zac? Eu poderia até machucar alguém com isso. Então resolvi parar. Mas a raiva que eu estava dos dois na outra mesa só aumenta dentro do meu peito. E certamente eu não escutaria esse lado que resolveu parar. Quando o Zac voltou com o nosso sorvete eu puxei a cadeira dele pra mais perto de mim, Eu não devia fazer aquilo.
- Uhnn... Aqui o seu sorvete, de coco não é? – ele riu e me entregou a taça com o sorvete enquanto se sentava perto de mim.
- É isso mesmo... Coco... Uhnn... Zac... Eu sei que nós não temos intimidade suficiente pra isso, mas eu posso te perguntar uma coisa?
- Uhnn? Pode sim Hayley, claro... – ele me olhou rapidamente rindo.
- Eh... Você ta... Eh... Gostando Da... Da... Mary?
- Uhnn? QUEM TE FALOU ISSO? – ele me olhou um pouco assustado.
- O seu irmão... Na hora da valsa... Zac, por favor, me responda com sinceridade... Eu preciso saber...
- Na... Não sei, mas porque você precisa saber isso? O que vai mudar pra você?
- Ah... É uma coisa... — Uhnn... E eu posso saber que coisa é? – ele me olhou já um pouco desconfiado mais ria torto.
- Eu não sei bem o que é... Na verdade eu não sei o que está acontecendo comigo desde quando o seu irmão apareceu no meu caminho... A minha cabeça ta confusa...
- Uhnn?! Hayley? Você ta... Gostando do... Meu irmão? – ele disse diminuindo o volume da voz e chegando perto de mim.
- NÃO... Não tô não... – Eu respirei fundo e olhei pra ele – Você sabe o que é isso que ta acontecendo comigo? Eu não aguento mais, ver seu irmão com outra menina e querer arrancar a cabeça dela...
- Olha isso já é outra coisa... – ele olhou rapidamente pro Josh e me olhou de novo rindo – Isso é ciúme Hayley... E você não pode negar isso, por que ta estampado na sua cara... Só não vê isso um idiota...
- Ta... Ciúmes de que? Eu não sou nada do seu irmão, ele só é um amigo igual você e o Jeremy são meus...
- Mas não é nesse sentido, você ta com ciúme porque você gosta dele só que não ver isso, entende?
- Zac, você ta vendo coisa... Eu não tô gostando do seu irmão não...
- É sério Hayley, eu não estou brincando, a gente ta notando isso, e não é de hoje... E qual o problema de você gostar do meu irmão? – ele me olhou rindo.
- Eu não quero me apaixonar, não quero amar ninguém...
- Eu sei que é por causa dos seus pais, mas Hayley, você não pode lutar contra isso, isso é inevitável, acontece com todo mundo, você querendo ou não...
- Mas não vai acontecer comigo... Eu não acredito no amor... Eu não quero acabar numa historia como a dos meus pais... E... Olha pro seu irmão... – eu disse em um tom desanimado – depois de ontem, ele já ta com uma loira gostosa...
- Uhnn?! Juro que não entendi o “depois de ontem”... O que vocês fizeram ontem? – ele e olhou assuntado depois desanimado – Melhor, oque o traste do meu irmão fez com você ontem?
- Promete não contar pra ninguém? – ele acenou que sim com a cabeça – Eh... A gente... Eh.. A gente se... Se bei... Bei... A gente se beijou... – o olho dele foi quase pra fora do rosto sem contar que depois ele deu uma crise de tosse.
- ZAC? VOCÊ ESTÁ BEM? – Eu levantei e dei uns tapinhas nas costas dele – Zac?
- Zac? Hayley? – Josh veio até a gente, juntamente com a loira.
- Hey... Jo... Jo... Josh... Hay.. Hay... Hay... Hayley... Eu... Tô... Bem... Só pre... Preciso... De um.. Po... Pouco... De... A... A... A... A...
- Oh My Gosh... Vem comigo Zac... – Eu o levantei e sai puxando ele pra rua.
- EU PRECISO DE AGUÁ HAYLEY!! NÃO DE AR... DE AR TAMBÉM MAIS EU TÔ PRECISANDO DE AGUA NO MOMENTO! – Eu acenei que sim com a cabeça e sai correndo pra buscar um copo de agua pra ele. Quando eu voltei pra perto dele, ele estava sentado no passeio.
- Aqui Zac... — Obrigado Hayley... – ele pegou o copo de agua e bebeu aliviando-se um pouco.
- O que aconteceu?
- Own Zachinho... Por que você passou mal ein cunhadinho? – a loira disse passando a mão no cabelo dele.
– Cunhadinho? – Eu e Zac dissemos juntos olhando para Josh.
– É ué... Você é meu cunhadinho? Você não é irmão do Josh? Então? Você é meu cunhadinho... – ela falou rindo.
– Pera ai... Desde quando você namora com o Josh pra eu poder ser seu cunhado? Alias quem é você? – Eu olhei em silencio para o Josh, sentindo meus olhos enchendo de agua.
– Ah... É verdade... Prazer... Meu nome é Jenna... Jenna Rice...
– Desde... Ago... Ago... Agorinha mesmo... – Eu tentei controlar as lagrimas saindo do meu olho, mas elas desceram teimosas pelo meu rosto.
– Vocês... Estão... Namorando Josh? – Eu perguntei limpando o rosto.
– Estamos sim queridinha? Por quê? Algum problema? – a tal Jenna me olhou rindo e abraçando ele.
– Não... Nenhum problema não... Que... Eh... Vocês sejam... Felizes... – eu disse limpando as lagrimas que desciam pelo meu rosto – Eh... Se você não se importar Zac... Eu vou pra... Casa... – Eu disse me virando de costas. Zac me chamou uma vez, mas eu não dei ideia.
Quando eu virei a primeira esquina, eu encostei na parede e pus a mão na boca e não conseguir segurar o choro. Passei um tempo sozinha, chorando. Pouco depois eu senti a mão do Josh segurando meu braço.
– Hayley... Calma... Vamos conversar... – ele me olhou sério e sem querer eu deixei ele me abraçar.
– Conversar o que? Você... Você... Arrumou uma loira gostosona... Pra namorar... Depois de... De tudo o que aconteceu... Ontem... Tudo bem... Eu nem se... Sei por quê... Eu estou Cho- chorando... –Eu disse forçando um riso, enquanto o abraçava.
– Desculpa, eu te devo desculpas... Eu não deveria ter feito isso com você... – ele mexia no meu cabelo.
– Mas... Você não... Fez nada... Você só... Arrumou uma namorada... Meu Deus, por que eu estou chorando?...
– Mas e ontem...? Eu te... Beijei... – ele se afastou um pouco e ficou segurando o meu rosto – Eu não fui justo com você...
– Josh... Vamos esquecer isso... Foi um momento de fraqueza nosso...
– Como quiser... Mas eu não acho certo, eu não fui justo com você, eu nunca vou me perdoar...
– Eu... Só vou... Precisar... Me afastar de você... Pra esquecer... Eu vou... Ficar bem... Eu disse que eu não ia amar ninguém por que não queria acabar como meus pais, lembra?
– Uhunn... Eu lembro... Mas a gente vai continuar sendo amigo né? Eu não quero e nem consigo me afastar de você, de jeito nenhum...
– Eu... Nã... Nã... Não sei... Eu tenho medo de... Me aproximar de... Demais... De você... E... Não... Cumprir com o que... Eu prometi a mim... Mesma...
– Aquela sua promessa sem jeito né? – ele me olhou dando um sorriso torto e sem graça, foi aí que eu notei que ele também chorava.
– Josh... Quando... Eu te disse... Lá na quadra... Que eu... Não ia amar... Ninguém... Era... Pra evitar tudo... Isso... – Eu disse limpando as lágrimas que escorriam no rosto dele. – Eu prometi... Pra mim mesma... Por que... Como eu disse... O amor só existe... Pra fazer outro sofrer... E eu não quero... Chorar todas as vezes que... Eu ver você com a... Jenna...
– Você pode não acreditar, mas eu não sei por que, mas isso ta doendo do mesmo jeito que ta doendo em você... Ta me matando te ver chorar assim.
– Volta pra... Junto da sua... Namorada... – Eu disse me levantando e saindo andando limpando o rosto. Mas ele segurou meu braço e me puxou pra junto dele. Ficamos tão próximos que eu podia sentir o hálito dele me deixando zonza... Aquele cheiro de menta que eu havia sentido quando ele me beijou no baile, ele não disse nada só o senti encostando os lábios dele aos meus de novo.
No primeiro momento eu tentei me soltar, tentei empurrar ele de todas as formas, mas logo depois, meus braços me traíram, meus sentimentos tomaram conta ao invés da razão e então, por mais que eu tentasse me negar á aquilo eu acabei retribuindo o beijo, passando meus braços no pescoço dele. Ele passou os braços na minha cintura e me puxou pra junto dele, e depois ele me encostou da parede que eu estava encostada antes.
– Josh... Isso não é certo... Você está traindo a sua namorada... – Eu disse enquanto ele deslizava a ponta dos dedos no meu rosto
– Mas se eu te soltar aqui agora eu vou trair a mim mesmo e a você... – ele disse se afastando um pouco, mas me beijando de novo sem dar tempo pra responder. Eu queria ter forças pra poder empurra-lo, queria conseguir fazer isso, mas aquela sensação de estar salva e protegida nos braços dele era mais forte do que a vontade de parar com aquilo tudo e correr pra minha casa. – Eu... Não tenho... Forças... E... Nem vontade... De... Afastar-Me... De você... E nem... Tenho Vontade disso...
– É melhor eu ir... – Eu disse conseguindo me soltar e sair andando.
– HAYLEY! Espera... – ele correu e segurou o meu braço – Por favor... Me escuta... Por favor, me desculpe...
– Não vai dar pra... Continuar perto de você mais Josh... Eu vi esse filme acontecer na minha casa Josh... Meus pais se separaram por causa dessa outra que meu pai se envolveu... E... Sinceramente eu... Não quero ser a outra...
– Mas você não precisa ser essa ‘’outra’’... Eu não te vejo assim, mas basta você me dar uma brecha, me dê um voto pra eu te conhecer melhor...
– Josh... Eu... Eu... Eu... Eu preciso pensar... Você acabou de pedir a Jenna em namoro... Eu não sei que... Sentimentos são esses... Me dê um tempo pra... Tentar entender... O que eu estou sentindo... – ele me olhou limpando o rosto e respirou fundo, depois ele riu torto e sem graça.
– Tudo bem... Eu não quero parecer chato pra você... Te darei o tempo que você precisar e querer... Ah! E pense no que é melhor pra você ta? Eu vou... Ficar bem... – Eu acenei que sim e corri pra abraça – lo. Eu não podia tomar nenhuma decisão naquela hora, era muita informação, minha cabeça girava... Ele me abraçou bem forte, no fundo ele não queria me soltar, mas ele me soltou com o coração partido.
Quando ele me soltou, eu acenei e me virei de costas á caminho da minha casa, andei sem olhar por onde estava passando, mas não demorei chegar na minha casa. Quando entrei, minha mãe me olhou por uns instantes e quando ela percebeu do que se tratava, ela esticou os braços, eu corri e abracei ela chorando. Ela acariciou a minha cabeça até que eu me acalmasse e explicasse pra ela tudo o que tinha acontecido, inclusive no baile.
Depois daquele dia caótico e louco, eu resolvi me afastar de todos, não que os outros tivessem culpa, mas em todas as comemorações e encontros, Josh estaria presente. E pra que eu conseguisse pensar numa solução, por minha cabeça e vida em ordem novamente, eu não podia vê-lo.
Minha mãe estava andando preocupada comigo, também pudera, eu estava desatenta, não conseguia pensar em mais nada. Minha ultima prova de desatenção, foi quando fazia o almoço enquanto ela chegava do trabalho e se deparou com a cozinha quase pegando fogo e eu apenas mexendo a panela olhando para o nada.
– Filha, eu andei pensando... Você ta precisando de uma ajuda... – ele disse se sentando do meu lado enquanto eu tomava café da manhã – eu estou muito preocupada com você...
– Uhnn? – eu disse enquanto ela me tirava dos meus devaneios – Porque mãe?
– Por causa do jeito que você esta ficando... Desatenta... Presa em outro mundo... Isso não esta certo meu anjo... Você pode acabar fazendo uma besteira qualquer hora...
– Eu estou bem mamãe... É só... Uma falta de atenção... Foi por causa do almoço de semana passada? Não vai acontecer de novo... Pode ir trabalhar sossegada...
– Não filha, não tem como... Eu não consigo e eu sei que você não está andando muito bem, e isso me preocupa... E muito... Por que isso é sério, você corre mais riscos sabia?
– Mãe... Eu estou bem... Eu prometo que vou ter mais atenção... Pode ficar tranquila...
– Eu só vou e posso ficar tranquila quando eu ver que a minha menina voltou a ser a minha menina de antes... – ele riu torto e passou a mão no meu rosto – Quando ela vai voltar hein?
– O que é isso que está acontecendo comigo mãe? Eu... Eu não sei...
– Amor meu anjo... – ela disse rindo e passando a mão no meu cabelo.
– Uhnn? Não mãe... Não é...
– É sim meu anjo... Não adianta você continuar tentando negar... É...
– Mas... Não pode não mãe... Eu prometi pra mim que isso não ia acontecer... – Eu disse encostando a cabeça no ombro dela. – Eu prometi que não ia me apaixonar...
– Mas isso não acontece só se a gente quiser.. A gente não manda no coração... E ele não faz tudo que a gente manda...
– Mãe... Ele está namorando...
– Eu sei meu anjo, mas você tem que superar isso ou...
– Ou o que?
– Correr atrás do seu amor e lutar por ele até tê-lo...
– Eu... Eu... Eu não sei o que fazer...
– Faça o que o seu coraçãozinho mandar meu anjo... Ele sabe o que faz...
– Uhnn... Ele ta mais confuso que a minha cabeça... – Eu disse me levantando – Vou pro meu quarto me distrair com o piano um pouco ta mãe... – Ela acenou que sim com a cabeça e eu sai me arrastando pro meu quarto. Quando entrei eu tranquei a porta, peguei lápis e papel e me sentei no banquinho do piano. Nesses últimos dias o meu piano era a única coisa que me deixava bem que me fazia esquecer os problemas... E o Josh...
Fiquei pensando sobre aqueles versos que ficaram na minha cabeça no dia do meu aniversário, eu nunca tinha ouvido nenhuma musica que tivesse aquele trecho, já tinha procurado na internet e não havia encontrado nada.
Pensei bem e escrevi no papel “I don't mean to run, But every time you come around, I feel more alive then ever...”. Aos poucos outras frases foram aparecendo na minha cabeça, frases que completavam aquele tinha aparecido na minha cabeça naquele dia “And I guess it's too much But maybe we're too Young... And I don't even know what's real But I know I've never wanted anything so bad I've never wanted anyone so bad”. Era legal escrever, aquilo vinha de dentro de mim, tomava conta da minha cabeça e nada no mundo me fazia esquecer, rabisquei a folha mais uma vez, lendo e relendo o que eu tinha escrito, me lembrei do que Josh havia me dito naquele dia, ele tinha me pedido uma chance, um voto de confiança, se eu deixasse. Será que eu seria a única para ele? Será que ele me protegeria? Passaria por tudo comigo? Seria quem eu esperei toda a minha vida? “If I let you Love me, Be the one adore, Would you go all the way? Be the one I'm looking for...” Digamos que a duvida pairou sobre a minha mente, tinha medo... E se eu desse esse voto pra ele e ele me enganasse? E se eu não desse e perdesse ele de vez e pra sempre? Eu corria vários riscos. Escrevi mais algumas coisas e fiquei tocando algo sem noção nenhuma no piano. Aquilo me distraía, e me ajudava a pensar, será que eu já estava pronta psicologicamente pra voltar a conversar com os meus amigos em comum com Josh e até mesmo voltar a conversar com ele? Ou seria melhor continuar me escondendo de tudo e de todos?
Eu não podia, as aulas começariam na próxima semana, eu conseguiria me esconder deles. Nem deles, nem do Josh, nem da Jenna, nem de ninguém... Agora mais do que nunca eu não queria nunca ter saído de Meridian... Talvez lá isso não estaria acontecendo... Respirei fundo e sai do piano, já estava no tédio, nada ali me animava como antes, nem o piano, nem o vídeo game, nem o computador. Olhei para o canto do quarto onde meu violão estava jogado, meus olhos começaram a encher de agua mais uma vez, droga! Aquele instrumento era o que mais me lembrava dele, quando ele se ofereceu para me ensinar a tocar naquele dia dentro do ônibus, no baile quando ele disse que eu estava enrolando pra marcar a data... Afastei esses pensamentos da minha mente.
Me jogue na cama e fiquei um pouco deitada escondendo o rosto com o travesseiro depois de um tempo eu me sentei na cama e pegue o violão e fiquei arriscando tocar algumas notas, fiquei imaginando ele me ensinando, nos meus pensamentos a gente se divertia bastante, até ri com aqueles pensamentos bobos. Eu imaginava cada dia, ele ali, sentado na minha cama com o violão no colo, tocando alguma canção que eu gostava, e eu tentando imitar, mas acabava errando tudo e ele com a maior paciência do mundo me ensinando de novo e... Dando-me um beijo depois... Colocando o violão no canto pra poder me ter em seus braços. Sacudi a cabeça afastando esses pensamentos. Aquilo me assustava por que aquilo nunca tinha passado pela minha cabeça antes, era tudo novo de mais pra mim. Josh tinha passado na minha vida como um tornado, e quando saiu deixou tudo bagunçado e de pernas para o ar.
E assim o resto da semana foi passando, eu ficava cada vez mais pensativa, sem apetite nenhum. Agora que eu sabia o que estava sentindo, eu passava horas imaginando como seria se eu tivesse sido diferente, se eu tivesse aceitado dar uma chance pra ele. Será que eu estaria feliz mesmo? E assim o apetite ia embora, eu revirava a comida um milhão de vezes e mal colocava uma colherada na boca.
– Filha! Assim não da mais, olha como você emagreceu? Não posso deixar isso continuar filha, eu não quero que você vire uma doente...
– Eu to sem fome mãe... – Eu disse jogando os cadernos na bolsa e pegando os livros pra ir pra aula.
– Você não vai à aula hoje, você não tem condição... Você ta pálida e parece fraca e cansada... Não, você não vai por que eu não vou deixa...
– Mãe... Eu preciso me distrair... Se eu ficar mais um dia dentro dessa casa mais 24 horas sem ir á lugar nenhum eu vou ficar louca... Talvez a aula me tire desse estado deplorável que a senhora está falando que eu estou... E se eu passar mal eu te ligo e volto pra casa... Tudo bem?
– Olha tudo bem, você pode ir... Mas eu vou te levar se caso você passe mal no caminho eu já estou com você e já te levo em algum lugar... – ele disse rindo torto, mas ela não escondia a preocupação.
– Tudo bem dona coruja, patinha choca... – Eu disse dando um sorriso fraco.
– Sou uma pata choca mesmo... – ele falou rindo tentando me animar – Eu vou só pegar a minha bolsa...
– Ta... Ah... O seu chefe te ligou e disse pra você ir mais cedo hoje...
– Ta... Eu já tinha pegado o recado na caixa de mensagem do telefone meu anjo... Mas, obrigada ta?
– Ta mãe...
– Uhnn... – ela subiu as escadas correndo depois voltou, passou na cozinha e voltou comendo uma maçã e me mandou uma – Vamos?
– Vamos... – eu abri a porta de casa e sai ‘’correndo’’ devagar até o carro e fiquei parada encostada esperando ela.
Ela não demorou á aparecer, eu entrei no carro e ela me levou para o colégio. Quando chegamos, ela perguntou um milhão de vezes se eu estava bem, se eu não estava sentindo nada e se eu não queria voltar pra casa. Eu disse todas as mil vezes que estava bem e entrei pra escola. Eu me sentia fraca mesmo, mas ficar mais um dia dentro de casa eu iria ficar maluca com todos aqueles pensamentos e lembranças.
As primeiras aulas eu não consegui prestar atenção em nenhuma, eu sentia uma tontura passageira, mas abaixava a cabeça e ficava bem. No intervalo, eu não me senti animada para nada, nem para a tagarelice de Kathy, nem para as brincadeiras do Jeremy... Nem por nada... Tambem não comi nada. Estava sem fome.
Não ví Josh na hora do intervalo, devia estar com a namorada dele. Tentei afastar isso da minha cabeça pra não chorar ali mesmo...
Quarta aula do dia era biologia, eu odiava aquela aula. E hoje o professor ia passar sobre tipo sanguíneo, e teríamos que descobrir os nossos tipos furando o dedo. Eu tentei uma vez, espetei a agulha no dedo com um pouco de custo, nada, eu não estava furando direito. Espetei a segunda vez, aquele liquido nojento e vermelho começou a aparecer no meu dedo, senti meu estomago revirar. Olhei pra frente, Josh tinha acabado de entrar na sala e me olhava da carteira de onde ele estava sentado.
Olhei para o meu dedo sangrando novamente, minha vista girou e eu comecei a soar frio, eu odiava ver sangue, eu sentia vertigem toda vez que isso acontecia.
– Hayley, você está bem? – não sei quem me perguntou isso, eu estava tonta e tinha um monte de gente na minha volta.
– To... To bem sim... Eu só preciso de um pouco de ag... Agua... – Eu disse me levantando com um pouco de dificuldade.
Tentei dar alguns passos sozinha, mas eu ia acabar caindo a qualquer momento, então o professor pediu para que um aluno me levasse até a enfermaria. O menino, que era o mesmo que tinha me perguntado se eu estava bem apoiou meu braço no ombro dele e saiu me arrastando para fora da sala.
– Vem... Com cuidado... – ele passou o meu braço no ombro dele.
– Joseph... Pode deixar que eu levo ela... – Era a voz do Josh, meu Deus, ele não podia estar falando sério. Mas antes que o tal Joseph falasse algo, Josh passou a mão na minha coxa e me pegou no colo.
– Hayley, você está verde...
– Sem piadinhas sobre o meu estado... – Eu disse com os olhos fechados. Eu implorava pra que eu não vomitasse nele, apesar de que, se eu vomitasse, ele não ia se encontrar com aquela loira oxigenada chamada Jenna Rice... Eu ri com meu pensamento maléfico.
– Tudo bem... – eu o ouvi dando uma risadinha – Mas eu não ia fazer piadinha, ia só falar que você ta parecendo um duendinho...
– Pequeno e verde... Já ouvi isso mais vezes sabia? Você não é o primeiro... E... Sem comentários sobre o meu estado... Eu posso vomitar em você e estragar seu encontro no final da aula com a sua namoradinha loira e linda...
– Eu vou ficar calado e na minha... – ele falou rindo – Pra não caçar confusão só por que você esta mal... E eu preciso te levar o mais rápido o possível para a enfermaria antes que você jogue o seu café da manhã em mim.
– Que café da manhã... Se eu tivesse tomado eu poderia ter muito bem já jogado ele em você...
– Por que a senhorita não tomou café da manhã? Por isso que ta passando mal... Anda, vamos lá na lanchonete tomar um lanche... Você deve estar com fome...
– Não... Eu não quero comer... E eu tenho vertigem quando eu vejo sangue....
– Uhnn... Mas tem que comer menina, você quer ficar doente ou até mesmo morrer pra não poder mais me ver? – ele disse me olhando rindo tentando me animar e arranjando motivos pra eu comer.
– Da pra ir pra essa enfermaria rápido...?
– Hey! Calma, eu já estou te levando ta? Não precisa ficar nervosa... É bem lembrado... Por que você se afastou de todo mundo, ta todo mundo achando que alguém fez algo e você ficou com raiva...
– Eu te disse que precisava de um tempo pra pensar... E... Eu tenho que cuidar da minha casa agora... Minha mãe saí para trabalhar quando eu venho pra escola e ela passa em casa pra almoçar...
– Uhnn ta... Mas até aí eu ainda não achei nenhum motivo pra você se afastar da gente assim...
– Como eu te disse, eu precisava pensar... Sobre... Nós... Sobre o que eu estava... Sentindo por.... Você... E se eu fosse ficar vendo você e a sua loira oxigenada não ia me ajudar muito...
– Hey! Por que você chama a Jenna de loira oxigenada? – ele me olhou, mas ele não conseguiu esconder o riso – Ela fez algo com você?
– Eu não gosto dela... Posso? E olha que lindo você defendendo a namoradinha oxigenada... – eu pulei do colo dele e sai andando sozinha pra enfermaria. – Por que você não vai lá brincar de médico com ela...? Ela deve adorar!
– Hey! Deixa-me falar ô ciumenta... – ele correu atrás de mim rindo depois senti que ela segurou o meu braço – Eu não estava defendendo a Jenna, só queria saber o motivo do apelido, posso? E o porquê que você se incomoda tanto com ela... Só isso ta? Não precisa dessa ira toda... – ele me olhava rindo.
– Do que você ta rindo? Que eu saiba não tem nenhuma palhaça aqui não... E você ta se achando o ultimo biscoitinho do pacote não é? A ultima garrafa de agua no deserto... Quem te disse que eu to com ciúmes pra você vir me chamando de ciumenta? E outra, eu acho a vaca loira oxigenada do que eu quiser... E você não tem que saber por que eu to chamando ela assim... Agora larga meu braço porque eu já to melhor e posso voltar pra aula....
– Primeiramente, eu não vou te soltar e vou te levar pra enfermaria, segundo, eu não estou brigando com você pelo jeito que você nomeia a Jenna, terceiro, eu não estou me achando, quarto e ultimo você está com ciúme sim, se não você não estaria dando um chilique assim... Não tem outra explicação... Ah! Lembrei-me de outra, eu estou rindo por que ta lindo ver você com esse ciuminho todo, não porque tem um palhaço aqui... Ah não ser que você queira ser um... Isso fica a seu critério... – Eu fiz uma careta e olhei pra frente com raiva.
– Gatinho? O que você ta fazendo fora da sala? – Era a voz da loira oxigenada, eu revirei os olhos e respirei fundo.
– Meu Deus me dá paciência, por que se me der força com esse “gatinho”... – Eu murmurei comigo mesma
– Você o agarra né? – o Josh falou rindo e bem baixinho depois ele olhou rindo pra loira oxigenada – Nada amor, é só que o professor me pediu pra levar a Hayley lá na enfermaria, ela ta passando mal...
– Ah... Eu vou com vocês então...!
– Não precisa... Pode ficar ai com o seu “gatinho” – Eu fiz o sinal de aspas, dando ênfase á palavra gatinho em tom de deboche -... Eu vou voltar pra aula porque eu já estou me sentindo bem melhor...
– Não! Não pras duas, Jenna pode ficar tranquila, eu vou lá e volto, é só levar ela e Hayley, fica quieta aqui que você vai pra enfermaria sim, e não adianta você bater o pé... – ele segurou o meu braço com um pouco de força e olhou rindo para nós duas.
– Ta bom gatinho... Eu vou te esperar... Naquela arvore de sempre ok?
– Tudo bem Jenna, então Hayley, vamos? – ele me olhou e saiu praticamente me puxando – O que aconteceu com vocês hoje em? Por que deram pra uma implicar a outra hoje?
– Eu não to fazendo nada... – Quando eu já não via mais a loira oxigenada eu soltei meu braço – Você não vai querer deixar ela te esperando muito tempo... ““ gatinho ””...
– Talvez... Gatinha... – ele passou o braço na minha cintura e me puxou pra bem juntinho dele, depois me empurrou pra dentro de uma sala vazia que tinha lá.
– Hey! O que você está fazendo? – Eu disse tentando me soltar, ele entrou na sala e fechou a porta com o pé.
– O que eu já deveria ter feito há tempos... – só vi quando ele puxou o meu rosto e me agarrou, já me empurrando pra parede, eu não sabia o que fazer, se eu tentava me soltar de uma forma mais bruta e cruel, chutando o que ele considerava de mais precioso nele, ou se me deixava levar por aquele beijo e aproveitar o momento.
Eu não estava nem um pouco preocupada com o que a vaca loira oxigenada iria achar ou pensar. Deixei o coração falar mais alto e retribuí o beijo já passando os meus braços no ombro dele e me pendurando nele. Eu havia esperado por aquele beijo as férias todas.
Foi estranho, por que passamos o resto da aula naquela sala, às vezes conversando ou trocando carinhos. A maioria das vezes eu estava deitada no colo dele e quem nos vesse acharia que éramos namorados. No fim da aula eu não era a Hayley de antes e me segurei ao máximo pra não agarrar ele quando estávamos indo embora.
Aquele dia cheguei em casa mais feliz e até preparei um almoço gostoso, estava animada e feliz. Minha mãe chegou e logo notou que eu não era a mesma Hayley abatida que tinha saído de casa hoje.
Agora eu tinha certeza, eu estava apaixonada pelo Drácula bobão chamado Josh... Aliás, eu sempre estive eu só não queria acreditar nisso. E eu estava disposta a não deixar isso passar, e não deixar ele pra vaca loira oxigenada.
Eu podia sorrir de novo, eu tinha um motivo pra sorrir de novo, meu motivo tinha nome e sobrenome: Joshua Farro.
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