Give Me Love - Cancelada!
11 Uma nova hóspede.
Notas iniciais
Violetta’s POV
– Isso é sério? – Eu pergunto ainda atordoada pela notícia que eu havia acabado de receber.
– É claro que é, garota! – Lara falava rapidamente como sempre, estava morrendo de saudades daquela maluca. Um sorriso maravilhoso não abandonava os rostos de nós duas – Meus pais ganharam uma viagem para Fernando de Noronha através de uma promoção de cartão de crédito. Eles vão passar uma semana lá e tiveram direito de escolher mais um casal como acompanhantes, e é claro que eles ligaram para sua mãe e o Tio Matias.
– Meu Deus, que maravilha! – Disse abraçando minha amiga mais uma vez – Lara, essa é a melhor amiga do Leon, a Francesca – Me toquei que Francesca ainda estava lá e ainda não havia apresentando as duas – Francesca, essa é a minha melhor amiga. O nome dela é Lara.
Olá – Francesca respondeu simpática e as duas se cumprimentaram com beijinhos no rosto – Vilu, acho melhor voltarmos lá para o restaurante, os meninos devem estar preocupados.
– Claro – Lembrei que havíamos deixado Leon e Diego sentados no restaurante, eles deviam estar se perguntando aonde havíamos nos metido – Onde você está? E como me encontrou aqui?
– Eu estou em um hotel perto do condomínio de vocês, meus pais me prometeram que eu só voltaria para Minas quando você voltasse – Lara disse sorrindo e passou o braço em torno do meu pescoço – Eu não sabia que você estava aqui. Vim ao shopping para fazer umas comprinhas básicas cariocas e aproveitei para almoçar. Foi quando bateu aquela vontade de tomar um sorvete do McDonald’s e reconheci essas madeixas loiras.
– Ah sim – Falei – Mas você sabe que irá dispensar esse hotel, não é? Não tem sentindo você ficar pagando hospedagem por um mês, enquanto tem a minha casa. Que não é bem minha... Mas enfim, você entendeu.
– Awn Vilu, por isso que eu te amo – Lara disse rindo e me deu um beijo estalado na bochecha. Ri com o seu ato, ela era sempre muito espontânea e eu amava isso nas pessoas.
Chegamos ao restaurante e os meninos nos olharam rapidamente, ou era preocupação ou fome.
– Que demora minhas filhas, meu estômago estava implorando por algo doce – Marco falou rapidamente e pegou o sundae de chocolate da mão de Francesca – Quase que estava pedindo uma sobremesa daqui.
– A fila do McDonald’s estava um inferno e ainda encontramos a amiga da Violetta, não reclame de barriga cheia Campos Sales – Francesca retrucou de imediato enquanto re-colocava Fernanda sentada na cadeira alta.
– Oi gente – Lara falou dando um sorriso.
– Oi – Leon se levantou (como um bom cavalheiro, é claro) e cumprimentou Lara– Você é a melhor amiga da Violetta?
– Sou sim – Lara respondeu sorrindo – Você é o Leon, certo? – Ele assentiu sorrindo – A Violetta fala muito de você!
– Lara! – Abafei meu grito e a olhei recriminando-a – Pare de me enredar.
– Ela também é chata aqui? – Lara perguntou a eles tentando ignorar meu comentário. Eles riram e ela riu junto com eles.
– Chata? – Leon perguntou se aproximando de mim e tocando o meu pescoço com os dedos por trás. Senti um arrepio involuntário na minha espinha, que droga, será que toda vez que ele se aproximar de mim ou me tocar, eu vou ficar descontrolada? – Isso aqui é um porre.
– Leon! – O olhei aborrecida e depositei uma tampa leve em seu rosto.
– Doeu – Leon choramingou passando os dedos onde eu havia deferido a tapa – Agressiva.
– Cala a boca, lesado – Disse me virando de frente para ele e puxando sua boca de encontro com a minha, para ver se ele parava de me dedurar. Notei que ele sorriu contra os meus lábios, o me fez sorrir também.
– Ui! – Ouvi Francesca gritar e senti Leon aprofundar o beijo ainda mais, como eu adorava quando ele fazia isso – Que casal XX.
– Ô meus filhos, vão pra um motel, por favor, existem crianças aqui – Marco falou e nos tocamos que Nanda estava ali. Olhei para Marco e ele estava fazendo círculos imaginários em volta da cabeça da garota, ri com o seu ato.
– Tio Marco, o que é motel? – Nanda virou-se para o namorado de sua irmã e fez aquela pergunta inocente. Todos nós gargalhamos e Marco começou a coçar sua cabeça.
– É um local aonde as pessoas vão para namorar, sabe? – Marco tentou explicar da maneira mais infantil para Fernanda.
– Ah sim, se beijar não é? – Nanda disse sorrindo e Marco afirmou com a cabeça aliviado – Você e a Fran fazem isso, não é? Vocês vão muito pra o motel, não é?
– Fernanda, já está na hora de irmos para casa – Francesca apressou-se para dizer, abafei um riso, aquela Nanda era uma fofura.
– Vamos pra casa também, Violetta? Nossos pais já devem estar indo para o aeroporto – Leon disse.
– Vamos sim – Afirmei. Virei-me em direção a Lara – Amiga, eu vim de moto com o Leon então não tem como você ir conosco...
– Não tem problema, até porque eu tenho que passar no hotel e arrumar minhas coisas. De noite eu estou chegando para acabar com o dengo de vocês dois! – Lara gargalhou e apontou os dois dedos em direção a mim e a Leon. Nós rimos juntos.
Os meninos pagaram as contas, é claro, porque como bons cavalheiros eles não deixariam eu e Fran pagar. Nos despedimos de todos que estavam presentes na mesa, principalmente de Fernanda, uma das poucas crianças doces que eu já tinha visto na minha vida.
*
Havíamos acabado de chegar a casa e encontramos várias malas na sala de estar. Nem Tio Matias e nem minha mãe estavam no cômodo, provavelmente estavam na cozinha comendo algo antes de ir para o aeroporto.
– Pai? – Ouvi Leon elevar a voz ao não encontrar o pai.
– Na cozinha – Tio Matias respondeu um pouco alto e fomos de encontro com eles. Chegando lá, os dois estavam sentados à mesa e pareciam fazer um lanche rápido.
– Olá amores! – Mamãe disse sorrindo quando chegamos ao local – Provavelmente já viram as malas na sala.
– Sim Tia Maria, encontramos a Lara no shopping e ela já explicou toda a história – Leon respondeu de imediato e pegou um biscoito que estava posto sob a mesa.
– Ah sim – Minha mãe falou e tomou um gole do seu café preto – Eu e Matias conseguimos tirar nossas férias e além da semana que vamos passar com os pais da Lara, vamos ficar por mais sete dias nas principais capitais do Nordeste.
– Uau – Disse surpresa e me sentei ao lado dela, depositando um beijo na lateral da sua testa – Fico muito feliz que vocês vão aproveitar, é importante isso.
– Obrigada, querida.
Minha mãe e Tio Matias terminaram seus lanches e o taxi logo chegou, eles colocaram as malas dentro do veículo e se despediram de nós dois.
– Juízo, hein? – Minha mãe falou quando me abraçou, rolei os olhos e sorri – A Olga vai continuar vindo normalmente, ok? Combinamos com ela que vamos depositar o seu salário na conta bancária, então não precisam se preocupar com isso – Mamãe continuava a falar suas observações – Passei um e-mail para ela com a lista de compras do mês e o dinheiro está no cofre do meu quarto, o segredo é a sua data de nascimento junto com a minha.
– Tudo bem mãe, não precisa se preocupar – Sorri ao abraçá-la novamente e ela parar de falar.
– Ok – Ela sorriu junto a mim – Eu amo você.
– Eu também amo você.
Minha mãe e meu padrasto se despediram mais uma vez com um forte abraço e entraram no taxi, rumo ao aeroporto. Senti Leon me abraçar por trás e eu tombei a cabeça para olhar seu rosto.
– Parece que agora é só eu e você, loirinha.
– E isso não é bom? – Franzi a sobrancelha.
– É claro que é – Senti um beijo no meu pescoço e fechei os olhos.
POV Narradora
Violetta e Leon passaram uma tarde prazerosa juntos, o garoto tentou aproveitar o máximo a companhia da sua amada, já que quando a melhor amiga chegasse, ele iria ser deixado de lado.
– Quando a Lara chegar, vamos assistir um filme apenas nós três? – Violetta perguntou ainda deitada sob a barriga de Leon. Os dois estavam largados no meio da sala e ‘assistiam’ o que passava na televisão.
– Sério? – Leon fez um careta e continuou a enrolar o seu dedo no cabelo loiro de Violetta – Preferia que fosse apenas nós dois.
– Eu também – Violetta sorriu e apertou o nariz de Leon, que aumentou mais ainda a careta que estava em seu rosto – Mas, eu não posso deixar que minha melhor amiga ficasse pagando um hotel enquanto eu tenho uma casa aqui.
– Eu entendo, não se preocupe – Leon deu um beijinho no topo da cabeça de Violetta – Estava pensando em fazer uma festa na próxima semana, ou melhor, nós.
– Acho legal.
– A galera está todinha aqui no Rio, e tipo, seria muito foda porque nossos pais não estão aqui para reclamar ou qualquer coisa.
Violetta ficou em silêncio e parecia pensativa, Leon apenas a observava, queria muito poder dar essa festa, mas não iria fazer nada sem o consentimento dela, já que a própria também morava ali.
– Acho que temos uma festa para planejar, Vargas.
Leon’s POV
Eu estava feliz porque iria passar duas semanas com Violetta, ela estava fazendo com que minhas férias fossem mais que especiais, aquela garota é simplesmente incrível. A única parte ruim de toda essa história é porque a melhor amiga dela, Lara, ficará conosco na casa também. Eu sei que pode parecer ciúmes besta por uma garota que nem minha namorada é, mas é claro que eu vou ficar um pouco de lado, já que ela também precisará dar um pouco de atenção para a amiga.
O dia havia acabado de amanhecer e eu estava com os meus olhos grudados no teto de gesso do quarto. Minha noite foi uma bosta, Lara chegou e ficou conversando com Violetta a noite inteira, então eu resolvi vir pro quarto e ficar mexendo no notebook e vendo um canal de filme qualquer. Até pensei em pegar o meu violão e tocar, compor, qualquer coisa que me tirasse daquele tédio, mas infelizmente eu não estava inspirado naquela noite, o único pensamento que me rondava era Violetta.
Levantei-me da cama e abri as cortinas, o céu estava completamente cinza e uma chuva grossa caía sob a cidade. Por isso que eu acordei com frio na madrugada e resolvi aumentar a temperatura do ar-condicionado. Então fui até o meu closet e retirei um moletom, vestindo-o e descendo as escadas para ver se havia chegado alguma correspondência na caixa de correios.
Fui até a caixa e a abri, retirando de lá um embrulho pequeno, eu sabia muito bem o que era aquilo, até porque eu que havia comprado pela internet. Desde que Violetta chegou, eu percebi que ela gosta muito de um personagem infantil em especial, o Mickey. Sério, ela tem praticamente tudo do rato mais famoso de todo o mundo infantil. A garota tem cases do Mickey, malas, pijamas, blusas, chinelos e até lingerie. Não, antes que você me pergunte se eu já a vi de calcinha e sutiã, não. Eu fui colocar algumas roupas minhas na máquina e vi essas peças um tanto interessantes, e bem, de Tia Maria é que não era.
Subi as escadas correndo e parei ofegante em frente à porta do quarto de Violetta. Entrei lentamente no cômodo e observei que tudo estava muito escuro e é claro, um frio da porra. Violetta estava deitada na central da cama enrolada com um cobertor. Eu até pensei em fazer uma brincadeira de mau gosto para acordá-la, mas decidi que havia maneira de fazer isso melhor.
Fui até a cama e me deitei ao seu lado, tentando fazer o mínimo de barulho e movimentos bruscos. Peguei o cobertor e me enrolei também, afastei alguns fios de cabelos loiros que caiam sob seu rosto e em seguida comecei a dar vários selinhos por todo o seu rosto. Na testa, nas duas bochechas, nos olhos, na ponta do nariz, no canto da boca e finalmente... Nos seus lábios.
Notei que Vioetta havia despertado e sorri contra seus lábios. Iniciei um beijo calmo, apenas apreciando o seu gosto e as sensações que ela despertava em meu corpo inteiro. Em pouco tempo ela estava me correspondendo e nos beijávamos carinhosamente. Suas mãos foram parar na minha nuca e no meu pescoço, deixando-me ainda mais caidinho por ela.
– Como é bom acordar assim... – Ela sussurrou contra meus lábios, sorrindo. Sorri também.
– Tenho uma surpresa pra você – Depositei um selinho em seus lábios e afastei o meu corpo do seu.
– Eba – Violetta sentou-se na cama e coçou os olhos – Puts, ta chovendo?
– Sim, e muito – Confirmei rindo. Peguei a pequena caixinha dentro do meu bolso e coloquei em sua frente – Espero que goste.
Violetta me fitou com seus olhos chocolates e notei um esboço de sorriso no canto da sua boca. Ela pegou a caixinha dourada e abriu a tampa, retirando o anel que eu havia comprado para ela. Ele era prata e tinha o símbolo do infinito no meio, acompanhado da carinha dourada do Mickey. Violetta me olhou e abriu um dos sorrisos mais incríveis que eu já vi em toda a minha vida – Eu estava procurando um presente pra dar pra você e achei esse a sua cara. O símbolo do infinito é meio que uma representação de nós dois, porque, bem... Você sempre será muito especial para mim. E o Mickey no canto é pelo fato de você adorá-lo.
– Ele é incrível! – Ouvi Violetta se jogar contra mim e me puxar para um abraço. Sorri involuntariamente e ela envolveu os braços em torno do meu pescoço – Você só está me dando presentes lindos, primeiro a música, depois este anel, assim você vai me deixar mal acostumada. Preciso achar um presente pra você, porque está merecendo demais.
– Não precisa – Sorri – Eu já tenho um presente. Você.
Nos olhamos por um tempo, apenas observando um ao outro, ela era tão incrível, não me cansava de olhar o seu rosto. E o mais importante, não me cansava de perceber o quão ela era maravilhosa por dentro, e isso era incrível demais.
A iniciativa foi tomada por Violetta, que se aproximou lentamente de mim e colou nossos lábios em um simples selinho. Ouvi a porta sendo aberta e Lara entrou no quarto, pulando em cima da cama onde nós dois estávamos.
– Olá amores! – Rolei os olhos ao vê-la, será que eu mereço isso?
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