Give Me Love - Cancelada!
13 Eu te odeio, mas...
Notas iniciais
Violetta’s POV
Não havia conseguido dormir um minuto sequer, Leon havia ficado comigo no quarto, fazendo carinho em mim, tentando fazer o possível para que eu conseguisse relaxar, mas nada estava adiantando. No final, quem acabou dormindo foi ele, mas não quis incomodar, até porque ele estava muito cansado.
“Acordei” às seis da manhã e praticamente fiquei vegetando o dia inteiro. Lara não desceu nem um minuto sequer, Olga levou comida para ela no quarto e a mesma disse que ela estava deitada na cama mexendo no celular. Minha amiga devia estar com raiva da mim, mas poxa, imagina minha situação? Meu pai estava em uma sala de cirurgia e provavelmente se ele sobrevivesse, sairia com sequelas. Minha mãe estava viajando e eu não telefonei para ela, não queria estragar o seu descanso. Tudo isso e ainda ter que aguentar os ciúmes dela?
– Acho que a Lara está com raiva de mim – Falei olhando para Leon, que estava deitado na espreguiçadeira do lado. Nós dois viemos para piscina depois do almoço, tentativa falha de me relaxar.
– Porque ela estaria com raiva de você? – Leon perguntou e eu suspirei – Você não fez nada pra ela, ué.
– Mas ela está com ciúmes, eu não estou dando muita atenção para ela – Disse levantando-me de onde eu estava sentada, Leon ficou de pé junto a mim e nos aproximamos.
– Vai ficar tudo bem, ok? Não se preocupa! – Ele se aproximou e tocou o meu rosto com as suas duas mãos. Ele era tão delicado, nunca imaginaria que eu deixaria Leon tocar em mim, me beijar, me abraçar, qualquer tipo de contato. Eu o odiava, mas a cada dia aquela raiva estava indo embora de mim. Não poderia falar que eu o amo, ou que sou apaixonada por ele, mas sim, eu gosto dele. Uma relação de amor e ódio. De desgostar e gostar, mas que está me fazendo muito bem.
– Obrigada por tudo – Sorri e toquei sua mão, acariciando-a – Vamos arrumar a decoração da festa? Que horas os seus amigos chegam?
Peguei meu vestido que estava em cima da espreguiçadeira e o coloquei sob o biquíni. Passamos a caminhar em direção ao depósito, onde estavam todas as coisas que havíamos comprado.
– Vamos sim – Ele respondeu sorrindo – Combinei às nove horas e eles são pontuais.
– Tudo bem.
Pegamos as sacolas com todos os objetos e seguimos para a sala. Rosa já havia ido para casa e toda comida da festa estava pronta. As bebidas estavam no congelador e havíamos contratado um DJ também, mas ele só chegaria quando a festa realmente começasse.
Arrumar toda a decoração foi uma distração para mim, já que eu havia ligado para a secretária do meu pai e ela tinha me falado que meu pai já saíra da sala de cirurgia, mas estava na UTI em um estado não muito agradável. Ela iria me avisar quando soubesse de algo mais concreto.
Eu e Leon estávamos super cansados e resolvemos ir para a sala de TV, assistir qualquer filme que estivesse passando na televisão. Fui fazer pipoca na cozinha enquanto ele escolhia um filme, só esperava que ele não colocasse um de terror. Minha vida real já estava um terror, não queria passar por aquilo também na ficção.
Estava voltando para o cômodo, quando ouço batidas na porta. Deixei o balde de pipoca com o refrigerante no balcão da cozinha, e corri para ver quem estava batendo.
– Olá – Uma mulher linda falou quando eu abro a porta da minha casa. Ela era muito linda, tinha os cabelos e os olhos castanhos e era mais ou menos da minha altura.
– Oi – Sorri amarelo, não conhecia aquela mulher. E para completar, ela estava com as mãos apoiadas em um carrinho de bebê. Dentro do carrinho, uma linda garotinha com aparência de ter um ano e poucos meses, brincava com o objeto mordível em suas mãos. Seus olhos eram bastante claros, pele alva e cabelos ralos.
– Desculpe por vir sem avisar, você é a Violetta, não é? – A mulher perguntou sorrindo.
– Sou sim.
– Eu sou Carla, a irmã do Leon! – Ela esclareceu e então eu me lembrei de que Leon havia me dito que tinha uma irmã que morava nos Estados Unidos.
– Oh, me desculpe! Pode entrar... – Carla assentiu sorrindo e eu dei passagem para que ela pudesse empurrar o carrinho com a criança para dentro da casa. Virei para a porta e a fechei, trancando-a com a chave – Leon, a Carla está aqui!
Observei que Carla estava olhando a casa, com certeza ela estava estranhando porque os móveis estavam afastados e algumas coisas foram retiradas, como porta retratos, jarros e coisas fáceis de quebrar.
Leon chegou correndo e praticamente se jogou nos braços da irmã, como se ela pudesse segurar o seu peso. Ele a abraçava cada vez mais e ela retribuía, a cena era linda, dois irmãos se amarem tanto assim... Acho que não existe coisa mais preciosa que isso. Sempre quis ter uma irmã ou um irmão, mas esse meu desejo nunca foi realizado. Mamãe costumava falar que Leon é um irmão que eu nunca tive, mas, bem... Irmãos não fazem o que fazemos, não é verdade? Por isso que nem ela e nem tio Matias poderiam descobrir nossa “relação”(?).
– Titio! – Leon exclamou ao se soltar da irmã e foi em direção a bebê que estava dentro do carrinho. Ele soltou o cinto de segurança que estava em torno da menina e a retirou do objeto, levando-a para o seu colo – Vilu, essa é a Liz, minha sobrinha.
– Que coisinha mais linda – Falei enquanto mexia nos seus bracinhos gordinhos, ela era mesmo uma fofa – Liz tem quantos anos?
– Ela tem um ano e seis meses – Carla respondeu sorrindo – Mas você pode notar que ela é bastante grande.
– Ela é uma dos bebês mais lindas que eu já vi em toda a minha vida! – Exclamei quando Liz sorriu e mostrou seus dois dentinhos que estavam crescendo bem a frente.
– Obrigada – Ela sorriu.
– Claro que ela é linda, puxou ao tio – Leon disse debochado e depositou um beijo estalado na bochecha gordinha da pequena. Ela era tão pequena, tão linda, tão gordinha, que dava muita vontade de apertar até ficar roxa.
– Ela puxou ao pai, isso sim – Carla falou em meio a gargalhadas. A delicadeza do rosto de Liz também a lembrava, menos os olhos, já que o do bebê eram bastante claros – Porque os móveis estão afastados? Estou sentindo falta de alguns objetos também.
– É porque hoje vamos dar uma festa, mana. Sabe como é, meu pai e Tia Maria viajando, os amigos de férias... – Leon respondeu coçando a cabeça e colocando Liz de volta ao carrinho. Carla sorriu abertamente.
– É claro, Sr. Leon e suas festas! – Ela revirou os olhos – Eu tenho que ir, o Noah reservou uma mesa em um restaurante que todos elogiam.
– Você vai passar quanto tempo aqui? – Ele perguntou quando abraçou a irmã, para se despedir.
– Noah está participando de um congresso aqui no Rio e vamos passar uma semana, depois vamos para Gramado e voltamos para Nova York – Carla depositou um beijo estalado na bochecha de Leon – Mas ainda quero ver vocês, ouviu?
– Claro que sim – Respondi sorrindo e abracei a minha “cunhada”. Será que eu poderia chamá-la assim? Eu não sou namorada do irmão dela, mas, não sou uma simples garota, não é?
Nos despedimos de Carla e de Liz, as duas eram doces demais, super simpáticas. Pegamos o balde de pipoca e os copos com o refrigerante, seguindo para a sala de Tv. Graças a Deus o filme não era de Terror, e sim de comédia, até porque eu precisava dar umas boas gargalhadas enquanto não penso nos problemas.
*
A noite já havia chegado e eu já estava quase pronta para a festa que daríamos em nossa casa. Coloquei um vestido ‘tomara-que-caia’ verde claro com algumas rosas negras como estampa, não queria colocar algo muito ousado e nem chamativo, deixaria esse dever para as putas que com certeza viriam acompanhadas com os amigos de Leon. Calcei saltos pretos nos pés, amanhã eu estaria acabada e precisaria de uma massagem, mas pelo menos iria ganhar um pouco de altura. Fiz uma maquiagem básica e deixei meus cachos soltos, graças a Deus eles estavam bonitos hoje.
Saí do meu quarto, já pronta, e fui até o quarto em que Lara estava, bati na porta duas vezes e entrei.
– Lara? – Perguntei quando não a vi no quarto.
– No banheiro – Ela gritou e eu andei imediatamente para a suíte do quarto. A porta do banheiro estava aberta e Lara arrumava os seus cabelos escuros. Ela havia feito babyliss nas pontas e leves cachinhos se sobressaiam, usava um vestido colado e preto, saltos altos e uma maquiagem mais pesada.
– Vai me contar o que está acontecendo, Lara? – Perguntei me escorando no portal da porta, queria logo saber o porquê de ela estar toda emburrada.
– Desculpa, Vilu– Ela virou-se em minha direção, para que pudesse olhar meu rosto – Eu estava com dor de cabeça, mal-humorada, não queria ficar olhando para aquela cara de emburrado do Leon, eu sei que ele me odeia.
– Não, não é isso...
– É sim, Violetta, não queira acobertar as atitudes do seu namoradinho não, porque ele está errado. Eu só aceitei vir para cá, porque você é minha melhor amiga e seria ótimo passarmos nossas férias juntas, como fizemos tantas vezes. Mas desde o primeiro dia eu noto que eu não sou muito bem-vinda aqui, não pela sua parte, mas pela a dele – Ela pausou um pouco para pegar oxigênio e continuar a falar. Eu a observava – Por isso que eu vou voltar para o hotel amanhã de manhã, se você quiser passar uma tarde comigo, sairmos juntas, qualquer coisa, não tem problema nenhum, mas eu não aguento mais ficar aqui.
– Desculpa...
– Ei, shiu... – Ela me abraçou – Eu não quero suas desculpas, até porque não há necessidade. Quem me deve desculpas é o seu namoradinho, mas deixa, eu não vou mais atormentar a intimidade dele.
Eu estava triste porque a Lara iria embora lá de casa, não queria que ela fosse principalmente dessa maneira. Mas de uma coisa ela estava certa, não tinha como continuar os dois vivendo em baixo do mesmo teto. Não gostava nem um pouco do tom que ela se referia a Leon, mas fazer o que, não posso obrigar ninguém a gostar dele.
Lara terminou de se arrumar e saímos do seu quarto, descendo as escadas em direção à sala. Encontramos Leon, Marco e Fran conversando, só haviam chegado eles dois, até porque não havia dado nove horas.
– Você está linda! – Fran gritou quando me viu, ela correu até onde eu estava e me puxou para um abraço. Senti uma sensação muito boa ao abraçar Francesca, já que ela estava de sapatilhas e eu usando um salto, ficando assim do mesmo tamanho que ela. Minha “cunhadinha” estava completamente linda, seus cabelos negros estavam soltos e lisos, ela usava um vestido fofo rosa e uma maquiagem leve. Assim como eu, ela parecia não querer chamar muita atenção.
Marco veio falar comigo e demos um abraço amigável. Não me senti tão bem ao abraça-lo, já que ele era mais alto que Fran.
– Será que eu ganho um abraço agora? – Ouvi a voz de Leon atrás de mim, assim que saí dos braços de Marco. Virei-me em sua direção e fui até ele, colocando os braços em torno do seu pescoço. Leon enlaçou seus braços em torno da minha cintura e colou seus lábios perto do meu ouvido – Você está perfeita.
– Obrigada – Sorri tímida – Você também está perfeito.
Leon realmente estava perfeito, maravilhoso, e não esquecendo, completamente gostoso. Ele usava uma calça jeans escura, tênis pretos com cano alto e uma camiseta justa e branca. Seus cabelos estavam bagunçados e não arrumados como de costume, ele estava muito sexy! Eu poderia ter um orgasmo se ficasse mais cinco minutos observando os seus músculos que se sobressaiam pela camiseta.
Balancei a cabeça e tentei afastar aqueles pensamentos, não estava mais aguentando aquele desejo sexual que eu estava sentindo por Leon. Algumas pessoas começaram a chegar e o DJ começou a tocar suas músicas, tentei me distrair com algo diferente, mas meu corpo só estava voltado para ele.
Leon’s POV
A festa estava super animada e todas as pessoas pareciam se divertir. Alguns casais estavam namorando na piscina, outros na sala de TV, enfim, em vários lugares. Só não permiti a entrada no primeiro andar, até porque eram os nossos quartos e a nossa intimidade, senão tudo estaria bagunçado nesse momento. Fran e Vilu conversavam animadamente sentadas no sofá, enquanto Marco bebia um drink e falava com um amigo nosso. Notei que um dos frigobares estava faltando cerveja, então me levantei de onde eu estava e fui até a área de serviço, pegar algumas bebidas para que ninguém ficasse com sede. Estava concentrado mexendo na geladeira, quando sinto alguém me puxando pela camisa e automaticamente me assusto. Levanto-me rapidamente para olhar quem é que estava ali, e uma surpresa toma conta do meu corpo, era Lara.
– O que você quer? – Perguntou cruzando os braços em cima do meu peito. O que aquela puta estava fazendo aqui? Desculpa Viluzinha, mas sua amiga tem cara de puta mesmo, principalmente com aquela roupa e maquiagem vulgar que ela estava usando.
– Eu quero você, fofo – Ela respondeu e deu um sorrisinho maroto, me encostando na parede da área e colocando as mãos em torno do meu pescoço.
– Você tá ficando doida? – Falei após dar uma gargalhada, aquela garota era patética – Você acha que eu vou trocar a Violetta por você? Por favor né, não tem nem como comparar vocês duas, até porque você nunca chegará no nível dela.
– Você está me desejando tanto que fica falando essas bostas sobre mim – Ela tocou os seus dedos nos meus lábios e eu segurei sua mão com força – Pensa que eu não reparei o quanto você olha pra minha bunda? Está escrito na sua cara que você não gosta da Violetta, você quer fodê-la, mas esquece, ela é daquelas virgens super chatas e conservadoras.
Ao escutar aquilo, eu nunca fiquei com tanta raiva na minha vida. Minha mão formigou e só não depositei uma tapa no rosto daquela garota, porque escutei um soluço e ao olhar para o lado, vi Violetta com o rosto vermelho e banhado por lágrimas. Ela correu para sair dali e eu escutei uma gargalhada vinda de Lara.
– Sua vadia – Dei uma tapa no rosto daquela puta, eu nunca havia batido em mulher alguma e não estava me orgulhando de ter feito aquilo, mas ela merecia. E vai, nada como uma tapa para apagar o fogo de uma vadia – Vai embora daqui sua puta, desaparece da minha vida e da vida da Violetta. Eu odeio você, cachorra!
Lara estava com os cabeços bagunçados e colocava a mão no local onde estava vermelho. Ela bufou e saiu pisando a passos fortes, indo em direção à entrada da casa. Cuspi no local onde ela estava e voltei à sala, pedi para Francesca pegar as malas e levar até a entrada onde Lara estava. Corri até o quarto de Violetta, onde muito provavelmente a mesma estava.
Violetta’s POV
Já havia escutado muito o bastante, não estava acreditando que aquelas palavras imundas haviam saído da garota que eu julgava ser minha melhor amiga. Realmente a gente se engana com as pessoas, e bem, eu merecia um prêmio por ter passado por isso tantas e tantas vezes, acho que eu tenho cara de idiota, só pode. Ou melhor, eu sou idiota.
Andei discretamente até as escadas, tentando me misturar com as pessoas que estavam dançando no meio, não queria que Fran me visse daquela maneira, ela iria fazer muitas perguntas e eu não estava a fim de respondê-las.
Cheguei ao meu quarto e fechei a porta, tirei os sapatos dos meus pés e permiti que mais lágrimas saíssem dos meus olhos que provavelmente estavam vermelhos e inchados. Não me pergunte o porquê, mas eu estava me sentindo suja, imunda, uma sensação péssima.
Ouvi um barulho vindo da porta e quando me virei, vi que quem havia entrado era Leon. Droga, não queria que ele me visse daquela maneira, já bastava eu estar me sentindo um lixo.
– Linda... – Ouvi Leon falar e meu coração se apertou mais ainda, ele me pegou pela mão e me puxou de encontro ao seu corpo, me abraçando em seguida – Você ouviu tudo?
– Tudo – Minha voz saiu trêmula, que ódio.
– O que você foi fazer lá? Procurar a Lara? – Leon perguntou ainda abraçado comigo e eu apenas confirmei com a cabeça – Ela é uma idiota, puta, vagabunda, não merece nunca a sua amizade. Mas não se preocupa, dei uma tapa na cara dela e a Fran levou a mala dela.
– Eu to com muito ódio.
– E tem razão, mas olha – Leon se afastou de mim e me olhou, segurando o meu rosto com as suas mãos – Esquece isso, por favor. Eu to amando a nossa relação e não quero que nada estrague, principalmente por causa dessa vadia. Eu te adoro.
– Eu também te adoro – Sorri e ele me beijou calmamente, me fazendo esquecer todos os problemas que me rondavam ultimamente. Leon exercia um poder incrível sobre mim, ele tinha o poder de transformar tudo que estava triste em alegria, tudo que estava escuro em cores, e eu estava me apaixonando por ele.
Sua língua pediu passagem para explorar minha boca, e eu permiti sem hesitar. Ele colou os nossos corpos e passou a caminhar em direção a minha cama, deitando-me delicadamente sob ela. Os beijos começaram a ficar mais intensos e foi quando eu notei que ele havia aberto o feixe do meu vestido, fazendo meu corpo tremer por alguns instantes.
– É isso que você quer? – Leon sussurrou ao pé do meu ouvido. Aquela voz, aquele cheiro, aquele corpo, aquele carinho, meu Deus, não me restava dúvidas, eu queria ele, o queria mais do que qualquer coisa nesse mundo. Não quis falar absolutamente nada, ao invés de palavras, preferi responder com um beijo.
Senti seu corpo relaxar um pouco sob o meu e o beijo ficar mais intensificado. Leon puxou a barra do meu vestido e em seguida o tirou, senti um alívio absurdo ao observar que eu estava com uma lingerie preta. Tem algo mais broxante para um garoto do que uma lingerie bege na primeira vez de uma garota? Não, não tem. Obrigada por me ajudar nesses momentos, minha nossa senhora.
Meu corpo estremeceu ao sentir as mãos de Leon tocando o meu corpo delicadamente, ele estava me levando a loucuras, parecia que todos os líquidos do meu corpo estavam voltados a uma única região. Abafei um gemido com um suspiro, como eu estava desejando ele, meu Deus.
Leon se afastou e retirou sua camiseta branca junto com a calça jeans, desvendando seus músculos e uma cueca boxer branca. Puta que pariu, ele estava completamente duro e dava para perceber o quão grande o seu membro era. Não me contive e soltei um gemido fraco, fechei os olhos e senti os lábios de Leon colado aos meus novamente.
Ele colocou as mãos nas minhas costas e abriu o meu sutiã, o tirando em seguida e desvendando os meus seios e bicos turgidos.
– Seu corpo é perfeito – Leon sussurrou e beijou o pequeno espaço que separava os dois músculos. Senti sua língua sob o seio direito, enquanto sua mão apalpava delicadamente o esquerdo. Eu estava totalmente entregue.
Leon saciou sua vontade naquele local e voltou para o meu rosto, beijando-me novamente.
– Eu te quero – Ele disse baixinho e levou as mãos até o cós da minha calcinha, baixando-a um pouco.
– Droga – Rosnei – Eu também te quero.
Leon sorriu contra os meus lábios e retirou do bolso da sua calça, uma camisinha e sentou-se na cama, rasgando o pacote e retirando sua boxer preta. Mordi o lábio e fechei os lábios ao ver o seu membro, ele era muito gostoso e grande, porra.
Estremeci e abri os olhos ao senti o corpo de Leon sob o meu, ele sorriu e eu sorri junto a ele, como eu estava me sentindo feliz ali. Ele tocou a minha calcinha e a retirou, jogando-a no chão. Gemi involuntariamente ao sentir seu dedo sob o meu clitóris, estimulando-o calmamente. Eu estava completamente encharcada e com muita vontade de tê-lo completamente dentro de mim.
Leon inclinou-se em direção a minha intimidade e retirou o dedo do meu clitóris, passando em seguida a língua por toda a extensão dos lábios grandes. Gemi alto ao senti-lo ali.
– Leon, eu preciso de você... – Falei fracamente, não estava mais aguentando de tanto desejo.
Ele deu um beijo no local e levantou a cabeça, sorriu abertamente e segurou as minhas pernas, deixando-me completamente exposta. Leon ajeitou-se e posicionou o seu membro já protegido em minha entrada, ele empurrou delicadamente e por sorte, não senti dor alguma.
Leon introduziu o seu membro por completo de pouquinho e pouquinho, acredito que eu não senti dor por isso, além de eu estar completamente excitada. Eu não estava nervosa, pelo contrário, completamente tranquila e entregue.
Ele começou com os movimentos lentos e ritmados, uma sensação gostosa crescia dentro de mim, não existia nada melhor do que aquilo que eu estava sentindo, era totalmente diferente do que eu imaginava, era muito melhor.
– Como você é apertada, porra – Leon intensificou mais os movimentos e gemidos saiam da minha boca involuntariamente, assim como da dele. Ele se inclinou um pouco pra frente e passou a dar chupões fortes em meu pescoço, com certeza ali ficaria roxo depois, mas quem liga?
Leon passou a ter movimentos intensos e precisos, misturando-se com as palavras desconexas vindas de nós dois que ecoavam pelo quarto. Se algo estava tocando lá embaixo, eu não conseguia escutar, naquele momento, para mim, só existia eu e Leon.
O meu primeiro orgasmo foi maravilhoso, não só pelo ato em si, mas pela pessoa que estava comigo naquele momento. Leon havia sido tão carinhoso, tão delicado e ao mesmo tempo tão experiente, que não restava nenhum arrependimento dentro de mim, pelo contrário, eu estava convicta que tinha sido uma decisão certa.
Leon relaxou sob o meu corpo e em seguida rolou para o lado, me puxando para ficar em cima dele. Ele sorriu juntamente a mim, depositei um leve selinho na sua boca e deitei minha cabeça no seu peitoral, sussurrando algo que ele já escutara mais de mil vezes vindo de mim, mas que naquele momento, tinha um novo significado.
– Eu te odeio.
E assim eu adormeci, completamente feliz e apaixonada por aquele que eu julgava odiar.
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