Give Me Love - Cancelada!

23 Eu não confio mais em você.


Notas iniciais
Oi princesas lindas e maravilhosas.. Consegui um tempinho para postar hoje GRAÇAS A DEUS! Esse capítulo tá mais leve (não que esteja feliz) e os dois próximos também vão estar, porque vai vir uma BOMBA (#spoiler). Enfim, não fiquem tristes Amo vocês e tenham uma boa leitura.

Violetta’s POV

Bloqueei meu celular ao terminar de falar com Alex. Ele era um amigo tão especial, sempre atencioso e tentando me animar nos momentos que eu estava mais triste, e eu valorizava muito isso nele. Finalmente estava sentindo que o Rio de Janeiro era minha casa, apesar da morte do meu pai ainda ser recente e de todos os acontecimentos turbulentos, eu acreditava que no final tudo iria se resolver.

Olhei os livros que eu precisava estudar em cima da minha escrivaninha e uma súbita preguiça cresceu dentro de mim. Eu estava passando mal nesses dias e não estava conseguindo me concentrar em nada, então andava faltando muitas aulas. Minha mãe não questionava isso, já que eu sempre tirei notas excelentes. Mas eu estava no pré-vestibular e não poderia ficar perdendo assuntos assim. Por isso, pretendia voltar ao Colégio na segunda-feira.

Decidi tomar um banho morno e relaxar o máximo que eu podia. Tirei o vestido de renda que eu estava juntamente com o meu conjunto de lingerie, indo até o banheiro do meu quarto e regulando a temperatura ideal do chuveiro para o banho. Escutei o barulho da moto de Leon e suspirei pesadamente.

Porque eu tinha que ter me apaixonado justamente por ele?” – Essa voz ficava rondando minha mente direito, sempre apertando na mesma tecla e fazendo-me lembrar de todos os momentos que passamos juntos. A tapa que eu dei, os beijos, carinhos, segredos, conversas, tudo com ele era extremamente maravilhoso e, porque tinha que acontecer tudo o que aconteceu? Eu realmente não sei.

Entrei dentro do chuveiro e deixei que a água tocasse o meu corpo frio, fazendo com que eu gemesse fracamente, transbordando o máximo relaxamento que eu estava sentindo ali. Molhei minha cabeça e parecia que todos os meus pensamentos confusos haviam se evaporado por um momento, o que foi muito bom. Não sei quanto tempo eu passei naquele lugar, mas foi o bastante para eu me sentir um pouco melhor. Um pouco.

Saí do banheiro, me enxuguei com minha toalha preferida, sequei meus cabelos e coloquei uma calça de moletom com uma regata básica, o máximo confortável que eu pudesse vestir. Abri a porta do meu quarto para comer uma fruta na cozinha e vi que a porta do quarto de Leon estava aberta. Ele havia saído como eu pensei.

Fui até o seu quarto e notei que ele estava mais bagunçado que o normal, o que eu estranhei. Leon nunca fora o mestre das organizações, mas o estado daquele quarto não se parecia com o estilo dele. Enfim, entrei no quarto e vi uma camiseta que ele usara mais cedo em cima da cama, não me contive e a peguei, aspirando ao seu perfume em seguida. Fechei os meus olhos e tentei absorver o máximo de essência que eu conseguia, fazendo com que aquele cheiro ficasse gravado em minha memória para todo o sempre.

Senti uma respiração próxima ao meu corpo e abri os olhos automaticamente, virando-me e encarando o seu rosto. Mas que droga, havia sido pega no flagra.

– Gosta do meu cheiro, Castillo? – Leon falou com um ar de riso, radiante com a situação em que nos encontrávamos. Notei que seus olhos estavam muito vermelhos, como se tivesse chorado, mas preferi não comentar absolutamente nada.

– Eu entrei no seu quarto e notei que você usou essa camisa mais cedo, então eu fui cheirar para saber se ela estava suja e colocá-la na máquina – Menti de forma descarada. Senti vontade de rir com a minha própria desculpa esfarrapada, porque ela foi terrível.

– Ah claro, tenho certeza de que foi isso – Ele arregaçou um pouco mais as dobras da camisa e cruzou os braços em frente ao peito, erguendo a sobrancelha esquerda e sorrindo de lado. Puta que pariu Vargas! Para de me seduzir, caralho!

– Hm... Acho que essa é a minha deixa de ir embora. Com licença – Falei o mais rápido que eu pude, tentando sair daquele quarto. Leon segurou o meu braço e olhou em meus olhos. Suspirei pesadamente e pensei que ele iria me beijar de novo. Ah Leon, de novo não...

– Eu preciso conversar com você, é sério – Leon falou realmente com um tom sério, fazendo com que um calor irritante percorresse minha espinha. Ok, agora eu estava um pouco assustada.

– O que aconteceu? – Ajeitei o meu corpo e tentei cravar o meu olhar no seu, mas estava difícil, porque Leon olhava para todos os cantos daquele quarto, menos nos meus olhos.

– Eu beijei a Larissa.

Aquelas palavras foram como enfiar facas no meu estomago. Será que Leon nunca aprenderia a ser uma pessoa mais civilizada em algum momento da sua vida? Tudo bem que não estávamos mais juntos, o que consequentemente o deixava livre para ficar com quem ele bem entendesse, mas precisava ser a vadia da Larissa? Que ódio, Leon! Que ódio.

– E o que eu tenho haver com isso, Leon? – Tentei manter minha voz calma. Eu não estava mais aguentando tudo o que estava acontecendo na minha vida. Parecia que aquele ano era o pior de toda a minha vida, o que estava marcado para acontecer apenas coisas ruins. Cruzei meus braços e passei a bater o meu pé esquerdo freneticamente no chão – Eu pedi um tempo pra você, você deu... Consequentemente você está livre. Então, faça bom proveito com a nova vadiazinha que você pretende comer! Agora só deixa eu te falar um negócio... – Ele olhou nos meus olhos dessa vez e eu sorri sarcasticamente antes de continuar a falar – Eu pensava que você tinha bom gosto, mas agora eu vejo que não, porque me trocar por ela... Nossa, a diferença é grande, viu?

Virei-me rapidamente e desci as escadas rapidamente, chegando à cozinha em poucos passos. Ouvi os gritos de Leon me chamando no quarto, mas não liguei, apenas queria sair daquela situação embaraçosa. Senti os meus olhos arderem e previ que as lágrimas já iam vindo, o que não era nada bom. Nos últimos dias, eu só fiz absolutamente duas coisas: chorar e dormir. E olha, meu rosto não estava nada legal por causa disso. Obrigada Leon, obrigada de verdade por me tornar uma nova opção para um personagem novo da série The Walking Dead.

– Violetta, caralho, me escuta! – Ouvi a voz ofegante de Leon chegando à cozinha. Respirei fundo, enxuguei uma lágrima que insistiu em rolar pelo meu rosto e me virei, encarando os seus olhos mais vermelhos do que antes.

– Ok, pode falar, eu vou ouvir. Mas você continua errado de todo o jeito – Dei de ombros e me sentei na cadeira alta atrás do balcão, encarando Leon. Ele ergueu sua sobrancelha esquerda e sentou-se ao meu lado.

– Eu vim te falar que eu havia beijado outra garota, porque...

– Você não beijou qualquer garota! Você beijou a puta da Larissa, porra! – Não me aguentei e comecei a gritar, não me lembrando de que havia outras pessoas na casa – Você tem ideia da nova merda que você fez? Puta que pariu, eu não aguento mais sofrer pelos teus erros! Eu não mereço isso!

Senti o meu rosto queimar pela explosão de sentimentos que eu estava vivenciando ali. Leon começou a chorar compulsivamente e isso me assustou um pouco, não estava acreditando que ele estava mesmo chorando. Ele encostou a cabeça no balcão e pressionou as mãos na cabeça, como se estivesse transtornado. Oi? O que estava acontecendo ali?

Ouvi passos apressados vindo da escada e automaticamente congelei. Como eu iria explicar o porquê que Leon estava chorando compulsivamente e soluçando? Que bosta.

– O que está acontecendo aqui? – Minha mãe chegou à cozinha apenas com uma camisola e os cabelos presos em um rabo de cavalo. Mesmo daquela maneira mais simples, ela continuava muito linda. Porque não puxei a ela?

– Não sei, mãe... O Lê – Tentei falar o apelido que eu havia me acostumado, porque eu estava tratando Leon com muita frieza e nossos pais não podiam ficar desconfiando cada passo nosso – Foi pra uma festa lá na Barão e bebeu... Por isso o choro.

Não estava orgulhosa de mim, de maneira alguma. Nunca fui de mentir para os meus pais, mas as novas situações da minha vida estavam me levando para esse caminho, o que eu não estava gostando muito, mas tudo bem. Minha mãe aproximou-se dele e alisou seus cabelos, dando um breve beijo no topo da sua cabeça.

– Pode ir dormir, filha. Eu vou conversar com o seu irmão... – Aquela palavra doeu no fundo da minha alma, mas apenas assenti com a cabeça. Eu e Leon não éramos irmãos, nem fomos criados juntos para poder nos denominar assim, mas não podíamos contestar absolutamente nada. Sendo assim, peguei uma banana que estava na fruteira e subi silenciosamente para o meu quarto.

Entrei no cômodo quase acabando a fruta e joguei a casca no lixo do meu quarto, deitando na minha cama em seguida. Olhei para o teto do cômodo e fiquei lembrando todos os momentos felizes que tive naquela casa, perguntando-me quando aquela época poderia voltar a se repetir.

Depois de um bom tempo na mesma posição e com os mesmos pensamentos, senti algo embrulhar no meu estomago e uma sensação ruim subir para a minha boca. Me levantei e corri para o banheiro, passando mal de novo.

Notas finais
O que acharam?! Sinceridade hein! (não me matem, eles ainda vão voltar)