Give Me Love
13 Minha doce desordem
Notas iniciais
Alvo ficara estranho depois da ultima noite de algazarra dos dois na sala precisa, Rose não se lembrava de nada, e ele disse no dia seguinte que já não queria mais ficar com ela daquele jeito. E o pior disso tudo era que a vodca havia acabado.
Ela agora não ficava mais bêbada aos sábados, por falta do álcool em si, claro. Mas havia achado outro alguém com quem ficar. O nome dela era Alice e as duas só queriam mesmo era diversão, compartilhavam as suas experiências negativas com os garotos – Alice era bissexual, mas dizia preferir o sexo feminino, principalmente na hora do relacionamento – e transavam até não poderem mais nos finais de semana.
O preconceito que Rose ainda retinha desapareceu por completo pelos ares, é claro, e ela viu o quão bom e delicado o toque de uma garota era, e o sexo então, era indescritível!
Antes de Alice, Rose já havia ficado com dois garotos quando decidiu se aventurar com o sexo feminino, ela não gostava de se intitular bissexual ou o que, mas sentia atração por garotas, o que nunca tinha percebido, e gostava de se relacionar com elas.
Ela estava começando a ficar um pouco solitária, embora ainda conversasse com Lily, Alvo e Hugo, eles não tinham mais aquela conexão forte de estarem sempre juntos, porque ela queria isso. Ela podia ter prazer com quem ficava, mas nunca seria igual como era com eles, era uma amizade muito forte que se enfraqueceu em dois ou três meses.
Rose também não tinha mais o costume de contar tudo a Lily, muito menos ao Alvo depois que ele acabou se afastando de vez. Hugo então, nem se fala!
Mas o Natal estava chegando, e não só ele, como especificamente o Natal das famílias Weasley e Potter, que era o mais unido de todos. E ela sabia que teria que se comunicar com todos, aguentar as perguntas idiotas e mais uma vez voltar à sociedade, viver “normalmente”.
Rose estava desordenada, uma bagunça que nem ela conseguia compreender ou mesmo arrumar, achava que ficar assim seria mais fácil do que tentar se concertar, então não fazia nada para mudar.
Ela se despediu de Alice, a garota de cabelos cor de rosa a quem tanto havia se afeiçoado, ela ficaria em Hogwarts, assim como Emma, a namorada de Lily. As duas pareciam ter tido um caso juntas no passado, Lily dizia ter um pé atrás com a garota, mas ela não sabia que ela “estava” com Rose.
Quando a viu se despedindo dela perto do trem, Lily franziu as sobrancelhas e logo depois foi tirar satisfação com a prima:
–Mas o que é que está rolando entre você e a Alice? – ela perguntou, logo que entraram em um vagão vazio.
Rose revirou os olhos, mas respondeu:
–Amizade colorida, tá bem?
Lily ficou boquiaberta, Rose sorriu ao ver sua reação, sabia que ela não esperava que Rose ficasse com garotas.
–É a primeira – ela falou, antes mesmo que Lily pudesse perguntar algo. – Nunca havia ficado com uma menina antes, mas agora entendo porque você gosta.
Rose lhe lançou um olhar malicioso, Lily desatou a rir, meio constrangida.
–Rose Weasley, você está realmente maluca e mudada! Como assim você não me conta mais nada disso? Eu sinto sua falta minha flor.
Ela pegou a mão da prima e a olhou nos olhos, dizendo:
–Eu também sinto a sua falta, pequena, sinto muito a falta de como tudo era antes. Eu não era essa bagunça que estou agora, pegando todo mundo que vejo disponível, bebendo e... Ai, eu já nem sei mais.
–Rose Granger Weasley, você andou bebendo?!
Rose mordeu os lábios, agora ela já tinha soltado a pérola. Uma coisa que ninguém sabia e nem poderia era sobre Alvo e ela, sobre tudo o que haviam feito, isso era entre eles e ela não podia deixar escorregar.
–É Lily, mas já faz um tempo que eu parei porque a bebida acabou, e também era só de sábado.
Lily ainda tinha aquela cara de indignada olhando para a prima, ela disse:
–Sabe, tudo podia mesmo voltar a ser como era.
Rose assentiu, era o que, no fundo, ela mais queria no mundo. Ter seus amigos de volta, ter sua vida não bagunçada de volta.
Ela abraçou a prima e elas ficaram assim por um momento, já fazia tempo que elas não ficavam muito juntas.
–Posso te fazer uma pergunta? – Lily falou, ela assentiu com a cabeça, temendo o que poderia vir a seguir. – Você ainda sente muito a falta dele?
Rose fechou os olhos, não queria pensar naquilo, mas de repente lágrimas brotaram em seus olhos, ela se separou de Lily e as limpou rapidamente, esperando que a prima não tivesse visto aquilo.
–Ah Merlin! Perdão Rose, eu sou uma idiota por tocar no assunto, uma idiota...
–Não, tá tudo bem – ela respondeu suspirando. – Ele era meu melhor amigo e minha secreta paixão, Lily, acha mesmo que eu não sentiria falta dele? E além do mais, é a razão pela qual estou assim, ele era... Minha casa, Lily, onde eu me sentia bem, embora seja muito difícil admitir isso.
–Desculpe – ela murmurou, Rose deu de ombros, a vontade de chorar em frente às lembranças aflorando.
–Vou dar uma volta.
Ela abriu a porta do vagão do trem e saiu andando pelo corredor, não estava olhando para frente quando esbarrou com alguém que derrubou suco em sua roupa.
–Ai merda, olha por onde anda! – era ele, a inconfundível voz de Scorpius Malfoy a pegou de surpresa, ela olhou para cima cheia de indignação e raiva, mas as lagrimas ainda brotando. Scorpius não havia visto a pessoa em quem esbarrara, mas quando olhou se arrependeu instantaneamente de ter xingado. – Ah, oi Rose, desculpe, eu não vi que era você...
–Você nunca percebe a minha presença, não é mesmo? – ela virou-se e voltou para o vagão, desistindo do tal passeio e deixando Scorpius sem saber o que fazer.
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