Notas iniciais
Oláá :D Obrigada pelos reviews ♥ aos poucos vou respondendo todos! Nesse capítulo temos um pouco mais de romance. Deixarei para falar mais lá em baixo rs. Boa leitura.

Give me love like never before...

§

— Não me diga que o Naruto ainda está no hospital! — Ino exclamou quando viu Sakura adentrando a floricultura naquela tarde.

— Não é nada disso. — A rosada negou, se aproximando do balcão aonde a amiga se encontrava. — Vim te convidar para sair mais tarde. Todos os outros já confirmaram.

— Todos os outros quem?

— Ah você sabe, os de sempre. Naruto, Hinata, Sasuke-kun, Shikamaru, Kiba, Sai, Chouji... — Sakura ia dizendo, listando os nomes com os dedos. — Todos. De menos Lee e Tenten, eles estão em missão com o Gai-sensei.

— Bem, é claro que eu vou! — Ino se animou. Era sempre bom se encontrar com seus velhos amigos e colocar a conversa em dia.

— Ah e Naruto convidou o Kazekage também. Ou praticamente o obrigou a ir, eu diria. — Sakura murmurou. — Acho que Temari-san e Kankuro-kun também devem aparecer por lá.

Ino parou de escutar depois que a rosada disse que o Kazekage também estaria lá. Ela não entendia por que estava nervosa por isso. Já se fazia cerca de três dias que a loira havia se encontrado com Gaara e ele havia acompanhado ela até a sua casa. Depois disso Ino não viu nem sinal dele mais... mas não é como se estivesse o procurando. Não é como se a cada barulho do sino na porta anunciando alguém entrando na floricultura, ela olhasse com ansiedade esperando que fosse ele. Claro que não, isso seria loucura... não é?

Eles só haviam se encontrado uma vez, aquilo não deveria ter significado nada para ele. E nem para ela. Então por que toda vez que pensava no Kazekage, se sentia nervosa?

Ino decidiu deixar aquele pensamento de lado e se voltar para Sakura, que parou de falar sobre o encontro deles mais tarde e agora tagarelava sem parar sobre Sasuke (como sempre). A Yamanaka tinha que dar graças a deus por ter finalmente conseguido esquecê-lo. Apesar de ainda admitir que ele era um pedaço de mal caminho. Bem, mas isso todas as mulheres de Konoha concordavam. E embora tivesse deixado Sasuke de lado em sua mente e coração, não perdia a oportunidade de provocar Sakura. Era instintivo, e não tinha nada melhor do que deixar a Haruno com raiva e com ciúmes.

— Mas então, você já viu o Kazekage por aí desde que ele chegou? — Sakura perguntou, fazendo Ino voltar sua atenção a ela. — Se bem que nem Temari-san eu estou vendo muito esses dias...

— Ah sim, ele me acompanhou até a minha casa em uma noite dessas. — Ino disse de forma que soasse desinteressada. Ela não tinha porque esconder aquilo de Sakura. Mesmo não dizendo em voz alta, era claro que a rosada era sua melhor amiga, elas acabavam dividindo muitas confidencias uma com a outra.

— Uau sério?! — Sakura exclamou, surpresa. Mas sua expressão logo foi substituída por uma bem maliciosa. — Você não perde tempo hein Ino?

— O que? Eu não fiz nada! — Que calúnia! Não era como se ela ficasse em cima de todo cara gostoso que aparecia. Bem... era sim. Mas dessa vez era completamente diferente!

— Sei...

— É sério, ele só foi um cavalheiro acompanhando uma bela donzela indefesa até a porta da casa dela. — Talvez ela estivesse exagerando um pouco, mas que se dane.

— Ino, de donzela você não tem nada. — Sakura disse, incrédula. — Mas não rolou nada?

— Claro que não! Por favor, eu não sou tão atirada assim! — Exclamou, para logo acrescentar: — Bem, não mais.

— Bom, se você diz... Mas lembre-se de uma coisa: o Gaara é o Kazekage de Suna. Não vá se apaixonar por ele e ficar sofrendo depois. Aliás, eu nunca ouvi falar dele namorar ou algo do tipo, então é provável que nem vá corresponder seus sentimentos também. Dupla chance de fracasso, cuidado! — Ela dizia, apontando o dedo para a amiga, preocupada.

— Bem, não que esse último seja preocupante. Quer dizer, olha o Sasuke-kun com você...

— Você entendeu. Depois não diga que eu não avisei.

Ino ergueu os braços.

— Certo, tudo bem mamãe! — Disse com ironia, recebendo um olhar nada amigável da outra. Como se ela se importasse. — Tomarei cuidado.

E toda aquela conversa com Sakura foi simplesmente por água abaixo quando Ino adentrou a churrascaria naquela noite e encontrou todos os seus amigos lá, incluindo os três irmãos de Suna. Seus olhos imediatamente se encontraram com os de Gaara, mas ela rapidamente desviou, se sentando ao lado de Sakura e tentando manter uma conversa com a amiga.

O tempo passou rapidamente, e Ino tinha que admitir que sentia muita falta daquilo. Era raro poder reunir com todos os velhos amigos, e embora sentissem falta de Lee e Tenten que estavam ausentes, a reunião entre eles foi muito boa, de forma que a Yamanaka acabou não sentindo as horas passarem.

Em certos momentos, ela acidentalmente se distraía da conversa que estava tendo com a amiga rosada e seus olhos vagavam pela enorme mesa até encontrar o ruivo, que conversava com um sorridente e escandaloso Naruto. Gaara parecia feliz ao estar ao lado do amigo, e embora não demonstrasse muito, era possível visualizar um pequeno sorriso em sua face.

Ino suspirou distraída enquanto olhava o Kazekage. Ele era diferente dos homens que já conhecera, ela não sabia explicar... era sério, mas ao mesmo tempo amável. Algo em seu jeito a encantava, algo além de ser apenas um homem extremamente atraente.

— Opa, que suspiro foi esse? — Sakura a cutucou com o cotovelo, falando em tom de voz baixo para que somente ela escutasse.

— Nada. Só estou vendo como o Sasuke-kun está um gato hoje. — Ino respondeu sorrindo provocante para a amiga. Esta por sua vez imediatamente fechou a cara.

— Não tente me provocar, Porca! Eu vi para quem você estava olhando.

Ino deu de ombros.

— Juro que não sei do que você está falando.

— Esqueceu tudo o que eu disse mais cedo hein? — Sakura suspirou incrédula. — Você ainda vai se arrepender, e eu vou estar aqui bem ao seu lado para te dizer com todas as letras que eu avisei!

A Yamanaka apenas revirou os olhos. — Certo, certo... agora para de me encher e vai cuidar do seu homem, Testuda. Se não eu roubo ele para mim.

Sakura bufou. Não adiantava avisar, o estrago já estava feito, Ino se apaixonara pelo Kazekage. Agora o jeito era aguardar e ver no que aquilo iria dar.

§

A terceira e última fase do Exame Chunnin finalmente estava acontecendo, e aparentemente toda a população de Konohagakure estava lá para prestigiar o evento. Gaara, como Kazekage, havia ocupado seu lugar ao lado de Tsunade, como convidado especial.

Ino também estava lá, mas diferente do ruivo, se encontrava em meio à multidão, rodeada por seus amigos e, assim como eles, tinha seus olhos atentos na arena logo abaixo.

Aquele lugar a trazia muitas nostalgias. Fora ali que vira seu amigo lutar contra Temari e se tornar chunnin, e foi sentada ali que também ficou tentando consolar Sakura enquanto Sasuke não aparecia para lutar contra Gaara. Embora fosse naquela época que o Sandaime morrera, ela sentia saudade daquela época, eram bons tempos.

A plateia se agitou e Ino interrompeu seus pensamentos, voltando sua atenção para Naruto que acabara de entrar. É claro que Tsunade havia planejado bem como realizaria aquela fase do exame para o Uzumaki, de modo que seu oponente não era um mero gennin, seria injustiça para com os pequenos. Por isso não foi surpresa ao vê-lo frente a frente com seu próprio sensei, Hatake Kakashi.

O ninja copiador – que não era mais copiador, graças a guerra que resultou na perda de seu sharingan – ainda era um jounnin admirável e extremamente forte. Naruto parecia satisfeito e empolgado enquanto lutava contra ele. Isso não era surpresa, afinal todos sabiam como o loiro gostava de seu sensei.

Mas no fim, o resultado estava claro...

— Festa de comemoração na casa do Sasuke! — Foi o que um Naruto sorridente berrou para os amigos, quando finalmente ganhou seu título de chunnin.

É claro que a ideia de dar uma festa na casa de Sasuke não partira do moreno, mas levando em conta que o apartamento de Naruto era extremamente pequeno, o loiro acabou forçando o amigo (com a ajuda de Sakura) a realizar sua comemoração na residência do Uchiha.

E é lá que todos os amigos e conhecidos de Naruto se encontravam. Até mesmo a Hokage, que não perderia a oportunidade de beber um bom saquê de graça, estava presente, com Shizune na sua cola, a repreendendo constantemente. Afinal, um Hokage tem que dar exemplo... e ficar bêbada não era exatamente o exemplo ideal que todos precisavam naquele momento.

Do outro lado da festa, era possível ver os amigos de Naruto conversando animadamente, enquanto comiam um pouco dos aperitivos que estavam sendo servidos.

— Ei, você pegou tudo! — Kankuro reclamava emburrado, olhando para Chouji que acabara de pegar toda a comida de uma bandeja e mastigava sem parar.

— Desculpe... — Ele dizia de boca cheia. Kankuro fez uma careta, ainda chateado.

— Tsc, é por isso que você é gor... — A mão de Ino rapidamente fora para cima de sua boca, enquanto Shikamaru suspirava aliviado ao lado do Akimichi.

— Essa palavra é um tabu! Acredite, você não vai querer o ver enlouquecendo e quebrando tudo aqui dentro! — Ino sussurrou para Kankuro, que apenas meneou a cabeça, em sinal de que entendera, enquanto ela retirava sua mão da boca dele.

— Vocês são estranhos. — E foi tudo o que o ninja disse, vendo Chouji comer tranquilamente como se nada tivesse acontecido.

Ino suspirou. Conseguira evitar um desastre. Seus olhos correram para Kankuro e para o homem ao lado dele. Surpreendeu-se ao ver que ele a encarava, e logo se amaldiçoou por sentir sua face esquentar.

Ela ainda não entendia por que toda vez que olhava para Gaara acabava ficando daquele jeito. Ino não sentira aquilo nem mesmo por Sasuke na época que gostava dele. Por que justo agora e justo com Gaara?

Segurou um copo contendo saquê e levou aos lábios, bebendo um pouco na intenção de relaxar, embora duvidasse que aquilo fosse acontecer.

Já era tarde quando ela finalmente resolveu ir embora. Alguns dos amigos ainda continuavam ali, presos as conversas e a música que ecoava por todo o ambiente. Mas ela estava cansada e principalmente farta de ficar toda hora olhando para o Kazekage. Sentia-se estranha, não estava a reconhecendo, ela nunca fora assim.

— Bem, eu já vou indo. — Disse para os amigos, dando os parabéns novamente ao Uzumaki por ter finalmente se tornado um chunnin.

Foi quando já estava se afastando deles que parou ao ouvir a voz de Temari.

— Gaara... por que não acompanha a Ino até a casa dela? — Sugeriu a kunoichi de Suna, assim como quem não quer nada, aparentando não ser algo importante. — Já está tarde, você sabe.

— Não é problema, Temari-san. — Ino disse, um pouco contrariada com as palavras da outra. — Sou uma kunoichi, está tudo bem voltar sozinha.

— Ah mas eu acho que a Temari está certa. — Kankuro deu apoio à irmã. — Acompanhe ela, maninho. Nos vemos mais tarde no hotel.

Ino já ia protestar novamente, mas foi cortada pelo Kazekage que balançou a cabeça em concordância para os irmãos, e já estava ao seu lado, murmurando um pequeno “vamos” para ela.

Aquilo era completamente diferente da outra vez que Gaara havia a acompanhado. Não era por cavalheirismo ou algo do tipo, era simplesmente por pura pressão feita por seus irmãos, o que deixava Ino bastante irritada. Eles praticamente haviam empurrado o Kazekage para cima dela!

Ok que Ino achava o ruivo extremamente atraente e bastante irresistível com aquele jeito todo sério e misterioso, mas aquela situação era ridícula. Ela se perguntou se Temari fizera aquilo por pura vingança por ela ter provocado demais a kunoichi de Suna e Shikamaru com suas indiretas descaradas para cima do casal. Se fosse por vingança, aquilo era mais ridículo ainda. Quer dizer, qual é! Todo mundo sabe do rolo daqueles dois faz tempo, Ino estava só dando uma forcinha para eles assumirem de uma vez e parar com o fingimento desnecessário. Era uma ajuda!

Totalmente diferente de Temari jogar o irmão caçula para cima dela.

Por mais desejável que ele fosse... e por mais que seu coração faltasse praticamente pular para fora enquanto caminhava ao lado dele.

— Não precisava me acompanhar de novo. — Ino finalmente disse, cortando o insuportável silêncio que insistia em continuar entre eles.

— Por que não?

— Porque sei que só está fazendo isso porque Temari-san praticamente o obrigou. Não preciso que me acompanhe por obrigação. — A Yamanaka nunca fora uma pessoa discreta e com meias palavras. Ela sabia ser delicada, claro... mas não sempre. Especialmente quando estava irritada.

— Não se preocupe com isso, Temari acha que tem poder sobre mim, mas estou aqui porque quis. Somente isso.

Diante dessas palavras, Ino se calou, sentindo seu coração bater mais forte e suas mãos suarem. Não estava somente nervosa, sem saber lidar ao certo com a situação. Era mais do que isso. Era algo que começou a sentir desde que Gaara a acompanhara pela primeira vez, mas que agora parecia crescer consideravelmente. Um sentimento novo, algo que ela ainda não sabia ao certo como classificar, deixando-a confusa.

— Por que quis me levar para a minha casa então? Por que se importa? — Ela perguntou baixinho, torcendo mentalmente para que o ruivo não respondesse vagamente com um mero “porque sim” ou algo do tipo. Ela queria entender seus motivos. Queria entender por que ele se importava com ela.

— Eu não sei... — Gaara murmurou uma resposta depois de um período em silêncio, analisando a pergunta dela. — Tenho me perguntado isso também. Você é diferente... Diferente das pessoas que estou acostumado, Yamanaka Ino.

Yamanaka Ino. Um arrepio correu pelo corpo da loira quando ouviu seu nome sendo pronunciado pelos lábios dele, por sua voz grossa e tom indiferente, mas que ela percebia que de indiferente não tinha nada. Ele estava intrigado, estava confuso. Embora não demonstrasse tanto.

Sabaku no Gaara era uma caixinha de surpresas. Era o tipo de pessoa fria e sem expressão. Como Sai, ou até mesmo Sasuke. Era difícil saber o que se passava na mente deles, mas certos detalhes eram perceptíveis e Ino aprendera a estar atenta a eles: como o leve balançar de ombros, o tencionar dos dedos das mãos, ou como eles cerravam os lábios discretamente quando estavam confusos ou, no caso de Sasuke, com muita raiva. Eram ações pequenas e quase impossíveis de se notar se a pessoa não fosse detalhista.

Ah mas afinal, qual era a dela de se interessar somente por homens frios e distantes? Primeiro Sasuke, depois Sai (embora não pudesse dizer que havia realmente gostado de Sai, foi mais uma paixão passageira, mas enfim)... e agora Sabaku no Gaara! Francamente, ela só se metia em confusões gostando de caras assim.

Depois do que Gaara dissera, Ino deixara o silêncio tomar conta dos dois novamente. Ela estava imersa em seus pensamentos e sentimentos em relação ao homem ao seu lado. E apesar dele não ter respondido exatamente o que ela esperava quando perguntara por que ele se importava tanto, Ino não ficou exatamente decepcionada. Pelo contrário, estava surpresa por ele aparentar estar tão confuso quanto ela a respeito daquela situação. Além do mais, uma parte de si ficara contente por estar despertando o interesse do Kazekage. “Você é diferente...”.

Ino estava tão distraída que nem ao menos se deu conta de que já havia chegado em frente à sua casa. Só percebeu isso quando Gaara parou de andar, e depois de olhá-lo de forma confusa é que finalmente foi entender.

— Tenha uma boa noite. — Foi tudo o que Gaara disse, se virando sem esperar uma resposta, para seguir seu trajeto para o hotel.

A loira suspirou.

Ela não queria que a noite acabasse assim. Não como foi da última vez.

— Gaara, espera! — Ele parou, se virando e fitando-a.

Ino hesitou um pouco, sem saber o que dizer, o que fazer. Ela não queria que ele fosse embora, não ainda. Queria aproveitar mais o tempo perto dele, e quem sabe, acabar com a confusão que rodeava sua mente quando pensava naquele homem.

— O que foi? — Perguntou, distante, ainda olhando Ino.

E então, de repente, ela soube o que queria fazer. Ou talvez sempre soubesse, desde o começo, apenas agora tivera a coragem para aceitar aquele desejo e tentar colocá-lo em prática.

— Quero... tentar uma coisa. — Foi se aproximando do Kazekage a passos lentos e um pouco hesitantes. Ele, ao contrário dela, permaneceu firme em seu lugar, ainda encarando a loira, sem saber ao certo o que dizer, um pouco confuso com as ações dela.

Foi somente quando Ino colocou seus braços em torno do pescoço de Gaara, que ele pareceu entender o que ela queria. E mesmo desconhecendo o que se passava com seus sentimentos, de uma coisa ele tinha certeza: ele também desejava aquilo. Por isso quando Ino selou seus lábios com os dele, Gaara não recuou. Ele apenas ergueu suas mãos para a cintura dela, segurando-a e apreciando o beijo. Este, por sinal, não foi como todos aqueles beijos de novela, onde chuvas caíam e os apaixonados se beijavam loucamente, sem se importar com nada. Não, era um beijo leve e desajeitado, com o gosto forte do saquê bebido pela loira, e os dentes se chocando enquanto a língua dela pedia passagem e explorava de forma lenta e prazerosa a boca dele, fazendo-o retribuir igualmente. Ambos estavam apenas conhecendo mais um ao outro, e também conhecendo mais os sentimentos estranhos e fortes que eles nutriam e que iam ficando cada vez mais claros enquanto se beijavam.

Se separaram depois de um tempo, um pouco ofegantes e com a face avermelhada.

— Bem, boa noite. — Ino sorriu, se virando e andando apressada para dentro de sua casa antes mesmo que Gaara dissesse qualquer coisa. Mas não é como se ele fosse dizer algo também, o ruivo ainda parecia estar processando o que acabara de ocorrer entre ele e a Yamanaka.

Por muito tempo Gaara sempre acreditou que só poderia amar a ele mesmo. Muitas coisas ocorreram em sua vida para levá-lo crer que ninguém se importava com ele e que o único amor que as pessoas poderiam nutrir era por elas mesmas e por mais ninguém. É claro que depois de um tempo, especialmente depois de todo o ocorrido com Uzumaki Naruto, ele havia aprendido a lição. Aprendido que estava errado e que era possível amar o próximo e que nem todos queriam sua morte. Algumas pessoas se importavam com sua existência. E foi aí que ele viu como era o amor fraternal, viu que amava seus irmãos e que eles também o amavam igualmente. O mesmo se aplicava aos amigos, e depois de se tornar Kazekage, com as pessoas de sua Vila. Ele amava a todos e não desejava que elas se machucassem... aos poucos elas passaram a admirá-lo e respeitá-lo, e desejar o bem dele assim como ele desejava delas também. Aquilo era um tipo de amor.

Mas o amor que Gaara até então desconhecia era aquele em que ele se entregava completamente para outra pessoa. Aquele amor que ele sentia por Ino e que nunca havia sentido por mais ninguém antes. Era diferente, mas de alguma forma especial. Ele a desejava. Desejava poder estar ao lado dela, conhecê-la melhor, tocá-la... e beijá-la novamente. Não era o mesmo tipo de amor que sentia por Kankuro e Temari, mas tinha certeza de que era forte.

E apesar de confuso e novo, Gaara ficou surpreso ao ver que gostava daquele sentimento.

Notas finais
Yeeeeeeey próximo é o último! Espero que não tenha ficado nada confuso por aqui, quis explicar o que eles sentiam sendo que nem eles mesmo tinham noção exata disso hueheueh Ah, e um detalhe que notei: estou me baseando neles mais velhos, tipo do filme The Last, mas aqui a Tsunade continua sendo a Hokage (na real, depois de escrever essa história e postá-la que saiu confirmação do Kakashi como Hokage, daí decidi deixar do jeito que estava mesmo, não quis editar). Reviews serão sempre bem vindos ♥