Give Me Love
28 -Capítulo 29 - Epílogo-
Notas iniciais
Give Me Love
–Capítulo 28-
Por JefCokkie
Os primeiros raios de sol invadiram minhas pálpebras que ainda estavam fechadas. A coloração de minhas pálpebras ficou vermelha. Senti-me um tanto aquecida pela luz do sol. Meu coração batia forte enquanto eu me perguntava se o que havia acontecido havia sido um sonho.
Lembranças da noite passada invadiram minha mente. Lembranças de Sasuke e eu fazendo amor. De imediato senti o calor que havia se fundido ao meu nos minutos intermináveis da madrugada recente. Meu corpo se aqueceu ao lembrar daquilo tudo.
Abri os olhos vagarosamente, não esperando nada além do vazio em minha cama. E eu estava certa, minha cama estava vazia. Não havia nenhum sinal de Sasuke ali, e instantaneamente, eu não pude deixar de sentir meus olhos marejarem.
Por mais que eu negasse, eu sabia que havia agido imprudentemente ao induzí-lo a fazer amor comigo. Eu sabia que choraria ao acordar de manhã, pois ele não estaria ali. Mas ainda sim eu havia insistido naquilo tudo.
Tirei alguns fios de cabelo que estavam em meu rosto, os puxando para trás da orelha. Sentei-me lentamente, sentindo uma terrível dor no peito. Eu não poderia me dar ao luxo de chorar. Aquilo tudo era consequência dos meus atos. Mesmo que não tivéssemos feito amor, eu ainda sim choraria, mas doeria menos.
Uma vez que se conhece um pedaço do paraíso, nunca mais se quer estar em outro lugar — e era assim que eu me sentia em relação a Sasuke. Sasuke era o meu paraíso.
Abracei meus joelhos que estavam cobertos por um lencol e mordi o lábio inferior. A força que eu estava tentando ter para não chorar era imensa, mas mesmo assim, as lágrimas começaram a saltar dos meus olhos sem minha permissão.
Apoiei a testa em meus joelhos e fechei os olhos. Então eu chorei. Chorei como uma criança quando se perde da mãe no meio de uma multidão. Chorei como uma garotinha desamparada que precisava de uma história para se acalmar.
A dor de amar era que, por mais que você queira ver a pessoa totalmente feliz, seja onde e com quem for, ainda sim conseguimos ser egoístas o suficiente para desejar a todo segundo que se passa, que essa pessoa volte e passe pela porta para te abraçar e não soltar nunca mais.
Era exatamente dessa maneira que eu estava me sentindo.
Automaticamente olhei para a porta e aquilo apenas doeu mais. Eu sabia que aquela porta não se abriria.
Me levantei da cama, percebendo que eu estava totalmente nua, não deixando de notar as marcas roxas em meus seios. Sorri tristemente ao lembrar de que Sasuke que as fizera. Eu ainda conseguia sentir sua mão passeando por todo o meu corpo, deixando um rastro de fogo por onde passava.
Antes que eu desse mais algum passo, meus olhos se focaram em algo que estava ao pé da cama. Agachei-me e peguei uma caixa negra. Havia um papel amarelo preso em na parte de cima da tampa da caixa — o peguei com urgência.
Sentei-me na cama e desdobrei o papel, meus olhos saltando para a caligrafia que me era familiar, fazendo com que meu coração disparasse antes mesmo de ler.
"Não se preocupe, diferente do que eu havia dito, logo voltarei. Sei que você me ama e não aguenta um segundo longe da minha pessoa, mas saiba que eu a amo. A amo mais do que posso descrever, mais do que as palavras podem dizer. Tudo o que eu lhe digo, é que eu preciso de você. Você conseguiu fazer com que eu sorrisse sem que eu percebesse novamente, como se eu nunca tivesse parado de sorrir. Não se esqueça de mim, pois logo estarei com você. Lembre-se: Eu estou longe, mas ainda sim estou perto de você. Não importa o quão longe estivermos, com toda certeza meu amor irá te aquecer como quando eu te abraço.
Seu Imbecil Sexy, Uchiha Sasuke".
Meus olhos estavam petrificados no bilhete que eu segurava a centímetros de meu rosto. Eu não sabia se ficava feliz ou triste.
Uma pontada de esperança me invadiu sorrateiramente, sem que eu tivesse meu próprio consentimento para deixar aquilo acontecer. Eu sabia que manter esperanças acesas me machucaria profundamente...
As lágrimas transbordavam de meus olhos, misturando-se em tristeza e esperança ao mesmo tempo. O calor do amor de Sasuke poderia me alcançar?
Joguei o bilhete na cama e puxei a tampa da caixa, logo então sentindo meu coração falhar uma batida ao ver o que tinha ali. Agora, o sorriso era realmente uma mistura de emoções. Enquanto meus lábios demonstravam alegria por estarem repuxados num sorriso, meus olhos demonstravam tristeza com lágrimas que tentei segurar, mas que não fora possível.
A jaqueta de couro que Sasuke me emprestara quando nos conhecemos estava dobrada e guardada ali dentro daquela caixa. Tirei-a de lá, sentindo uma forte sensação de nostalgia. Levei-a até o nariz, aspirando o aroma delicioso de hortelã que pertencia à ele.
Vesti a jaqueta, passando os braços pelas mangas que me eram grandes. Era como sentí-lo me abraçando. Seu cheiro impregnava minhas narinas e causavam em mim algo que poderia ser semelhante ao efeito de uma droga: o vício.
Espantei as lágrimas que estavam prestes a cair mais e mais dos meus olhos. Eu sabia que Sasuke não queria que eu ficasse daquele jeito. Eu seria forte. Seria forte por ele. Por mim, por nós.
Levantei-me e andei até a sacada, abrindo as portas brancas e afastando as cortinas. A beleza da paisagem me atingiu como uma onda de ânimo, injetada ligeiramente em todo o meu ser. Encostei-me no batente da porta, com um sorriso se repuxando em meus lábios fracamente.
Cruzei os braços abaixo dos seios e fechei os olhos, aspirando o ar fresco e gélido da manhã.
Eu estaria o esperando.
–EPÍLOGO-
Um sorriso diabólico serepuxou grosseiramente em seus lábios. Sentiu uma pequena e incômoda dor, devido aos machucados que foram lhe feitos nos lábios, que por sinal ainda estava cicatrizando.
Tocou o pingente que estava pendurado em seu pescoço suspenso por uma corrente e por um momento, manteu-se parado. Logo o silencioso ruído da corrente se arrebentando foi ouvido e o pingente voava para o chão.
Pisou no pingente com fúria para logo depois cuspir no mesmo, como se aquilo fosse melhorar sua situação.
Puxou a adaga que estava presa ao cinto que pendia em seu quadril, girando-a habilidosamente entre os dedos ásperos. Pegou seus cabelos em sua mão e respirou fundo, até que então os cortou. A lâmina da adaga reluzente deslizava entre os cabelos negros, os cortando sem dificuldade alguma.
Os cabelos negros se amontoavam no chão, misturando-se com a terra molhada. Quando se deu por satisfeito, passou os dedos entre os cabelos recém cortados, suspirando cansadamente.
Levou a lâmina até a palma da mão esquerda e a cortou, logo o líquido escarlate manchando a pele branca e áspera de sua mão. Sussurrou palavras em tom de voz baixo e deixou alguns pingos de sangue cairem na terra, para então o portal se abrir.
Sorriu satisfeito ao ver que havia mesmo aberto o portal. Guardou a lâmina onde estava e arrumou a capa cinza escura que trajava. Os cabelos negros agora curtos balançavam levemente conforme o vento soprava.
Olhou para o languido céu azul e prontamente sentiu uma vontade de destruir aquilo tudo. Não aguentava suportar tamanha beleza natural daquele ambiente celestial. Grunhiu raivosamente e fitou o portal aberto à sua frente. Logo então passou pelo mesmo, a face contorcida numa feição de pura ira.
Ele terminaria o que há muito foi planejado. Passara metade de sua vida planejando tudo, mas algo o atrapalhou. Ele começaria por ela. Ela o estava o impedindo de ter o que queria. Ele viria atrás dela e a mataria com as próprias mãos.
Haruno Sakura seria um Serafim morto quando pusesse suas mãos nela.
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