Give Me Love

1 -Capítulo 1-


Notas iniciais
Bem, estou aqui com uma nova fic >
Eu infelizmente perdi meus arquivos que continham os capítulos da minha outra fic e perdi totalmente a inspiração de escrevê-la, mas eu estava escrevendo essa já fazia um tempo e estava super-mega-ultra-blaster inspirada Ç.Ç
Então eu postei e.e
Espero que gostem >
Comentar vai ajudar, e se gostarem de cara favoritem, please ♥
Boa leitura ^-^

Give Me Love

–Capítulo 1-

Por JefCokkie

Aquilo doía. Doía muito. Era como algo que estivesse me rasgando de dentro pra fora, e ardia. Eu havia ouvido sobre aquilo desde que me entendia por gente, mas era muito diferente de sentir. Sempre fui informada que quando a hora chegasse eu teria que aguentar a dor em silêncio, e terminar o processo com dignidade, mas minha vontade era gritar e sair quebrando tudo.

Eu gostaria de morrer naquele momento.

Agarrei o lençol branco que forrava minha cama com força, mordendo o lábio para conter o grito de dor que lutava para sair. Eu não podia simplesmente gritar num quarto de quinta categoria, achariam que eu estava sendo agredida ou coisa pior e chamariam a polícia, quando na verdade eu estava apenas passando pela transformação.

Aquilo era um problema.

As lágrimas se acumulavam em meus olhos, fazendo minha visão se embaçar cada vez mais. Um soluço veio, fazendo meu peito doer. Algo incomodava em minhas costas.

Sentei-me e tentei alcançar o lugar onde incomodava, até que então consegui. Cocei o local e então apertei, de forma como se espremesse algo para fora da minha pele. Algo sólido saiu de minha pele e eu puxei para poder ver.

Uma pena branca, com um líquido escarlate em seus fios claros. Meu sangue.

Levantei-me e arrastei meus pés para a cozinha – que na verdade não era uma cozinha, era apenas o canto do cômodo com um pequeno fogão sem forno e um frigobar velho caindo aos pedaços. Abri a porta do frigobar e peguei a garrafa de água gelada que havia ali. Abri a garrafa e joguei a tampa num canto qualquer e bebi a água em goles grandes, procurando afastar aquela dor.

E então nasceu.

Um grito agudo saiu de minha garganta, expressando uma dor tão profundo que nem eu mesma sabia que eu era capaz e suportar. Senti o sangue escorrendo pelas minhas costas e encharcando minha calça de moletom preta. Apoiei minhas mãos na parede gelada e fechei os olhos com força, procurando pensar em outra coisa sem ser aquela dor.

De certa forma, uma emoção invadiu-me, e eu sequer acreditava que havia conseguido. Aquilo não era nada comparado com o que eu havia ouvido. Era três vezes pior e melhor.

Fiquei com as costas eretas, sentindo a dor ficar mais forte e então uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Andei até o espelho que ficava ao lado da janela que dava para a vista da cidade.

Suspirei e então me olhei no espelho.

Minha primeira reação foi ficar boquiaberta. Eu realmente não sabia como lidar com aquilo a partir daquele momento. Eu havia mudado mais do que eu imaginava.

Meus cabelos róseos agora não eram mais curtos e rebeldes, eram cumpridos e encaracolados nas pontas. Meus olhos verdes ficaram vibrantes e os cílios cresceram, destacando o verde que agora meus olhos exibiam. Meu rosto agora tinha traços perfeitamente desenhados, a pele clara, sem nenhum defeito. Meus lábios agora eram carnudos e avermelhados. Meus seios que estavam à mostra pareciam estar um pouco mais fartos e o quadril mais largo, assim afinando a cintura. Então meus olhos se focaram no que se encontrava em minhas costas.

Minhas asas brancas eram pequenas ainda, estavam sujas de sangue e me traziam uma felicidade que eu não imaginava ter quando eu finalmente passasse por aquilo.

Finalmente eu havia ganhado minhas asas. Sete dias depois de meu aniversário de dezessete anos.

Toquei meu queixo com meu dedo indicador enquanto me observava no espelho. Eu estava simplesmente bela, como nunca havia imaginado estar. Nem mesmo eu estava me reconhecendo.

Aquilo certamente não iria ser muito bom, pois as pessoas da escola notariam, e eu diria o que? Que havia feito uma plástica, só pode.

Andei até o colchão que estava no chão – era a minha cama, e para mim aquilo já bastava – e peguei meu celular de última geração que ali estava. Disquei o único número que ali estava salvo e fiquei esperando que a pessoa atendesse.

Até que então, uma voz sonolenta soou:

– Sakura? O que houve? Você está bem? São três e vinte e dois da manhã...

– Nasceu, Ino – eu disse e então um silêncio se instalou ali.

– Você falando desse jeito parece até que pariu uma criança – ela disse e eu esperei – Doeu muito?

– Você não tem noção – eu me sentei no colchão, sentindo minhas costa doerem por ficarem curvadas – É uma dor pelo o qual eu não imaginava passar, eu não sabia que seria tudo isso.

– Suas asas são grandes?

– Ainda não – respondi olhando de soslaio para elas – Vão crescer ainda. É semelhante ao crescimento de uma criança, vai crescendo ao decorrer do tempo.

– Ah – ela ficou em silêncio, mas depois ela mesma o quebrou – Sangrou?

Olhei para meu antebraço, que estava sujo de sangue.

– Bem, eu estou surpresa por não ter desmaiado por perda de sangue – coloquei uma madeixa de cabelo atrás da orelha – Aqui está parecendo cenário de filme de terror.

Ela riu.

– Você mudou?

– Hã?

– Perguntei se você mudou – ouvi um suspiro – Sabe, se sua aparência foi alterada.

– Sim – respondi sem explicar, mas ela esperou que eu explicasse.

– Quanto?

– Quanto o que? – me fiz de tonta.

– O quanto você mudou, testuda?

– Espera, vai me dizer que você ficou irreconhecível? – sua voz estava num tom diferente, quase que medo. Eu sabia que ela estava preocupada.

– Pior que nem eu mesma sei, Ino – suspirei – Eu só... Eu só mudei.

– Como você está?

– É difícil de descrever – massageei as têmporas.

– Tente – ela insistiu.

Pensei no que poderia lhe dizer.

– Bem, meu cabelo cresceu – comentei.

– Quanto?

Olhei para baixo, vendo onde meu cabelo agora batia.

– Um pouco acima do quadril.

– Nossa – ela deu um suspiro rápido, parecia estar surpresa.

– Cresceu um pouco – eu comente.

– Um pouco?! – ela parecia estar incrédula – Seu cabelo batia na altura dos seus ombros e agora estão quase em seus quadris e você diz que cresceram um pouco?!

Eu ri. Só Ino para me fazer rir num momento daqueles.

– Eu vou aí agora – ela disse – Chegou num minuto.

– Não! Está louca?! São quase quatro da manhã, Ino!

– E daí? Eu fiquei curiosa em como você ficou – ela murmurou.

– Espere até a escola. Só faltam duas, no máximo três, horas para estarmos lá. Aproveite e cochile um pouco. Você fica de mau-humor quando está com sono.

– Você parece me conhecer melhor do que eu mesma – ela parecia estar sorrindo.

– Sou sua amiga. É minha função, não é? – eu sorri.

– Então boa noite, testuda. Vejo você daqui a pouco.

– Sim, Porquinha – eu disse – Até mais.

E então, ela encerrou a ligação.

Notas finais
Postarei em breve >
Por favor, comentem e favoritem, please ♥