Give Me Love
24 -Capítulo 24-
Notas iniciais
Give Me Love
–Capítulo 24-
Por JefCokkie
Voei até a sacada do quarto de Sasori, pousando suavemente no chão duro com meus pés descalços.
– Queria falar comigo? — perguntei entrando no quarto e o vendo deitado sem camisa, trajando apenas uma calça marrom escura e os pés descalços.
Seus olhos pairaram sobre mim.
– Fico feliz que tenha vindo — sentou-se na cama.
– Sobre o que quer falar? — cruzei os braços sobre os seios.
– Por que não voamos para o telhado para conversarmos? — ele pulou da cama — Lembro-me de que você adorava a vista de lá de cima.
Assenti, um tanto impaciente. Havia recebido uma carta de Sasori dizendo que gostaria de conversar comigo e para que eu o encontrasse em seu quarto. Eu estava entretida com meus livros enquanto meu pai e Sasuke conversavam na sala particular de meu pai. Disse a mim mesma que não iria de jeito maneira voar até o castelo de Sasori, no entanto, eu estava ali.
Não esperei por ele, voei para o telhado rapidamente, ouvindo o bater de asas dele atrás de mim. Sentei-me nas telhas vermelhas inclinadas suavemente, firmando-me ali. Logo Sasori estava sentado ao meu lado.
Olhando para aquela vista, não foi difícil me lembrar do por quê que eu tanto gostava de ficar ali. A vista era esplêndida, as monstanhas ao fundo me causava uma forte vontade de voar até elas e descobrir as maravilhas que escondiam. Haviam mais e mais castelos, mas o maior de todos se encontrava separado de todos. O castelo do rei. Era muito maior do que qualquer construção na Dimensão Mundana, feita pelos homens. Era muito belo de se contemplar.
– Isso já está passando dos limites, Sakura — Sasori finalmente se pronunciou.
Virei a cabeça para olhá-lo.
– Do que está falando, Sasori?
Ele suspirou.
– De nós — seus olhos cor de amêndoas se fixaram nos meus.
Engoli em seco, não sabendo exatamente o que responder.
– Sasori, não existe nós – voltei a olhar para a maravilhosa vista.
– Não quero forçar você a nada...
– Você já disse isso — o interrompi — Mas não é o que está parecendo.
Outro suspiro.
– Lamento fazer com que pareça assim, mas sabe que eu não estou disposto a desistir.
– Não pode me forçar a casar com quem não amo da mesma maneira — despejei, mas de certo modo me arrependi de ter usado palavras que não eram rudes, mas que se tornaram quando as proferi.
– Sakura — ele pareceu hesitar por um momento — Se me desse uma chance, eu poderia fazê-la mudar de ideia.
– Não quero mudar de ideia, é tão difícil entender isso? — senti um nó se formar em minha garganta. Eu teria de ser rude com Sasori para que ele finalmente desiste de mim, parecia ser a única maneira de fazê-lo entender — Eu amo... — respirei fundo ao perceber o que falaria, mas não me importei, pois era a mais pura verdade — Eu amo Sasuke. Mais do que posso descrever. Por mais que eu saiba que seja uma relação complicada e que meu pai não aprovaria, eu não irei desistir disso. Amo você Sasori, mas como um amigo. Um amigo que na verdade eu não mereço nem um pouco. Para dizer a verdade, eu espero até agora para que me trate com desprezo por tê-lo deixado mesmo quando prometi não o fazer nunca. Por quê é tão gentil comigo quando fiz algo puramente egoísta? Por que continuar a me tratar tão bem quando não mereço?
– Porque eu te amo, Sakura — suas palavras saíram sem hesitação alguma — E esse amor vai muito além do que uma simples amizade. Como eu poderia tratá-la com desprezo quando meu coração pertence unicamente à você?
Abri a boca para falar, mas a fechei rapidamente. Eu tinha de sair dali. Eu não suportaria ter de continuar aquela conversa e magoar Sasori com a verdade — mas eu sabia que tinha de o fazer de uma vez.
– Porque talvez você possa ter um pouquinho de noção do que fiz. – fitei seus olhos com uma coragem que eu pensava não ter – Eu fui embora, Sasori. Quebrei a promessa que lhe fiz, magoei você, meu pai e Chyo. Magoei as pessoas que sempre estiveram presentes em minha vida, que sempre estavam do meu lado quando eu precisasse. Não pode relevar meu egoísmo.
Ele desviou os olhos e os fixou nas montanhas. Um sorriso curvou-se nos cantos de seus lábios e logo ele riu.
– Por que está rindo? – perguntei começando a ficar irritada por ele parecer não estar entendendo nada do que eu estava falando – Isso, por acaso, é engraçado?
Negou com a cabeça.
– Desculpe por isso – segurou a risada – Mas é só que... Você praticamente me implorando desprezo não faz de você a pessoa desprezível que pensa que é. Muito pelo o contrário, só faz com que eu goste mais de você. De fato porque você sabe o que você fez e quer sofrer as consequências, você pode não perceber, mas isso só faz você mais adorável do que já é.
Pisquei, o fitando atônita.
– Você tem um grande coração, Sakura – ele sorriu e soltou um longo suspiro – Por isso que sinto que não devo desistir de você, por mais que doa.
Um nó se formou em minha garganta – eu queria socá-lo.
– Não! – minha voz saíra esganiçada – Pare! Chega! Pare com isso!
Me levantei, sentindo meus olhos úmidos,
– Não seja gentil comigo quando mereço desprezo! Isso me mata!
Sasori levantou um pouco a cabeça e analisou meu rosto. Ele parecia estar sofrendo mais do que eu.
– Eu não o mereço. Não mereço que você se mantenha firme e forte no objetivo de me conquistar, porque isso só o fará sofrer mais e eu também! Não posso te perder, mesmo sabendo que não o mereço! – agora as lágrimas desciam pelo meu rosto sem minha permissão.
Sasori baixou a cabeça e então levantou-se, ficando perigosamente perto de mim.
– Não há nada que possa fazer para que eu desista – ele encarou meus olhos – Eu te amo, e isso não vai mudar, Sakura.
O peso daquelas palavras me atingiu em cheio. Aquilo estava doendo mais do que eu podia suportar.
– Não posso, e não quero vê-lo fazer mal a si mesmo...
– Você não entende – ele me interrompeu, a voz grave mansa – Estou fazendo isso por mim. Preciso tentar e ficar em paz comigo mesmo.
Ele ergueu uma mão e com a ponta do dedo indicador secou uma das lágrimas que havia acabado de saltar de um dos meus olhos.
– Sasori... – murmurei, num pedido contido.
– Shh! – acariciou meu rosto – Você verá... Eu irei fazer com que se sin...
Uma explosão ecoou por todo o céu, interrompendo Sasori. Me encolhi ao ouvir o barulho da explosão e olhei em volta, procurando de onde havia vindo aquele barulho ensurdecedor. Sasori fez o mesmo.
Havia um ponto, perto das montanhas, um ponto brilhando na cor verde e alterando para vermelho, uma esfera que girava como um pneu de um carro em alta velocidade. E então passou a se expandir.
– Mas que diabo é isso? – minha voz saiu num sussurro.
Sasori não respondeu. Deu um passo para frente, seus olhos fixos na esfera que crescia cada vez mais.
– Isso parece... – Sasori não pôde terminar de falar, pois outra explosão soou.
Alta e ensurdecedora. Tapei os ouvidos, sentindo meus tímpanos latejarem. Quando voltei a olhar para a esfera, não era mais o que havíamos visto.
Fogo crepitava nas bordas da esfera que parecia um portal, dentes pontiagudos cresciam, como se aquela esfera fosse uma boca. Alguns dentes se curvaram para frente e outros ficaram retos ou curvados para trás.
O silêncio predominou ali, e tudo o que Sasori e eu conseguíamos fazer era apenas observar e esperar o que viria a seguir. Foi quando uma criatura horripilante saltou para fora daquela boca gigante, com asas demoníacas batendo no ar rapidamente enquanto soltava um rugido furioso. Montado na fera, estava Madara.
Os cabelos cumpridos e negros de Madara estavam presos num rabo de cavalo alto e o mesmo usava uma espécie de armadura, cuja eu nunca havia visto antes. A armadura era quase negra, mas brilhava, dando a impressão de ser cinza ou prateada. Havia três grandes espinhos presos à ombreira e uma capa negra presa ali. Ele desembainhou a espada, fazendo com que o metal reluzisse a luz do sol fortemente. O cabo da espada eram negro e parecia ser bem detalhado, mas de onde eu estava não conseguia ver. Madara emanava um ar realmente sombrio.
Senti que meu coração iria parar e minhas pernas não se moviam.
A guerra havia começado. Eu não estava conseguindo processar aquela informação. Só saí de meus devaneios quando Sasori me puxou de modo brusco contra o corpo e me segurou junto de si para depois salta e voar para seu quarto novamente.
Me afastei dele rapidamente enquanto respirava fortemente pela boca.
– Sakura, se acalme – ele disse num tom de voz calmo.
Olhei-o atônita.
– Como quer que eu me acalme?! Está acontecendo! A guerra acabou de começar! – eu sentia meu estômago se revirar, causando-me uma sensação de incômodo.
– Não vai adiantar se desesperar agora, Sakura. Contenha-se e seja forte. – ele segurou meus ombros e fitou meus olhos profundamente – Vá para o porão e se esconda. Não saia de lá.
– Porão? – minha voz saiu estagnada – Eu posso estar com medo, Sasori. Mas me esconder é a última coisa que eu vou fazer.
– Você não entende, Sakura. Não é hora para bravuras desse tipo. Você é delicada, é capaz de ser morta apenas por um golpe de sabe-se lá o quê. Estamos perdendo tempo aqui. Vá para o porão, eu vou buscar minhas armas – e dando-me um beijo na testa saiu correndo do quarto.
Olhei pela sacada e não havia apenas Madara, agora havia um exército saindo daquela boca demoníaca. Alguns homens de Madara caíam quando saíam e tinham alguns dos dentes daquela boca transpassados por várias partes do corpo.
Eu senti vontade de vomitar.
Não tinha como eu ficar parada ali, sem fazer absolutamente nada. Eu não poderia me esconder em um porão quando uma guerra ocorria como uma covarde. Me aproximei do muro da Sacada e olhei para o céu, quase que hipnotizada. Madara sobrevoava o céu olhando para baixo.
Coloquei as asas para fora e então saltei, voando para terra firme. Corri para o estábulo onde houve vezes de quando eu era mais nova de adormecer ali quando estava triste, junto aos cavalos.
Adentrei o estábulo e meus olhos encontraram um garanhão branco com patas peludas e cascos impecavelmente polidos pastando.
– Desculpe, amigo – me aproximei do cavalo e bati as asas para baixo, saltando para cima do cavalo e o assustando. – Calma, garanhão!
O cavalo ficou de pé apoiando-se em suas patas traseiras enquanto soltava um relincho assustado.
– Shh! – tentei o tranquilizar.
Ele voltou a ficar sobre as quatro patas e girou, quase me derrubando.
– Preciso que me ajude, então, coopere comigo. Não tenho como voar para casa, o único jeito é pela terra firme – eu conversava com o cavalo, tentando inutilmente o fazer entender.
Suspirei tristemente. Eu estava falando com um cavalo.
Enrolei meus dedos em sua crina macia e com a outra mão acariciei seu grande pescoço. Dando uma cutucada com o calcanhar em sua barriga, ele então virou-se e correu para fora do estábulo. Dirigindo-o pela crina que estava em minhas mãos, direcionei-o para o enorme portão. Logo estávamos correndo pela estrada clara, correndo numa velocidade inacreditável.
O galope forte do garanhão fazia com que eu apertasse mais minhas pernas em torno de si para não cair, fazendo a musculatura da parte interna de minha coxa doer, protestando para ter alívio. Mas aquela não era a hora para alívios.
Minhas asas estavam para fora, retas enquanto o vento nos cortava suavemente. Meus cabelos voavam para trás fortemente.
Ouvi um rugido próximo e logo um demônio sobrevoou sobre as árvores por onde eu passava, fazendo com que eu segurasse um grito de horror. Cutuquei a barriga do cavalo outra vez, forçando o limite da força dele correr – mas eu não poderia vacilar.
O cavalo corria rápido demais, e eu pude desfrutar da sensação selvagem que me adentrava, mesmo que por um momento que logo acabaria quando eu descesse do cavalo.
– Abram os portões! – gritei o mais alto que eu pude para os porteiros.
Eles me olharam com olhos arregalados, mas abriram os portões.
Adentrei o terreno de meu pai e então bati as asas, voando para longe do cavalo até a porta. Chutei a porta com força e entrei voando, vendo que muitas pessoas corriam para todos os lados. Pessoas gritavam, era insuportável de se ver e ouvir.
– Sakura! – Chyo vinha em minha direção.
Pousei bruscamente no chão.
– Onde está Sasuke?!
– Está na sala de armas – ela estava ofegante – Seu pai está com os nervos explodindo por pensar que você não estava segura.
– Não temos tempo, Chyo! – eu disse correndo para a escada – Vá para o porão e se esconda! Não vou me perdoar se algo acontecer com você!
Voei escada acima, entendendo a sensação de Sasori por querer me proteger ao pedir para que eu fosse para o porão. Voei o mais rápido que eu podia, rumando à sala onde meu pai guardava suas melhores espadas e escudos.
Abri a porta e uma sensação de alívio me atingiu.
– Sasuke! – chamei-o enquanto corria em sua direção e o abraçava pelas costas.
– Onde diabos você estava?! – ele parecia bastante irritado ao virar-se em meus braços e me encarar furiosamente – Pensei que algo tinha acontecido a você...
– Guarde os sermões para depois! – o larguei e peguei uma espada prateada com o cabo dourado – Temos uma guerra para enfrentar.
Ele riu. Uma risada sarcástica e negra.
– Temos? Não, Sakura – ele tomou a espada de minha mão – Você não vai lutar.
Fechei o punho, completamente ardendo em chamas de raiva.
– E é você quem vai me impedir?! – eu praticamente gritei.
– Quer apostar que sim? – sua voz estava fria e enfurecida, por um momento quase recuei e corri para o porão.
– É a minha Dimensão, Sasuke! Não pode me impedir de lutar por ela, é o meu lar! Acha que me sentirei como quando tudo isso acabar e minha consciência me acusar da covardia de que eu me escondi num porão enquanto todos lutavam bravamente?! – fiquei face a face com ele, olhando-o mortalmente.
– Não faça birra agora. Não temos tempo – e voltou a olhar para a espada.
– Não me faça ficar sentada esperando no meio dessa guerra – pedi numa voz baixa e complacente.
– Você não entende – ele grunhiu – Meu tio provavelmente irá para o castelo, que é onde está guardado o que ele tanto quer.
Paralisei.
– Você sabe? – engoli a saliva – Você sabe o que o seu tio quer?
– Sim – ele não me olhou.
– Por que não me contou?
– Não tinha motivos para colocar em risco a sua segurança – bufou e virou-se, indo até uma estante onde havia inúmeras adagas e punhais de prata e ouro.
– Minha segurança?! – me alterei, um tanto sarcástica – Por que não para e pensa que isso envolve muito mais pessoas do que eu?!
Ele se virou bruscamente e me encarou.
– Porque nenhuma delas me interessa a não ser você.
Não consegui dizer mais nada, aquelas palavras me pegaram desprevenida. Corri para ele e então puxei-o pelo pescoço, colando meus lábios nos dele. Ele correspondeu avidamente enquanto apertava minha cintura com uma força desnecessária. Logo nossos lábios estavam separados novamente, e Sasuke guardava um punhal em sua bota de couro negra.
– Meu tio quer a chave que serve para abrir a cela onde o anjo caído mais poderoso está preso – Sasuke prendeu um cinto com duas bainhas para espadas – Esse anjo é o anjo caído mais forte do que qualquer outra coisa. Se algum Impuro conseguisse fazer com que o esse anjo ficasse do lado dos Impuros, seria um desastre. O poder dele é grande demais, seria um problema.
Refleti rapidamente.
– Gaara me contou algo sobre esse anjo – murmurei para mim mesma.
– Gaara?! – ele me olhou parecendo não acreditar no que estava ouvindo – Desde quando você e Gaara se falam? E aliás, quando foi isso que eu não faço a mínima ideia? Vocês estavam se encontrando escondido, é isso?
Não respondi, reconhecendo que eu não deveria ter deixado aquilo escapar. Sasuke ficava insuportável quando estava com ciúmes.
– Não é hora de discutir sobre isso – peguei uma espada e enfiei em sua bainha, tentando fugir de seu olhar furioso.
Ele segurou meu queixo e o ergueu, forçando-me a olhar em seus olhos negros.
– Quando tudo isso acabar, — seu hálito refrescante acariciava minha pele – vamos conversar sobre isso.
Olhei-o mortalmente.
– Você não tem uma Guerra para lutar, Sasuke? – perguntei entredentes.
Ele piscou e, mesmo irritado, deu-me um beijo no alto da testa.
– Se cuida – murmurou antes de sair às pressas daquela sala.
Senti que meu coração batia cada vez mais forte, e, para melhorar, eu estava suando demais. Virei a cabeça e encarei as espadas. Eu não podia ficar parada.
Peguei um cinto que havia espaço para duas espadas e um punhal. Escolhi primeiro uma espada prateada de cabo marrom envernizado com detalhes dourados e depois uma outra espada, que tinha seu cabo bastante cumprido da cor branca. Em vez de pegar um punhal, decidi que por pegar uma adaga. A lâmina simplesmente bela reluzia e eu pude perceber que havia o desenho de três círculos perfeitamente redondos. Dentro deles, havia a letra C gravada. No outro, a letra M e no último a letra I.
Não havia tempo para ficar admirando a bela adaga e seu cabo negro na forma de duas asas fechadas. Coloquei-a no espaço no cinto e saí às pressas daquele cômodo. Voei escada abaixo, vendo Sasuke dando ordens a um homem mais velho que ele, mas que parecia estar acatando tudo o que lhe era dito.
– O rei não sabe o que meu tio quer, então, faça o possível para que sejam detidos antes de chegar ao castelo – ouvi Sasuke dizer.
Sasuke trajava uma camisa de mangas cumpridas branca bastante folgada, as mãos e pulsos cobertos por faixas brancas, até o começo dos dedos da mão.
O homem assentiu mais uma vez e então saiu. Os olhos negros de Sasuke desceram para o cinto que eu usava com as duas espadas embainhadas e a adaga. Seu maxilar se contraiu tão fortemente, que pensei que por um momento, acabaria se quebrando.
– Você é teimosa – sua voz era tão cortante que poderia me transpassar – Mas não posso deixar que o medo de que algo aconteça com você me dominar – ele passou os dedos pelos cabelos negros de modo que demonstrava sua tensão – Preciso que faça uma coisa.
Meus pulmões encheram-se de ar e inflaram, esperando que Sasuke continuasse.
– O rei não foi avisado sobre o que meu tio queria, justamente porque eu estava tratando isso com o seu pai. Percebo que fiz errado em deixar que seu pai cuidasse de tudo sozinho, mas agora não é tempo para perceber erros. Preciso que vá até o seu rei e diga a ele que Madara está pela procura da chave da prisão do anjo azul.
Uma explosão ecoou, interrompendo-o.
– Senhor, estão aqui – um rapaz que parecia um pouco mais velho, ou até mesmo a mesma idade que Sasuke, passou pela porta gritando.
– Você faria isso por mim, Sakura? Se puder? – ele perguntou e no exato momento percebi o peso daquelas palavras. A música, a melodia.
Assenti, tentando demonstrar a melhor determinação que podia – o que eu não sabia se era muita.
Sasuke não olhou-me, apenas correu em direção da porta, colocando as belas asas negras para fora do corpo — aquela cena ficaria para sempre em minha mente. Mas logo quando ele passou, bateu a porta com força.
Balancei a cabeça e num impulso de coragem, voei escada acima, rumando à qualquer janela que me viesse pela frente. Quando achei uma, a mesma estava fechada. Não me importei de parar para abri-la, usando a velocidade com a qual estava voando, chutei o vidro e então eu estava fora do castelo.
Eu tinha de avisar ao rei sobre o que Madara queria, caso contrário, seria tarde demais.
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