Give Me Love
23 -Capítulo 23-
Notas iniciais
Give Me Love
–Capítulo 23-
Por JefCokkie
Mais uma vez ergui os olhos e encarei a grande porta clara do quarto onde Sasuke e meu pai estavam, juntamente com Sasori. Já eram quase duas horas da tarde e faziam quase uma hora desde o almoço que eles estavam ali, provavelmente montando estratégias para vencer a Guerra. Eu me sentia completamente exluída, o que me fazia ficar um tanto mais calada do que o nomal, já que eu não tinha mais ninguém com quem conversar a não ser Sasuke.
Eu sentia imensamente a falta de Ino. Eu adoraria que ela estivesse ali comigo, eu a levaria para conhecer o castelo, o jardim, a floresta e a sala de costura com vestidos exclusivos que a própria Chyo fazia. Ela iria adorar aquilo tudo.
Levantei-me no exato momento em que ouvi a porta sendo aberta, soltando um suspiro de alívio ao ver que era Sasuke. Ele passou pela porta e a fechou, sem me olhar.
– Queria te mostrar uma coisa hoje — eu disse apertando o pano do simples vestido que eu trajava.
Ele voltou seus olhos para mim e eu percebi que algo estava diferente.
– Está tudo bem? — perguntei preocupada, me aproximando um passo.
– Melhor impossível — ele respondeu com um tom de voz frio enquanto recuava um passo — Não estou muito disposto hoje. Espero não estar sendo rude, mas eu prefiro me deitar e dormir sem ser incomodado.
Suas palavras me deixaram chocada demais para que eu pudesse dizer mais alguma coisa, e como se o meu silêncio fosse uma deixa para ele, o mesmo apenas se virou deu-me as costas, andando pelo corredor sem ao menos olhar para trás.
Eu não estava conseguindo entender absolutamente nada. As palavras frias de Sasuke ecoavam em minha mente.
Olhei para o chão, massageando as têmporas e respirando fundo antes de deixar que aquilo me magoasse mais do que deveria. Talvez Sasuke só não estivesse com um bom humor, apenas isso. Sasuke era difícil de entender, então, era melhor dar-lhe espaço. Por mais que seu jeito indiferente de tratar-me tenha machucado, eu sabia que era apenas questão de espaço — ou pelo menos estava me convencendo de que era isso.
Abri a porta da sala de meu pai, vendo que o mesmo conversava animadamente com Sasori, que estava sentado em frente à sua mesa.
– Papai? — o chamei, hesitando em entrar e atrapalhá-los.
Meu pai parou de falar e então seus olhos pairaram em mim.
– Sim, querida? — ele apoiou os cotovelos na mesa.
– Não estou interrmopendo nada? — perguntei de forma casual.
– Oh, não! — meu pai se levantou — Estávamos apenas discutindo sobre...
Sasori se levantou, pigarreando. Seus olhos cor de amêndoa já me diziam exatamente sobre o que estavam conversando.
– Desculpe a intromissão, então — murmurei sorrindo de modo breve — Eu vou...
– Não interrompeu nada, minha querida. Acabei de conversar com Sasuke e não fará mal se você se juntar a nós, já que ele decidiu ir deitar-se e descansar um pouco — ele sentou-se novamente.
Olhei para Sasori, que nada dizia, apenas olhava para o chão conforme se sentava.
– A propósito, o que Sasuke tem? Ele está um pouco estranho — comentei tentando ser cauteloza em minhas palavras.
– Estranho como? — papai perguntou, parecendo preocupado.
– Não sei, esperava que me dissesse — fechei a porta e me aproximei dos dois.
– Ele deve estar apenas cansado — estalou os dedos — Também, discutimos sobre muita coisa em apenas uma hora e meia.
Sasori concordou com a cabeça, sem me olhar.
– Sobre o que discutiram? — sentei-me numa poltrona ao lado de Sasori.
– Agradeci à ele por estar nos ajudando tanto, e sendo seu amigo. Lembro-me de que você ficava sempre sozinha antes de fugir, e acabo que por me sentir mais aliviado que tenha uma companhia amigável. Disse à ele que ficaria muito feliz se comparecesse em seu casamento com Sasori — meu pai sorriu.
Certamente, meu pai não sabia de nada do que acontecia entre eu e Sasuke. Mas não foi aquilo que me preocupou.
– O senhor disse mais o quê? — procurei manter a voz calma, sem estresse algum.
– Que me sinto bastante seguro em entregar sua mão à Sasori, pois é o único em quem confio para desposá-la — finalizou, sorrindo.
Meu coração pareceu se apertar dolorosamente. Aquilo explicava o comportamento de Sasuke quando me vira — ou não.
Pense com clareza, Sakura!, adverti a mim mesma.
Se era aquilo que incomodava Sasuke, ele deveria ter sentado e conversado comigo, ao invés de tratar-me daquele jeito.
– Eu acho que ouvi demais por hoje — resmunguei me levantando — Não vou dizer mais nada sobre o casamento, porque vocês já sabem como eu me sinto em relação à isso. Vocês sabem que não podem me forçar.
Lancei um olhar fumegante à Sasori, que fingiu nem ao menos perceber.
Retirei-me daquela sala, sentindo meus ombros ficarem tensos. Eu realmente precisava de algo que me distraísse, mas não estava com cabeça para nada naquele momento a não ser falar com Sasuke.
Decidi então ir até o quarto onde Sasuke estava hospedado, formulando no que eu diria a ele. Ele havia dito que não queria ser incomodado, e eu estava começando a considerar a ideia de dar meia voltar e ir para o meu quarto, deixando-o em paz.
Sacudi a cabeça, numa tentativa de espantar a insegurança que insistia em ficar ali. Respirei fundo e então girei a maçaneta, empurrando a porta logo em seguida.
– Sas... — minha voz morreu ao olhar para a sacada.
Ele se virou rapidamente, com olhos um tanto surpresos e arregalados. Seus cabelos negros dançavam no vento enquanto seu peitoral estava descoberto. Trajava apenas uma calça negra e seus pés estava descalços. Mas não fora isso que me fizera perder o fio de raciocínio que me restara. Fora as asas negras que estavam abertas atrás deles, um negro quase como seu cabelo.
Eu abri a boca, mas então a fechei. Meu coração estava batendo cada vez mais rápido. Eu estava num estado de choque que eu não sabia se sairia tão cedo.
– Sakura — ele disse meu nome, em surpresa.
Pisquei, pisquei e pisquei, mas as asas não sumiam.
– O que... Sasuke... Eu... Asas — eu falava palavras desconexas.
Senti minha garganta secar ao ver as asas negras de retraírem para baixo.
– Você... — procurei acalmar minha respiração — Você tem asas. Asas negras.
Sasuke olhou para o chão. Aquilo foi como um soco em meu rosto.
– Quem é você?! — me alterei.
Sentia meu sangue correr fervendo por minhas veias, a palma de minhas mãos estavam suando.
Sasuke pareceu estremecer com o tom de minha voz.
– Como assim você tem asas?! Você é o herdeiro do Clã dos Descendentes de Baal! Não era para você ter asas! — despejei sentindo meu peito se acelerar — Mas que raios está acontecendo?! Eu simplesmente trago você ao meu lar e você esconde isso de mim? Eu sinceramente não sei quem é você! Pensei que tivesse dito que estava apaixonado por mim, e se quer saber isso muda as coisas. Era para partilharmos...
– Sakura! — ele gritou.
Encolhi os ombros ao ouvir seu tom de voz.
– Nunca. Jamais. Erga. A voz. Para. Mim — eu disse entredentes — Você não tem esse direito!
Ele suspirou.
– Eu... — ele entrou para o quarto, meus olhos estavam presos em suas asas negras — Eu não sei por onde começar.
Fechei os olhos com força ao sentir que começaram a ficar úmidos.
– Você tem mentido para mim sobre esse tempo todo sobre quem você é? — quando abri os olhos já não podia esconder as lágrimas que teimavam em sair.
– Não! Isso não, Sakura — ele se aproximou de mim, mas parou ao ver que eu recuava cada vez que ele se aproximava — Acho melhor se sentar, porque há muito para conversar.
Assenti, atordoada demais para lhe olhar. Vi-o estender um braço em minha direção, mas então o abaixar quando passei reto por ele, sentando-me na enorme e macia cama. Ele fez o mesmo.
– Comece — meu tom de voz parecia não ter emoção.
Ele ficou em silêncio por um momento.
– Não tenho o dia todo para isso, Uchiha — murmurei entredentes.
Bem, na verdade eu tinha, mas ele não precisava saber daquilo.
– Minha mãe era um anjo — ele disse e então ergueu a cabeça e fitou meus olhos profundamente.
Senti meu corpo paralisar.
– O quê?!
– É isso o que você ouviu — ele encheu o pulmão, fazendo seu peito se elevar e depois voltar ao normal — Ela se casou com um membro do clã dos Descendentes de Baal, não só um membro, era o herdeiro. Seu nome era Fugaku, meu pai. Minha mãe era uma Virtude que se apaixonou pelo inimigo e então casou-se com meu pai na Dimensão Mundana. Ela fugiu para poder se casar com meu pai, pois se a família dela descobrisse que ela estava amando um ser Impuro ela seria punida e nunca mais a deixariam vê-lo. Depois de um ano de casamento ela engravidou.
– Era você — sussurrei, atordoada com toda aquela história,
– Não — ele pareceu tomar coragem para prosseguir — Era meu irmão.
Arregalei os olhos.
– Irmão? — minha voz saíra apenas um sussurro.
– Sim. Itachi, irmão mais velho. — ele puxou uma parte do lençol para cima de suas penas após cruzá-las em cima da cama — E depois de alguns anos ela engravidou de mim. Itachi nasceu diferente de mim, ele nasceu completamente anjo, o que eu não entendi nem um pouco até hoje. Já eu, eu nasci mestiço. Uma parte minha é celeste e outra é impura.
Minha boca estava completamente seca para que eu conseguisse falar algo.
– Antes de partir para a Dimensão Inferum e morrer, minha mãe me disse para que eu tomasse meu lugar como herdeiro caso eles não voltassem e que cuidasse para preservar a Dimensão Celeste, que um dia fora seu lar. Meu irmão havia ido em bora, sem dizer ou explicar nada. Ele simplesmente terminou de jantar e saiu, nem meu pai e nem minha mãe tentaram o impedir. Não sei o que aconteceu com ele até hoje. Mas continuando, ela me disse para ser o grande homem que ela sabia e que queria que eu fosse. Disse para eu ser um simples homem, e então disse "Você não fará isso por mim, filho? Se puder?". Por isso sou apegado demais à música Simple Man do Lynyrd Skynyrd, foi como se essa música tivesse sido escrita para mim. É intrigantemente parecido — ele sorriu tristemente — Minha mãe sabia que se algo acontecesse com Fugaku, meu pai, meu tio faria de tudo para possuir a liderança. Ela sabia que meu tio não levaria o Clã para a paz e sim para suas vontades pessoais, como o poder que ele tanto anseia. Por isso pediu-me para que acontecesse o que acontecesse, para eu impedi-lo e proteger a Dimensão Celeste se a mesma estivesse em perigo eminente. E foi o que eu fiz. Meu tio agiu igualmente ao que minha mãe sabia que agiria, e isso não me foi surpresa. Ela sempre fora observadora e sentia a energia das pessoas, e Madara era como um livro aberto para ela. Ela era simplesmente maravilhosa, sinto falta dela.
Minha vontade era de abraçá-lo e dizer que eu estava ali e que estava tudo bem, mas não fiz isso. Preferi que ele continuasse, mas ele nada disse.
– Sasuke... — ele não me deixou falar.
– Desculpe não ter dito para você antes, mas acontece que se alguém desta Dimensão souber que sou filho de um anjo com um impuro estarei muito ferrado. Eu não queria envolver você nisso, Sakura. Mas nunca foi minha intenção te magoar. Seu pai passou a me ajudar quando lhe contei a verdade. Minhas asas nasceram antes de eu completar dezoito anos, ao contrário dos anjos legítimos, que nascem alguns dias depois de seu aniversário de dezessete anos. Meu lado impuro aflorou mais rápido do que eu imaginava e fez com que minhas asas nascessem.
– Foi doloroso? — perguntei, não conseguindo evitar a preocupação presente em minha voz.
– Nem senti quando nasceram. Nasceram cinco minutos antes de você entrar.
– Aqui, na Dimensão Celeste, não rasga nem a roupa. Minhas asas nasceram na Dimensão Mundana, e não foi nada agradável, se é que você se lembra — sorri tristemente ao me recordar do dia.
– Como posso esquecer? — ele se aproximou de mim, ainda sentado na cama — Quando você pediu para que eu não a machucasse, mesmo eu sabendo o que você era, tudo o que eu conseguia pensar era em como alguém conseguiria machucar uma criatura tão tão bela. Eu nunca poderia ter imaginado que frequentava o mesmo ambiente em que um Serafim frequentava. De início foi um choque, mas depois eu coloquei em minha cabeça em fazer uma aliança, assim estabeleceria a paz entre nós e eu poderia usá-la para impedir a Guerra. E antes que entenda de modo errado, eu não usei você esse tempo todo. Isso nunca! Mas então você passou a me ajudar, mesmo sem saber dos meus motivos, sem saber o que eu era capaz de fazer. Você confiou em mim mesmo quando não podia, e não sabe o quanto sou grato por isso.
Ele acariciou meu rosto com as pontas dos dedos, que se detiveram em meus lábios juntamente com seus olhos enquanto eu corava.
– Você me ajudou — eu disse num sussurro.
– Eu não me perdoaria nunca se algo acontecesse à você naquela hora — inclinou-se sem tirar os olhos dos meus lábios — Meu instinto de proteção praticamente berrou dizendo que se eu deixasse você se machucar eu seria o culpado, e acredite, eu não gostaria de saber que a culpa seria minha.
– Desculpe por ter me alterado — senti minhas bochechas esquentarem. Eu havia sido muito estúpida, eu me envergonhava disso naquela hora.
– Eu acho que teria feito o mesmo se estivesse em seu lugar. É muita coisa para digerir — ergueu os olhos e encarou-me profundamente — Eu é quem devo desculpas. Por querer te proteger acabei te magoando.
Rocei meu nariz com o seu.
– Está tudo bem, meu anjo negro — passei meus braços por seu pescoço, o puxando para perto de mim.
– Gostei de como me chamou — mordeu minha bochecha e eu sorri.
– Também gostei — sorriu e fechou os olhos, inspirando profundamente — Eu já disse o quanto você cheira bem?
– Não — respondi baixo, apreciando sua face serena.
– Você cheira à jasmim e a noite — ele riu baixo — É uma combinação estranha, mas é formidável juntas.
Então nos beijamos. Um beijo com um sentimento que chegava a quase ser palpável.
Minhas asas ainda estavam para fora, e se arrepiara e estremecera quando Sasuke as acariciou. Ele me puxou para seu colo, me sentando de frente para ele enquanto suas mãos passeavam por minhas coxas sem cessar. Uma de minhas mãos estavam enterradas em seus cabelos enquanto a outra decia por seu peito descoberto, arranhando-o e ouvindo-o suspirar. Me remexi sobre seu quadril, rebolando suavemente sobre seu membro de forma provocativa. Um gemido rouco escapou de seus lábios e suas mãos se agarraram em meus quadris, o movimentando para frente e para trás, roçando os sexos mais ousadamente.
Uma mão de Sasuke deslizou para baixo de meu vestido e deslizou pela parte interna de minha coxa. Sasuke roçou a ponta dos dedos por cima de minha calcinha para depois adentrar dois dedos na mesma. No momento em que senti o contato de seus dedos com minha pele íntima foi como se uma chama se acendesse e se espalhasse por todo o meu corpo, como pólvora.
Os dedos de Sasuke me estimulavam, fazendo com que eu jogasse a cabeça para trás e gemesse seu nome de modo rouco.
– Diga meu nome — ele pediu, soltando um suspiro um tanto sôfrego.
– Sasuke — gemi seu nome entre suspiros.
Senti sua boca em meu pescoço, até que então batidas na porta nos tiraram daquele momento. Como sempre, Sasuke soltava um palavrão cabeludo quando ficava extremamente irritado.
– Sim?! — sua voz saíra extremamente irritada.
– Mandaram-me avisar que o jantar já está pronto — a voz da camareira soou tímida por de trás da porta.
Sasuke pareceu se acalmar um pouco.
– Já vou descer — ele disse e quando ouvimos o passo da mulher se distanciando, soltei um suspiro de alívio.
Ele colou seus lábios em meu pescoço novamente.
– Não, não, Uchiha — me afastei dele e fiquei de pé — Temos de jantar.
Ele revirou os olhos e me puxou pela cintura novamente, jogando-me na cama. Minhas asas eram tão grandes que iam além da largura da cama.
– Está tentando se safar de mim, Haruno? — seu olhar sedutor percorreu meu rosto.
– Talvez — olhei-o com um ar desafiador.
Ele se inclinou e deu-me um breve beijo.
– Vamos — Sasuke se levantou e espreguiçou os braços, juntamente com as asas.
Eu olhei aquela cena boquiaberta. Sasuke parecia saído de um livro, era incomparável sua beleza e ainda acompanhada daquelas asas tão negras quanto carvão. Não havia caído a ficha ainda de que Sasuke tinha asas. Asas negras.
– Me sinto pequeno comparado à você — ele fez uma careta ao olhar minhas asas — Olhe o tamanho de suas asas!
Ri e dei-lhe um tapinha do peito.
– Pelo o que sei, as suas crescerão ainda, apesar de serem bastante grandes para terem nascido à dois dias atrás. Quase tocam o chão quando curvadas — observei estendendo uma mão para tocá-las.
Sasuke inclinou uma das asas para perto de minha mão, deixando que eu acariciasse a mesma.
– É uma sensação estranha — ele comentou olhando minha mão afagando sua asa.
– Sei como se sente — sorri.
– Temos de descer agora — ele então guardou suas asas rapidamente.
Fiz o mesmo.
Sasuke foi na frente e abriu a porta, olhando para todos os lados do corredor se certificando de que não havia ninguém no corredor.
– Venha — ele estendeu uma mão para mim.
Aceitei sua mão sem hesitar. Logo estávamos andando pelo corredor, nossas mãos entrelaçadas. Descemos as escadas após dobrar o imenso corredor e então tive de soltar sua mão ao seguir para a sala-de-jantar. Entramos na sala, onde estava apenas meu pai sentado na ponta do outro lado da mesa.
– Onde está Sasori? — perguntei surpresa por não encontrá-lo ali junto de meu pai.
– Em sua casa — meu pai respondeu simplesmente.
Dei de ombros e segui para um lado da mesa enquanto Sasuke fazia o mesmo. Sentamo-nos e então logo o jantar nos foi servido.
– Ainda não sei como se conheceram — papai comentou bebendo um pequeno gole da sua taça de vinho.
Engoli a comida que havia mastigado e olhei para Sasuke, que olhava para seu prato como se estivesse com os pensamentos longe.
– Nos conhecemos numa escola mundana — respondi, ciente de ser cauteloza com as palavras que usaria para lhe dizer.
– É mesmo? — inclinou-se sobre a mesa, apoiando os cotovelos na mesma.
– Sim — comi mais um pouco — Minhas asas acabaram que por sair sem minha permissão, e como o senhor bem sabe, na Dimensão Mundana tudo é muito carnal, então foi doloroso. Sangrou demais e a dor era insuportável. Foi quando Sasuke me ajudou. Ele me deu sua jaqueta para esconder as peridas e a blusa rasgada pelas asas quando saíram. Depois ele conversou comigo sobre a Guerra, pedindo ajuda para impedi-la. De início eu não confiei nele, mas depois as coisas foram fluíndo e vi que ele realmente queria nos ajudar. E então estamos aqui — concluí sem olhá-lo.
– São amigos bastante próximos.
– O que quer dizer? — não o olhei novamente, prestando atenção na comida que me fora servida.
– Que fico feliz que tenha alguém próximo para conversar e não estar sozinha — os olhos de meu pai arderam sobre mim, eu sabia disso sem nem precisar olhá-lo.
– Também fico feliz por isso — murmurei antes de terminar de comer.
O jantar passou-se em silêncio enquanto comíamos. Sasuke permaneceu calado, com os pensamentos longe.
Acabei que por ficar inquieta, sem saber se meu pai desconfiava de meu relacionamento com Sasuke. Se sim, eu estava em grandes apuros.
Fale com o autor